{"id":680,"date":"2020-03-02T10:58:18","date_gmt":"2020-03-02T13:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=680"},"modified":"2020-03-02T10:58:18","modified_gmt":"2020-03-02T13:58:18","slug":"a-musica-como-estrategia-pedagogica-na-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/a-musica-como-estrategia-pedagogica-na-educacao-infantil\/","title":{"rendered":"A M\u00fasica como Estrat\u00e9gia Pedag\u00f3gica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil"},"content":{"rendered":"<p>A m\u00fasica al\u00e9m de ser uma express\u00e3o art\u00edstica, pode ser utilizada como um recurso pedag\u00f3gico que estimula o desenvolvimento intelectual, habilidades motoras e a linguagem em crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar, atrav\u00e9s do fortalecimento de processos cognitivos como a mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o. Este artigo apresenta diferentes perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas, como a m\u00fasica pode ser um recurso para o desenvolvimento de habilidades em crian\u00e7as; al\u00e9m disso, exibe o efeito que tem a express\u00e3o musical na idade pr\u00e9-escolar, mostrando que este \u00e9 um recurso para a gera\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os significantes de aprendizagem, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o integral em cada um dos est\u00e1gios do desenvolvimento das crian\u00e7as. A metodologia para a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e9 a pesquisa te\u00f3rico-bibliogr\u00e1fica, descritiva, baseada na pesquisa em livros, artigos, revistas, observa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises sobre o tema abordado.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A m\u00fasica faz parte do cotidiano da vida das pessoas. Em muitas sociedades a m\u00fasica est\u00e1 intimamente inserida em v\u00e1rios aspectos de diferentes culturas no mundo. \u201cA m\u00fasica \u00e9 linguagem universal, mas com muitos dialetos, que variam de cultura para cultura, envolvendo a maneira de tocar, de cantar, de organizar os sons e de definir as notas b\u00e1sicas e seus intervalos. \u201d (JEANDOT, 1997 p. 32).<\/p>\n<p>Os primeiros cinco anos de vida de uma crian\u00e7a representam um per\u00edodo importante em para o futuro do indiv\u00edduo, j\u00e1 que ali se estabelece essa rela\u00e7\u00e3o especial entre pais e filhos no chamado \u201capego\u201d. A m\u00fasica pode contribuir e fortalecer este v\u00ednculo e conseguir que se converta em uma rela\u00e7\u00e3o sadia e operativa. Em todo do mundo quando os pais falam a seus filhos pequenos, ajustam suas vozes para serem mais suaves, mais r\u00edtmicas, mais musicais.<\/p>\n<p>De acordo com Nogueira (2003), a m\u00fasica pode ser um ve\u00edculo para o desenvolvimento integral da crian\u00e7a, que comp\u00f5e as \u00e1reas cognitiva, social, emocional, afetiva, motora de linguagem, assim como da capacidade da leitura e da escrita. Esta \u00e9 a atividade humana mais global, mais harmoniosa, aquela em que o ser humano \u00e9, ao mesmo tempo, material, espiritual, din\u00e2mico, sensorial, afetivo, mental e idealista. Aquela que est\u00e1 em harmonia com as for\u00e7as vitais que animam os reinos da natureza, assim como todo o universo humano.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel considerar que a m\u00fasica \u00e9 elementar no desenvolvimento da crian\u00e7a j\u00e1 que esta pode ajudar a ter disciplina, entrega e dedica\u00e7\u00e3o escolar entre outros. Ademais, criando paix\u00e3o pela educa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m pode ser \u00f3tima no desenvolvimento da motricidade infantil. Por esta raz\u00e3o que se deveria adotar com melhores pol\u00edticas p\u00fablicas educativas para esse tipo de arte nas escolas brasileiras.<\/p>\n<p>A m\u00fasica deve ser utilizada como uma harmonia metodol\u00f3gica na educa\u00e7\u00e3o para melhorar os resultados da aprendizagem. Pois o uso desta pode ser essencial como uma ferramenta muito \u00fatil e definitivamente efetiva para o desenvolvimento de cada aspecto cognitivo desde muito cedo nas crian\u00e7as. Assim, ao utilizar a m\u00fasica com as crian\u00e7as, estas aprendem e tamb\u00e9m se divertem, de maneira satisfat\u00f3ria a estimular seus sentidos. Desenvolve ainda a motiva\u00e7\u00e3o e ajuda para o desenvolvimento de capacidades e compet\u00eancias integrais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>A M\u00daSICA, O BRINCAR E O APRENDER NA EDUCA\u00c7\u00c3O INFANTIL<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Granja (2006), as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es comunicativas de ser humanos foram atrav\u00e9s do som, e \u00e9 atrav\u00e9s desta fonte que uma crian\u00e7a come\u00e7a a comunicar-se na vida. Quem n\u00e3o recorda aquelas can\u00e7\u00f5es que aprendeu na escola ou nas rodas de amigos? Melodias que se grudam na mente e perduram nela apesar da passagem dos anos, sem darmos conta.<\/p>\n<p>A musicalidade pode ser considerada como um dos meios mais eficazes para integrar em nosso c\u00e9rebro dados que h\u00e3o de perdurar na mem\u00f3ria por muito tempo. Dessa forma, encontraremos can\u00e7\u00f5es tradicionais de toda a vida, que se iniciam com um zumbido, que todos somos capazes de seguir. Can\u00e7\u00f5es que viajam por distintas gera\u00e7\u00f5es, de boca em boca, sem necessidade de publicidade nem reprodutores. Dessa forma, s\u00e3o muitos os elementos de car\u00e1ter pr\u00e1tico que promove a m\u00fasica no desenvolvimento incondicional da crian\u00e7a. Justamente por isso que \u00e9 respeit\u00e1vel integr\u00e1-las nas aulas da Educa\u00e7\u00e3o Infantil como meio de desenvolvimento das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>A m\u00fasica est\u00e1 sendo introduzida na educa\u00e7\u00e3o escolar valorizando fatores que nos levam a refletir sobre a import\u00e2ncia que representa no seu desenvolvimento intelectual (cognitivo), afetivo, l\u00fadico e motor na busca da forma\u00e7\u00e3o integral. Conforme diz Bernal (2000), o c\u00e2ntico \u00e9 um elemento-chave para esta primeira etapa do sistema de ensino. Na idade pr\u00e9-escolar a criatividade e as habilidades art\u00edsticas e expressivas s\u00e3o uma plenitude. Longe das regras e orienta\u00e7\u00f5es do quadro social, as crian\u00e7as t\u00eam a oportunidade de &#8220;brincar&#8221; com a sua voz, com o seu corpo e com instrumentos musicais, despreocupada e espont\u00e2nea forma, dar asas livres para as emo\u00e7\u00f5es e a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde os primeiros anos de vida, as crian\u00e7as passam por fases diferentes das quais j\u00e1 possuem a capacidade de operar n\u00e3o apenas com objetos concretos e tang\u00edveis, mas tamb\u00e9m com as linguagens simb\u00f3licas: m\u00fasica, discurso, desenho, etc.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9, portanto, para ser transformada em uma nova especialidade atrav\u00e9s do qual pode saber expressar-se e aprender brincando.<\/p>\n<p>A m\u00fasica e o brincar, podem apresentar pontos em comum, e um deles \u00e9 a de que eles s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento da crian\u00e7a, o objetivo fundamental da educa\u00e7\u00e3o; por isso, se os dois s\u00e3o t\u00e3o enriquecedores porque n\u00e3o trabalhar em conjunto com pr\u00e1tica que promovam esse desenvolvimento.<\/p>\n<p>Munhoz (2003) define as intera\u00e7\u00f5es advindas da musicalidade como a\u00e7\u00f5es que centram-se em qualquer um dos aspectos espec\u00edficos da m\u00fasica. E, ao mesmo tempo, indicando a possibilidade de que qualquer atividade divertida e musical que leva em conta a exist\u00eancia de normas ou regras para o seu desenvolvimento, pode ser considerado como um jogo musical e os jogos podem ser convertidos em ensinamento, se definirem objetivos a serem alcan\u00e7ados, e a sua rela\u00e7\u00e3o com os objetivos da educa\u00e7\u00e3o musical enfatizando as rela\u00e7\u00f5es e integraliza\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica o brincar e o aprender.<\/p>\n<p>Este mesmo autor (<em>ibid<\/em>. 2003, p. 58-59) classifica os jogos de m\u00fasica em resposta a v\u00e1rios crit\u00e9rios, tais como os blocos de conte\u00fado sobre o qual desenvolve educa\u00e7\u00e3o musical. A saber: \u201cjogos de \u00e1udio percep\u00e7\u00e3o; jogos de express\u00e3o vocal; instrumental; jogos de express\u00e3o; jogos de express\u00e3o do movimento; jogos da linguagem musical; jogos da cultura musical\u201d (MUNHOZ, 2003, p. 43)<\/p>\n<p>Em todas as atividades relacionadas com a m\u00fasica, o brincar assume um papel importante, pois permite ao aluno aprender com maior motiva\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e desfrutar da m\u00fasica e de seus valores art\u00edsticos, atrav\u00e9s de atividades musicais e desenvolvem o ato de se comunicar uns com os outros. A recrea\u00e7\u00e3o ou o jogo se torna um mediador ou intermedi\u00e1rio entre a crian\u00e7a e o mundo dos sons e do movimento.<\/p>\n<p>Segundo Bernal (2000), o brincar preside todas as atividades para crian\u00e7as e pode ser acompanhado de c\u00e2nticos simples e at\u00e9 o mesmo papel que desempenha. Quando as crian\u00e7as brincam em um ambiente at\u00e9 mesmo silencioso, muitas vezes cantam as palavras e as melodias; outras vezes express\u00e3o essa musicalidade de forma mais r\u00edtmica, acompanhada por a\u00e7\u00f5es e desta forma est\u00e3o criando ritmo, melodia, voz, movimento. Estas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o em forma de se expressar inconsciente, que vai ajudar estas crian\u00e7as na linguagem e comunica\u00e7\u00e3o. Em outros momentos, estes exerc\u00edcios inconscientes ajudam-nas a aprender cantar. Ou seja, a musicalidade na crian\u00e7a, que come\u00e7a a mostrar-se uma forma natural, pode ser considerada como o in\u00edcio da criatividade musical da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de ensinar m\u00fasicas, jogos e ritmos, Bernal (2000) fala ainda, da necessidade de diagnosticar as condi\u00e7\u00f5es adequadas para transmitir os entendimentos; promover a aquisi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias, possuir um repert\u00f3rio musical adequado e preparando a base de alguns crit\u00e9rios pedag\u00f3gicos que favorecem o desenvolvimento dos seus potenciais musicais, ao lado do crescimento cognitivo e emocional. Al\u00e9m disso, as atividades musicais devem gerar um clima de confian\u00e7a, seguran\u00e7a e espontaneidade, que podem ser transferidos para todos os campos da aprendizagem.<\/p>\n<p>As atividades musicais na educa\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o devem perder em nenhum momento o seu car\u00e1ter l\u00fadico, reivindicando o valor das brincadeiras tradicionais e observando como agente respons\u00e1vel pela sua recupera\u00e7\u00e3o para a escola.<\/p>\n<p>Nesse sentido, como enfatiza Bernal (2000), a recrea\u00e7\u00e3o \u00e9 o lugar onde surgem espontaneamente jogos tradicionais, mantendo assim a cultura infantil e desenvolver formas de intera\u00e7\u00e3o social ao mesmo tempo a desfrutar das brincadeiras em si, da imagina\u00e7\u00e3o. No p\u00e1tio, as crian\u00e7as est\u00e3o mais independentes, ao contr\u00e1rio da sala de aula, nestes locais eles s\u00e3o aqueles que escolhem o que jogar e com quem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>A MUSICALIDADE NA EDUCA\u00c7\u00c3O INFANTIL INTEGRADA AO CURR\u00cdCULO<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O contato da crian\u00e7a com os sons \u00e9 imprescind\u00edvel para o seu desenvolvimento como ser social, acr\u00e9scimo cognitivo e o aprendizado como um todo. A m\u00fasica, de fato, estabelece suporte educativo entre v\u00e1rios significados de seus experimentos em sociedade com aprendizados vindouros.<\/p>\n<p>Loureiro (2003), baseando-se em uma investiga\u00e7\u00e3o da <em>International Society for Music Education<\/em>, p\u00f5e em evid\u00eancia que a m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 um aspecto sobre o qual se priorize em pesquisas no \u00e2mbito educativo, considerando-se outros deles (psicol\u00f3gico, motor, etc.) como fase do desenvolvimento da crian\u00e7a, obviando-se que para a crian\u00e7a se desenvolva de maneira integral, tamb\u00e9m tem que haver uma educa\u00e7\u00e3o e um aprendizado no \u00e2mbito musical, j\u00e1 que este por sua vez proporciona que a crian\u00e7a vai desenvolvendo outros tipos de conhecimentos (social, l\u00f3gico, matem\u00e1tico, cognitivo). Dessa forma:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentro da \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o aparece a express\u00e3o musical aonde se educa, entre outros, que a express\u00e3o musical \u00e9 um instrumento de apropria\u00e7\u00e3o cultural que possibilita e goza da atividade musical para que fomente a capacidade de express\u00e3o infantil. Em seus princ\u00edpios metodol\u00f3gicos, ademais, se recorre a import\u00e2ncia de aprendizagens significativas, na qual se estabele\u00e7am rela\u00e7\u00f5es entre suas experi\u00eancias pr\u00e9vias e os novos aprendizados. O princ\u00edpio da globaliza\u00e7\u00e3o sup\u00f5e que a aprendizagem \u00e9 o produto do estabelecimento de m\u00faltiplas conex\u00f5es, de rela\u00e7\u00f5es entre o novo e o aprendido (LOUREIRO, 2003, p. 32).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante disso, Gomes (2011) ressalta que a express\u00e3o musical deve estar a servi\u00e7o da comunica\u00e7\u00e3o, quer dizer, se trabalha esta \u00e1rea de uma maneira mais ampla, incluindo todos os meios que a crian\u00e7a disp\u00f5e para comunicar-se. Por isso se deve oferecer ao alunado uma diversidade de experi\u00eancias sonoras, para desenvolver a sensibilidade e favorecer sua capacidade de discrimina\u00e7\u00e3o e sua mem\u00f3ria auditiva. Sendo assim, destaca-se a import\u00e2ncia da experimenta\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o e seu pr\u00f3prio corpo, como meio de express\u00e3o e compreens\u00e3o de sentimentos e emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por outro lado, seria necess\u00e1rio destacar que hoje em dia a Educa\u00e7\u00e3o Infantil que utilizam de forma satisfat\u00f3ria a m\u00fasica est\u00e1 dispon\u00edvel de forma bastante limitada aos livros de textos, devido ao que, por um lado, os professores em sua maioria tiveram uma forma\u00e7\u00e3o ineficiente com as rela\u00e7\u00f5es entre a did\u00e1tica bem com os conhecimentos espec\u00edficos sobre a m\u00fasica durante o seu per\u00edodo de gradua\u00e7\u00e3o, e, por outro lado, porque alguns deles consideram que \u00e9 melhor empenhar em recursos prontos que j\u00e1 lhes v\u00eam dados pelas editoras de livros did\u00e1ticos. Que na maioria centram o trabalho da m\u00fasica na aula mais no contexto da motricidade, voltados para a express\u00e3o corporal, e assim a maioria dos professores desenvolvem pr\u00e1ticas onde a m\u00fasica se se limita trabalhar ao ensino de conte\u00fado, mas que as integram mais como uma atividade mais f\u00edsica, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 motricidade, e acabam distanciando-se das potencialidades diversas em que a musicalidade pode contribuir.<\/p>\n<p>As escolas atuais, tamb\u00e9m, contam com poucos recursos para que seja trabalhada a m\u00fasica, e, al\u00e9m disso, cabe ressaltar que os centros dos quais trabalham com as editoras da rede p\u00fablica, o dinheiro que lhes d\u00e3o somente s\u00e3o destinados em dire\u00e7\u00e3o a outros temas educacionais, dando \u00e0 m\u00fasica um lugar menos importante na forma\u00e7\u00e3o cognitiva e intelectual do aluno.<\/p>\n<p>Apesar da realidade socioecon\u00f4mica, uma grande parte das crian\u00e7as tem acesso as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o como: televis\u00e3o, desenhos animados, musicais infantis, filmes, computador e at\u00e9 mesmo a internet, levam essas crian\u00e7as de alguma forma a terem contato com a musicalidade al\u00e9m dos livros. Na maioria das situa\u00e7\u00f5es propostas na Educa\u00e7\u00e3o Infantil o uso da tv e do V\u00eddeo direciona de forma superficial ou mesmo como a submiss\u00e3o das crian\u00e7as a meros expectadores (uso errado na sala do DVD).<\/p>\n<p>O panorama da m\u00fasica atual se caracteriza por um \u201cforte impacto tecnol\u00f3gico\u201d (PAL\u00c1CIOS, 2011, p. 45). Est\u00e1 muito presente o uso de m\u00fasica gravada atrav\u00e9s de CD, esquecendo-se da m\u00fasica ao vivo, das atividades cantadas em sala de aula, tendo a escola que atender e fomentar este aspecto, potenciando o uso da voz e do corpo. N\u00e3o obstante, isto n\u00e3o quer dizer que se deve abandonar o uso das novas tecnologias em sala de aula, muito pelo contr\u00e1rio, por\u00e9m se pode e deve haver um uso mediado, empenhando-se tamb\u00e9m em elementos gravados, mas tamb\u00e9m fazendo uso dos sons do entorno e do meio com os quais pode-se contar. Desse meio se oferece ao aluno multiplicidade de informa\u00e7\u00e3o sobre o mundo que o rodeia e lhe confere conhecimentos sobre este mundo. Destarte, s\u00e3o inumer\u00e1veis os aspectos positivos que nos oferecem as novas tecnologias, j\u00e1 que nos permitem ascender umas grandes variedades de registros e variedade musical. Sendo assim, aparece a express\u00e3o musical, como um instrumento t\u00edpico da cultura que participa no gozo da atividade musical, construindo a capacidade de express\u00e3o do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Uma das razoes pelas causas da m\u00fasica n\u00e3o se integrar nas aulas da Educa\u00e7\u00e3o Infantil, \u00e9 porque os docentes desconhecem a import\u00e2ncia que esta tem neste per\u00edodo educativo e no come\u00e7o da aprendizagem das crian\u00e7as. Devido a isto e sua falta de forma\u00e7\u00e3o sobre a tem\u00e1tica n\u00e3o implementam este recurso em suas aulas, n\u00e3o realizando, por conseguinte, uma educa\u00e7\u00e3o globalizada.<\/p>\n<p>Segundo um estudo realizado por Granja (2006), com os professores de Educa\u00e7\u00e3o Infantil no Brasil, comprovou-se que 93% dos entrevistados careciam de estudos de m\u00fasica e 77% disseram ter alguma experi\u00eancia musical, chegando \u00e0 conclus\u00e3o que a \u00fanica experi\u00eancia com a m\u00fasica que haviam mantido com os docentes havia sido nas escolas universit\u00e1rias. Podemos ir mais al\u00e9m e deduzir que uma vez que quando se afastam das salas de aulas n\u00e3o voltam a interessar-se pela m\u00fasica e nem aprender sobre este campo na qual prestam grandes servi\u00e7os educacionais. Por\u00e9m, o papel do professor \u00e9 conhecer suas for\u00e7as e debilidades e tentar sacar-lhe o m\u00e1ximo partido destas, e procurar resolver aquelas nas quais tenham mais dificuldades ou problemas.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que n\u00e3o \u00e9 suficiente a import\u00e2ncia que se d\u00e1 \u00e1 m\u00fasica no plano superior da educa\u00e7\u00e3o e, ainda de acordo com Granja (2006), os novos planos de estudos s\u00e3o diminu\u00eddos consideravelmente os cr\u00e9ditos que nos pode levar a pensar que este conte\u00fado segue sem ser entendido no curriculum como um plano fundamental no desenvolvimento da crian\u00e7a, e que, por conseguinte, n\u00e3o ocupa um papel indispens\u00e1vel na forma\u00e7\u00e3o dos profissionais que queiram implant\u00e1-la; o fato de que diminuindo os cr\u00e9ditos que se dedicavam \u00e0 m\u00fasica para a forma\u00e7\u00e3o do docente p\u00f5e em al\u00edvio tudo isto.<\/p>\n<p>Granja (2006) confirma ainda que enquanto a metodologia empregada pelos docentes em uma aula, seguindo a linha geral de algumas poucas ocasi\u00f5es onde contam alguns casos com alguns recursos, posto que contem grava\u00e7\u00f5es, \u00e1udios, atividades para realizar aulas de psicomotricidade, can\u00e7\u00f5es e etc., mas por parte do professor n\u00e3o se levam a cabo nem na metade destas aulas, por v\u00e1rias raz\u00f5es das comentadas anteriormente, valendo assim destacar os aspectos abaixo:<\/p>\n<ul>\n<li>Desconhecimento da mat\u00e9ria e da forma de implementa\u00e7\u00e3o na aula;<\/li>\n<li>Falta de import\u00e2ncia que tem a m\u00fasica no desenvolvimento da crian\u00e7a;<\/li>\n<li>Falta de tempo para dedicar-se a m\u00fasica (ideia que se encontra relacionada com a anterior, posto que se se considera a import\u00e2ncia que tem n\u00e3o se trabalharia de maneira isolada, mas que se relacionaria com os outros conte\u00fados, pela qual n\u00e3o havia que estabelecer um espa\u00e7o apertado para leva-la \u00e0 caba em sala de aula);<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sendo assim, \u00e9 importante ressaltar que \u00e9 not\u00e1vel a deficit\u00e1ria forma\u00e7\u00e3o dos professores sobre este campo nas escolas, e sua utiliza\u00e7\u00e3o nas aulas est\u00e3o limitadas a algumas poucas can\u00e7\u00f5es em determinados momentos, embora tamb\u00e9m h\u00e1 que enfatizar que a utiliza\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 um dos primeiros passos de abordagem da crian\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n<p>Por todo o comentado, dever-se-ia dar uma maior import\u00e2ncia \u00e0 m\u00fasica na sala de aulas, ela ajuda a desenvolver m\u00faltiplos aspectos positivos na crian\u00e7a, tais como: a psicomotricidade, as rela\u00e7\u00f5es sociais, autonomia, o conhecimento de si mesmo, conhecimento do meio em que a rodeia, rela\u00e7\u00f5es interpessoais, no\u00e7\u00f5es de tempo, percep\u00e7\u00e3o auditiva, interioriza\u00e7\u00e3o do pulso, acento e ritmos, ainda se podem trabalhar normas, relaxamento, entres outros aspectos de fundamentais para o bom desenvolvimento cognitivo das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>OS AMBIENTES DE APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta perspectiva da express\u00e3o art\u00edstica m\u00fasica, que apresenta a Gainza (1988) suscita a necessidade de gerar novos ambientes de aprendizagem para a forma\u00e7\u00e3o da integralidade de crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar, o que permite uma educa\u00e7\u00e3o pluridimensional, que enriquece com diferentes recursos e variedade de materiais as pr\u00e1ticas de ensino articuladas com as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os ambientes de aprendizagem que s\u00e3o definidos por Snyders (1992) como um cen\u00e1rio onde coexistem condi\u00e7\u00f5es que garantam os processos de aprendizagem, materiais b\u00e1sicos, curr\u00edculo, rela\u00e7\u00f5es interpessoais, troca de experi\u00eancias, infraestruturas e requisitos gerais para implementar a proposta educativa.<\/p>\n<p>Para este prop\u00f3sito deve-se ter tarefas espec\u00edficas que permitem a consolida\u00e7\u00e3o desses ambientes:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o: contempla as instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas com cores neutras nas paredes, bem como um espa\u00e7o para favorecer o di\u00e1logo e para evitar conflitos decorrentes da superlota\u00e7\u00e3o. Arranjo e acomoda\u00e7\u00e3o dos materiais: consiste em selecionar e coletar os itens ou materiais que ser\u00e3o necess\u00e1rias, organiz\u00e1-los de forma que al\u00e9m de permitir o f\u00e1cil acesso e utiliza\u00e7\u00e3o por crian\u00e7as, promovem o interesse e incentivam h\u00e1bitos de ordem. Din\u00e2mica do ambiente de aprendizagem, permitindo formas de participa\u00e7\u00e3o e modalidades de intera\u00e7\u00e3o: chamado de &#8220;artefatos culturais&#8221;, referindo-se ao contexto, o uso da linguagem, apoio pedag\u00f3gico, materiais, tempo e lugar em que operam as atividades, que pode ser variada e combinada de v\u00e1rias maneiras para estabelecer o grau de participa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o educacional (SNYDERS, 1992, p. 78-79).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da mesma forma, Rosa (1990) considera que os ambientes de aprendizagem podem ser projetados com o prop\u00f3sito de contribuir de forma significativa no desenvolvimento integral das crian\u00e7as, denominando-os espa\u00e7os educativos significativos, que permitem, simultaneamente, a aprendizagem e o desenvolvimento humano, al\u00e9m de promover o desempenho de crian\u00e7as e autonomia nos seus processos de aprendizagem, onde os problemas s\u00e3o resolvidos por seus pr\u00f3prios meios, com o apoio das pessoas que as rodeiam, fazendo as suas pr\u00f3prias decis\u00f5es, formando-se atrav\u00e9s dos erros ou falhas, a fim de alcan\u00e7ar solu\u00e7\u00f5es em outros contextos ou situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Estes ambientes, de acordo com Gainza (1988), n\u00e3o deveriam ter esquemas em termos de idade, pelo contr\u00e1rio, deve permitir o encontro entre os beb\u00eas, lactentes, crian\u00e7as mais velhas e adultos, o que pode desenvolver novas compet\u00eancias atrav\u00e9s de processos de reorganiza\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o permanente; portanto, um espa\u00e7o educativo \u00e9 definido como &#8220;significativo&#8221;, quando a atmosfera deste gera desafios para a aprendizagem, permitindo v\u00e1rias experi\u00eancias para aqueles que o frequentam, facilitando a constru\u00e7\u00e3o de novas ideias e intera\u00e7\u00e3o com o conhecimento, porque \u00e9 a crian\u00e7a que decide o que quer aprender e quando faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Neste sentido, dentro de um espa\u00e7o significativo para a aprendizagem, a crian\u00e7a consegue se adaptar rapidamente ao ambiente, gerando novas formas de interagir com os adultos, bem como com outras crian\u00e7as, situa\u00e7\u00f5es ou objetos em seu ambiente; outra considera\u00e7\u00e3o \u00e9 que a experi\u00eancia da crian\u00e7a \u00e9 enriquecida pelo grupo cultural a que pertence, j\u00e1 que ao interagir com o outro,\u00a0 seja adulto, crian\u00e7a e at\u00e9 mesmo objetos no contexto, constr\u00f3i sua identidade e tra\u00e7os caracter\u00edsticos de sua personalidade, al\u00e9m de ser o lugar onde eles tecem seus primeiros la\u00e7os sociais e desenvolvem suas compet\u00eancias.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>DESENVOLVIMENTO MUSICAL E ESTRAT\u00c9GIAS DE ENSINO PARA SUA APRENDIZAGEM<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica poderia projetar como a gera\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de aprendizagem significativa, por meio do som, ritmo e interpreta\u00e7\u00e3o musical \u00e9 poss\u00edvel melhorar os processos de aprendizagem dos indiv\u00edduos (Br\u00e9scia, 2003). Al\u00e9m de a m\u00fasica ser considerada como uma linguagem que possa expressar sentimentos, humores, e configurar ambientes, podem ser atribu\u00eddas diversas qualidades: bonita, serena, emocionante, engra\u00e7ada, tensa, sat\u00edrica, inquisitiva, elegante, de mal gosto, sugestivas, sensual, misteriosa, imponente; que ao encontro com a imagina\u00e7\u00e3o criativa de crian\u00e7as podem fornecer-lhes recursos para ajud\u00e1-las a come\u00e7ar na resolu\u00e7\u00e3o de problemas e tecer rela\u00e7\u00f5es com ela mesmo, o ambiente e os outros.<\/p>\n<p>Weigel (1988) argumenta, frente ao impacto da m\u00fasica, que o seu papel \u00e9 muito importante na educa\u00e7\u00e3o geral, uma vez que responde a v\u00e1rios desejos do homem, referindo-se a seus benef\u00edcios a partir do ritmo em \u00e1reas pr\u00f3prias da m\u00fasica ou da vida afetiva. No que diz respeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o musical na inf\u00e2ncia, este autor argumenta que esta ao ocupar-se, de certa maneira, dos ritmos do ser humano, favorece e promove a liberdade de movimentos musculares e nervosos da crian\u00e7a, contribuindo para a supera\u00e7\u00e3o de dificuldades e harmonizar as fun\u00e7\u00f5es do corpo em conjunto com seus pensamentos.<\/p>\n<p>A express\u00e3o musical nos primeiros anos do desenvolvimento humano concentra-se nos elementos do ritmo mais do que em temas mel\u00f3dicos (GAINZA, 1988), gra\u00e7as aos impulsos naturais como, por exemplo, mover, manipular, tocar, observar, entre outros, permite dar a crian\u00e7a respostas ante os sons que v\u00e3o convertendo-se em meios de express\u00e3o, uma vez que o ritmo desenvolve o controle motor b\u00e1sico do sistema sens\u00f3rio motor e coordena\u00e7\u00e3o sens\u00f3ria motora.<\/p>\n<p>Como garante Weigel (1988), a crian\u00e7a de dois anos de idade prefere o ritmo, porque seu sistema motor a ajuda a responder de v\u00e1rias formas aos est\u00edmulos de sonoros, as palmas, as batidas com os p\u00e9s no ch\u00e3o, ao balan\u00e7ar a cabe\u00e7a, manipula os elementos sonoros com grande interesse e formas variadas, acompanha a sua maneira diferentes melodias ou pe\u00e7as musicais no ambiente, tudo dentro de um conjunto de manifesta\u00e7\u00f5es de bem-estar. J\u00e1 na idade de tr\u00eas anos, mostra a capacidade de diferenciar os sons, ru\u00eddos e identificar de onde vem os sons, a m\u00fasica \u00e9 um meio para a realiza\u00e7\u00e3o de jogos, interpreta m\u00fasicas com frases completas que tem retido e pode evocar a qualquer momento. Durante os tr\u00eas e quatro anos, seu controle motor dos membros inferiores, permitem-lhe correr, pular, fazer cambalhota, etc., levando-a a executar em conjunto exerc\u00edcios r\u00edtmicos atrav\u00e9s da imita\u00e7\u00e3o, tendo maior exalta\u00e7\u00e3o e vincula\u00e7\u00e3o pelas m\u00fasicas com sons onomatopaicos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>; aos quatro anos de idade, \u00a0suas m\u00fasicas s\u00e3o cantadas e acompanhadas por maior precis\u00e3o de movimentos, incluindo gestos e m\u00edmicas, iniciada a can\u00e7\u00e3o dramatizada; por volta dos cinco anos, h\u00e1 uma grande evolu\u00e7\u00e3o em seu desenvolvimento musical sob o controle do ritmo do corpo, gest\u00e3o de repert\u00f3rio; finalmente, aos seis anos de idade, a sua capacidade para a pr\u00e1tica da sua voz vai se expandido e sincroniza o ritmo do corpo com o que ela ouve.<\/p>\n<p>Em termos gerais, esta compreens\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com a m\u00fasica d\u00e1 a possibilidade de estender o olhar frente aos diferentes processos de desenvolvimento que se relacionam com a sensibilidade, a percep\u00e7\u00e3o e a express\u00e3o musical em crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar, pois a estimula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da pr\u00e1tica musical favorece positivamente os aspectos psicol\u00f3gicos, f\u00edsicos e intelectuais.<\/p>\n<p>Neste sentido, estas estrat\u00e9gias educacionais voltadas para o desenvolvimento da criatividade e imagina\u00e7\u00e3o, podem compor possibilidades metodol\u00f3gicas acertadas para alcan\u00e7ar a a\u00e7\u00e3o educativa da linguagem art\u00edstica musical em crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar e tamb\u00e9m no Ensino Fundamental.<\/p>\n<p>Tais experi\u00eancias produzidas em conjunto e em contexto de prazer e satisfa\u00e7\u00e3o pela m\u00fasica e pela educa\u00e7\u00e3o ajudam a disposi\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro e outros \u00f3rg\u00e3os do corpo, com ferramentas para conquistar seu futuro, construindo alternativas de comunica\u00e7\u00e3o na intera\u00e7\u00e3o equilibrada entre a individualidade e o mundo exterior, enquanto que, uma vez que garante Br\u00e9scia (2003), &#8220;o homem n\u00e3o capta com ele o que \u00e9 ensinado intelectualmente de fora sob a forma de coer\u00e7\u00e3o, mas somente o que se tem desenvolvido nele em forma n\u00e3o intelectual&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>CONTRIBUI\u00c7\u00c3O DA PR\u00c1TICA MUSICAL NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Compreende-se que o objeto de ensino vai al\u00e9m de esperar que as crian\u00e7as adquiram conhecimentos e compet\u00eancias, ensinar corresponde a preocupar-se sobre o desenvolvimento da intelig\u00eancia, levando em considera\u00e7\u00e3o sua evolu\u00e7\u00e3o, fazendo-o gradualmente, compreendendo a individualidade da crian\u00e7a, como uma unidade de sentido, intelig\u00eancia e moralidade.<\/p>\n<p>Neste sentido, o termo desenvolvimento segundo Br\u00e9scia (2003, p. 105) \u00e9 entendido como &#8220;um processo de reconstru\u00e7\u00e3o e reorganiza\u00e7\u00e3o permanente&#8221;, por conseguinte, a motricidade fina<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, coordena\u00e7\u00e3o, lateralidade, concentra\u00e7\u00e3o e a rela\u00e7\u00e3o espacial s\u00e3o habilidades que podem ser ativadas e desenvolvidas utilizando a m\u00fasica como um excelente recurso na educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que a m\u00fasica merece ocupar um lugar importante nos primeiros anos da educa\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as, pois, como se tem afirmado, por meio de som, o ritmo e as virtudes pr\u00f3prias da melodia e harmonia se favorece o impulso da vida interior e promovem as mais nobres faculdades humanas.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 importante reconhecer e estudar toda a potencialidade que oferece educa\u00e7\u00e3o musical a partir de pesquisas, como afirma Jeadot (1997), como a realizada na Universidade de M\u00fcnster, na Alemanha, na qual foi estabelecido que os c\u00e9rebros das crian\u00e7as adquirem maior capacidade sin\u00e1ptica quando eles recebem aulas de m\u00fasica regularmente, as conex\u00f5es neuronais v\u00e3o aumentando em consequ\u00eancia de seu constante treinamento uma vez que deve processar os sons, sincroniza-los com a pr\u00e1tica de um instrumento, concluindo que a \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel por analisar as notas musicais t\u00eam um 25% maior de atividade nos m\u00fasicos que em outras pessoas \u00e0s pr\u00e1ticas musicais, isto n\u00e3o afirma a exist\u00eancia de uma \u00e1rea exclusiva encarregada de processos musicais, mas que a pr\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o a esta, fortalece o funcionamento do c\u00e9rebro em geral.<\/p>\n<p>Por outro lado, de acordo com Gainza (1988), as conex\u00f5es neurais que permitem a concentra\u00e7\u00e3o, habilidades matem\u00e1ticas e a aprendizagem de l\u00ednguas, s\u00e3o favorecidas pela audi\u00eancia ou a pr\u00e1tica da m\u00fasica; foi demonstrado que crian\u00e7as expostas a enriquecedores ambientes musicais durante os tr\u00eas primeiros anos de vida, ter uma maior oportunidade para uma melhor aprendizagem em \u00e1reas como a matem\u00e1tica e as ci\u00eancias em sua idade escolar. \u00c9 necess\u00e1rio enfatizar a naturalidade das crian\u00e7as de interagir com elementos da m\u00fasica, uma vez que em muitos \u00e9 inata, pois desde os primeiros meses de vida um grande n\u00famero de beb\u00eas mostra interesse especial em uma variedade de sons, conseguindo discriminar, por exemplo, intensidade, timbre e altura; habilidades que podem ser desenvolvidas.<\/p>\n<p>Gainza (1988) diz ainda que atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o musical ou, pelo contr\u00e1rio, perde-se em torno de 11 anos de idade, devido ao fato de que as atividades cerebrais perdem seu talento para fazer novas conex\u00f5es neurais e, consequentemente, se minimiza as possibilidades de evolu\u00e7\u00e3o em habilidades musicais, ao menos que se vale de outras capacidades intelectuais para substituir aquelas que n\u00e3o foram adequadamente estimuladas em seu tempo. Estes processos musicais mant\u00eam ativos os neur\u00f4nios no c\u00e9rebro, fortalecendo a intelig\u00eancia devido \u00e0 simultaneidade do manejo de processos t\u00e9cnicos, l\u00f3gicos e est\u00e9ticos.<\/p>\n<p>De acordo com Weigel (1888), o essencial em um rec\u00e9m-nascido \u00e9 que seus cuidadores reconhe\u00e7am o \u00f3rg\u00e3o auditivo como fonte de ricas e variadas sensa\u00e7\u00f5es; desde ent\u00e3o, gerar um ambiente rodeado por m\u00fasicas, sonoridades, beneficia em v\u00e1rios campos para a crian\u00e7a. Argumenta que tais contribui\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da crian\u00e7a t\u00eam muito a ver com a forma como a m\u00e3e se relaciona musicalmente com ela, isto \u00e9, se a m\u00e3e canta ao mesmo tempo acompanhando com movimentos, se ouvem juntos melodias e se gera movimentos em seu beb\u00ea em rela\u00e7\u00e3o com o que ouve.<\/p>\n<p>Este autor ressalta que se em casa n\u00e3o houver nenhum tipo de h\u00e1bito sonoro mais que r\u00e1dio e televis\u00e3o, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que a crian\u00e7a para aprender a cantar e com maior dificuldade conseguir\u00e1 sintonizar a can\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p>\u00c9 importante infundir o ouvido virgem da crian\u00e7a com sons puros, agrad\u00e1veis e variados, por sua vez fornecer diferentes timbres de forma de onomatopeica e procurar qualquer hora do dia para interpretar m\u00fasicas, isso dar\u00e1 a possibilidade de se sentir satisfeito com suas pr\u00f3prias realiza\u00e7\u00f5es sonoras. Posteriormente, j\u00e1 em idade pr\u00e9-escolar, \u00e9 importante fornecer a crian\u00e7a uma variedade de ferramentas e recursos; diversidade de jogos com palmas, rondas e m\u00fasicas, discrimina\u00e7\u00e3o e reconhecimento de sons, emiss\u00e3o de sons com o corpo, audi\u00e7\u00e3o ou capacidades de escutar, de gestos e movimentos, dan\u00e7a, manipula\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de elementos de sonoros ou instrumentos musicais<\/p>\n<p>Sob estes espa\u00e7os e oportunidades de sensibiliza\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o e express\u00e3o musical \u00e9 poss\u00edvel estabelecer que os repert\u00f3rios de aprendizagem que mais est\u00e3o presentes dentro de exerc\u00edcios e pr\u00e1ticas musicais e, por conseguinte, podem ser desenvolvidos por estes, s\u00e3o: habilidades psicomotoras, aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, aptid\u00e3o num\u00e9rica, racioc\u00ednio abstrato e habilidades verbais.<\/p>\n<p>Ante o exposto, \u00e9 importante notar que a sonoridade do mundo, seu desenvolvimento cont\u00ednuo e a exist\u00eancia de uma variedade de m\u00fasica, tamb\u00e9m pode gerar consequ\u00eancias nocivas que podem comprometer de maneiras diferentes nosso sistema auditivo ou simplesmente pode gerar os efeitos opostos aos apresentados acima, mas se faz um balan\u00e7o dos aspectos positivos e negativos, pesa mais o primeiro que o \u00faltimo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este artigo teve como pretens\u00e3o oferecer estudos bibliogr\u00e1ficos sobre a algumas considera\u00e7\u00f5es que tem a m\u00fasica nos primeiros anos de vida da crian\u00e7a, principalmente na educa\u00e7\u00e3o infantil pr\u00e9-escolar que vai de zero a quatro anos de idade. Esta que \u00e9 uma fase important\u00edssima na vida dos seres humanos em geral. Esta educa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da m\u00fasica, por sua vez, \u00e9 importante porque pode afetar positivamente e beneficiar todos os planos de seu desenvolvimento (cognitivo, f\u00edsico e emocional).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, de todos os benef\u00edcios que esta contribui para o desenvolvimento da crian\u00e7a \u00e9 um elemento que atrai, transmite e permite expressar-se. Deste modo, produz um bem-estar e suscitando-lhe ao movimento e \u00e0 dan\u00e7a, usando para todo seu corpo como meio de express\u00e3o. Sem considerar, ainda, o fato de que a m\u00fasica \u00e9 uma das mais importantes manifesta\u00e7\u00f5es culturais da humanidade.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, assim, considerar alguns poucos exemplos da Educa\u00e7\u00e3o Infantil, mostrando desta maneira que \u00e9 poss\u00edvel trabalhar uma tem\u00e1tica atrav\u00e9s da m\u00fasica, desenvolvendo todas as \u00e1reas do curr\u00edculo e m\u00faltiplos conte\u00fados em rela\u00e7\u00e3o ao projeto pol\u00edtico pedag\u00f3gico das escolas prim\u00e1rias. Tal desenvolvimento variado se d\u00e1 na numera\u00e7\u00e3o, leitura e escrita, conhecimento do meio, distribui\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, manipula\u00e7\u00e3o, criatividade, express\u00e3o corporal, canto entre outros, assim como se destaca e fomenta a participa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias neste tema t\u00e3o importante que est\u00e1 presente e n\u00e3o muito praticado nas escolas que \u00e9 a m\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil da pr\u00e9-escola.<\/p>\n<p>Aceitando as contribui\u00e7\u00f5es da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 poss\u00edvel ampliar exemplos did\u00e1ticos que permitam introduzir a forma\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a. Ao longo delas v\u00e3o se iluminando os valores e pode-se perceber em que consiste ser criativo; tamb\u00e9m a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica do professor, que aumenta suas possibilidades na forma\u00e7\u00e3o deste pequeno aluno e por fim, na forma\u00e7\u00e3o dos pesquisadores que s\u00e3o agentes respons\u00e1veis na teoria. Teoria esta que mais adiante se transformam em pr\u00e1ticas de aprendizagens formid\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BERNAL, V\u00e1zquez, J. <strong>Did\u00e1tica e a M\u00fasica<\/strong>: a express\u00e3o musical na educa\u00e7\u00e3o infantil. S\u00e3o Paulo: Coutrix, 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BR\u00c9SCIA, Vera L\u00facia Pessagno. <strong>Educa\u00e7\u00e3o musical: <\/strong>bases psicol\u00f3gicas e a\u00e7\u00e3o preventiva. S\u00e3o Paulo: \u00c1tomo, 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GAINZA, Violeta Hemsy de. <strong>Estudos de Psicopedagogia Musical<\/strong>. 3 ed. S\u00e3o Paulo: Summus, 1988.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GOMES, M. Dias. <strong>A Educa\u00e7\u00e3o Musical<\/strong>. Artimed: S\u00e3o Paulo, 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GRANJA, Carlos Eduardo de Souza Campos. <strong>Musicalizando a escola<\/strong>: M\u00fasica, conhecimento e educa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Escrituras, 2006.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>JEADOT, N. <strong>Explorando o Universo da M\u00fasica<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Spicione, 1997.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LOUREIRO, Alicia Maria Almeida. <strong>O ensino de m\u00fasica na escola fundamental<\/strong>. Campinas, SP: Papirus, 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MUNHOZ, J. R. <strong>O Jogo na Educa\u00e7\u00e3o Musical e a Did\u00e1tica da M\u00fasica<\/strong>. 2003. Revista de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa Pedag\u00f3gica. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/uvadoc.uva.br\/betstriarrrsi\/335677\/1105\/1\/TYHW-B.55.pdf\">https:\/\/uvadoc.uva.br\/betstriarrrsi\/335677\/1105\/1\/TYHW-B.55.pdf<\/a>&gt; Acesso em: 14\/09\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NOGUEIRA, M. A. <strong>A m\u00fasica e o desenvolvimento da crian\u00e7a<\/strong>. Revista da UFG. Goi\u00e1s.vol.5, n.2, dez. 2003. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.proec.ufg.br\/ &gt;. Acesso em: 14\/09\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PAL\u00c1CIOS, Paniagua G. <strong>Resposta Educativa \u00e0 Diversidade<\/strong>: Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Rio de Janeiro: UFRG, 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ROSA, Nereide Schilaro Santa. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Musical para a Pr\u00e9-Escola<\/strong>. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica,1990.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SNYDERS, George. A escola pode ensinar as alegrias da m\u00fasica? S\u00e3o Paulo: Cortez, 1992.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>WEIGEL, Anna Maria Gon\u00e7alves. <strong>Brincando de m\u00fasica<\/strong>. Porto Alegre: Kuarup, 1988.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> A palavra onomatopeia [do gr. onomatopoi\u00eda, pelo lat. onomatopoeia] \u00e9 uma figura de ret\u00f3rica que consiste na imita\u00e7\u00e3o aproximada entre o som de uma palavra e a realidade que a mesma representa. A palavra tenta imitar, pois, o som natural da coisa significada. Traduz ru\u00eddos, gritos, a &#8220;voz&#8221; dos animais, o som de m\u00e1quinas, a voz humana, express\u00e3o de alguns sentimentos (dor, riso&#8230;), o barulho que acompanha os fen\u00f4menos da natureza, instrumentos musicais, etc. A onomatopeia \u00e9 uma aproxima\u00e7\u00e3o sonora &#8211; nunca uma reprodu\u00e7\u00e3o exata -, aproveitada em prosa ou verso como recurso estil\u00edstico. \u00c9 um recurso de constru\u00e7\u00e3o (forma\u00e7\u00e3o) de palavras. Al\u00e9m de usada na fala informal, \u00e9 usada tamb\u00e9m na forma escrita (textos, poemas, di\u00e1logos), principalmente nas hist\u00f3rias em quadrinhos e tiras de humor. Em geral as onomatopeias n\u00e3o t\u00eam uma grafia de rigor. A grafia \u00e9 male\u00e1vel. Ex: atchim \/ atxim \/ atchin. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.kathleenlessa.prosaeverso.net\/visualizar.php?idt=2696589%20\">http:\/\/www.kathleenlessa.prosaeverso.net\/visualizar.php?idt=2696589%20<\/a> Acesso em: 14\/09\/2018.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Motricidade fina \u00e9 a capacidade para executar movimentos finos com controlo e destreza (por exemplo, usar uma tesoura ou um l\u00e1pis). Esta capacidade traduz-se na escrita, no desenvolvimento harm\u00f3nico da parte grafo-motora. A motricidade fina \u00e9 uma das compet\u00eancias chave a ser desenvolvida desde tenra idade. O desenvolvimento desta compet\u00eancia possibilita, \u00e0 posteriori, bons resultados na escrita e na matem\u00e1tica. Algumas crian\u00e7as com dificuldades de aprendizagem ou com autismo, por exemplo, poder\u00e3o ter de trabalhar de forma mais espec\u00edfica para melhorar esta compet\u00eancia. Rasgar, recortar, utilizar o barro ou a plasticina, pintar, etc., fomentam o desenvolvimento infantil e a criatividade, melhorando consideravelmente a motricidade fina. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/educamais.com\/o-que-e-motricidade-fina\/\">http:\/\/educamais.com\/o-que-e-motricidade-fina\/<\/a> Acesso em: 14\/09\/2018<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Edson Savegnago &#8211; Graduado em Letras; Graduado em Pedagogia; P\u00f3s Graduado em Musicaliza\u00e7\u00e3o Infantil; Facilitador de Medita\u00e7\u00e3o; Instrutor de Yoga; Mestre Master Reiki; Idealizador do Projeto Reiki para Crian\u00e7as e o Projeto em Paz &#8211; Crian\u00e7a que medita, Desperta fica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00fasica al\u00e9m de ser uma express\u00e3o art\u00edstica, pode ser utilizada como um recurso pedag\u00f3gico que estimula o desenvolvimento intelectual, habilidades motoras e a linguagem em crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar, atrav\u00e9s do fortalecimento de processos cognitivos como a mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o. Este artigo apresenta diferentes perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas, como&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":683,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/680"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=680"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/680\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media\/683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}