{"id":574,"date":"2019-12-05T15:23:37","date_gmt":"2019-12-05T17:23:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=574"},"modified":"2019-12-05T15:23:37","modified_gmt":"2019-12-05T17:23:37","slug":"neurociencia-e-motivacao-musical-um-estudo-na-prevencao-da-doenca-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/neurociencia-e-motivacao-musical-um-estudo-na-prevencao-da-doenca-de-alzheimer\/","title":{"rendered":"Neuroci\u00eancia e motiva\u00e7\u00e3o musical:  Um estudo na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a de alzheimer"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Resumo<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos a Neuroci\u00eancia vem demonstrando v\u00e1rias outras habilidades do nosso c\u00e9rebro, quando estimulado de forma correta. Descobriu-se que diferentes \u00e1reas cerebrais se comunicam e com isso atrav\u00e9s da neuroplasticidade elas podem reestruturar sua organiza\u00e7\u00e3o conforme sua necessidade. Estudos com m\u00fasica tamb\u00e9m est\u00e3o sendo desenvolvidos a fim de compreender o quanto o c\u00e9rebro \u00e9 capaz de perceber, interpretar, e interagir com ela. \u00a0\u00a0\u00a0Ouvir ou tocar um instrumento vem sendo apontado como um meio eficaz no fortalecimento da concentra\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o, portanto um dos recursos para o est\u00edmulo da mem\u00f3ria. Como a doen\u00e7a de Alzheimer compromete a mem\u00f3ria de longo e curto prazo, o pensamento, o ju\u00edzo e a capacidade para aprender, este artigo tem como objetivo fazer uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica acreditando que a m\u00fasica unida ao conhecimento neurocient\u00edfico traz benef\u00edcios para o retardo desta doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> M\u00fasica, Alzheimer, Neuroci\u00eancia, Aprendizagem<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>M\u00fasica<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Stateri, \u201cA m\u00fasica \u00e9 a arte e ci\u00eancia de organizar os sons de forma agrad\u00e1vel\u201d, e para que exista realmente a m\u00fasica, ela precisa seguir tr\u00eas fases: cria\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e audi\u00e7\u00e3o. Explorando aqui a audi\u00e7\u00e3o, Stateri afirma que, cada indiv\u00edduo percebe e sente de forma diferente o som. Cada um possui sua \u201cpersonalidade sonora\u201d, que seria formada pelos registros de sons gravados no decorrer de sua exist\u00eancia, desde as primeiras m\u00fasicas ouvidas na inf\u00e2ncia, dentro do ventre materno. Suas experi\u00eancias auditivas ficar\u00e3o registrados em sua mente. (Stateri, 2016, p. 13).<\/p>\n<p>Nietzsche afirma \u201cOuvimos m\u00fasica com nossos m\u00fasculos\u201d. [&#8230;] Acompanhamos o ritmo, involuntariamente [&#8230;] e nosso rosto e postura espelham a \u201cnarrativa\u201d da melodia e os pensamentos e sentimentos que ela provoca. (Sacks, 2007, p.11).<\/p>\n<p>William James discorre ainda que a m\u00fasica pode nos acalmar, animar, consolar, emocionar e que para pacientes com v\u00e1rias doen\u00e7as neurol\u00f3gicas ela pode ser ainda mais poderosa e ter imenso potencial terap\u00eautico. (Sacks, 2007, p. 12).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Alzheimer<strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: left;\">A doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 uma doen\u00e7a neurodegenerativa.\u00a0 Tipo de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt-br\/casa\/dist%C3%BArbios-cerebrais,-da-medula-espinal-e-dos-nervos\/delirium-e-dem%C3%AAncia\/dem%C3%AAncia\">dem\u00eancia<\/a> neurol\u00f3gica, que significa a diminui\u00e7\u00e3o lenta e gradual das fun\u00e7\u00f5es cerebrais. Estudos demostram que 60 a 80% dos idosos, a causa da dem\u00eancia \u00e9 a doen\u00e7a de Alzheimer. Nos Estados Unidos, estima-se que 10% das pessoas com 65 anos de idade ou mais sofram da doen\u00e7a de Alzheimer.\u00a0 (Manual MSD).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Sintomas neuropsiqui\u00e1tricos tamb\u00e9m podem ser notados, como altera\u00e7\u00f5es comportamentais, com dificuldades para completar tarefas simples do cotidiano, confus\u00e3o de tempo e espa\u00e7o e mudan\u00e7a de humor que se agravam ao longo do tempo.<\/p>\n<p>\u201cUma pessoa com essa doen\u00e7a perde muito de sua autopercep\u00e7\u00e3o. Muito autores denominam essa perda como \u201cperda do self\u201d, como se o indiv\u00edduo perdesse sua pr\u00f3pria identidade\u201d. (Souza; 2018).<\/p>\n<p>Um artigo realizado sobre a interven\u00e7\u00e3o musical em paciente com Alzheimer, exp\u00f5e um estudo de revis\u00e3o sistem\u00e1tico sobre o papel das interven\u00e7\u00f5es musicais, especificamente na mem\u00f3ria de pacientes com doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p>Evidenciam que ainda permanece fr\u00e1gil essa teoria, apesar de resultados positivos em sua utiliza\u00e7\u00e3o. Eles ponderam que uma reserva intelectiva pode ser um fator protetor para a dem\u00eancia, pois minimiza o decl\u00ednio cognitivo e emocional. Fatores que aumentam a reserva cognitiva, como o exerc\u00edcio f\u00edsico, a estimula\u00e7\u00e3o intelectual ou lazer ao longo da vida s\u00e3o atividades associadas a um risco reduzido de dem\u00eancia mesmo em indiv\u00edduos com predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>Afirmam ainda que estudos com interven\u00e7\u00e3o musical demonstraram a efic\u00e1cia do tratamento para os sintomas comportamentais e psicol\u00f3gicos da dem\u00eancia, como agita\u00e7\u00e3o, irritabilidade, depress\u00e3o e apatia, e que a pr\u00e1tica musical compensa os decl\u00ednios relacionados \u00e0 idade na velocidade de processamento, mem\u00f3ria e cogni\u00e7\u00e3o. (Moreira, Justi, Moreira, 2018 p.134).<\/p>\n<p>Segundo Glisky (2007),\u201d as fun\u00e7\u00f5es cognitivas b\u00e1sicas mais afetadas pela idade s\u00e3o aten\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria, seguidas das fun\u00e7\u00f5es de percep\u00e7\u00e3o, processamento de linguagem e tomada de decis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Mem\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A mem\u00f3ria \u00e9 a capacidade do sistema nervoso de adquirir e reter habilidades e conhecimentos de forma que possa utiliz\u00e1-los quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os idosos apresentam dificuldades em realizar tarefas de mem\u00f3ria que exigem a capacidade de lidar com v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo. Tarefas em que a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida tamb\u00e9m s\u00e3o consideradas dif\u00edceis. Essas s\u00e3o consideradas tarefas de curto prazo, e alguns pesquisadores com Salthouse acreditam que esses d\u00e9ficits refletem em um abrandamento da rapidez do processamento mental, ou seja, uma capacidade diminu\u00edda de armazenar m\u00faltiplas informa\u00e7\u00f5es na mem\u00f3ria de trabalho simultaneamente. (Bueno, 2009 p. 78)<\/p>\n<p>A deteriora\u00e7\u00e3o do funcionamento cognitivo pode estar relacionada a diversos aspectos: percep\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria (de curto e de longo prazos), fun\u00e7\u00f5es executivas, flu\u00eancia verbal, velocidade psicomotora e coordena\u00e7\u00e3o visual-espacial. (Bueno, 2009 p. 82)<\/p>\n<p>Podemos atrav\u00e9s da m\u00fasica estimular todo o funcionamento cognitivo, executando um trabalho dirigido para cada uma das \u00e1reas espec\u00edficas, a fim de retardar o processo de deteriora\u00e7\u00e3o que causa a doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p>Sabe-se que a m\u00fasica demanda bastante empenho mental por estimular o c\u00e9rebro como um todo, e que sua pr\u00e1tica promove a melhora do racioc\u00ednio e da concentra\u00e7\u00e3o, ativa a mem\u00f3ria, al\u00e9m de aproximar o indiv\u00edduo do seu universo subjetivo.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-573 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Figura-1-grupo-evolu\u00e7\u00e3o-300x265.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"265\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 1 Grupo Evolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Calvet (2013, apud Souza), n\u00e3o existe um lugar espec\u00edfico no c\u00e9rebro onde a mem\u00f3ria se localiza, a mem\u00f3ria \u00e9 constru\u00edda a partir de processos de associa\u00e7\u00f5es. Cada indiv\u00edduo faz associa\u00e7\u00e3o do que quer memorizar dependendo do significado que aquilo ter\u00e1 para si.<\/p>\n<p>O estudo do papel da m\u00fasica proporciona grandes efeitos relacionados \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos sintomas comportamentais e psicol\u00f3gicos e ainda v\u00e3o muito al\u00e9m quando utilizadas para estimular a mem\u00f3ria em fatos e eventos, pois sabe-se da import\u00e2ncia do resgate da mem\u00f3ria musical na vida do ser humano. \u00c9 comum notarmos pessoas que apesar do comprometimento da mem\u00f3ria s\u00e3o capazes de cantar cantigas familiares de quando eram crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>M\u00fasica e Mem\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em m\u00fasicos com dem\u00eancia, apesar da perda da mem\u00f3ria sem\u00e2ntica, n\u00e3o h\u00e1 perda da mem\u00f3ria musical. (Weinstein et al., 2011).<\/p>\n<p>A m\u00fasica e a mem\u00f3ria est\u00e3o interligadas. As lembran\u00e7as musicais v\u00e3o sendo criadas e constru\u00eddas em nossa mente de acordo com as experi\u00eancias emocionais que temos com elas. A maneira como algu\u00e9m ouve m\u00fasica depende crucialmente daquilo que \u00e9 capaz de lembrar-se a respeito de eventos passados (Sloboda 2008, p.229).<\/p>\n<p>Bergmann, em seu artigo descreve que: \u201cO relato das mem\u00f3rias dos idosos fornece vasto material de trabalho para o educador musical e condi\u00e7\u00f5es para ele se aproximar desse mundo sonoro do passado.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Sacks,(2007, p.327), em observa\u00e7\u00e3o a um grupo de pacientes com Alzheimer: \u201ca m\u00fasica familiar age como uma esp\u00e9cie de mnem\u00f4nica proustiana, faz aflorar emo\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es esquecidas h\u00e1 tempos, reabre aos pacientes o acesso a estados de esp\u00edrito e mem\u00f3rias, pensamentos e mundos que pareciam ter sido totalmente perdidos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Neuroci\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A neuroci\u00eancia consiste no estudo sobre o sistema nervoso e suas funcionalidades, al\u00e9m de estruturas,\u00a0<a href=\"https:\/\/neurosaber.com.br\/aspectos-neurologicos-de-aprendizagem\/\">processos de desenvolvimento<\/a>\u00a0e alguma altera\u00e7\u00e3o que possa surgir no decorrer da vida. \u00c9 um campo de pesquisa que trabalha com tr\u00eas elementos a saber: c\u00e9rebro, medula espinhal e nervos perif\u00e9ricos em suas funcionalidades (artigo Neurosaber).<\/p>\n<p>A neuroeduca\u00e7\u00e3o musical consiste no estudo dos aspectos neurofisiol\u00f3gicos relacionados como aprendizado musical. A m\u00fasica para a neuroci\u00eancia \u00e9 a capacidade neurol\u00f3gica para a compreens\u00e3o de fen\u00f4menos ac\u00fasticos ligados ao fazer musical (Louro, 2018\/2019).<\/p>\n<p>Destacaremos nesse artigo alguns conceitos entre a rela\u00e7\u00e3o c\u00e9rebro e m\u00fasica dentro do estudo da neuroci\u00eancia, pois mesmo com os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos sobre sua funcionalidade este surpreende ainda toda a humanidade com os mist\u00e9rios que o cercam.<\/p>\n<p>Segundo Rocha e Boggio (apud Peretz; Zatorre, 2004, p.133) \u201co estudo da neuroci\u00eancia tem trazido nas \u00faltimas d\u00e9cadas, uma s\u00e9rie de contribui\u00e7\u00f5es para o melhor entendimento dos efeitos causados pela m\u00fasica dos indiv\u00edduos e seu impacto no funcionamento do c\u00e9rebro humano\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Efeitos da M\u00fasica<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os efeitos que a m\u00fasica e seu processamento ocasionam nas \u00e1reas cerebrais, tem se tornado motivo de intenso e sistem\u00e1tico estudo. Para Peretz e Zatorre (2204, p. 90), \u201ca m\u00fasica oferece uma oportunidade \u00fanica para entender melhor a organiza\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro humano\u201d.<\/p>\n<p>Est\u00e1 consolidada a ideia de que a m\u00fasica \u00e9 uma atividade complexa a qual engaja diferentes regi\u00f5es do c\u00e9rebro e evoca um conjunto de emo\u00e7\u00f5es e habilidades que impactam positivamente a plasticidade neuronal (Schalaug, 2001; Herdener et al., 2010; Levitin; Tirovolas, 2009; Herholz; Zatorre, 2012; Fedorenko et al., 2012, apud Cuervo; Rosat p.174).<\/p>\n<p>Segundo as autoras ainda quanto a plasticidade cerebral; dizem que existe um acentuado empenho investigativo envolvendo as Neuroci\u00eancias e a M\u00fasica, baseado na ideia de que o fazer musical infere na plasticidade neuronal de modo significativo, com amplia\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica vis\u00edvel das \u00e1reas engajadas, como explica Sacks (2007, p.100).<\/p>\n<p>Nos dias atuais sabe-se que o c\u00e9rebro \u00e9 um sistema complexo e flex\u00edvel. Descobriu-se que atrav\u00e9s do corpo caloso, os hemisf\u00e9rios se comunicam e que podem se reestruturar conforme suas necessidades, englobando fun\u00e7\u00f5es cognitivas, emocionais e sensoriais.<\/p>\n<p>Sacks ainda afirma que:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Existem, indubitavelmente, \u00e1reas espec\u00edficas do c\u00f3rtex que alicer\u00e7am a intelig\u00eancia e a sensibilidade musicais a resposta emocional \u00e0 m\u00fasica, [&#8230;] mas a resposta emocional \u00e0 m\u00fasica, ao que parece, \u00e9 muito disseminada e provavelmente n\u00e3o apenas cortical, mas tamb\u00e9m subcortical, de modo que mesmo em uma doen\u00e7a cortical difusa como o Alzheimer a m\u00fasica ainda pode ser percebida, desfrutada e gerar respostas.(Sacks, 2007, p. 329)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fundamentados em todas essas informa\u00e7\u00f5es, conclu\u00edmos que o ensino musical pode trazer benef\u00edcios n\u00e3o s\u00f3 na melhoria qualidade de vida, como tamb\u00e9m pode promover aspectos de desenvolvimento criativo e expressivo do ser (Souza e Le\u00e3o, p.57).<\/p>\n<p>A m\u00fasica interfere de forma direta na recupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e torna-se assim, uma terapia auto-expressiva e de atua\u00e7\u00e3o relevante como modelo de preven\u00e7\u00e3o, reabilita\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o na vida destas pessoas (Gomes e Amaral, p.111).<\/p>\n<p>Sacks no document\u00e1rio <em>Alive Inside<\/em>, afirma ainda que \u201cA m\u00fasica tem mais capacidade de ativar mais partes do c\u00e9rebro do que qualquer outro est\u00edmulo\u201d (Sacks, 14min 25s).<\/p>\n<p>Apesar de todas comprova\u00e7\u00f5es faz-se necess\u00e1rio prosseguir com a investiga\u00e7\u00e3o sobre a influ\u00eancia da m\u00fasica na mem\u00f3ria na doen\u00e7a de Alzheimer. Existe necessidade de mais pesquisas envolvendo a neuroci\u00eancia e a m\u00fasica, e estudos de imagem que investiguem as \u00e1reas cerebrais envolvidas na escuta e mem\u00f3ria musical a fim da compreens\u00e3o dos processos cognitivos e da mem\u00f3ria relacionados \u00e0 atividade musical.<\/p>\n<p>Por outro vi\u00e9s, os educadores devem adquirir conhecimento nesse sentido e criar um processo metodol\u00f3gico para as pessoas da terceira idade, baseado na estimula\u00e7\u00e3o de suas lembran\u00e7as, pensamentos e emo\u00e7\u00f5es, pois cada indiv\u00edduo faz da sua mem\u00f3ria uma associa\u00e7\u00e3o e transforma isso em um significado puramente pessoal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Bibliografia<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bergmann, Carolina Giordano.\u00a0 <strong>A rela\u00e7\u00e3o do idoso com o aprendizado musical<\/strong>. Servi\u00e7o de Biblioteca e Documenta\u00e7\u00e3o do Instituto de Artes da UNESP.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc25096111\"><\/a>Gomes, Lorena; Amaral, Juliana Bezerra do. <strong>Os efeitos da utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica para os idosos: Revis\u00e3o Sistem\u00e1tica.<\/strong><\/p>\n<p>Luz, M. C. <strong>Educa\u00e7\u00e3o musical na maturidade<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Som, 2008.<\/p>\n<p>Rocha, V. C.; Boggio, P. S. <strong>A m\u00fasica por uma \u00f3ptica neurocient\u00edfica<\/strong>. Per Music, Belo Horizonte, n.27, 2013, p.132-140<\/p>\n<p>Sacks, Oliver. <strong>Alucina\u00e7\u00f5es Musicais: relatos sobre a m\u00fasica e o c\u00e9rebro<\/strong>; tradu\u00e7\u00e3o: Laura Teixeira Motta \u2013 S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2007.<\/p>\n<p>Sloboda, John A. <strong>A mente musical: psicologia cognitiva da m\u00fasica<\/strong>; tradu\u00e7\u00e3o: Beatriz Ilari e Rodolfo Illari. Londrina: EDUEL, 2008.<\/p>\n<p>Stateri, J. Julio. <strong>O som inteligente: musicoterapia e educa\u00e7\u00e3o musical<\/strong>. Salto, SP: FoxTablet, 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Links acessados:<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abem Educa\u00e7\u00e3o Musical<\/strong>. Souza ,Huly Caroline Rios de. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/abemeducacaomusical.com.br\/conferencias\/index.php\/nt2018\/regnt\/paper\/viewFile\/3348\/1668\">http:\/\/abemeducacaomusical.com.br\/conferencias\/index.php\/nt2018\/regnt\/paper\/viewFile\/3348\/1668<\/a>&gt;. Acesso em 22 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Abordagem interdisciplinar entre M\u00fasica e Neuroci\u00eancias: estrat\u00e9gias de fomento e inser\u00e7\u00e3o curricular no ensino superior<\/strong>.<\/p>\n<p>Cuervo, Luciane.; Rosat R. M Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.revistas.udesc.br\/index.php\/orfeu\/article\/view\/1059652525530403012018172\/9010\">http:\/\/www.revistas.udesc.br\/index.php\/orfeu\/article\/view\/1059652525530403012018172\/9010<\/a>&gt;. Acesso em 23 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Altera\u00e7\u00f5es na Fun\u00e7\u00e3o cognitiva no Envelhecimento Humano<\/strong>. Glisky, Elizabeth L. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>&lt; <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK3885\/\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK3885\/<\/a>&gt;. Acesso em 24 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Articula\u00e7\u00f5es entre m\u00fasica, educa\u00e7\u00e3o e neuroci\u00eancias<\/strong>. Cuervo, Luciane. Dispon\u00edvel em:\u00a0 &lt;file:\/\/\/C:\/Users\/Simone\/Downloads\/Articulacoes%20entre%20musica-%20educacao%20e%20neurociencia%20_SIMCAM%202011%20(4).pdf&gt;. Acesso em 23 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>A m\u00fasica por uma \u00f3tica neurocient\u00edfica<\/strong>.<\/p>\n<p>Rocha, Viviane Cristina da, Boggio Paulo S\u00e9rgio. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/11291301\/A_m%C3%BAsica_por_uma_%C3%B3ptica_neurocient%C3%ADfica_A_neuroscientific_perspective_on_music\">https:\/\/www.academia.edu\/11291301\/A_m%C3%BAsica_por_uma_%C3%B3ptica_neurocient%C3%ADfica_A_neuroscientific_perspective_on_music<\/a>&gt;. Acesso em 22 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Brain Organization for Music Processing<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/pdfs.semanticscholar.org\/6381\/e72a2102590d3998c27fd8c2941c8c1a93d6.pdf\">https:\/\/pdfs.semanticscholar.org\/6381\/e72a2102590d3998c27fd8c2941c8c1a93d6.pdf<\/a>&gt;. Acesso em 22 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Can you intervention improve memory in Alzeheimer\u00b4s patients?.<\/strong> Moreira, Justi, Moreira, Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1980-57642018000200133\">http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1980-57642018000200133<\/a>&gt;. Acesso em 22 de outubro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Grupo Evolu\u00e7\u00e3o. <\/strong>Neuroci\u00eancia e M\u00fasica I. Dispon\u00edvel<strong>\u00a0 <\/strong>em: &lt;<a href=\"https:\/\/grupoevolucao.com.br\/ead\/_extra\/livro.php?disciplina=Neurociencia\">https:\/\/grupoevolucao.com.br\/ead\/_extra\/livro.php?disciplina=Neurociencia<\/a>&gt; Acesso em 20 de agosto de 2018.<\/p>\n<p><strong>Grupo Evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>. Neuroci\u00eancia e M\u00fasica II. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/grupoevolucao.com.br\/ead\/course\/view.php?id=9#section-7\">https:\/\/grupoevolucao.com.br\/ead\/course\/view.php?id=9#section-7<\/a>&gt; Acesso em 05 de abril de 2019.<\/p>\n<p><strong>Manual MSD<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt-br\/casa\/dist%C3%BArbios-cerebrais,-da-medula-espinal-e-dos-nervos\/delirium-e-dem%C3%AAncia\/doen%C3%A7a-de-alzheimer\">https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt-br\/casa\/dist%C3%BArbios-cerebrais,-da-medula-espinal-e-dos-nervos\/delirium-e-dem%C3%AAncia\/doen%C3%A7a-de-alzheimer<\/a>&gt;. Acesso em 13 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Memoralidades.<\/strong> Bueno, Kenia de Oliveira. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"..\/..\/..\/..\/Downloads\/113-Texto%20do%20artigo-469-1-10-20140822.pdf\">file:\/\/\/C:\/Users\/Simone\/Downloads\/113-Texto%20do%20artigo-469-1-10-20140822.pdf<\/a>&gt;. Acesso em 24 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Neuro Saber<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/neurosaber.com.br\/o-que-e-neurociencia\/\">https:\/\/neurosaber.com.br\/o-que-e-neurociencia\/<\/a>&gt; . Acesso em 22 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>O que faz mal ao seu c\u00e9rebro<\/strong>. Lima, Nelson S. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.passeidireto.com\/arquivo\/23128047\/inimigos-do-cerebro\">https:\/\/www.passeidireto.com\/arquivo\/23128047\/inimigos-do-cerebro<\/a> &gt; Acesso em 29\/10\/2019.<\/p>\n<p><strong>Os Benef\u00edcios da Musicoterapia na Doen\u00e7a de Alzheimer<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.doencadealzheimer.com.br\/index.php?modulo=pacientes_outros_editais\">https:\/\/www.doencadealzheimer.com.br\/index.php?modulo=pacientes_outros_editais<\/a>&gt;. Acesso em 23 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>XVI Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Pesquisa e P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em M\u00fasica (ANPPOM) Bras\u00edlia, 2006. <\/strong><\/p>\n<p>Souza, Cristina Miriam S. e; Le\u00e3o, Eliane. Terceira Idade e M\u00fasica: perspectivas para uma educa\u00e7\u00e3o musical. Dispon\u00edvel em:&lt; <a href=\"http:\/\/antigo.anppom.com.br\/anais\/anaiscongresso_anppom_2006\/CDROM\/COM\/01_Com_EdMus\/sessao02\/01COM_EdMus_0205-144.pdf\">http:\/\/antigo.anppom.com.br\/anais\/anaiscongresso_anppom_2006\/CDROM\/COM\/01_Com_EdMus\/sessao02\/01COM_EdMus_0205-144.pdf<\/a>&gt;.Acesso em 17 de novembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>Figura 1<\/strong> \u2013 <strong>Grupo Evolu\u00e7\u00e3o. Neuroci\u00eancia e M\u00fasica II<\/strong>. Dispon\u00edvel em:\u00a0 &lt;<a href=\"https:\/\/grupoevolucao.com.br\/ead\/pluginfile.php\/9086\/mod_resource\/content\/1\/AULA%204.%20M%C3%9ASICA%20E%20NEUROCI%C3%8ANCIAS.pdf\">https:\/\/grupoevolucao.com.br\/ead\/pluginfile.php\/9086\/mod_resource\/content\/1\/AULA%204.%20M%C3%9ASICA%20E%20NEUROCI%C3%8ANCIAS.pdf<\/a>&gt; Acesso em 25 de novembro de 2018.<\/p>\n<p><strong>You Tube \u2013 <\/strong>Alive Inside Filme M\u00fasica Transforma! Legendado PTBR. D\u00edspon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QcKktBdENes&amp;t=5s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QcKktBdENes&amp;t=5s<\/a> &gt;. Acesso em 19 de novembro de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Simone Monteiro Pupo &#8211;\u00a0Licenciada\u00a0 em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica;\u00a0P\u00f3s-Graduada em Educa\u00e7\u00e3o Musical ; P\u00f3s Graduada em Neuroeduca\u00e7\u00e3o Musical;\u00a0. Diplomada como organista pela Ordem dos M\u00fasicos do Brasil;\u00a0Estudou\u00a0harmonia e improvisa\u00e7\u00e3o com o Maestro Juan Jose Calatayud, Laborat\u00f3rio de M\u00fasica Computadorizada com Gerry Magallan (Illinois State University); Piano cl\u00e1ssico com Maria Barufald;\u00a0 Viol\u00e3o popular com NidaBertoncini de Barros; Cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de arranjos pela empresa Synthex\u00a0 e Canto com Paulo Sergio de Brito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Resumo &nbsp; Nos \u00faltimos anos a Neuroci\u00eancia vem demonstrando v\u00e1rias outras habilidades do nosso c\u00e9rebro, quando estimulado de forma correta. Descobriu-se que diferentes \u00e1reas cerebrais se comunicam e com isso atrav\u00e9s da neuroplasticidade elas podem reestruturar sua organiza\u00e7\u00e3o conforme sua necessidade. 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