{"id":667,"date":"2020-02-19T21:03:17","date_gmt":"2020-02-20T00:03:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=667"},"modified":"2020-02-19T21:03:17","modified_gmt":"2020-02-20T00:03:17","slug":"deficiencia-intelectual-aspectos-relevantes-de-aprendizagem-relacionados-a-musicalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/deficiencia-intelectual-aspectos-relevantes-de-aprendizagem-relacionados-a-musicalizacao\/","title":{"rendered":"Defici\u00eancia Intelectual \u2013 Aspectos relevantes de Aprendizagem relacionados a Musicaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ressaltar aspectos importantes acerca da aprendizagem do deficiente intelectual \u00e9 necess\u00e1rio visto que h\u00e1 muitos equ\u00edvocos em rela\u00e7\u00e3o ao seu aprendizado e as suas capacidades para aprender e desenvolver novas habilidades educacionais. A aprendizagem do deficiente intelectual deve passar por planejamentos espec\u00edficos e individuais conforme suas necessidades e para que estas a\u00e7\u00f5es sejam garantidas \u00e9 preciso professor especialista na \u00e1rea e avalia\u00e7\u00e3o constante sobre seus rendimentos para novas perspectivas e direcionamentos de uma aprendizagem significativa. Acreditar na potencialidade dos educandos e nas possibilidades de aprendizagem que podem surgir a partir de atividades pr\u00e1ticas \u00e9 uma constante busca para o professor em sala de aula por meio da musicaliza\u00e7\u00e3o em diferentes contextos. Na educa\u00e7\u00e3o especial esse trabalho pedag\u00f3gico pautado numa vis\u00e3o em que o educando precisa de atividades concretas para se apropriar dos conceitos fundamentais relacionados \u00e0 m\u00fasica \u00e9 recorrente a cada dia dentro dos planejamentos de ensino e tem se tornado um desafio di\u00e1rio. O objetivo geral \u00e9 conceituar as possibilidades de ensino e aprendizagem do estudante com defici\u00eancia intelectual sobre as possibilidades de desenvolvimento com a contribui\u00e7\u00e3o da musicaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma pesquisa bibliogr\u00e1fica que busca levantar referenciais em diferentes bancos de dados como Scholar, Scielo, bibliografias sugeridas no curso, entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>Defici\u00eancia intelectual. Aprendizagem. Musicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A m\u00fasica na escola abre possibilidades de amplia\u00e7\u00e3o da expressividade e memoriza\u00e7\u00e3o, desenvolve a criatividade, permite ao educando outras formas de manifesta\u00e7\u00e3o e de aprendizagem. \u00c9 neste sentido que a pesquisa busca apontar alternativas vi\u00e1veis para que as aulas de m\u00fasica sejam reconhecidas nas escolas e que o educando, sujeito principal do processo educativo, seja beneficiado. Ressaltando que s\u00e3o educandos com necessidades educativas especiais, portanto possuem suas especificidades e merecem um olhar cuidadoso do professor e da equipe gestora (PIEKARSKI, 2014).<\/p>\n<p>No contexto escolar a musicaliza\u00e7\u00e3o atua dentro da disciplina de arte com professor polivalente, ou seja, professor que atua nas quatro manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas presente nesta disciplina: dan\u00e7a, teatro, m\u00fasica e artes visuais. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular \u2013 BNCC (2017) as diversas linguagens da Arte despertam no estudante in\u00fameras habilidades, potencializa percep\u00e7\u00f5es e amplia sua vis\u00e3o art\u00edstica e esp\u00edrito criativo, mas para que haja aprendizagem de fato \u00e9 preciso uma forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida para o professor atuante. Muitas vezes ocorrem questionamentos sobre a poss\u00edvel forma\u00e7\u00e3o deste docente que pode n\u00e3o entender dos conte\u00fados de m\u00fasica para ministr\u00e1-lo j\u00e1 que ao escolher sua gradua\u00e7\u00e3o pode optar por uma das manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, limitando seu olhar apenas para aquela \u00e1rea. No entanto \u00e9 prudente pensar que se ele deseja atuar enquanto professor de musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso dar continuidade nos seus estudos e participar de cursos de forma\u00e7\u00e3o continuada a fim de ampliar sua vis\u00e3o de mundo, de conceitos espec\u00edficos que aprimore sua pr\u00e1tica di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Diante desta problem\u00e1tica refletiu-se sobre as poss\u00edveis mudan\u00e7as que pode haver na vida do estudante que recebe musicaliza\u00e7\u00e3o em sua escola, de o quanto suas habilidades podem se potencializar quando o professor de arte atua com as \u00e1reas art\u00edsticas em toda sua totalidade, desafiando o estudante a cada dia. Assim tra\u00e7ou-se como objetivo geral conceituar as possibilidades de ensino e aprendizagem do estudante com defici\u00eancia intelectual sobre as possibilidades de desenvolvimento a partir da contribui\u00e7\u00e3o da musicaliza\u00e7\u00e3o. Outros objetivos espec\u00edficos tais como abordar aspectos hist\u00f3ricos e conceituais acerca da defici\u00eancia intelectual; discorrer sobre a import\u00e2ncia da m\u00fasica na escola e da rela\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o especial musical e estudante com defici\u00eancia intelectual.<\/p>\n<p>Este estudo se justifica pela relev\u00e2ncia do tema na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o atualmente em que se discute sobre educa\u00e7\u00e3o especial musical no contexto de escola especial e na escola inclusiva. Muitos estudos apontam sobre a import\u00e2ncia da m\u00fasica na vida das pessoas com necessidades educativas especiais e devido a pratica di\u00e1ria da autora deste artigo com alunos de uma institui\u00e7\u00e3o especial em Curitiba, buscou-se ampliar os conhecimentos sobre o tema em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto busca-se nos t\u00f3picos a seguir ampliar a vis\u00e3o de ensino e aprendizagem dos estudantes com defici\u00eancia intelectual, apontando alternativas importantes e inovadoras para uma educa\u00e7\u00e3o do futuro, formando pessoas capazes de contribuir para o bem social de todos. A preocupa\u00e7\u00e3o com o bem-estar de estudante em processo de inclus\u00e3o \u00e9 um dever do estado, da fam\u00edlia e educa\u00e7\u00e3o, bem como faz parte do papel social do professor atuante direto com o estudante diariamente. Neste sentido \u00e9 importante buscar compreender as caracter\u00edsticas do deficiente intelectual e suas peculiaridades.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>Defici\u00eancia intelectual caracter\u00edsticas e defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 70, as defici\u00eancias eram definidas e classificadas de acordo com o modelo m\u00e9dico, considerando a tr\u00edade: etiologia\/patologia\/manifesta\u00e7\u00f5es. A IX Assembl\u00e9ia da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, apresentou uma nova conceitua\u00e7\u00e3o, publicada na Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Defici\u00eancias, Incapacidades e Desvantagens (MOREIRA, 2011, p. 35).<\/p>\n<p>Durante muito tempo se utilizou o termo defici\u00eancia mental, no entanto era comumente confundido pelo termo doen\u00e7a mental e acreditava-se que as defici\u00eancias poderiam ser tratadas com medica\u00e7\u00e3o, assim como a doen\u00e7a, no entanto, pouco se conhecia sobre as defici\u00eancias.<\/p>\n<p>Conforme aponta Castro (2004) na \u00e9poca em que se utilizada \u00e0 apar\u00eancia f\u00edsica masculina como s\u00edmbolo forte e de necessidade para a ca\u00e7a e para provimento da fam\u00edlia, os deficientes n\u00e3o tinham qualquer espa\u00e7o no meio social. Eles eram vistos como impr\u00f3prios para o trabalho, com defeitos e in\u00fateis para contribuir para o sustento. Neste sentido Castro (2004) aponta alguns conceitos relevantes acerca da defici\u00eancia mental que era dividida em quatro n\u00edveis de gravidade:<\/p>\n<p>O retardo mental \u00e9 classificado em quatro n\u00edveis de gravidade, conforme atual n\u00edvel de preju\u00edzo intelectual. S\u00e3o eles: <strong>retardo mental leve<\/strong> (n\u00edvel de QI 50-55 a 70 aproximadamente); <strong>retardo mental moderado<\/strong> (n\u00edvel de QI 30-40 a 50-55 aproximadamente); <strong>retardo mental severo <\/strong>(n\u00edvel de QI 20-25 a 35-40 aproximadamente) <strong>Retardo mental profundo <\/strong>(n\u00edvel de QI abaixo de 20-25) e <strong>retardo mental &#8211; gravidade especifica<\/strong> (pode ser usado quando existe uma forte suposi\u00e7\u00e3o de Retardo Mental, mas a intelig\u00eancia da pessoa n\u00e3o pode ser testada por m\u00e9todos convencionais \u2013 por ex., em indiv\u00edduos com demasiado preju\u00edzos ou n\u00e3o-cooperativos, ou em beb\u00eas) (CASTRO, 2004, p. 11).<\/p>\n<p>De acordo com Gomes (2007) a defici\u00eancia intelectual, anteriormente conhecida como deficiencia mental se constitui como \u201cum impasse para o ensino na escola comum e para a defini\u00e7\u00e3o do Atendimento Educacional Especializado, pela complexidade do seu conceito e pela grande quantidade e variedades de abordagens do mesmo\u201d (GOMES, et al, 2007, p.14). Posteriormente compreendeu-se que a deficiencia intelectual se difere de doen\u00e7a mental, por isso foi alterada a nomenclatura visando atender melhor a demanda atual.<\/p>\n<p>A medida do coeficiente de intelig\u00eancia (QI), por exemplo, foi utilizada durante muitos anos como par\u00e2metro de defini\u00e7\u00e3o dos casos. O pr\u00f3prio CID 10 (C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as, desenvolvido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade), ao especificar o Retardo Mental (F70-79), prop\u00f5e uma defini\u00e7\u00e3o ainda baseada no coeficiente de intelig\u00eancia, classificando-o entre leve, moderado e profundo, conforme o comprometimento (GOMES, et al, 2007, p. 14).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A educa\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea exige da sociedade uma nova postura frente aos novos desafios propostos. E umas das quest\u00f5es que vem sofrendo modifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o as nomenclaturas, termos e conceitos acerca das defici\u00eancias em geral.<\/p>\n<p>Durante muitas d\u00e9cadas houve v\u00e1rios equ\u00edvocos em rela\u00e7\u00e3o ao deficiente e das suas necessidades, por isso \u00e9 preciso buscar por alternativas que mude de uma vez o cen\u00e1rio equivocado. Portanto visando atender esta nova vis\u00e3o T\u00e9dde (2012) explica que:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0&#8220;<span style=\"color: #993300;\">Nos dias atuais a maior d\u00favida para classificar essa defici\u00eancia encontra-se entre defici\u00eancia mental (D.M.) e defici\u00eancia intelectual (D.I.). Mas atrav\u00e9s de modifica\u00e7\u00f5es de documentos (Declara\u00e7\u00e3o de Salamanca) e nomes de associa\u00e7\u00f5es influentes (American Association of Mental Retardation (AAMR) para American Asoociation on Intellectual and Developmental Disabilities (AAIDD), percebe-se que hoje o termo correto a ser utilizado \u00e9 \u201cpessoa com defici\u00eancia\u201d, para qualquer defici\u00eancia, e no caso da defici\u00eancia cognitiva o termo correto a ser utilizado \u00e9 \u201cpessoa com defici\u00eancia intelectual<\/span>\u201d<\/strong> (T\u00c9DDE, 2012, p. 22).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pessoas com defici\u00eancia intelectual necessitam do cuidado de m\u00faltiplos recursos did\u00e1ticos para se desenvolver e expandir suas percep\u00e7\u00f5es de mundo e de pessoa. O professor precisa estimular as habilidades fazendo as escolhas certas dos recursos a serem utilizados em sala a fim de proporcionar novos conhecimentos e conceitos (GOMES, 2007).<\/p>\n<p>As causas da defici\u00eancia intelectual s\u00e3o desconhecidas e conforme aponta T\u00e9dde (2012) cerca de 30 a 50 % das pessoas que apresentam Defici\u00eancia Intelectual \u2013 DI ocorrem em geral por gen\u00e9tica, causas cong\u00eanitas ou adquiridas. As causas mais comuns s\u00e3o: \u201cS\u00edndrome de Down, S\u00edndrome alco\u00f3lica fetal, Intoxica\u00e7\u00e3o por chumbo, S\u00edndromes neuro cut\u00e2neas, S\u00edndrome de Rett, S\u00edndrome do X-fr\u00e1gil, Malforma\u00e7\u00f5es cerebrais e Desnutri\u00e7\u00e3o proteico-cal\u00f3rica\u201d (T\u00c9DDE, 2012, p. 24).\u00a0 Muitas das defici\u00eancias podem estar associadas a outras patologias o que dificulta muito o diagnostico fechado e exato sobre a maioria dos pacientes com DI. Por\u00e9m alguns estudantes ficam em desvantagem no quesito acompanhamento curricular ou outros conhecimentos espec\u00edficos de cada disciplina:<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8220;<\/span>A desvantagem relaciona-se \u00e0s dificuldades nas habilidades de sobreviv\u00eancia \u2013 orienta\u00e7\u00e3o, independ\u00eancia f\u00edsica, mobilidade, atividades da vida di\u00e1ria, capacidade ocupacional e integra\u00e7\u00e3o social. No Brasil, este conceito tem sido levado em conta na concess\u00e3o de benef\u00edcios sociais.<span style=\"color: #000000;\">&#8220;<\/span><\/strong> <\/span>(MOREIRA, 2011, p. 36).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao conceito de necessidades educativas especiais o mesmo surgiu visando atender as peculiaridades relacionadas \u00e0s defici\u00eancias, limita\u00e7\u00f5es e potencialidades, pois \u201cressalta a intera\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas individuais dos alunos com o ambiente educacional e social\u201d (MEC\/SEESP, 2007, p. 09).\u00a0\u00a0 Assim levam os docentes e equipe pedag\u00f3gica a avaliar as quest\u00f5es relevantes e fazer os devidos encaminhamentos. De acordo com a avalia\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade \u2013 OMS, citada por T\u00e9dde (2012):<\/p>\n<p>A OMS avalia que 10% da popula\u00e7\u00e3o mundial possu\u00ed algum tipo de defici\u00eancia, entre elas, visuais, auditivas, f\u00edsicas, mentais, m\u00faltiplas, transtornos globais do desenvolvimento e superdota\u00e7\u00e3o ou altas habilidade. No Brasil, segundo o IBGE de 2000, 14,5% da popula\u00e7\u00e3o possu\u00ed algum tipo de defici\u00eancia. (HONORA &amp; FRIZANCO, 2008 apud TEDDE, 2012, p. 19)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Todas estas especificidades necessitam de atendimento diferenciado e pautado numa vis\u00e3o de ensino que possam atender as reais necessidades dos estudantes. Gomes (2007), afirma que as \u201cpr\u00e1ticas adaptativas funcionam como um regulador externo da aprendizagem e est\u00e3o baseadas nos prop\u00f3sitos e procedimentos de ensino que decidem o que falta ao aluno de uma turma de escola comum\u201d (GOMES, 2007, p. 17). \u00c9 preciso refletir os planejamentos de ensino de modo individual.<\/p>\n<p>Os estudos mais recentes no campo da educa\u00e7\u00e3o especial enfatizam que as defini\u00e7\u00f5es e uso de classifica\u00e7\u00f5es devem ser contextualizados, n\u00e3o se esgotando na mera especifica\u00e7\u00e3o ou categoriza\u00e7\u00e3o atribu\u00edda a um quadro de defici\u00eancia, transtorno, dist\u00farbio, s\u00edndrome ou aptid\u00e3o. Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atua\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica voltada para alterar a situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia dos ambientes heterog\u00eaneos para a promo\u00e7\u00e3o da aprendizagem de todos os alunos (MEC\/SEESP, 2007, p. 09).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A inclus\u00e3o dos deficientes na sociedade deve acontecer de forma natural, levando em conta as suas especificidades, pois cada estudante aprende em um tempo e num ritmo diferenciado. Conhecer as peculiaridades de cada pessoa \u00e9 fundamental para que se possa direcionar as atividades significativas e aos profissionais que realmente possam contribuir com o desenvolvimento das potencialidades destes estudantes (GOMES, 2007).<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000080;\">Educa\u00e7\u00e3o Especial Musical<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Antes mesmo do nascimento de uma crian\u00e7a, ela j\u00e1 \u00e9 capaz de sentir os est\u00edmulos externos que a cercam. Est\u00edmulos sonoros das mais variadas fontes e que permitem que a pessoa entre em contato com os elementos da m\u00fasica desde cedo, podendo ser explorados de diferentes formas, num primeiro contato social com o ambiente familiar, grupos sociais, escola, permitindo melhor amadurecimento de suas potencialidades. Essas intera\u00e7\u00f5es levam o aluno a se socializar, explorando o contexto musical no mundo. Portanto, se a m\u00fasica \u00e9 importante e leva a pessoa a interagir, parece fundamental permitir possibilidades de aproveitamento musical, principalmente em sala de aula, que tem como objetivo primordial levar o educando a se desenvolver e amadurecer seus conhecimentos (ANDRADE, 2004).<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o especial, com alunos que apresentam defici\u00eancia intelectual, faz-se necess\u00e1rio que o ensino de m\u00fasica esteja atrelado a essa reflex\u00e3o, de lev\u00e1-lo a ampliar suas possibilidades de execu\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o dos elementos musicais (PENNA, 1999).<\/p>\n<p>Cabe a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica voltada para aquisi\u00e7\u00e3o dos esquemas de percep\u00e7\u00e3o da linguagem musical desenvolver condi\u00e7\u00f5es para a compreens\u00e3o cr\u00edtica da realidade cultural de cada um e para a amplia\u00e7\u00e3o de sua experi\u00eancia musical (PENNA, 1999, p.42).<\/p>\n<p>As aulas de m\u00fasica dentro da disciplina de arte devem ser contempladas com a mesma carga hor\u00e1ria ou com a mesma import\u00e2ncia dedicada \u00e0s outras manifesta\u00e7\u00f5es, tais como a dan\u00e7a, o teatro e as artes visuais. Durante muitos anos a m\u00fasica foi retirada das escolas, sendo deixada \u00e0 margem como algo exterior \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal. Atualmente a busca pela oferta obrigat\u00f3ria do ensino da m\u00fasica nas escolas, em diversos n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, vem sendo realizada por v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e profissionais da educa\u00e7\u00e3o, bem como por meio de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, nas publica\u00e7\u00f5es e encontros da <em>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Musical &#8211; ABEM<\/em> e legisla\u00e7\u00e3o tal como a Lei 11769\/08.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 estudada desde os prim\u00f3rdios onde muitos estudiosos j\u00e1 percebiam sua efic\u00e1cia e buscavam analisar seus efeitos na vida das pessoas, seja nos aspectos sociais, emocionais, para lazer, entretenimento, trabalho, entre outros. Entre os estudiosos est\u00e1 Pit\u00e1goras, o primeiro a relacionar matem\u00e1tica e f\u00edsica a percep\u00e7\u00e3o, vibra\u00e7\u00e3o sonora (ANDRADE, 2004).<\/p>\n<p>M\u00fasica e neuroci\u00eancia est\u00e3o diretamente relacionadas, pois as fun\u00e7\u00f5es neuronais est\u00e3o prontas para sentir as diferentes vibra\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00e3o que a arte proporciona e dentre as linguagens a musical \u00e9 uma das que mais motiva e universaliza a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas de uma gera\u00e7\u00e3o a outra. M\u00fasica e linguagem s\u00e3o parte integral do ser humano, por meio de suas vivencias e dos saberes constru\u00eddos ao longo da hist\u00f3ria humana as conex\u00f5es se estabelecem por si s\u00f3 (ANDRADE, 200).<\/p>\n<p>Alguns componentes da m\u00fasica tal como intervalos e contornos mel\u00f3dicos s\u00e3o naturalmente decodificados pelas pessoas mesmo para aqueles que n\u00e3o s\u00e3o m\u00fasicos evidenciados em casos de les\u00f5es cerebrais. Podendo nestes casos identificar sons culturalmente definidos tal como dissonantes e consonantes e que se estabelecem e s\u00e3o transmitidos em diferentes culturais para diferentes gera\u00e7\u00f5es (GALV\u00c3O, 2006).<\/p>\n<p>A neuropsicologia relaciona mecanismos neurais com as fun\u00e7\u00f5es mentais e o autor apresenta alguns estudos sobre d\u00e9ficits intelectuais associados a les\u00f5es especificas tal como problemas de fala (afasia) localizados na regi\u00e3o de Broca, assim como outras disfun\u00e7\u00f5es podem afetar a \u00e1rea musical. A estas defici\u00eancias s\u00e3o denominadas amusia cong\u00eanita, ou seja, \u00e9 a incapacidade de decifrar, por exemplo, um g\u00eanero musical. A amusia \u00e9 uma perturba\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica no processamento musical sendo considerada um tipo de agnosia auditiva (GALV\u00c3O, 2006).<\/p>\n<p>Sobre as fun\u00e7\u00f5es dos hemisf\u00e9rios direito e esquerdo, mesmo que o esquerdo seja fundamental para processar padr\u00f5es tonais e outras fun\u00e7\u00f5es, \u00e9 no direito que acontece o funcionamento do processamento mel\u00f3dico. Portanto as \u00e1reas cerebrais est\u00e3o interligadas e muitas vezes os comandos para determinadas tarefas s\u00e3o interrompidos em casos de les\u00e3o. Um dos m\u00e9todos recentes para analisar a atividade cerebral \u00e9 a neuro imagem, que ajuda analisar atividade cerebral. Assim \u00e9 poss\u00edvel analisar com detalhe o processamento das tarefas, ligadas a diferentes contextos (GALV\u00c3O, 2006).<\/p>\n<p>Muitos estudos apontam que m\u00fasica est\u00e1 associada a emo\u00e7\u00e3o, pois ela leva a pessoa a se organizar nas suas experi\u00eancias musicais, nas lembran\u00e7as. Andrade aponta que h\u00e1 estudos experimentais que buscam entender o processamento da estrutura musical como linguagem n\u00e3o verbal e n\u00e3o como emocional, pois est\u00e1 ligada a experi\u00eancia de vida de cada um, do contexto ao qual est\u00e1 inserido (GALV\u00c3O, 2006).<\/p>\n<p>Refletir e planejar o ensino de m\u00fasica nas escolas parece tarefa distante da realidade de forma\u00e7\u00e3o dos professores que est\u00e3o atuando em Arte, j\u00e1 que h\u00e1 uma defici\u00eancia muito grande em rela\u00e7\u00e3o ao preparo do professor para atuar com as quatro \u00e1reas presentes nessa disciplina. Como forma de minimizar essa dist\u00e2ncia, normalmente os professores partem do princ\u00edpio de que musicalizar \u00e9 mais f\u00e1cil do que ensinar m\u00fasica na sua ess\u00eancia. Penna (1999, p. 27) nos chama aten\u00e7\u00e3o para essas quest\u00f5es, afirmando que \u201cessa primeira apreens\u00e3o \u00e9 vaga e abstrata, em contraste com a riqueza de significado que essa no\u00e7\u00e3o pode adquirir quando submetida ao crivo dessa reflex\u00e3o\u201d. \u00c9 fundamental refletir a musicaliza\u00e7\u00e3o como forma de rela\u00e7\u00e3o e express\u00e3o do indiv\u00edduo com os sons existentes.<\/p>\n<p>Sendo uma linguagem art\u00edstica, culturalmente constru\u00edda, a m\u00fasica \u2013 juntamente com seus princ\u00edpios de organiza\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 um fen\u00f4meno hist\u00f3rico e social. Desse modo, por exemplo, a civiliza\u00e7\u00e3o europeia, em sua evolu\u00e7\u00e3o, consolidou a m\u00fasica tonal, com base no sistema temperado, delimitando, entre todas possibilidades sonoras, um certo leque de sons como \u201cmaterial musical\u201d e estabelecendo as regras para a sua manipula\u00e7\u00e3o (PENNA, 1999, p. 29).<\/p>\n<p>O professor \u00e9 respons\u00e1vel por planejar e executar atividades pr\u00e1ticas que exemplifiquem esses elementos presentes nas conven\u00e7\u00f5es estabelecidas, explorando todas as possibilidades sonoras presente em nosso dia a dia. Com essas reflex\u00f5es \u00e9 poss\u00edvel permitir que o aluno crie e fa\u00e7a representa\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es das quest\u00f5es apresentadas em sala, seja das conven\u00e7\u00f5es estabelecidas para a escala de sete sons convencionada para o ocidente ou outras formas presentes em outras culturas. Dominar os instrumentos de percep\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para qualquer pessoa. \u201cSe o educador acreditar que a quest\u00e3o da sensibilidade \u00e9 dada ou n\u00e3o de ber\u00e7o, ou que, em termos de m\u00fasica, \u2018n\u00e3o h\u00e1 nada para entender, basta escutar\u2019, ent\u00e3o tornar\u00e1 in\u00fatil o seu pr\u00f3prio trabalho\u201d (PENNA, 1999, p.29).<\/p>\n<p>Portanto n\u00e3o se resume apenas na escuta, mas sim em perceber os elementos presentes com o trabalho pedag\u00f3gico envolvendo o ensino da m\u00fasica e das inten\u00e7\u00f5es com cada atividade pr\u00e1tica em sala de aula. Os objetivos precisam estar claros para o professor e este tem que ter dom\u00ednio das quest\u00f5es apresentadas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><strong><span style=\"color: #000080;\">Amparo legal acerca do ensino da m\u00fasica<\/span> <\/strong><\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o educacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores para o atendimento na modalidade da educa\u00e7\u00e3o especial seja em escolas especiais ou na rede regular de ensino promovendo a inclus\u00e3o denota algumas a\u00e7\u00f5es que garantem profissional habilitado para assumir essas fun\u00e7\u00f5es especificas.<\/p>\n<p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional \u2013 LDBEN, Lei n\u00ba 9.394\/96 (BRASIL, 1996), preconiza que o sistema de ensino deve assegurar aos alunos orientados por professores com forma\u00e7\u00e3o especifica no atendimento especializado.\u00a0 As Diretrizes Nacionais para a Educa\u00e7\u00e3o Especial na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (BRASIL, 2001) prev\u00ea, no quadro de professores das escolas regulares, especialistas para atendimento das necessidades educacionais dos alunos. A Resolu\u00e7\u00e3o CNE\/CP n\u00ba 01\/2002, estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Forma\u00e7\u00e3o de Professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (BRASIL, 2002) definindo que as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior devem ofertar forma\u00e7\u00e3o docente pautada na aten\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade, contemplando conhecimentos sobre as especificidades dos educandos com necessidades educacionais especiais.<\/p>\n<p>Outras Legisla\u00e7\u00f5es surgiram com inten\u00e7\u00e3o de garantir a continuidade de garantias estendidas ao ensino especial com qualidade. O decreto n\u00ba 6.253 de 13 de novembro de 2007, disp\u00f5e sobre o Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e de Valoriza\u00e7\u00e3o dos Profissionais da Educa\u00e7\u00e3o (BRASIL, 2007). O Decreto 186 de 09 de julho de 2008 aprova o texto da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia (BRASIL, 2008a).<\/p>\n<p>Essas documenta\u00e7\u00f5es legais causam impacto na sociedade levando as pessoas a refletir sobre o sistema de ensino tal como est\u00e1 organizado e suas especificidades.<\/p>\n<p>As Diretrizes Operacionais para o atendimento Educacional Especializado na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (BRASIL, 2009) colocam em evid\u00eancia a forma\u00e7\u00e3o docente, constituindo desafios para serem vivenciados, tais como atender alunos com necessidades educacionais em classe comum ou, quando em escolas especiais, dentro dos diversos graus da defici\u00eancia ou patologias associadas que alteram as possibilidades de aprendizagem do educando. S\u00e3o justamente esses desafios que colocam em prova o professor contempor\u00e2neo, que visa atender \u00e0s especificidades do ensino e da heterogeneidade das classes assistidas. De acordo com Siluk (2012, p. 19):<\/p>\n<p>Entende-se nesta abordagem por desenvolvimento do profissional docente como um projeto desenvolvido ao longo da carreira, envolvendo aspectos da forma\u00e7\u00e3o pessoal\/profissional\/organizacional. Desse modo, abarca as dimens\u00f5es: pessoal, como o professor se desenvolve, quais s\u00e3o suas estrat\u00e9gias, suas forma\u00e7\u00f5es; da profiss\u00e3o, como ele ao se desenvolver, auxilia na constitui\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o professor; da institui\u00e7\u00e3o, como, em doc\u00eancia dos dois processos anteriores, o professor renova a institui\u00e7\u00e3o da qual ele faz parte, seja a escola ou universidade, com as fun\u00e7\u00f5es a que lhes s\u00e3o inerentes e outras atribu\u00eddas; e por fim, da inova\u00e7\u00e3o escolar, ou seja, do ensino, que diz respeito \u00e0 responsabilidade do professor buscar inova\u00e7\u00f5es para atender \u00e0s demandas sociais.<\/p>\n<p>Conforme Legisla\u00e7\u00e3o vigente, Lei n\u00ba 11.769\/08, o ensino da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica torna-se componente curricular obrigat\u00f3rio, por\u00e9m n\u00e3o exclusivo, e seus conte\u00fados adquirem igual valor ao das demais disciplinas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Os conte\u00fados de m\u00fasica devem, portanto, e obrigatoriamente, ser inseridos no planejamento da disciplina de arte. Neste sentido, o projeto de interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica pretende apresentar algumas alternativas poss\u00edveis de serem realizadas no ambiente escolar, sobretudo, naqueles que n\u00e3o disp\u00f5em de um professor especialista em m\u00fasica.<\/p>\n<p>Portanto, as propostas de ensino e aprendizagem devem ter o cuidado de formar educandos cr\u00edticos, conscientes e que principalmente apreciem os mais variados g\u00eaneros e conceitos da m\u00fasica como forma de interiorizar sua ess\u00eancia. Acredita-se que na modalidade da educa\u00e7\u00e3o especial n\u00e3o seja diferente, pois ela \u00e9 fundamental na forma\u00e7\u00e3o de qualquer cidad\u00e3o, com ou sem necessidades educativas especiais.<\/p>\n<p>Durante muitas d\u00e9cadas a educa\u00e7\u00e3o musical foi deixada de lado nas escolas regulares e as especiais tamb\u00e9m acompanharam a tend\u00eancia. A popula\u00e7\u00e3o atual possui uma defici\u00eancia muito grande de forma\u00e7\u00e3o musical, pela falta de valoriza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados nesta \u00e1rea, na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, lacunas das \u00faltimas d\u00e9cadas. De acordo com Loureiro (2003, p. 27), ap\u00f3s a Lei 5692\/71, o ensino de Arte n\u00e3o tem conseguido superar problemas de forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o de professores em todas as modalidades de ensino.<\/p>\n<p>Os professores de educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, que por for\u00e7a da lei tiveram uma forma\u00e7\u00e3o polivalente, pouco puderam contribuir para consolidar o ensino da m\u00fasica nas escolas p\u00fablicas, tornando-a, dessa forma, uma pr\u00e1tica irrelevante com caracter\u00edsticas de atividades festivas e recreativas (LOUREIRO, 2003, p.27).<\/p>\n<p>Devido \u00e0 falta de profissionais m\u00fasicos para atuarem como docentes, muitas escolas v\u00eam optando por colocar professores formados em outras licenciaturas e que aceitam o desafio de buscar por cursos de capacita\u00e7\u00e3o que os auxiliem nos planejamentos para a \u00e1rea de m\u00fasica, visando realizar atividades significativas que possibilitem maior desenvolvimento nos educandos por meio de propostas pedag\u00f3gicas envolvendo a musicaliza\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o sonora, conceitos b\u00e1sicos sobre os elementos da m\u00fasica, entre outros aspectos a serem explorados.<\/p>\n<p>Em escolas especiais, esta forma\u00e7\u00e3o parece mais escassa, pois s\u00e3o exigidos alguns requisitos b\u00e1sicos para investidura no cargo que, muitas vezes, afastam os m\u00fasicos de lecionar para este p\u00fablico.<\/p>\n<p>Conforme afirma Fernandes (2011, p.05), as estat\u00edsticas sobre a forma\u00e7\u00e3o docente na \u00e1rea de m\u00fasica s\u00e3o muito deficientes no Brasil, visto que os cursos de Arte preparam professores polivalentes podendo atuar em quatro grandes \u00e1reas do conhecimento: teatro, dan\u00e7a, pl\u00e1stica e m\u00fasica. Estas \u00e1reas deveriam ser estruturadas separadamente, tais como L\u00edngua Portuguesa, Matem\u00e1tica e outras t\u00e3o importantes quanto a m\u00fasica na vida de qualquer cidad\u00e3o. Sendo assim, dados estat\u00edsticos apontados pela autora do <em>Censo Escolar da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica <\/em>de 2007 revelam este cen\u00e1rio:<\/p>\n<p>O Brasil possui cerca de 124 mil professores de Artes. A grande maioria (92%) tem licenciatura. Mas o dado preocupante \u00e9 que Artes \u00e9 a disciplina com menor propor\u00e7\u00e3o de docentes com forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea espec\u00edfica de atua\u00e7\u00e3o: 25,7%, nos anos finais do ensino fundamental. Destes, s\u00f3 2,4% lecionam a disciplina correspondente ao curso em que se formaram na gradua\u00e7\u00e3o. O trabalho do MEC informa ainda que 50,2% dos professores que lecionam Artes s\u00e3o formados em outras \u00e1reas e 24,1% estudaram Pedagogia (FERNANDES, 2011, p.05).<\/p>\n<p>Diante destas constata\u00e7\u00f5es, \u00e9 evidente que os docentes precisam urgentemente de apoio e melhor direcionamento na sua forma\u00e7\u00e3o voltada para \u00e1rea musical, sabendo-se que muitos daqueles que lecionam M\u00fasica n\u00e3o s\u00e3o formados na \u00e1rea. Com a instaura\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 11769\/08, que previa a obrigatoriedade dos sistemas de ensino em preparar o docente para atuar com m\u00fasica nas escolas em tr\u00eas anos, pode-se concluir que o mesmo n\u00e3o aconteceu em todo o territ\u00f3rio nacional, portanto n\u00e3o foi suprida at\u00e9 2011 conforme orientava a legisla\u00e7\u00e3o, compreendendo ser de responsabilidade de todos a continuidade desta forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com os <em>Par\u00e2metros Curriculares Nacionais \u2013 PCNs<\/em>, a m\u00fasica sempre esteve associada \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es e culturas de \u00e9pocas, ou seja, se analisar por este ponto de vista a educa\u00e7\u00e3o musical neste momento hist\u00f3rico deve seguir as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e outras mudan\u00e7as ocorridas na sociedade, tais como o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico aplicado \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es, nas quais consideravelmente vem se refletindo numa escuta simult\u00e2nea de tantas produ\u00e7\u00f5es e estilos por meio do CD, disco, r\u00e1dio, televis\u00e3o, computador, jogos eletr\u00f4nicos, publicidade, cinema e tantos outros recursos.<\/p>\n<p>Qualquer proposta de ensino que considere essa diversidade precisa abrir espa\u00e7o para o aluno trazer m\u00fasica para a sala de aula, acolhendo-a, contextualizando-a e oferecendo acesso a obras que possam ser significativas para o seu desenvolvimento pessoal em atividades de aprecia\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. A diversidade permite ao aluno a constru\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses sobre o lugar de cada obra no patrim\u00f4nio musical da humanidade, aprimorando sua condi\u00e7\u00e3o de avaliar a qualidade das pr\u00f3prias produ\u00e7\u00f5es e as dos outros (BRASIL, 1997, p.48).<\/p>\n<p>Neste sentido, a educa\u00e7\u00e3o musical iniciada nos primeiros anos de escolaridade de qualquer cidad\u00e3o, influenciar\u00e1 na sua forma\u00e7\u00e3o, possibilitando o amadurecimento de outras habilidades e ampliando a capacidade de conhecimentos do aluno, como cidad\u00e3o atuante na sociedade, podendo ele optar por outras oportunidades que poder\u00e3o surgir no processo de desenvolvimento de suas potencialidades.<\/p>\n<p>A improvisa\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o, sugeridas pelos PCNs na m\u00fasica, permitem aos educandos explorar as mais variadas potencialidades, levando-os a criar e apreciar significativamente e criticamente as produ\u00e7\u00f5es de grandes compositores e fen\u00f4menos da m\u00fasica, do mesmo modo avaliar a qualidade da m\u00fasica produzida pela ind\u00fastria cultural.<\/p>\n<p>Os <em>PCNs<\/em> trazem algumas sugest\u00f5es importantes para serem executadas em sala de aula desde os anos iniciais aos anos finais da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, levando o educador a refletir sobre sua import\u00e2ncia nos planejamentos di\u00e1rios em sala de aula. Alguns t\u00f3picos s\u00e3o destacados no decorrer de todo volume de arte que s\u00e3o essenciais a qualquer proposta pedag\u00f3gica nas escolas: comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o em m\u00fasica, improvisa\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o, aprecia\u00e7\u00e3o, escuta e envolvimento, a m\u00fasica como produto cultural e hist\u00f3rico, entre outros aspectos fundamentais ao ensino e \u00e0 aprendizagem da m\u00fasica, nas mais variadas faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p>Por outro lado, as <em>Diretrizes de Arte do Paran\u00e1<\/em> trazem algumas informa\u00e7\u00f5es importantes relacionadas aos elementos fundamentais da m\u00fasica e de sua finalidade para o ensino e aprendizado do educando.<\/p>\n<p>Para se entender melhor a m\u00fasica, \u00e9 necess\u00e1rio desenvolver o h\u00e1bito de ouvir os sons com mais aten\u00e7\u00e3o, de modo que se possa identificar os seus elementos formadores, as varia\u00e7\u00f5es e as maneiras como esses sons s\u00e3o distribu\u00eddos e organizados em uma composi\u00e7\u00e3o musical. Essa aten\u00e7\u00e3o vai propiciar o reconhecimento de como a m\u00fasica se organiza (SEED, 2008 p.75).<\/p>\n<p>O conhecimento se faz necess\u00e1rio e permite abrir novos horizontes para o educando como mais uma forma de manifesta\u00e7\u00e3o de seus interesses. Ainda nas <em>Diretrizes<\/em> h\u00e1 um alerta para a sociedade quanto ao ensino de m\u00fasica, lembrando que \u201cno panorama musical, existe uma diversidade de estilos e de g\u00eaneros musicais, cada qual com suas fun\u00e7\u00f5es correspondentes a \u00e9pocas e regi\u00f5es\u201d (SEED, 2008, p.75).<\/p>\n<p>Com a Lei 11.769\/2008 as escolas tiveram que dar in\u00edcio a uma busca por alternativas que pudessem cumprir com os conte\u00fados de m\u00fasica na disciplina de Arte em todos os anos iniciais e finais do ensino fundamental e m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Estes desafios que surgiram para sua implementa\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam sido suplantados com facilidade uma vez que as escolas n\u00e3o disp\u00f5em de profissionais formados na \u00e1rea e poucos aceitam os desafios de buscar por capacita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Outros desafios enfrentados refletem na quest\u00e3o dos recursos materiais, tais como dispor de instrumentos musicais para que os educandos possam ter seus primeiros contatos no manuseio de alguns, para conhecer e explorar seus sons. Portanto a defici\u00eancia no ensino de m\u00fasica nas escolas n\u00e3o se encontra apenas na forma\u00e7\u00e3o docente, mas tamb\u00e9m nos recursos did\u00e1ticos que valorizem esta \u00e1rea de ensino (SEED, 2008).<\/p>\n<p>Conforme BNCC (2017, p. 6) \u201ca M\u00fasica \u00e9 a express\u00e3o art\u00edstica que se materializa por meio dos sons, que ganham forma, sentido e significado no \u00e2mbito tanto da sensibilidade subjetiva quanto das intera\u00e7\u00f5es sociais, como resultado de saberes e valores diversos estabelecidos no dom\u00ednio de cada cultura\u201d. Portanto, somente um professor especialista capaz de entender as nuances do ensino da m\u00fasica na inclus\u00e3o ser\u00e1 capaz de estabelecer um par\u00e2metro importante de planejamento para uma aprendizagem significativa.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000080;\">Aspectos do ensino de m\u00fasica na escola especial<\/span> <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ensino de m\u00fasica dentro de uma escola especial tem car\u00e1ter diferenciado do ensino regular, pois abrange preocupa\u00e7\u00f5es que precisam ser consideradas conforme as especificidades dos educandos, levando em conta seus desejos, suas limita\u00e7\u00f5es, potencialidades e o grau da defici\u00eancia. Normalmente as turmas s\u00e3o mistas, ou seja, as salas compreendem alunos que possuem desde o grau mais severo da defici\u00eancia a outros com d\u00e9ficit moderado e leve.<\/p>\n<p>A musicaliza\u00e7\u00e3o na escola desperta novas viv\u00eancias e leva os alunos a ampliarem suas possibilidades. A aula de m\u00fasica contribui para o desenvolvimento das pessoas com necessidades educacionais especiais por meio do processo de musicaliza\u00e7\u00e3o, oferecendo assim, atividades que ampliam a percep\u00e7\u00e3o auditiva e r\u00edtmica. As atividades de musicaliza\u00e7\u00e3o devem despertar o interesse pela explora\u00e7\u00e3o sonora, propiciando condi\u00e7\u00f5es para a escuta ativa, improvisa\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o musical (KEBACH e DUARTE, s.d. p. 10).<\/p>\n<p>Muitas vezes o professor precisa planejar atividades diferenciadas e separar a turma em pequenos grupos, conforme suas possibilidades. \u00c9 importante ressaltar que todas as pessoas s\u00e3o capazes de aprender, desde que os apoios, recursos e adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias estejam dispon\u00edveis para cada especificidade. Nas palavras de Piekarski (2014, p.25):<\/p>\n<p>A aprendizagem e o desenvolvimento est\u00e3o na vida das pessoas desde o nascimento, n\u00e3o se iniciam na escola. Por isso deve-se entender a rela\u00e7\u00e3o existente entre ambas e quais as particularidades da rela\u00e7\u00e3o entre a aprendizagem e desenvolvimento na idade escolar. Tamb\u00e9m \u00e9 irrefut\u00e1vel o fato que a atividade de ensino na escola deve estar relacionada com o n\u00edvel de aprendizagem.<\/p>\n<p>As atividades musicais, portanto, devem contemplar essas disparidades de graus da defici\u00eancia sejam elas quais forem. Em se tratando da defici\u00eancia intelectual essas diferen\u00e7as por vezes v\u00eam acompanhadas de outras patologias, dificultando portanto a compreens\u00e3o dos conte\u00fados propostos, a reten\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es discutidas, dentre outras caracter\u00edsticas. Sendo assim, o ensino deve ser baseado em uma vis\u00e3o de reflex\u00e3o e atendimento dessas facetas presentes em sala de aula. Portanto, apresentar estest\u00edmulos variados durante as atividades e permitir que o educando aprecie e crie suas pr\u00f3prias dedu\u00e7\u00f5es sobre as tarefas \u00e9 fundamental para seu desenvolvimento (PIEKASKI, 2014).<\/p>\n<p>Na fase escolar que atende jovens, adultos e estudantes j\u00e1 na velhice, esse olhar acerca do que est\u00e1 sendo planejado em cada atividade \u00e9 importante, pois deve atender principalmente \u00e0s suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida. Os planos de ensino devem contemplar potencialmente as especificidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autonomia e \u00e0 funcionalidade, pois j\u00e1 s\u00e3o alunos adultos e, portanto, j\u00e1 passaram pelo processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o na idade regular. O que realmente precisam nessa fase \u00e9 de est\u00edmulos para ampliar as possibilidades de aprendizagem (GOMES; AMARAL, 2012).<\/p>\n<p>O tratamento de qualquer pessoa associada a musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 arrebatador, pois permite envolver v\u00e1rios aspectos emocionais, psicol\u00f3gicos, cognitivos, culturais, entre outros e que criam-se sinapses importantes no processo de desenvolvimento (SOUZA, s\/d). Portanto a pessoa idosa com defici\u00eancia intelectual que est\u00e3o nas escolas especiais, sem terminalidade de estudos, precisam de interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas e musical para melhor qualidade de vida e autonomia (BERGMANN, 2012).<\/p>\n<p>Bergmann (2012) traz importantes considera\u00e7\u00f5es acerca do envelhecimento populacional, as teorias gerontol\u00f3gicas que muito tem sido discutido nas \u00faltimas d\u00e9cadas como forma de melhoria no atendimento deste p\u00fablico. O envelhecimento ativo permite uma vida saud\u00e1vel e sem precedentes para poss\u00edveis doen\u00e7as comuns nesta fase tais como depress\u00e3o, Alzheimer, etc. a atividade musical permite uma rela\u00e7\u00e3o importante de conviv\u00eancia, de participa\u00e7\u00e3o e pertencimento a um grupo, revertendo quadros importantes por meio de terapias para idosos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Refletir sobre possibilidades de ensino e aprendizado para pessoas com defici\u00eancia intelectual causa certo receio aos professores e equipe pedag\u00f3gica visto que precisa de avalia\u00e7\u00e3o individual das necessidades para que se possa propor algo condizente com a realidade de cada estudante. Eles apresentam peculiaridades \u00fanicas que precisam ser levadas em conta no processo educacional visando ampliar suas habilidades a partir do que eles j\u00e1 conseguem e conhecem.<\/p>\n<p>Suas especificidades n\u00e3o reduzem suas possibilidades em cumprir com as tarefas, talvez eles precisem de maior tempo para se convencer em realiz\u00e1-las. O ritmo de aprendizagem pode ser menor em rela\u00e7\u00e3o aos demais colegas, no entanto n\u00e3o \u00e9 preciso limitar as atividades \u00e9 preciso adaptar ao seu tempo e ritmo.<\/p>\n<p>A musicaliza\u00e7\u00e3o desperta nos estudantes um novo jeito de ressignificar sua aprendizagem, por meio de vivencias com ritmos, melodias, harmonias, eles s\u00e3o capazes de ampliar sua vis\u00e3o de mundo e de pessoa. Podem ainda despertar novas habilidades e aprimorar outras.<\/p>\n<p>M\u00fasica na escola \u00e9 um norteador de ensino e aprendizagem \u00e9 preciso que as escolas especiais ou escolas inclusivas tenham este olhar cauteloso para com as aulas de m\u00fasica, levando ao aluno v\u00e1rias possibilidades de se envolver com elementos da m\u00fasica. N\u00e3o requer especificamente que estes estudantes se tornem m\u00fasicos profissionais no futuro ou que todos sejam instrumentistas, mas sim que vivenciem pr\u00e1ticas musicais e se aprimorem de conceitos fundamentais ao seu desenvolvimento enquanto pessoa. A escola tem o papel social de instigar aprendizagens e de valorizar a ess\u00eancia de cada um, levando atividades pedag\u00f3gicas capazes de transformar a vida dos alunos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>ANDRADE, Paulo Estev\u00e3o. Uma abordagem evolucionaria e neurocient\u00edfica da m\u00fasica. Neuroci\u00eancias, v.1, n. 1, jul.\/ago. 2004.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>BNCC, <strong>Base Nacional Comum Curricular: Arte<\/strong>. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o MEC. Linguagens Arte, Ensino Fundamental, 2017. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.alex.pro.br\/BNCC%20Arte.pdf. Acesso em: 12 ago. 2019.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>BERGMANN, Carolina Giordano<strong>. A rela\u00e7\u00e3o do idoso com o aprendizado musical.<\/strong> Disserta\u00e7\u00e3o (curso de M\u00fasica), S\u00e3o Paulo, 2012.<\/p>\n<p>BRASIL, <strong>Lei n\u00ba 11.769, de 18 de agosto de 2008. <\/strong>Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/93321\/lei-11769-08\">http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/93321\/lei-11769-08<\/a>. Acesso em: 31 jul. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_________, Diretrizes Nacionais para Educa\u00e7\u00e3o Especial na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o \u2013 MEC; SEESP, 2001. Dispon\u00edvel em: http:\/\/portal.mec.gov.br\/seesp\/arquivos\/pdf\/diretrizes.pdf. Acesso em: 23 mai. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_________, <strong>Resolu\u00e7\u00e3o CNE\/CP 1, de 18 de fevereiro de<\/strong> <strong>2002.<\/strong> Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, Conselho Pleno. http:\/\/portal.mec.gov.br\/cne\/arquivos\/pdf\/rcp01_02.pdf. Acesso em: 20 jun. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>__________, <a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/DEC%206.253-2007?OpenDocument\">Decreto n\u00ba 6.253, de 13 de novembro de 2007.<\/a> <\/strong>Disp\u00f5e sobre o Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e de Valoriza\u00e7\u00e3o dos Profissionais da Educa\u00e7\u00e3o\u00a0&#8211; FUNDEB, regulamenta a Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a011.494, de 20 de junho de 2007. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/Decreto\/D6253.htm. Acesso em: fev. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_________, <strong>Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 4, de 2 de outubro de 2009<\/strong>. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o C\u00e2mara de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Dispon\u00edvel em: http:\/\/portal.mec.gov.br\/dmdocuments\/rceb004_09.pdf. Acesso em: 3 jun. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>__________, Decreto Legislativo n\u00ba 186, de 2008. <\/strong>Aprova o texto da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30 de mar\u00e7o de 2007. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/CONGRESSO\/DLG\/DLG-186-2008.htm. Acesso em: 12 jun. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>__________, Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental. <strong>Par\u00e2metros curriculares nacionais: introdu\u00e7\u00e3o aos par\u00e2metros curriculares nacionais. <\/strong>Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental. Bras\u00edlia: MEC\/SEF, 1997. Dispon\u00edvel em: http:\/\/portal.mec.gov.br\/seb\/arquivos\/pdf\/livro01.pdf. Acesso em: 12 abr. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FERNANDES, Tatiane. <strong>M\u00fasica ser\u00e1 disciplina obrigat\u00f3ria a partir de agosto<\/strong>. Jornal Agora. Rio Grande, 25 jul. 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GALV\u00c3O, Afonso. <strong>Cogni\u00e7\u00e3o, Emo\u00e7\u00e3o e Expertise Musical<\/strong>. Psicologia: Teoria e Pesquisa Mai-Ago 2006, Vol. 22 n. 2, pp. 169-174.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GOMES, Lorena; AMARAL, Juliana Bezerra do. Os efeitos da utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica para os idosos: revis\u00e3o sistem\u00e1tica. <strong>Revista Enfermagem Contempor\u00e2nea<\/strong>, Salvador, dez. 2012; 1(1): 103-117.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GOMES, Adriana L. Limaverde; FERNANDES, Anna Costa; BATISTA, Cristina Abranches Mota; SALUSTIANO, Dorivaldo Alves; MANTOAN, Maria Teresa Egl\u00e9r; FIGUEIREDO, Rita Vieira de. <strong>Atendimento Educacional Especializado: deficiencia mental. <\/strong>Forma\u00e7\u00e3o Continuada a Dist\u00e2ncia de Professores para o Atendimento Educacional Especializado Defici\u00eancia Mental Bras\u00edlia\/DF \u2013 2007. Dispon\u00edvel em: http:\/\/portal.mec.gov.br\/seesp\/arquivos\/pdf\/aee_dm.pdf. Acessado em: 11 mar. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>KEBACH, Patr\u00edcia; DUARTE, Rosangela. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Musical e Educa\u00e7\u00e3o Especial: processos de inclus\u00e3o no sistema regular de ensino.<\/strong> Revista eletr\u00f4nica a Universidade Federal de Roraima. Dispon\u00edvel em:\u00a0 http:\/\/revista.ufrr.br\/textosedebates\/article\/view\/751. Acesso em 01 de jul. 2019.<\/p>\n<p>LOUREIRO, A. M. A. <strong>O ensino de m\u00fasica na escola fundamental.<\/strong> Campinas, SP: Papirus, 2003. (Cole\u00e7\u00e3o Papirus Educa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>MEC\/SEESP, <strong>Pol\u00edtica Nacional de<\/strong><strong> Educa\u00e7\u00e3o Especial na Perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva<\/strong>. Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial n\u00ba 555, de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria n\u00ba 948, de 09 de outubro de 2007. Disponivel em: http:\/\/peei.mec.gov.br\/arquivos\/politica_nacional_educacao_especial.pdf. Acessado em 10 mai. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MOREIRA, LMA. <strong>Defici\u00eancia intelectual: conceitos e causas. In: Algumas abordagens da educa\u00e7\u00e3o sexual na defici\u00eancia intelectual<\/strong> [online]. 3rd ed. Salvador: EDUFBA, 2011, pp. 35-41. Bahia de todos collection. ISBN 978-85-232-1157-8. Available from SciELO Books. Disponivel em: http:\/\/books.scielo.org\/id\/7z56d\/pdf\/moreira-9788523211578-06.pdf. Acessado em: 11 mai. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PARAN\u00c1, Diretrizes Curriculares da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica: Arte. SEED, 2008. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.educadores.diaadia.pr.gov.br\/arquivos\/File\/diretrizes\/dce_arte.pdf. Acesso em: 12 mai. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PENNA, Maura. <strong>M\u00fasica (s) e seu ensino. <\/strong>Vers\u00e3o Revista do artigo publicado em ensino de arte \u2013 Revista da Associa\u00e7\u00e3o da Arte: educadores do Estado de S\u00e3o Paulo, ano II, n\u00ba III, 1999, p. 14-17. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.scribd.com\/doc\/105697411\/Musica-s-e-seus-ensinos-livro-de-Maura-Penna\">http:\/\/www.scribd.com\/doc\/105697411\/Musica-s-e-seus-ensinos-livro-de-Maura-Penna<\/a>. Acesso em: 20 jun. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PIEKARSKI, Tereza Cristina Trizzolini. <strong>A aprendizagem musical do estudante com defici\u00eancia intelectual em contexto de inclus\u00e3o. <\/strong>Curitiba, 2014. Dispon\u00edvel em: https:\/\/acervodigital.ufpr.br\/bitstream\/handle\/1884\/45440\/R%20-%20D%20-%20TERESA%20CRISTINA%20TRIZZOLINI%20PIEKARSKI.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y. Acesso em: 12 jul. 2019.<\/p>\n<p>SILUK, Ana Cl\u00e1udia Pav\u00e3o (org). <strong>Atendimento Educacional Especializado-AEE: Contribui\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica.<\/strong> 1ed. Santa Maria: Laborat\u00f3rio de pesquisa e documenta\u00e7\u00e3o-CE. Universidade Federal de Santa Maria, 2012.<\/p>\n<p>SOUZA, M\u00e1rcia Godinho Cerqueira de. <strong>A Musicoterapia e a cl\u00ednica do envelhecimento<\/strong>. (s\/d).<\/p>\n<p>TRAVASSOS, Luiz Carlos Panisset. <strong>Intelig\u00eancias m\u00faltiplas<\/strong>. Revista de biologia e ci\u00eancias da terra. V.1, n.2, 2001.<\/p>\n<p>T\u00c9DDE, Samantha<strong>. Crian\u00e7as com defici\u00eancia intelectual: a aprendizagem e a inclus\u00e3o<\/strong>. Americana: Centro Universit\u00e1rio Salesiano de S\u00e3o Paulo, 2012. Disponivel em: <a href=\"http:\/\/unisal.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Samantha-T%C3%A9dde.pdf\">http:\/\/unisal.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Samantha-T%C3%A9dde.pdf<\/a>. Acessado em: 11 abr. 2019.<\/p>\n<p>C\u00e9lia Mozzer Silva Taborda Ribas &#8211; Graduada em Pedagogia; Licenciada em M\u00fasica; P\u00f3s\u00a0 Graduada\u00a0\u00a0em\u00a0 Gest\u00e3o Escolar; P\u00f3s Graduada em Inclus\u00e3o; P\u00f3s Graduada em Neuroeduca\u00e7\u00e3o Musical.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ressaltar aspectos importantes acerca da aprendizagem do deficiente intelectual \u00e9 necess\u00e1rio visto que h\u00e1 muitos equ\u00edvocos em rela\u00e7\u00e3o ao seu aprendizado e as suas capacidades para aprender e desenvolver novas habilidades educacionais. 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