{"id":595,"date":"2019-12-31T12:11:36","date_gmt":"2019-12-31T14:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=595"},"modified":"2019-12-31T12:11:36","modified_gmt":"2019-12-31T14:11:36","slug":"construcao-de-desenho-metodologico-para-estimulacao-musical-em-pacientes-com-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/construcao-de-desenho-metodologico-para-estimulacao-musical-em-pacientes-com-alzheimer\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o de desenho metodol\u00f3gico para estimula\u00e7\u00e3o musical em pacientes com Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p>O presente artigo visa trazer considera\u00e7\u00f5es e levantamentos sobre a doen\u00e7a de Alzheimer. Explana o modo como ela se comporta, sua evolu\u00e7\u00e3o e a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica como forma de deixar a vida desses pacientes mais harmoniosa, buscando caminhos de ajudar no retardo dessa doen\u00e7a.Em seu livro \u201cA M\u00fasica e o C\u00e9rebro\u201d, Oliver Sacks escreve que a m\u00fasica pode \u201cacordar a alma escondida e evocar respostas pessoais de mem\u00f3ria, associa\u00e7\u00f5es, sentimentos, imagens, a volta do pensamento e da sensibilidade\u201d. Sabemos que estudar m\u00fasica \u00e9 a melhor \u201cmuscula\u00e7\u00e3o para o c\u00e9rebro\u201d seguida da medita\u00e7\u00e3o e de atividade f\u00edsica. O intuito desse trabalho \u00e9 trazer alguma contribui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o musical em pacientes em todos os n\u00edveis da doen\u00e7a, elevando o n\u00edvel do di\u00e1logo com a Neuroci\u00eancia e com a educa\u00e7\u00e3o musical.Se trata de um estudo investigativo e experimental de como a m\u00fasica pode ajudar pacientes acometidos da doen\u00e7a a ter uma vida mais saud\u00e1vel, refor\u00e7ando suas mem\u00f3rias recentes e mantendo as mem\u00f3rias passadas. O foco inicial est\u00e1 em manter e treinar as mem\u00f3rias recentes, visto que s\u00e3o as primeiras a serem perdidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave: Alzheimer.\u00a0 Estimula\u00e7\u00e3o Musical. Neuroci\u00eancia.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Ser\u00e1 desenvolvido um estudo experimental que testar\u00e1 exerc\u00edcios musicais de repeti\u00e7\u00e3o com o intuito de trazer mem\u00f3rias recentes que foram perdidas.A proposta \u00e9 usar uma f\u00f3rmula r\u00edtmica simples que ser\u00e1 incorporada na melodia das m\u00fasicas preferidas dos pacientes. Os encontros passar\u00e3o a se dar como forma de aula de musicaliza\u00e7\u00e3o. O objetivo desse estudo \u00e9 investigar se o est\u00edmulo da mem\u00f3ria musical pode ajudar no resgate das mem\u00f3rias.As mem\u00f3rias expl\u00edcitas ou declarativas s\u00e3o aquelas que armazenam fatos e sua aquisi\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 plena interven\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia. A partir delas, podemos relatar situa\u00e7\u00f5es cotidianas, como as conversas do dia anterior, ou precisar acontecimentos hist\u00f3ricos. (LOMBROSO, 2004). Sabe-se que a parte do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pela mem\u00f3ria \u00e9 o hipocampo e a am\u00edgdala. O Hipocampo recebe \u00e0s informa\u00e7\u00f5es e \u00e0s transmite para o c\u00f3rtex cerebral que \u00e0s armazena. Para que mem\u00f3rias sejam evocadas precisa haver conex\u00e3o entre os neurotransmissores (neur\u00f4nios), pacientes com Alzheimer come\u00e7am a perder neur\u00f4nios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O hipocampo e a am\u00edgdala est\u00e3o interligados entre si e recebem informa\u00e7\u00e3o de todos os sistemas sensoriais: em parte provenientes do c\u00f3rtex, e, em parte, de forma inespec\u00edfica quanto \u00e0 modalidade sensorial, desde a forma\u00e7\u00e3o reticular mesencef\u00e1lica. O hipocampo e a am\u00edgdala projetam ao hipot\u00e1lamo, e, atrav\u00e9s deste, ao t\u00e1lamo e, finalmente, ao cort\u00e9x (GREEN, 1964, p. 561-608; GRAY, 1982).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo visa buscar uma integra\u00e7\u00e3o entre a neuroci\u00eancia e a m\u00fasica no sentido de usar a m\u00fasica como forma de resgate das mem\u00f3rias desviadas, fazendo com que ela acesse regi\u00f5es do c\u00e9rebro que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais estimuladas. Segundo Blood (et al., 1999, apud CORREIA, 2010, p.28),\u201cA m\u00fasica tem a propriedade de evocar fortes emo\u00e7\u00f5es. Essa propriedade \u00e9 particularmente curiosa porque, diferentemente de outros est\u00edmulos que evocam emo\u00e7\u00e3o, tais como o olfato, o paladar ou a express\u00e3o facial, a m\u00fasica obviamente n\u00e3o tem valor biol\u00f3gico, ou de sobreviv\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de uma mem\u00f3ria depois de um determinado evento ou experi\u00eancia, sua resist\u00eancia \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, \u00e0 interfer\u00eancia e ao esquecimento, dependem de quatro fatores: sele\u00e7\u00e3o, consolida\u00e7\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o de mais informa\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de registros ou &#8220;files&#8221;. (IZQUIERDO, 2002). Portanto o objetivo ser\u00e1 formar novas conex\u00f5es neurais para que atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o, consolida\u00e7\u00e3o, revis\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 adquiridas, mas que foram extintas por conta da doen\u00e7a seja poss\u00edvel rearmazenar esses registros.Essa jun\u00e7\u00e3o pode se tornar uma parceria de sucesso que traga uma nova perspectiva para o tratamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>TIPOS DE MEM\u00d3RIAS<\/strong><\/p>\n<p>A mem\u00f3ria de pacientes com Alzheimer \u00e9 muito afetada e nela se encontram suas hist\u00f3rias, sentimentos, lembran\u00e7as, emo\u00e7\u00f5es. Quando esses pacientes se veem sem suas lembran\u00e7as \u00e9 como se um peda\u00e7o de suas vidas lhes fosse tirado. Al\u00e9m de a mem\u00f3ria estar ligada \u00e0 nossa identidade pessoal ela tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada ao aprendizado.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria \u201c\u00e9 o processo pelo qual aquilo que aprendemos perdura no tempo\u201d. Assim sendo, a aprendizagem e a mem\u00f3ria est\u00e3o intimamente relacionadas (Squire, Kandel, 2002).<\/p>\n<p>Segundo IZQUIERDO (2002, apud CORREIA, 2010, p.20) \u201cA mem\u00f3ria consiste na aquisi\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e evoca\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es\u201d. Classificando \u00e0 mem\u00f3ria de acordo com seu conte\u00fado n\u00f3s temos: mem\u00f3rias expl\u00edcitas ou declarativas que se subdividem em: sem\u00e2nticas e epis\u00f3dicas. Por outro lado temos as mem\u00f3rias impl\u00edcitas ou n\u00e3o declarativas que se subdividem em: procedurais, condicionamento, h\u00e1bitos e priming.<\/p>\n<p>Atualmente se sabe ent\u00e3o que existem v\u00e1rios tipos de mem\u00f3ria, que diferentes estruturas cerebrais realizam diversas fun\u00e7\u00f5es e que a mem\u00f3ria \u00e9 codificada em c\u00e9lulas nervosas individuais e depende de altera\u00e7\u00f5es na intensidade das suas liga\u00e7\u00f5es (Squire, Kandel, 2002).<\/p>\n<p>As declarativas s\u00e3o as que registram fatos, eventos ou conhecimento, pois podemos relat\u00e1-los. Estas, por sua vez, podem ser epis\u00f3dicas e sem\u00e2nticas. As epis\u00f3dicas se referem a eventos que assistimos e\/ou participamos. As mem\u00f3rias epis\u00f3dicas s\u00e3o autobiogr\u00e1ficas. J\u00e1 as sem\u00e2nticas relacionam-se ao conhecimento adquirido. As mem\u00f3rias procedurais s\u00e3o aquelas envolvidas com as mem\u00f3rias de capacidades ou habilidades motoras ou sensoriais, geralmente conhecidas como \u201ch\u00e1bitos\u201d. Tanto as mem\u00f3rias declarativas como as procedurais podem ser divididas em mem\u00f3rias impl\u00edcitas e expl\u00edcitas. As expl\u00edcitas s\u00e3o as adquiridas com a interven\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, enquanto as impl\u00edcitas s\u00e3o geralmente adquiridas de forma autom\u00e1tica, sem que o indiv\u00edduo perceba. Trata-se de uma mem\u00f3ria que \u00e9 recordada inconscientemente. Envolve o treinamento de atividades reflexas motoras ou perceptuais (Kandel et al., 2003).<\/p>\n<p>O foco desse estudo ser\u00e1 desenvolver um trabalho cuja \u00eanfase seja aplicar exerc\u00edcios para as mem\u00f3rias epis\u00f3dicas visto que s\u00e3o estas mem\u00f3rias que fazem parte da identidade dos pacientes. Segundo IZQUIERDO(2002), \u201cPara que haja um perfeito funcionamento das mem\u00f3rias epis\u00f3dica e sem\u00e2ntica, em qualquer uma das fases, \u00e9 necess\u00e1ria uma boa mem\u00f3ria de trabalho e, consequentemente, um bom funcionamento do c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal\u201d (apud, CORREIA, 2010, p.21).<\/p>\n<p>Ainda conforme IZQUIERDO(2002), \u201cA mem\u00f3ria de trabalho est\u00e1 classificada segundo a sua fun\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a de manter, durante alguns segundos, ou no m\u00e1ximo alguns minutos, a informa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo processada. \u00c9 conhecida tamb\u00e9m como mem\u00f3ria imediata e diferencia-se das demais, por n\u00e3o produzir arquivos. No entanto, tem um papel \u201cgerenciador\u201d, o que significa determinar se qualquer informa\u00e7\u00e3o recebida \u00e9 nova ou n\u00e3o, e em \u00faltimo caso, se \u00e9 necess\u00e1ria ou n\u00e3o, devendo acessar rapidamente as mem\u00f3rias preexistentes do indiv\u00edduo\u201d (apud, CORREIA, 2010, p.21).<\/p>\n<p>Esse tipo de mem\u00f3ria \u00e9 processado fundamentalmente pelo c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal (Izquierdo, 2002; Gil, 2003). Alan Baddeley enfatizou que v\u00e1rios componentes da mem\u00f3ria verbal e n\u00e3o-verbal s\u00e3o controlados por uma fun\u00e7\u00e3o executiva central, e os lobos frontais possuem um papel decisivo nesse processo (citado por Sternberg, 2000).<\/p>\n<p><strong>Resgatando mem\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>Para desenvolver esse estudo ser\u00e1 abordado a forma como a doen\u00e7a aparece, o que acontece com o c\u00e9rebro de pacientes com Alzheimer e os poss\u00edveis tratamentos para ajudar a retardar o avan\u00e7o dessa doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Sob uma perspectiva da neuroci\u00eancia, o estudo da m\u00fasica mostra-se valioso, por explorar uma variedade de fun\u00e7\u00f5es cognitivas complexas e seus substratos neurais. Sob o ponto de vista psicol\u00f3gico, ouvir e compor m\u00fasica envolvem uma mistura de praticamente todas as fun\u00e7\u00f5es cognitivas humanas. Mesmo uma atividade aparentemente simples, como ouvir um intenso som familiar, requer mecanismos de processamento auditivo complexo, aten\u00e7\u00e3o, armazenamento na mem\u00f3ria, entre outros (Zatorre, McGill, 2005).<\/p>\n<p>Visto a import\u00e2ncia do estudo da m\u00fasica nas fun\u00e7\u00f5es cognitivas complexas, ser\u00e1 proposto um trabalho com t\u00e9cnicas diferentes que usadas de forma simult\u00e2nea poder\u00e1 trazer algum sinal de melhora no tratamento dos pacientes com Alzheimer. Come\u00e7arei atrav\u00e9s de uma entrevista com os pacientes e familiares para listar m\u00fasicas que fizeram parte da vida desses pacientes ao longo de sua trajet\u00f3ria. Quando n\u00e3o for poss\u00edvel esse levantamento, ser\u00e1 feita uma pesquisa para saber quais eram as m\u00fasicas mais famosas da \u00e9poca de acordo com a data de nascimento e idade dos pacientes. Al\u00e9m do repert\u00f3rio de vida deles, farei um levantamento de quest\u00f5es para saber informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e fatos marcantes ao longo da vida que foram perdidos. Os encontros se dar\u00e3o de forma individual. No primeiro contato ser\u00e1 feito um di\u00e1logo e ap\u00f3s este ser\u00e3o colocadas algumas m\u00fasicas para que se possa observar a rea\u00e7\u00e3o do paciente\/aluno perante m\u00fasicas que fizeram parte de sua hist\u00f3ria. Ap\u00f3s esse primeiro levantamento, ser\u00e1 desenvolvido uma f\u00f3rmula r\u00edtmica simples que ser\u00e1 incorporada na melodia das m\u00fasicas preferidas e os encontros passar\u00e3o a se dar como forma de aula de musicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles repetir\u00e3o os padr\u00f5es r\u00edtmicos e falar\u00e3o as frases de acordo com a frase mel\u00f3dica escolhida. Esse processo ser\u00e1 repetido ao longo das semanas, sendo que as atividades ser\u00e3o alteradas melodicamente e ritmicamente, assim como as frases ser\u00e3o trocadas. Outras din\u00e2micas ser\u00e3o incorporadas de acordo com o avan\u00e7o de cada aluno.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que o material que lembramos nunca \u00e9 o mesmo que fixamos, pois ele sofre altera\u00e7\u00f5es no processo de conserva\u00e7\u00e3o, pois cada indiv\u00edduo acrescenta caracter\u00edsticas pessoais aos elementos armazenados (Pantano e Assencio-Vicente, 2009).<\/p>\n<p>A d\u00favida que fica \u00e9: At\u00e9 que ponto a mem\u00f3ria de procedimento se far\u00e1 efetiva? Essa \u00e9 uma quest\u00e3o para ser respondida atrav\u00e9s do experimento visto que a mem\u00f3ria de procedimento ou mem\u00f3ria impl\u00edcita armazena dados de acordo com atividades que seguem o mesmo padr\u00e3o.<\/p>\n<p>As mem\u00f3rias adquiridas em estado de alerta e com certa carga emocional ou afetiva s\u00e3o melhor lembradas que as mem\u00f3rias de fatos inexpressivos ou adquiridas em estado de sonol\u00eancia. Os estados de alerta, afetivos e emocionais se acompanham da libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios perif\u00e9ricos e neurotransmissores centrais. V\u00e1rias dessas subst\u00e2ncias afetam a mem\u00f3ria. Numerosos experimentos com drogas que liberam, mimetizam ou bloqueiam sua a\u00e7\u00e3o demonstraram que as mesmas n\u00e3o atuam durante a aquisi\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o no per\u00edodo imediatamente posterior, afetando a consolida\u00e7\u00e3o (McGAUGH, 1988; IZQUIERDO et al., 1988a; IZQUIERDO e PEREIRA, 1989; IZQUIERDO, 1989).<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>O fato de a m\u00fasica estar t\u00e3o ligada \u00e0s emo\u00e7\u00f5es pode facilitar que o c\u00e9rebro se reconecte com mem\u00f3rias perdidas ao longo do tempo. No caso de dem\u00eancias cerebrais essa v\u00e1lvula afetiva pode ser acionada e surpreender trazendo \u00e0 tona recorda\u00e7\u00f5es vividas que foram marcantes e tiveram a m\u00fasica como base para fixa\u00e7\u00e3o desses epis\u00f3dios.<\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o \u00e9: o experimento visa trabalhar como forma de repeti\u00e7\u00e3o para recuperar mem\u00f3rias recentes e retorno de mem\u00f3rias perdidas atrav\u00e9s de repert\u00f3rio significativo. Por\u00e9m essa mem\u00f3ria adquirida precisa se tornar consciente e pode ser que a repeti\u00e7\u00e3o usada com os mesmos padr\u00f5es vire uma coisa autom\u00e1tica que condicione o c\u00e9rebro a repetir, mas que o paciente continue sem saber o significado de tal repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como explica Izquierdo:<\/p>\n<p>As mem\u00f3rias s\u00e3o tamb\u00e9m muito mais sens\u00edveis \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o adicional nos primeiros minutos ou horas ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o. Essa informa\u00e7\u00e3o pode ser acrescentada, tanto por subst\u00e2ncias end\u00f3genas liberadas pela pr\u00f3pria experi\u00eancia \u2014 bendorfina, adrenalina, etc. \u2014 (IZQUIERDO, 1984, p. 65-77; IZQUIERDO, 1989), como por outras experi\u00eancias que deixam mem\u00f3rias (LOFTUS e YUILLE, 1984; CAHILL et al., 1986; IZQUIERDO et al., 1988 a,b; IZQUIERDO, 1989).<\/p>\n<h4><strong>\u00a0<\/strong><\/h4>\n<h4><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>O tema deste trabalho \u00e9 de extrema import\u00e2ncia visto que a DA cresce cada vez mais e a popula\u00e7\u00e3o afetada por essa doen\u00e7a tende a aumentar consideravelmente. Foram levantados temas relevantes ao logo do trabalho que precisar\u00e3o ser testados para que seja poss\u00edvel prosseguir com a pesquisa a n\u00edveis mais abrangentes.Essa pesquisa se trata de um experimento que teve o seu pr\u00f3prio m\u00e9todo experimental desenvolvido. \u00c9 importante deixar claro que \u00e9 algo totalmente experimental e ter\u00e1 seus levantamentos e conclus\u00f5es feitos para complementar o artigo e poder avan\u00e7ar para novas etapas do processo de uma poss\u00edvel reabilita\u00e7\u00e3o na mem\u00f3ria de pacientes com doen\u00e7a de Alzheimer (DA). O objetivo final deste trabalho \u00e9 responder a todas as quest\u00f5es levantadas ao longo do projeto, podendo testar os exerc\u00edcios e analisar o processo de reabilita\u00e7\u00e3o em pacientes acometidos da DA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Sacks O. <strong>Alucina\u00e7\u00f5es musicais: relatos sobre a m\u00fasica e o c\u00e9rebro<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras; 2007. 352 p.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Izquierdo, I. (2011). <strong>Mem\u00f3ria<\/strong> (2. ed.). Porto Alegre, RS: Artmed.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>DOIDGE, Norman. <strong>O c\u00e9rebro que cura<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Cl\u00f3vis Marques. Revis\u00e3o t\u00e9cnica de Jean-Cristophe Houzel. 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro\/S\u00e3o Paulo: Editora Record, 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SOUSA, A. B.; SALGADO, T. D. M. <strong>Mem\u00f3ria, aprendizagem, emo\u00e7\u00f5es e intelig\u00eancia<\/strong>. Revista Liberato, Nova Hamburgo, v.16, n.26. 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CORREIA. C. M. F. <strong>Fun\u00e7\u00f5es musicais, Mem\u00f3ria musical-emocional e volume amigdalino na doen\u00e7a de Alzheimer<\/strong>. p.179. S\u00e3o Paulo, 2010.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lunara Pliny Cardoso<\/strong> &#8211; Bacharel em Piano; Licenciada em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica com habilita\u00e7\u00e3o em M\u00fasica, P\u00f3s Graduada em Neuroeduca\u00e7\u00e3o Musical; Propriet\u00e1ria do Centro Musical LP em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente artigo visa trazer considera\u00e7\u00f5es e levantamentos sobre a doen\u00e7a de Alzheimer. Explana o modo como ela se comporta, sua evolu\u00e7\u00e3o e a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica como forma de deixar a vida desses pacientes mais harmoniosa, buscando caminhos de ajudar no retardo dessa doen\u00e7a.Em seu livro \u201cA M\u00fasica e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":596,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[10,37,68],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/595"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=595"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/595\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media\/596"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}