{"id":533,"date":"2019-11-26T16:14:22","date_gmt":"2019-11-26T18:14:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=533"},"modified":"2019-11-26T16:14:22","modified_gmt":"2019-11-26T18:14:22","slug":"o-ludico-no-desenvolvimento-cognicao-e-aprendizado-musical-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/o-ludico-no-desenvolvimento-cognicao-e-aprendizado-musical-infantil\/","title":{"rendered":"O L\u00fadico no Desenvolvimento, Cogni\u00e7\u00e3o e Aprendizado Musical Infantil"},"content":{"rendered":"<p>O brincar \u00e9 parte essencial da vida da crian\u00e7a e necess\u00e1rio para seu aprendizado. Hoje a neuroci\u00eancia nos mostra que para que o c\u00e9rebro aprenda de forma eficaz, a motiva\u00e7\u00e3o e a estimula\u00e7\u00e3o precisam estar presentes. No l\u00fadico encontramos ambiente favor\u00e1vel para se criar esta motiva\u00e7\u00e3o e est\u00edmulo necess\u00e1rios. Atrav\u00e9s do brincar podemos \u201ctocar\u201d a emo\u00e7\u00e3o, provocar o movimento, estimular a rela\u00e7\u00e3o.Psicopedagogos do desenvolvimento e diversos pedagogos musicais j\u00e1 nos mostraram, em seus estudos, a import\u00e2ncia do l\u00fadico no aprendizado e o quanto o movimento, o corpo e o jogo auxiliam e preparam o indiv\u00edduo para a aquisi\u00e7\u00e3o de conceitos musicais. O objetivo foi verificar se jogos e brincadeiras facilitam a aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento musical. Para isso, buscou-se descrever as fases de desenvolvimento e aprendizado infantil, expor algumas pedagogias musicais assim como descobertas da neuroci\u00eancia que auxiliam neste processo. A proposta deste trabalho foi realizar uma pesquisa descritiva fundamentada na revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre a import\u00e2ncia do l\u00fadico no aprendizado musical. Conclui-se que as atividades l\u00fadicas realmente contribuem no processo de ensino-aprendizagem musical e saber desta influ\u00eancia auxilia educadores em um planejamento de aulas sistematizado e mais eficaz.<\/p>\n<p><strong>Palavras chave<\/strong>: L\u00fadico; Ensino-aprendizagem; Educa\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n<h4><\/h4>\n<h4>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A divers\u00e3o \u00e9 parte essencial no desenvolvimento da crian\u00e7a. T\u00e3o importante que \u00e9reconhecida pelo Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA) no seu Cap\u00edtuloII, Art. 16 (IV), bem como pela Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a em seu artigo 31.<\/p>\n<p>O brincar \u00e9 express\u00e3o natural da crian\u00e7a e atrav\u00e9s dele, os pequenos se desenvolvem emocionalmente, socialmente, cognitivamente. De acordo com VAL\u00c9RIO (2016), brincando a crian\u00e7a se relaciona com o que encontra \u00e0 sua volta, se relaciona consigo mesma e com aqueles que est\u00e3o pr\u00f3ximos. \u00a0\u201c\u00c9 importante frisar que o brincar e o jogar n\u00e3o se resumem apenas a formas de divertimento e de prazer para a crian\u00e7a, mas s\u00e3o meios privilegiados dela expressar os seus sentimentos e aprender\u201d(VAL\u00c9RIO, 2016).Um brincar que \u00e9 mais que um simples momento de divers\u00e3o, mas um tempo privilegiado de aprendizado.<\/p>\n<p>Por meio da brincadeira a crian\u00e7a interioriza as experi\u00eancias vividas e desenvolve o racioc\u00ednio, a imagina\u00e7\u00e3o, a criatividade, a socializa\u00e7\u00e3o. Enfrenta desafios e \u00e9 capaz de superar medos. Consegue elaborar conflitos internos, ansiedades e ang\u00fastias; trabalha frustra\u00e7\u00f5es e aprende a perder e a ganhar; aprende ainda a lidar com sentimentos desenvolvendo equil\u00edbrio e a personalidade. O jogo transforma o momento da aula em algo mais leve, tirando o peso e a responsabilidade de se absorver determinado conte\u00fado (VAL\u00c9RIO, 2016).<\/p>\n<p>Em sua pesquisa MAFRA (2008, p.04) nos fala que \u201cJogos e brincadeiras s\u00e3o estrat\u00e9gias metodol\u00f3gicas que permitem que o aluno desenvolva suas habilidades cognitivas al\u00e9m de facilitar a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento.\u201d<\/p>\n<p>Pedagogos do desenvolvimento e aprendizagem como Piaget, Wallon, Vygotsky e pedagogos musicais como Dalcroze, Orff, dentre outros, acreditam que por meio do jogo, do corpo e do movimento, conceitos musicais s\u00e3o melhor absorvidos.<\/p>\n<p>Diante das afirma\u00e7\u00f5es de alguns estudiosos fica a pergunta:\u00a0 O que a literatura sobre neuroci\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o musical diz sobre as vantagens das atividades musicais l\u00fadicas para um melhor aprendizado infantil?<\/p>\n<h4>Objetivo Geral<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Verificar se brincadeiras e jogos auxiliam no processo de ensino-aprendizado musical.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Objetivos Espec\u00edficos<\/strong><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8211; Descrever as fases de desenvolvimento e aprendizagem infantil segundo pedagogos da educa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Apresentar a pedagogia musical e seus processos de aprendizagem.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Indicar como a Neuroci\u00eancia aplicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o musical auxilia no processo de aprendizado.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h4>METODOLOGIA<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este trabalho ser\u00e1 desenvolvido enquanto uma pesquisa descritiva atrav\u00e9s de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre o tema proposto.<\/p>\n<p>Baseada nestas teorias, em bibliografia existente e em experi\u00eancias pr\u00f3prias, este trabalho vem apresentar a influ\u00eancia que as brincadeiras e jogos exercem em um aprendizado mais din\u00e2mico, alegre e eficaz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 FASES DO DESENVOLVIMENTO DA CRIAN\u00c7A<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 uma infinidade de teorias sobre o desenvolvimento infantil. Cada pesquisador desenvolveu seu trabalho a partir de determinado ponto de vista. Neste estudo focaremos o desenvolvimento infantil a partir de uma teoria s\u00f3cio interacionista, onde as crian\u00e7as s\u00e3o, de certa forma, autoras de seu processo de conhecimento (FELIPE, 2009. p. 27)<\/p>\n<p>Piaget, Vygotsky e Wallon tentaram mostrar que a capacidade de conhecer e aprender se constr\u00f3i a partir das trocas estabelecidas entre o sujeito e o meio. As teorias s\u00f3cio interacionistas concebem, portanto, o desenvolvimento infantil como um processo din\u00e2mico, pois as crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o passivas, meras receptoras das informa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o \u00e0 sua volta. Atrav\u00e9s do contato com seu pr\u00f3prio corpo, com as coisas do seu ambiente, bem como atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o com outras crian\u00e7as e adultos, as crian\u00e7as v\u00e3o desenvolvendo a capacidade afetiva, a sensibilidade e a autoestima, o racioc\u00ednio, o pensamento e a linguagem. A articula\u00e7\u00e3o entre os diferentes n\u00edveis de desenvolvimento (motor, afetivo e cognitivo) n\u00e3o se d\u00e1 de forma isolada, mas sim de forma simult\u00e2nea e integrada. (FELIPE, 2009. p. 27)<\/p>\n<p>Partindo desta teoria s\u00f3cio interacionista, vamos conhecer um pouco de cada um destes te\u00f3ricos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.1 \u2013 Jean William Fritz Piaget (1896 \u2013 1980)<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se pensa, Piaget nunca foi pedagogo, embora quase tenha se tornado \u201csin\u00f4nimo de pedagogia\u201d. Epistem\u00f3logo e psic\u00f3logo su\u00ed\u00e7o, dedicou sua vida a uma observa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica rigorosa sobre o processo de aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento humano, principalmente das crian\u00e7as. (FERRARI, 2008).<\/p>\n<p>Segundo Cavicchia (2010), Piaget iniciou seus estudos orientado por uma pergunta que o acompanhou por toda a vida: \u201cComo o ser vivo consegue adaptar-se ao meio ambiente?\u201d A partir da\u00ed chegou \u00e0s suas principais ideias que foram a da adapta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e dos fatores normativos do pensamento.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de todo organismo vivo, assim como toda conquista intelectual, se faz atrav\u00e9s da assimila\u00e7\u00e3o de um dado exterior, no sentido de transforma\u00e7\u00e3o. O conhecimento n\u00e3o \u00e9 uma c\u00f3pia, mas uma integra\u00e7\u00e3o em uma estrutura mental preexistente que, ao mesmo tempo, vai ser mais ou menos modificada por esta integra\u00e7\u00e3o (&#8230;) os fatores normativos do pensamento correspondem \u00e0s rela\u00e7\u00f5es, \u00e0s necessidades de equil\u00edbrio que se observam no plano biol\u00f3gico. (Cavicchia 2010, p.2)<\/p>\n<p>Suscitar o conhecimento, motivar, estimular. De acordo com Ferrari (2008), para Piaget, o conhecimento vem daquilo que a crian\u00e7a pode vir a se tornar e n\u00e3o daquilo que ela j\u00e1 \u00e9. Este conhecimento resulta de transforma\u00e7\u00f5es que ocorrem entre o meio e o indiv\u00edduo e \u201cessas trocas s\u00e3o respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria capacidade de conhecer.\u201d (Cavicchia, 2010)<\/p>\n<p>Piaget aponta que \u201cexiste uma rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia entre o sujeito conhecedor e o objeto a conhecer\u201d. (TERRA, 2009. p. 2) que se d\u00e1 atrav\u00e9s de um \u201cprocesso de equilibra\u00e7\u00e3o\u201d que nada mais \u00e9 que o processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Este conhecimento n\u00e3o nasce com o indiv\u00edduo, tampouco depende de suas experi\u00eancias vividas, mas se constr\u00f3i na medida em que o sujeito se sente em desequil\u00edbrio e busca ent\u00e3o uma adapta\u00e7\u00e3o a ele. (FERNANDES, 2011).<\/p>\n<p>O processo de adapta\u00e7\u00e3o, ou seja, a troca entre o indiv\u00edduo e o meio, que posteriormente passou a se chamar de processo de equilibra\u00e7\u00e3o se subdivide em dois aspectos: assimila\u00e7\u00e3o e a acomoda\u00e7\u00e3o. (TERRA, 2009)<\/p>\n<p>De acordo com Terra (2009), a assimila\u00e7\u00e3o \u00e9 a busca do sujeito para resolver determinada quest\u00e3o a partir dos processos cognitivos que j\u00e1 possui. \u00c9 um buscar da realidade e um adaptar-se a ela; uma tentativa de equil\u00edbrio entre a experi\u00eancia encontrada e os esquemas j\u00e1 estruturados. J\u00e1 a acomoda\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade de modificar a estrutura mental existente para absorver o novo conhecimento encontrado.<\/p>\n<p>Toda experi\u00eancia \u00e9 <strong>assimilada <\/strong>a uma estrutura de ideias j\u00e1 existentes (esquemas) podendo provocar uma transforma\u00e7\u00e3o nesses esquemas, gerando um processo de <strong>acomoda\u00e7\u00e3o. <\/strong>(&#8230;)Os processos de assimila\u00e7\u00e3o e acomoda\u00e7\u00e3o s\u00e3o complementares e acham-se presentes durante toda a vida do indiv\u00edduo e permitem um estado de adapta\u00e7\u00e3o intelectual. (TERRA, 2009. p.3)<\/p>\n<p>Piaget separa em quatro, os est\u00e1gios cognitivos do desenvolvimento humano. Referindo-se a est\u00e1gios, pressup\u00f5e uma ordem sequencial e constante dependente da experi\u00eancia do indiv\u00edduo e n\u00e3o de uma quest\u00e3o temporal. (Cavicchia, 2010. p.3). S\u00e3o eles:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1\u00ba est\u00e1gio &#8211; Sens\u00f3rio Motor (0 a 2 anos) \u2013 Per\u00edodo de organiza\u00e7\u00e3o do beb\u00ea caracterizado pela constru\u00e7\u00e3o do seu eu. Neste per\u00edodo ocorre a \u201corganiza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento nos aspectos perceptivo, motor, intelectual afetivo e social\u201d. (PORTAL EDUCA\u00c7\u00c3O,Per\u00edodo sens\u00f3rio motor \u2013 Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/direito\/estagio-sensorio-motor-da-linguagem\/45261\">https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/direito\/estagio-sensorio-motor-da-linguagem\/45261<\/a> Acesso em 20 de jul. de 2019).Ela sai dos reflexos inatos para a percep\u00e7\u00e3o e os movimentos, adquirindo habilidades e percebendo-se no espa\u00e7o. (TERRA, 2009. p. 4)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2\u00ba est\u00e1gio &#8211; Pr\u00e9-operat\u00f3rio (2 a 7 anos) \u2013 caracterizado pelo surgimento e desenvolvimento da linguagem. Fase da \u201cintelig\u00eancia simb\u00f3lica\u201d onde a crian\u00e7a passa a ter a capacidade de narrar, interpretar e interagir com os fatos passados ou futuros. (PORTAL EDUCA\u00c7\u00c3O,Per\u00edodo pr\u00e9-operat\u00f3rio \u2013 Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/pedagogia\/2-a-7-anos-de-idade---periodo-pre-operatorio\/20170\">https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/pedagogia\/2-a-7-anos-de-idade&#8212;periodo-pre-operatorio\/20170<\/a>Acesso em 20 de jul. de 2019).O aparecimento da fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica ou semi\u00f3tica, para Piaget, \u00e9 o que caracteriza a passagem para esta fase. O desenvolvimento da linguagem depende do desenvolvimento da intelig\u00eancia. O surgimento desta linguagem possibilita \u201cmodifica\u00e7\u00f5es importantes em aspectos cognitivos, afetivos e sociais da crian\u00e7a\u201d. Fase caracterizada pelo egocentrismo pois \u201ca crian\u00e7a ainda n\u00e3o \u00e9 capaz de perceber uma realidade da qual n\u00e3o fa\u00e7a parte, devido \u00e0 aus\u00eancia de esquemas conceituais e da l\u00f3gica\u201d.\u00a0 (TERRA, 2009. p. 4)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3\u00ba est\u00e1gio &#8211; Opera\u00e7\u00f5es concretas (7 a 11\/12 anos) \u2013 Caracterizado pela aquisi\u00e7\u00e3o da capacidade de opera\u00e7\u00f5es l\u00f3gico-matem\u00e1ticas, chamadas por Piaget de \u201cagrupamentos\u201d. Segundo Souza e Wechsler, (2014) \u201cas principais aquisi\u00e7\u00f5es cognitivas matem\u00e1ticas ocorridas (&#8230;) s\u00e3o a classifica\u00e7\u00e3o e a seria\u00e7\u00e3o, e em seguida ocorrem a multiplica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e compensa\u00e7\u00e3o simples\u201d. A crian\u00e7a consegue pensar de forma l\u00f3gica e concreta, mas ainda n\u00e3o \u00e9 capaz da abstra\u00e7\u00e3o. Ela se baseia \u201cnaquilo que \u00e9 perceptivo\u201d (Souza e Wechsler, 2014. p. 142). A incapacidade de se colocar no lugar do outro (caracter\u00edstica da fase anterior) d\u00e1 espa\u00e7o \u00e0 \u201ccapacidade da crian\u00e7a de estabelecer rela\u00e7\u00f5es e coordenar pontos de vista diferentes\u201d (TERRA, 2009. p. 4). Surge tamb\u00e9m a capacidade de mentalizar e resolver opera\u00e7\u00f5es mentais sem a necessidade de aspectos f\u00edsicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4\u00ba est\u00e1gio &#8211; Opera\u00e7\u00f5es formais (12 anos em diante) &#8211; Neste est\u00e1gio, \u201ca crian\u00e7a j\u00e1 consegue raciocinar sobre hip\u00f3teses\u201d (TERRA, 2009. p. 4) pois j\u00e1 \u00e9 capaz de formar conceitos abstratos, al\u00e9m de possui uma l\u00f3gica formal. O adolescente desenvolve um racioc\u00ednio hipot\u00e9tico-dedutivo. Ocorre a \u201cpassagem do pensamento concreto para o formal\u201d e o adolescente passa a se interessar por problemas abstratos sendo capaz de elaborar teorias sobre quest\u00f5es que possam transformar o mundo. (RIZZI e COSTA, 2004. p.32).<\/p>\n<p>Torna-se importante frisar que esta divis\u00e3o em idades nos diversos est\u00e1gios n\u00e3o \u00e9 r\u00edgida pois depende de alguns fatores como exposi\u00e7\u00e3o a est\u00edmulos e caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas de cada indiv\u00edduo (TERRA, 2009. p. 4). Os estudos de Piaget n\u00e3o tinham como objetivo oferecer uma teoria sobre aprendizagem, por\u00e9m seu modelo acabou se tornando um dos maiores referenciais no campo da aprendizagem escolar no Brasil, Europa e Estados Unidos. (TERRA, 2009. p. 6).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.2 \u2013 Lev Semyonovich Vygotsky (1896 \u2013 1934)<\/strong><\/p>\n<p>Psic\u00f3logo Bielo-Russo que s\u00f3 ficou conhecido no meio acad\u00eamico ap\u00f3s sua morte aos 38 anos de idade e que foi \u201cpioneiro na no\u00e7\u00e3o de que o desenvolvimento intelectual das crian\u00e7as ocorre em fun\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es sociais e condi\u00e7\u00f5es de vida\u201d. (MACHADO, s.d. )<\/p>\n<p>Segundo Rabello e Passos, (s.d. p. 3) Vygotsky afirmava que os indiv\u00edduos adquirem conhecimento atrav\u00e9s de sua intera\u00e7\u00e3o com o ambiente onde est\u00e1. Este conhecimento se d\u00e1 atrav\u00e9s de um processo de media\u00e7\u00e3o que s\u00e3o as \u201crela\u00e7\u00f5es intra e interpessoais e de troca com o meio\u201d<\/p>\n<p>Para Vygotsky, a rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com o mundo \u00e9 marcada por \u201csistemas simb\u00f3licos\u201d e a linguagem \u00e9 fundamental neste processo pois ela \u201csimplifica e generaliza a experi\u00eancia, ordenando as inst\u00e2ncias do mundo real (&#8230;) cujo significado \u00e9 compartilhado pelos usu\u00e1rios desta linguagem\u201d (FELIPE apud Oliveira, 2009. p. 29). Assim sendo, para que o aprendizado aconte\u00e7a, o indiv\u00edduo precisa participar de \u201cambientes e pr\u00e1ticas espec\u00edficas\u201d. A crian\u00e7a n\u00e3o se desenvolve sozinha, com o tempo; ela precisa ser exposta a experi\u00eancias que fornecer\u00e3o instrumentos para este aprendizado. (RABELLO e PASSOS,em <a href=\"https:\/\/josesilveira.com\/\">https:\/\/josesilveira.com\/<\/a>\u00a0 Acesso em 27 de jul.de 2019).<\/p>\n<p>Vygotsky divide o desenvolvimento da crian\u00e7a em dois n\u00edveis; o real e o potencial. O real se refere \u00e0quilo que a crian\u00e7a j\u00e1 consegue fazer sozinha, ou seja, \u00e0s etapas que ela j\u00e1 alcan\u00e7ou sem precisar de aux\u00edlio de ningu\u00e9m. J\u00e1 o potencial se refere \u00e0 capacidade de realizar atividades com media\u00e7\u00e3o. (NASSIF e BARBOSA. 2014. p.5).\u00a0 Esta media\u00e7\u00e3o nada mais \u00e9 que a colabora\u00e7\u00e3o de outra pessoa que explique ou mostre como se deve fazer. Felipe (2009) ainda aponta a import\u00e2ncia que Vygotsky d\u00e1 \u00e0 \u201cpossibilidade de altera\u00e7\u00e3o no desempenho de uma pessoa pela interfer\u00eancia de outra\u201d. Ao intervalo entre o n\u00edvel de desenvolvimento Real e o n\u00edvel de desenvolvimento Potencial, se d\u00e1 o nome de Zona de desenvolvimento proximal. Baseado nas explica\u00e7\u00f5es dos autores acima citados podemos concluir que:<\/p>\n<p>1\u00ba N\u00edvel &#8211; Zona de Desenvolvimento Real &#8211; Capacidade que o indiv\u00edduo tem de resolver sozinho os problemas que encontra. \u00c9 tudo que o indiv\u00edduo consegue fazer de forma aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>2\u00ba N\u00edvel &#8211; Zona de Desenvolvimento Potencial &#8211; \u00c9 tudo aquilo que o indiv\u00edduo \u00e9 capaz de fazer, a partir de sua situa\u00e7\u00e3o real; quais s\u00e3o suas potencialidades de desenvolvimento, ou seja, um conhecimento que ainda n\u00e3o foi consolidado, mas est\u00e1 pr\u00f3ximo de se tornar real.<\/p>\n<p>A Zona de Desenvolvimento Proximal \u00e9 o elo entre os dois n\u00edveis. \u00c9 a media\u00e7\u00e3o que possibilita ao indiv\u00edduo resolver determinada situa\u00e7\u00e3o com o aux\u00edlio de algu\u00e9m mais competente, atrav\u00e9s de exemplo ou explica\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 justamente nesta zona de desenvolvimento proximal que a aprendizagem vai ocorrer.\u201d (RABELO e PASSOS, p.5,Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/josesilveira.com\/\">https:\/\/josesilveira.com\/<\/a>\u00a0 Acesso em 27 de jul. de 2019.)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.3 &#8211; Henri Wallon (1879-1962)<\/strong><\/p>\n<p>Para Wallon, a dimens\u00e3o afetiva \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia no processo de ensino-aprendizagem (Mahoney e Almeida, 2005. p. 11). Psic\u00f3logo do desenvolvimento e psicogeneticista franc\u00eas, Henri Wallon buscou em seus estudos compreender como se d\u00e1 o processo de desenvolvimento da crian\u00e7a e como a escola interfere neste processo. (Sugahara, 2016. p. 25). Wallon olhou a crian\u00e7a como um todo em seus aspectos motores, afetivos e cognitivos e defendeu que a escola precisa oferecer para ela uma forma\u00e7\u00e3o integral que aborde tanto o aspecto intelectual quanto o social e o afetivo.<\/p>\n<p>Wallon \u00e9 respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o de um modelo heur\u00edstico que procura compreender as diversas dimens\u00f5es da express\u00e3o humana que, por estarem vinculadas e por serem indissoci\u00e1veis, promovem o desenvolvimento humano. Destaca-se por demonstrar que aspectos como a afetividade e atividade motoras, via de regra desprezadas na an\u00e1lise desse tema, t\u00eam import\u00e2ncia decisiva no complexo Inter jogo funcional respons\u00e1vel pelo desenvolvimento da crian\u00e7a. (GRANDINO, 2010. p 34)<\/p>\n<p>Os principais conceitos presentes na teoria de Wallon apontam a integra\u00e7\u00e3o organismo-meio e a integra\u00e7\u00e3o cognitiva-afetiva-motora (Sugahara, sem data. p.10). Na integra\u00e7\u00e3o organismo-meio \u201co desenvolvimento est\u00e1 ligado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas e ao meio do qual a crian\u00e7a recebe os motivos de suas rea\u00e7\u00f5es\u201d j\u00e1 na integra\u00e7\u00e3o cognitiva-afetiva-motora,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os comportamentos de uma pessoa, num dado momento e circunst\u00e2ncia, s\u00e3o resultantes das configura\u00e7\u00f5es formadas a partir das intera\u00e7\u00f5es entre as dimens\u00f5es cognitivas, afetivas e motoras que comp\u00f5em a pessoa, de forma integrada e indissoci\u00e1vel. Essas dimens\u00f5es est\u00e3o vinculadas entre si, e suas intera\u00e7\u00f5es em constante movimento. (Sugahara, sem data. p.16)<\/p>\n<p>Segundo Galdino (2010), a teoria de desenvolvimento de Wallon v\u00ea a intelig\u00eancia e a afetividade como um todo e explica que esse desenvolvimento \u00e9 composto por momentos de introspec\u00e7\u00e3o e de extrovers\u00e3o. Abordar o aspecto da afetividade acabou destacando sua teoria no processo educativo das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O surgimento de uma nova etapa do desenvolvimento implica na incorpora\u00e7\u00e3o din\u00e2mica das condi\u00e7\u00f5es anteriores, ampliando-as e ressignificando-as. A crian\u00e7a atravessa diferentes est\u00e1gios que oscilam entre momentos de maior interioriza\u00e7\u00e3o e outros mais voltados para o exterior, sendo poss\u00edvel demarcar alguns deles ao longo do desenvolvimento infantil. (GALDINO, 2010. p. 34)<\/p>\n<p>Os est\u00e1gios de desenvolvimento infantil descritos por Wallon s\u00e3o uma forma de prepara\u00e7\u00e3o para o est\u00e1gio seguinte marcados por um cont\u00ednuo movimento de internaliza\u00e7\u00e3o e externaliza\u00e7\u00e3o que levar\u00e1 a crian\u00e7a \u00e0 autonomia. Galdino (2010) nos sintetiza estes est\u00e1gios da seguinte forma:<\/p>\n<p>1\u00ba Est\u00e1gio: Impulsivo-emocional (0 a 1 ano) &#8211; Impulsivo de 0 a 3 meses e emocional dos 3 aos 12 meses. Nesta etapa a crian\u00e7a se relaciona por meio da afetividade e seus gestos impulsivos aos poucos v\u00e3o se tornando emocionais como modo de se relacionar com quem cuida dela e com o meio em que vive. \u00c9 um movimento de introspec\u00e7\u00e3o, voltada para dentro dela mesma.<\/p>\n<p>2\u00ba Est\u00e1gio: Sens\u00f3rio-motor e projetivo (1 a 3 anos) &#8211; Sens\u00f3rio motor at\u00e9 os 18 meses e Projetivo dos 18 meses aos 3 anos. Movimento para fora, de exterioriza\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a consegue se mover e at\u00e9 andar o que possibilita a explora\u00e7\u00e3o do ambiente em que vive. Esta explora\u00e7\u00e3o possibilita um desenvolvimento cognitivo. \u201cO pensamento (&#8230;) se projeta em atos motores\u201d (GALDINO, 2010. p 35) e a crian\u00e7a busca tocar tudo o que est\u00e1 ao seu alcance. A fala se desenvolve e a crian\u00e7a pode se manifestar.<\/p>\n<p>3\u00ba Est\u00e1gio: Personalismo (3 a 6 anos) &#8211; Neste est\u00e1gio retorna o movimento para dentro. De acordo com Galdino (2010), esta fase se divide em Crise da oposi\u00e7\u00e3o (3 a 4 anos), onde a crian\u00e7a busca sua autonomia se opondo aos adultos; Idade da Gra\u00e7a (4 a 5 anos) e Imita\u00e7\u00e3o (5 a 6 anos), onde a crian\u00e7a come\u00e7a a exercer a imita\u00e7\u00e3o dos adultos que admira sobretudo dos pais e professores. \u00c9 um est\u00e1gio marcado pela afetividade e nele se forma a personalidade e autoconsci\u00eancia da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>4\u00ba Est\u00e1gio: Categorial (6 a 11 anos) \u2013 Predom\u00ednio do cognitivo e do movimento para fora. A intelig\u00eancia \u00e9 usada para explorar o meio em que vive. O pensamento abstrato aparece bem como a capacidade de memorizar intencionalmente. Desenvolve o racioc\u00ednio simb\u00f3lico e associativo e a crian\u00e7a tem maior controle da aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>5\u00ba Est\u00e1gio: Adolesc\u00eancia (a partir dos 11 anos) \u2013 As transforma\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias desta idade provocam um movimento para dentro marcado pela afetividade. \u201cConflitos internos e externos fazem o indiv\u00edduo voltar-se a si mesmo, para auto afirmar-se e poder lidar com as transforma\u00e7\u00f5es de sua sexualidade\u201d. (GALDINO, 2010. p 36)<\/p>\n<p>Para Wallon, o desenvolvimento n\u00e3o termina na adolesc\u00eancia, mas permanece por toda a vida e as aprendizagens que v\u00e3o surgindo ao longo do tempo possibilitam que a afetividade e a cogni\u00e7\u00e3o permane\u00e7am em intera\u00e7\u00e3o e em constante movimento<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 M\u00c9TODOS ATIVOS (Dalcroze, Kodaly, Orff, Willens e Suzuki)<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira metade do s\u00e9culo XX foi marcada por muitas mudan\u00e7as. Na \u00e1rea do desenvolvimento infantil vimos nomes como os apresentados no cap\u00edtulo anterior que trouxeram grandes avan\u00e7os para a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.\u00a0 Na m\u00fasica surgiram os m\u00e9todos ativos que s\u00e3o estrat\u00e9gias que se utilizam da experi\u00eancia pr\u00e1tica, ou seja, o aluno participa ativamente de seu aprendizado atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o de instrumentos, da escuta e do fazer musical para possibilitar o conhecimento e desenvolver \u201chabilidades espec\u00edficas\u201d. (FERNANDINO, 2015)<\/p>\n<p>Apresentaremos um apanhado das ideias e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas de cinco pedagogos e m\u00fasico-educadores com suas contribui\u00e7\u00f5es para a educa\u00e7\u00e3o musical atrav\u00e9s dos m\u00e9todos ativos: (FERNANDINO, 2015. GOULART, 2000. SANTOS,2016. MARIANI, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.1 &#8211; \u00c9mile Jaques-Dalcroze (1865-1950)<\/strong><\/p>\n<p>Compositor e pedagogo musical, nasceu na Su\u00ed\u00e7a e desenvolveu um m\u00e9todo que se baseia no ritmo e no movimento &#8211; a R\u00edtmica (<em>Eurhythmics<\/em>). Dalcroze acreditava que para se aprender m\u00fasica, esta deveria passar pelo corpo, pelo movimento. Para ele, \u201co corpo \u00e9 o primeiro instrumento\u201d para o aprendizado. (FERNANDINO, 2015)<\/p>\n<p>Sua metodologia se baseou no ritmo e no movimento corporal. Dalcroze quis eliminar as pr\u00e1ticas exteriores de leituras e outras atividades repetitivas para possibilitar que o aluno experimentasse o ritmo primeiramente atrav\u00e9s de seu pr\u00f3prio corpo e movimento e assim se conscientizasse do mesmo &#8211; a experi\u00eancia antes da teoria. Para isso utilizou de solfejos, r\u00edtmicas e improvisa\u00e7\u00f5es. (FERNANDINO, 2015, MARIANI, 2012). Atrav\u00e9s de uma performance corporal dos par\u00e2metros musicais, Dalcroze busca o desenvolvimento de uma mem\u00f3ria e um sentido r\u00edtmicos. (FERNANDINO, 2015); uma compreens\u00e3o da m\u00fasica atrav\u00e9s de uma rela\u00e7\u00e3o do corpo e da mente. (MARIANI, 2012).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.2 &#8211; Zolt\u00e1n Kod\u00e1ly (1882-1967)<\/strong><\/p>\n<p>Music\u00f3logo e compositor, nascido na Hungria, buscou em suas pesquisas o resgate e a valoriza\u00e7\u00e3o do folclore h\u00fangaro juntamente com Bela Bartok. Este trabalho explorou as formas, ritmos, melodias e harmonias da m\u00fasica folcl\u00f3rica criando posteriormente um sistema de educa\u00e7\u00e3o musical para as escolas da Hungria. (GOULART, 2000)<\/p>\n<p>A proposta pedag\u00f3gica de Kod\u00e1ly \u00e9 fundamentada basicamente no uso da voz e tem os solfejos como material essencial (SILVA, 2012). Al\u00e9m do folclore e da educa\u00e7\u00e3o musical para as escolas, seu trabalho tamb\u00e9m se destacou pelo que ele chamou de D\u00f3 m\u00f3vel. Sua metodologia se baseava em desenvolver a leitura \u00e0 primeira vista, o canto coral atrav\u00e9s das m\u00fasicas folcl\u00f3ricas; um sistema de dura\u00e7\u00e3o r\u00edtmica com s\u00edmbolos e um de treinamento auditivo denominado de D\u00f3 m\u00f3vel que trata de alturas relativas. Para este sistema se utiliza um conjunto de sinais feitos com a m\u00e3o &#8211; a Manosolfa. (SANTOS, 2016).<\/p>\n<p>Para Kod\u00e1ly, o ensino musical \u201crequer que a organiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados siga os padr\u00f5es de habilidades de uma crian\u00e7a normal em seus v\u00e1rios est\u00e1gios de crescimento\u201d (SILVA apud Choksy, 2012).\u00a0 Para a leitura musical, Kod\u00e1ly elaborou um material de solfejos com duas formas de grafia: a da leitura com os nomes das notas e sem a presen\u00e7a do pentagrama (Figura 1) e a da leitura relativa na pauta &#8211; D\u00f3 m\u00f3vel (Figura 2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 1 &#8211; Leitura atrav\u00e9s das notas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-559\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-1-Leitura-atrav\u00e9s-das-notas.png\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"49\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: SILVA, 2012 (In: Mateiro e Ilari, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 2 &#8211; Relativa<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-560\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-2-Leitura-Relativa-300x31.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"31\" \/><\/p>\n<p>Fonte: SILVA, 2012 (In: Mateiro e Ilari, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Manosolfa \u00e9 um recurso essencial na pedagogia de Kod\u00e1ly. Consiste em uma sequ\u00eancia de gestos feitos com a m\u00e3o que simbolizam as notas musicais e suas alturas. O professor faz o gesto e canta a nota e o aluno imita. (SILVA, 2012).<\/p>\n<p>Na figura 3 temos as imagens deste gestual que devem ser feitos em frente ao corpo respeitando tamb\u00e9m as alturas, ou seja, a m\u00e3o vai subindo e descendo, do grave para o agudo, de acordo com a nota cantada. Desse modo, a associa\u00e7\u00e3o da nota e sua altura v\u00e3o sendo incorporadas naturalmente pelo aluno. (SILVA, 2012)<\/p>\n<p>A manossolfa, independente da partitura musical, torna o solfejo visualmente concreto, um fator importante na aprendizagem de iniciantes em m\u00fasica. Ela refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o intervalar, auxilia na visualiza\u00e7\u00e3o espacial da dire\u00e7\u00e3o sonora (agudo-grave\/grave-agudo) e na rela\u00e7\u00e3o entre as alturas cantadas. Colabora ainda no desenvolvimento da mem\u00f3ria musical e no treinamento auditivo. Pode-se dizer que a manossolfa \u00e9 um \u201csolfejo gestual\u201d. (SILVA, 2012. p.77)Na figura 3 temos as imagens deste gestual que devem ser feitos em frente ao corpo respeitando tamb\u00e9m as alturas, ou seja, a m\u00e3o vai subindo e descendo, do grave para o agudo, de acordo com a nota cantada. Desse modo, a associa\u00e7\u00e3o da nota e sua altura v\u00e3o sendo incorporadas naturalmente pelo aluno. (SILVA, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc24262948\"><\/a>Figura 3 &#8211; Manossolfa<\/p>\n<table style=\"height: 706px;\" width=\"732\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"142\">D\u00f3<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-561\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-Do.png\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"141\" \/><\/td>\n<td width=\"173\">&nbsp;<\/p>\n<p>R\u00e9<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-554\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-Re.png\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"168\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"133\">Mi<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-553\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-Mi-300x141.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"141\" \/><\/td>\n<td width=\"138\">F\u00e1<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-562\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-Fa.png\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"150\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\">Sol<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-556\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-Sol.png\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"159\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"173\">L\u00e1<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-563\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-La.png\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"190\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"133\">Si\u00a0\u00a0 (Ti)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-555\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-Si.png\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"241\" \/><\/td>\n<td width=\"138\">D\u00f3<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-561\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-3-Manossolfa-Do.png\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"141\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: SILVA (2012 In: Mateiro e Ilari, 2012). Adaptado de Sz\u00f6nyi, 1973, p. 21; Choksy, 1974, p. 15.<\/p>\n<p>Nota: Manossolfa ilustrada conforme a pessoa v\u00ea sua pr\u00f3pria m\u00e3o ao fazer os gestos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Kod\u00e1ly se utiliza ent\u00e3o, da leitura relativa para posteriormente chegar \u00e0 absoluta, bem como parte da escala pentat\u00f4nica para a crom\u00e1tica. Outro aspecto importante da metodologia de Kod\u00e1ly \u00e9 utiliza\u00e7\u00e3o de s\u00edlabas para o solfejo r\u00edtmico. Segundo Silva (2012 p. 77), \u201cas s\u00edlabas constituem express\u00f5es de dura\u00e7\u00e3o faladas e t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de auxiliar nas dificuldades iniciais de aprendizagem\u201d.\u00a0 Usadas apenas no in\u00edcio da aprendizagem musical elas s\u00e3o: sem\u00ednima (ta), 2 colcheias (ti-ti), 4 semicolcheias (tika-tika), 1 colcheia e duas semicolcheias (ti-tika), conforme vemos na figura 4:<\/p>\n<p>Figura 4 &#8211; s\u00edlabas e suas subdivis\u00f5es<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-557\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-4-S\u00edlabas-e-suas-subdivis\u00f5es-300x79.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"79\" \/><\/p>\n<p>Fonte: SILVA (2012 In: Mateiro e Ilari, 2012).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Fernandino (2015), Kod\u00e1ly tamb\u00e9m trabalha o ritmo partindo da movimenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a onde o andar equivale \u00e0 sem\u00ednima, o correr \u00e0s colcheias.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 2.3 \u2013 Edgard Willems (1890-1978)<\/strong><\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o auditiva \u00e9 fundamental para Willems. Parejo (2012) nos fala que todo indiv\u00edduo apresenta uma unidade entre o aspecto fisiol\u00f3gico, afetivo e mental. A sensibilidade sensorial leva a uma rea\u00e7\u00e3o afetiva que possibilita uma consci\u00eancia auditiva. (PAREJO, 2012. p. 95). Para Willems, a metodologia \u00e9 uma experi\u00eancia pr\u00e1tica: se vive a m\u00fasica atrav\u00e9s da sensorialidade, afetividade e intelig\u00eancia. (SANTOS, 2016)<\/p>\n<p>No aspecto fisiol\u00f3gico, a \u201csensorialidade auditiva se refere \u00e0 maneira pela qual somos tocados e afetados por vibra\u00e7\u00e3o sonora\u201d. O segundo aspecto; o afetivo, relaciona-se \u00e0 \u201csensibilidade afetiva\u201d. Encaixam-se neste aspecto \u201cos elementos mel\u00f3dicos como intervalo, escala e sentido tonal, imagina\u00e7\u00e3o retentiva e reprodutiva, mem\u00f3ria mel\u00f3dica e audi\u00e7\u00e3o relativa\u201d. O terceiro dom\u00ednio; a intelig\u00eancia auditiva, se elabora \u201cna depend\u00eancia das experi\u00eancias sensoriais e afetivas anteriores, e consiste em tomar consci\u00eancia ou de entender o que se ouve\u201d. (PAREJO, 2012. p. 98 e 99)<\/p>\n<p>Willems prop\u00f5e um processo de aprendizagem gradativa que respeite o desenvolvimento da crian\u00e7a. Para ele, primeiro a crian\u00e7a precisa viver e fazer m\u00fasica para s\u00f3 depois pensar sobre ela e assim, adquirir os conceitos. (FERNANDINO, 2015 e PAREJO, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.4 \u2013 Carl Orff (1895-1982)<\/strong><\/p>\n<p>Orff, Willems, Kod\u00e1ly e Dalcroze fazem parte de uma primeira gera\u00e7\u00e3o de \u201ctransformadores que promoveram a passagem de um sistema de ensino musical mec\u00e2nico e desprovido de vida, para um ensino musical vivo, prazeroso e (&#8230;) centrado na crian\u00e7a\u201d.\u00a0 (PAREJO, 2012)<\/p>\n<p>Carl Orff nasceu em Munique, na Alemanha. Acreditava que para se aprender m\u00fasica, esta deveria passar pela viv\u00eancia corporal e pela pr\u00e1tica. Assim como Dalcroze, ele compreendeu que estruturas musicais como forma, ritmo, fraseado, dentre outros eram mais assimilados pelos alunos na medida em que eles vivenciavam estas pr\u00e1ticas atrav\u00e9s do corpo e dos movimentos. Fernandino (2015) nos aponta que em 1924, Orff<em>, <\/em>em parceria com DorotheeG\u00fcnther, fundou a <em>G\u00fcntherschule<\/em>. Uma escola onde desenvolveram \u201cexperimentos voltados para a educa\u00e7\u00e3o r\u00edtmica e a integra\u00e7\u00e3o entre m\u00fasica e movimento\u201d.<\/p>\n<p>Sua obra <em>Schulwerk<\/em> \u00e9 composta por cinco volumes destinados a um ensino escolar da m\u00fasica e tem como base o pensamento musical elementar. O trabalho \u201ccome\u00e7a com padr\u00f5es r\u00edtmicos simples e progride at\u00e9 complexas e sonoras pe\u00e7as para conjuntos de xilofones, glockenspiels e outros instrumentos de percuss\u00e3o.\u201d (GOULART, 2000)<\/p>\n<p>Segundo Bona (2012), \u201ca educa\u00e7\u00e3o musical \u2212 elementar ou b\u00e1sica \u2212 parte do entendimento de que linguagem, m\u00fasica e movimento est\u00e3o originalmente interligados pelo fen\u00f4meno r\u00edtmico. Ensinar atrav\u00e9s da pr\u00e1tica, do fazer m\u00fasica, era o fundamento da proposta pedag\u00f3gica de Orff. O foco metodol\u00f3gico do seu trabalho era baseia no ritmo, no movimento e na improvisa\u00e7\u00e3o, no ensino coletivo utilizando o corpo e instrumental Orff combinando sons e timbres. (SANTOS apud FONTERRADA, 2016). Jogos, brincadeiras e dan\u00e7as s\u00e3o utilizadas para se trabalhar o movimento e o grupo. Com o corpo se produz som seja com a percuss\u00e3o corporal, seja com a movimenta\u00e7\u00e3o r\u00edtmica. (FERNANDINO, 2015).<\/p>\n<p>Orff desenvolveu juntamente com Karl Maendler, um instrumental denominado Instrumental Orff, com a \u201cfun\u00e7\u00e3o de executar os componentes r\u00edtmicos\u201d da pr\u00e1tica musical, que se divide em dois grupos; os de altura indefinida e os de altura definida. \u201cConv\u00e9m lembrar que Orff n\u00e3o foi o inventor de nenhum desses instrumentos, mas reconheceu o significado e a utiliza\u00e7\u00e3o deles na educa\u00e7\u00e3o musical e no movimento\u201d. (BONA, 2012 p 145). Na figura 5 temos um esquema destes instrumentos e seus s\u00edmbolos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 5 &#8211; Instrumentos da Sala de Aula &#8211; Orquestra Orff<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-558\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Figura-5-Instrumentos-da-Sala-de-Aula-Orquestra-Orff-300x241.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"241\" \/><\/p>\n<p>Fonte: BASTOS (2015)<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios fundamentais de Carl Orff estavam sistematizados em uma educa\u00e7\u00e3o elementar onde se busca educar a crian\u00e7a dentro de seu universo; na valoriza\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o oral; na adapta\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo \u00e0 realidade dos alunos e no aprendizado de forma l\u00fadica usando mais o tato e a audi\u00e7\u00e3o do que a vis\u00e3o. (FERNANDINO, 2015).<\/p>\n<p>Al\u00e9m do <em>Schulwerk<\/em> (Obra escolar), outra obra de grande destaque de Orff foi uma cantata c\u00eanica denominada <em>Carmina Burana<\/em> que \u00e9 a primeira de uma trilogia chamada de <em>Trionfi<\/em>. (BONA, 2012).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.5 \u2013 Shinichi Suzuki (1898-1997)<\/strong><\/p>\n<p>Nascido no Jap\u00e3o, Suzuki \u00e9 o criador de um m\u00e9todo que leva o seu nome e sua metodologia se baseia no ensino musical de forma r\u00e1pida e natural, assim como se aprende a l\u00edngua materna, ou seja,\u00a0 na escuta e na repeti\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, onde a pessoa \u00e9 envolvida no meio musical, convivendo, ouvindo e imitando\u00a0 outros, possibilitando uma capacidade de repeti\u00e7\u00e3o independente de um conhecimento pr\u00e9vio de regras e leituras. As m\u00e3es participam deste processo de ensino junto com suas crian\u00e7as. (FERNANDINO, 2015).<\/p>\n<p>\u201cEduca\u00e7\u00e3o do Talento\u201d &#8211; nome dado ao seu projeto de ensino que inicialmente visava o aprendizado do violino para as crian\u00e7as japonesas. Com a difus\u00e3o de seu m\u00e9todo pelo mundo, ele tamb\u00e9m foi desenvolvido para outros instrumentos e outras realidades.<\/p>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o do talento \u00e9 uma verdadeira filosofia educacional que prop\u00f5e uma nova leitura da crian\u00e7a instrumentista, do talento, do papel da socializa\u00e7\u00e3o na aprendizagem instrumental e do potencial da educa\u00e7\u00e3o musical na vida humana. ILARI, 2012. p. 189)<\/p>\n<p>Mais do que um m\u00e9todo; uma filosofia. Suzuki acreditava que o talento se desenvolvia como consequ\u00eancia de um estudo sistem\u00e1tico e n\u00e3o como uma heran\u00e7a gen\u00e9tica ou \u201cfruto do acaso\u201d. Para ele todas as crian\u00e7as podem aprender desde que haja incentivo e instru\u00e7\u00e3o adequados. \u201cA ess\u00eancia da Educa\u00e7\u00e3o do talento \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o integral do ser humano\u201d (ILARI, 2012). Observando como as crian\u00e7as aprendem a falar, Suzuki percebeu a import\u00e2ncia do apoio familiar, da repeti\u00e7\u00e3o constante e da intera\u00e7\u00e3o entre a m\u00e3e e o beb\u00ea neste processo de aprendizado. Percebeu que os sons das palavras se fixam na mem\u00f3ria devido a tais atitudes familiares e que o progresso se revela gradativo devido \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Entendeu tamb\u00e9m que os pais conseguem estimular seus filhos de forma positiva tanto para o aprendizado quanto para o desenvolvimento da autoestima. (ILARI, 2012)<\/p>\n<p>O m\u00e9todo Suzuki \u00e9 composto por uma s\u00e9rie de dez volumes inicialmente para violino e posteriormente desenvolvido para outros instrumentos. Cada volume compreende uma s\u00e9rie de m\u00fasicas, algumas com varia\u00e7\u00f5es e \u00e1udios que as acompanham.<\/p>\n<p>Conforme observamos neste cap\u00edtulo, estas pedagogias e seus criadores recomendavam que os estudos de aprendizagem musical deveriam come\u00e7ar por volta dos 3 anos de idade. Antes desse tempo as crian\u00e7as, muito pequenas, ainda n\u00e3o teriam as capacidades lingu\u00edsticas, motoras e cognitivas desenvolvidas adequadamente para tal. Elas precisariam pronunciar palavras, manipular instrumentos, movimentar-se ritmicamente para fazerem as atividades propostas em suas metodologias.<\/p>\n<p>Com o progresso da ci\u00eancia e as descobertas no campo da neuroci\u00eancia esta realidade se transformou. No cap\u00edtulo seguinte apontaremos como o avan\u00e7o neuroci\u00eancia possibilita que o ensino musical se inicie bem antes dos 3 anos de forma a respeitar as fases de desenvolvimento das crian\u00e7as e explorar todo o seu potencial de maneira l\u00fadica e criativa.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>3.<\/strong><strong>O l\u00fadico no desenvolvimento, cogni\u00e7\u00e3o e aprendizado musical infantil<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Nos dias atuais, cada vez mais se fala a respeito da import\u00e2ncia do c\u00e9rebro na realiza\u00e7\u00e3o das atividades do dia a dia. Estudos e descobertas da neuroci\u00eancia apontam a \u201cimport\u00e2ncia do c\u00e9rebro no desenvolvimento humano e na aprendizagem e na cogni\u00e7\u00e3o.\u201d (ILARI, 2003). Uma vez que o c\u00e9rebro \u00e9 o respons\u00e1vel por todas as nossas a\u00e7\u00f5es, o aprendizado musical tamb\u00e9m passa por ele.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a aprende com aquilo que ela vivencia diariamente e assim os est\u00edmulos recebidos est\u00e3o diretamente direcionados ao seu desenvolvimento cognitivo e intelectual. (CHIARELLI e BARRETO, s.d.).\u00a0 Da mesma forma, a m\u00fasica experimentada pela crian\u00e7a possibilita um engrandecimento global nos mais variados aspectos, visual, auditivo, motor, emocional, psicol\u00f3gico e social.<\/p>\n<p>Para Chiarelli e Barreto (s.d.), as atividades musicais devem ser baseadas em jogos onde as propriedades do som s\u00e3o trabalhadas atrav\u00e9s de compara\u00e7\u00f5es, adivinha\u00e7\u00f5es, esconde-esconde, desenhos, hist\u00f3rias, dentre outros. Dessa forma, o educador tem a possibilidade de perceber quais s\u00e3o as facilidades ou dificuldades de cada crian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua capacidade musical. Por outro lado, as atividades l\u00fadicas s\u00e3o capazes de motivar e estimular a crian\u00e7a ao aprendizado pois o brincar \u00e9 pr\u00f3prio do universo infantil. (MARQUES, 2017 p.22)<\/p>\n<p>Cada experi\u00eancia vivenciada pela crian\u00e7a, cada est\u00edmulo recebido, provoca no c\u00e9rebro um movimento entre seus neur\u00f4nios que se ligam entre si criando novas conex\u00f5es nervosas &#8211; as sinapses &#8211; possibilitando a condu\u00e7\u00e3o dos impulsos nervosos atrav\u00e9s da libera\u00e7\u00e3o dos neurotransmissores. \u201cAs sinapses regulam a passagem das informa\u00e7\u00f5es no sistema nervoso, tendo, portanto, import\u00e2ncia fundamental na aprendizagem\u201d (SILVA, 2017). A cada nova liga\u00e7\u00e3o nervosa, o indiv\u00edduo vai adquirindo novas capacidades. Essa aptid\u00e3o que o c\u00e9rebro tem de criar sinapses e de se modificar constantemente \u00e9 chamada de plasticidade cerebral.<\/p>\n<p>Os primeiros anos de vida s\u00e3o fundamentais nesta plasticidade pois o c\u00e9rebro est\u00e1 em pleno desenvolvimento para construir novas sinapses. Ilari, (2003) destaca que \u201cestudos da neuroci\u00eancia apontam para a inf\u00e2ncia como um per\u00edodo prop\u00edcio para o desenvolvimentodo c\u00e9rebro.\u201dPor\u00e9m sabe-se que a plasticidade cerebral permanece por toda a vida e sendo assim, desde que seja estimulado, o adulto consegue aprender.<\/p>\n<p>Assimilar m\u00fasica provoca mudan\u00e7as significativas no c\u00e9rebro pois desenvolver conte\u00fados musicais como ritmo, melodia, harmonia, reconhecer e discriminar altura, intensidade, timbres, pr\u00e1tica de aprecia\u00e7\u00e3o, performance, cria\u00e7\u00e3o, dentre tantas outras, amplia a atividade cerebral isolada, integrada ou simult\u00e2nea.(SILVA, 2017)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00fasica tanto afeta o c\u00e9rebro como \u00e9 afetada por ele, j\u00e1 que composi\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es musicais s\u00e3o frutos de planejamento, criatividade, sentimentos e intelig\u00eancias, fun\u00e7\u00f5es desempenhadas pelos lobos cerebrais, principalmente lobos frontais e pr\u00e9-frontais. (SANTOS e PARRA, 2015 p.3)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O c\u00e9rebro possui dois hemisf\u00e9rios, o direito e o esquerdo, unidos por feixes de comunica\u00e7\u00e3o. Embora semelhantes no aspecto, cada lado possui diferen\u00e7as fundamentais e comanda fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas; sendo que do lado esquerdo temos a mem\u00f3ria, o racioc\u00ednio l\u00f3gico, a linguagem, a resolu\u00e7\u00e3o de problemas e no direito, a imagina\u00e7\u00e3o, intui\u00e7\u00e3o, os sentimentos.(ILARI, 2003 p.3). Apesar desta divis\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es, ao se trabalhar com m\u00fasica ambos os lados do c\u00e9rebro s\u00e3o estimulados. Ilari, (2003) nos aponta que um m\u00fasico treinado possui um c\u00e9rebro diferente de um n\u00e3o m\u00fasico. Seu c\u00e9rebro processa informa\u00e7\u00f5es em ambos os lados, al\u00e9m de apresentar uma comunica\u00e7\u00e3o maior entre os hemisf\u00e9rios durante suas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora se diga que a percep\u00e7\u00e3o da m\u00fasica se localize primordialmente no hemisf\u00e9rio direito do c\u00e9rebro, sabe-se hoje que o aprendizado musical depende dos dois hemisf\u00e9rios, uma vez que ele \u00e9 interdependente de outras fun\u00e7\u00f5es cerebrais, como a mem\u00f3ria, a linguagem verbal, a resolu\u00e7\u00e3o de problemas e a an\u00e1lise, entre outras.(ILARI, 2003 p.3).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Santos e Parra, (2015) nos mostram que ao se estudar m\u00fasica, esta toca a emo\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias estruturas cerebrais, como o sistema l\u00edmbico, s\u00e3o ativadas. Tamb\u00e9m ocorre a libera\u00e7\u00e3o da dopamina causando prazer ao aluno. De acordo com estas autoras, apresentamos no quadro abaixo, uma vis\u00e3o geral de como algumas atividades musicais afetam e s\u00e3o afetadas pelo c\u00e9rebro:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc24263006\"><\/a>Tabela 1 &#8211; Atividades musicais e o c\u00e9rebro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"255\">Atividade musical<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Estruturas cerebrais<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"255\">ouvir uma m\u00fasica<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Libera\u00e7\u00e3o do neurotransmissor dopamina respons\u00e1vel pela sensa\u00e7\u00e3o de prazer e ativador do sistema de recompensas no c\u00e9rebro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"255\">acompanhar uma can\u00e7\u00e3o conhecida<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Hipocampo &#8211; respons\u00e1veis pela mem\u00f3ria.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"255\">acompanhar um ritmo<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Circuitos deregula\u00e7\u00e3o temporal do cerebelo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"255\">ATIVIDADE DE orquestra\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Ativa o cerebelo e o tronco cerebral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"255\">leitura de partituras<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Ativa o c\u00f3rtex visual situado no lobo occipital.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"255\">ouvir, cantar e relembrar letras de m\u00fasicas<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Ativa as \u00e1reas de linguagem Broca e Wenicke.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"255\">atividades musicais que exijam planejamento<\/td>\n<td width=\"28\"><\/td>\n<td width=\"283\">Lobos frontais.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: SANTOS e PARRA, 2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para que este desenvolvimento seja mais proveitoso \u00e9 importante que educadores musicais utilizem de uma boa variedade de m\u00fasicas e atividades. Ilari (2003) segue apontando que o planejamento das aulas deve ser feito com bastante cuidado e zelo, com jogos, brincadeiras e muitas pr\u00e1ticas l\u00fadicas pois, segundo ela, estas tornar\u00e3o a experi\u00eancia prazerosa e de grande significado e assim possibilitar\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o de novas conex\u00f5es neurais gerando o aprendizado. \u201cOs jogos musicais, quando utilizados de forma l\u00fadica, participativa e n\u00e3o-competitiva, podem constituir uma fonte rica de aprendizado, motiva\u00e7\u00e3o e neurodesenvolvimento\u201d. (ILARI, 2003 p.9)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As atividades musicais oferecem in\u00fameras oportunidades para que a crian\u00e7a aprimore sua habilidade motora, aprenda a controlar seus m\u00fasculos e mova-se com desenvoltura. O ritmo tem um papel importante na forma\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio do sistema nervoso. Isto porque toda express\u00e3o musical ativa age sobre a mente, favorecendo a descarga emocional, a rea\u00e7\u00e3o motora e aliviando as tens\u00f5es. Qualquer movimento adaptado a um ritmo \u00e9 resultado de um conjunto completo (e complexo) de atividades coordenadas. Por isso atividades como cantar fazendo gestos, dan\u00e7ar, bater palmas, p\u00e9s, s\u00e3o experi\u00eancias importantes para a crian\u00e7a, pois elas permitem que se desenvolva o senso r\u00edtmico, a coordena\u00e7\u00e3o motora, fatores importantes tamb\u00e9m para o processo de aquisi\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita.(CHIARELLI e BARRETO, s.d. p.3)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Marques (2017), a crian\u00e7a \u00e9 capaz de explorar mais seu lado criativo e emocional, atrav\u00e9s de atividades l\u00fadicas, favorecendo assim, seu processo de ensino aprendizado. Ela conceitua atividades l\u00fadicas como \u201catividades que despertam a imagina\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a de forma significativa\u201d. Estas s\u00e3o ferramentas pedag\u00f3gicas que auxiliam, estimulam e desenvolvem cognitivamente. \u201cDessa maneira, estas atividades t\u00eam por objetivo aprofundar e desenvolver os conhecimentos do aluno, de forma divertida e n\u00e3o tradicional\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jogos, brinquedos e brincadeiras, utilizados corretamente, integram v\u00e1rias dimens\u00f5es da personalidade, afetiva, motora, cognitiva, que mobiliza fun\u00e7\u00f5es e opera\u00e7\u00f5es (&#8230;) \u00e9 atrav\u00e9s deles que a crian\u00e7a adquire a primeira representa\u00e7\u00e3o de mundo e, \u00e9 por meio deles, tamb\u00e9m, que desenvolve um senso de iniciativa e aux\u00edlio m\u00fatuo. (MARQUES 2017 p.11)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando um conhecimento \u00e9 bem preparado e apresentado de forma l\u00fadica, ele se torna significativo e dessa forma as crian\u00e7as encontram mais alegria e entusiasmo na experi\u00eancia proposta n\u00e3o medindo esfor\u00e7os em se lan\u00e7ar e vencer os desafios apresentados. A experi\u00eancia de aprendizado se torna natural e livre de cobran\u00e7as. (ILARI, 2003; MARQUES 2017)<\/p>\n<p>Para que esse processo seja realmente significativo e n\u00e3o mero divertimento, o educador precisa estar preparado para tal. Ele, como mediador e facilitador, precisa dar voz \u00e0 crian\u00e7a para perceber quais s\u00e3o suas reais necessidades e capacidades. Al\u00e9m do mais, o aspecto afetivo n\u00e3o pode ficar de fora. Marques (2017) aponta que o aluno aprende melhor quando h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o mais afetiva entre ele e o professor. Da\u00ed conclu\u00edmos que para exercer adequadamente este papel de mediador e facilitador n\u00e3o basta apenas dom\u00ednio da \u00e1rea de conhecimento, mas tamb\u00e9m um profundo interesse no aluno que est\u00e1 a aprender.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES<\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameras as teorias sobre o desenvolvimento infantil e nesta pesquisa usamos uma abordagem que apresenta as crian\u00e7as como autoras de seu processo de conhecimento. Neste \u00e2ngulo vimos que os autores pesquisados apontaram que o conhecimento \u00e9 constru\u00eddo a partir da rela\u00e7\u00e3o do sujeito e o meio. Se trata de um processo ativo onde, atrav\u00e9s de seu pr\u00f3prio corpo, do meio em que vive e daqueles que est\u00e3o \u00e0 sua volta, as crian\u00e7as come\u00e7am a cultivar uma capacidade afetiva, uma sensibilidade, um racioc\u00ednio. Compreender como se d\u00e1 esse desenvolvimento, a rela\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo ao meio em que vive, bem como aspectos da dimens\u00e3o afetiva s\u00e3o essenciais no processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s desta pesquisa foi poss\u00edvel constatar que, para que o aprendizado se efetive, a crian\u00e7a precisa estar aberta a ele e para isso ela necessita estar motivada. Est\u00edmulos adequados s\u00e3o fundamentais para se criar esta motiva\u00e7\u00e3o e o l\u00fadico \u00e9 o caminho mais eficaz, uma vez que a brincadeira \u00e9 parte inerente da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Ficou evidente que os diferentes n\u00edveis de desenvolvimento (motor, afetivo e cognitivo) ocorrem de forma integrada e com o surgimento dos m\u00e9todos ativos em educa\u00e7\u00e3o musical, estrat\u00e9gias e pr\u00e1ticas partiram da a\u00e7\u00e3o ativa do aluno em seu aprendizado atrav\u00e9s do fazer musical, a come\u00e7ar pela experi\u00eancia corporal, motora, chegando ao desenvolvimento de habilidades musicais especificas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi poss\u00edvel constatar, atrav\u00e9s da neuroci\u00eancia, que as experi\u00eancias e os est\u00edmulos que a crian\u00e7a recebe s\u00e3o capazes de provocar em seu c\u00e9rebro um movimento que possibilita novas conex\u00f5es neurais &#8211; as sinapses &#8211; e o surgimento destas novas conex\u00f5es estabelecem a passagem de informa\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro possibilitando assim o aprendizado.<\/p>\n<p>Logo pude constatar que o l\u00fadico tem sim importante papel no processo de aprendizagem musical pois ele cria o campo motivacional prop\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de novas conex\u00f5es neurais respons\u00e1veis pela passagem e absor\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>\u00a0<\/strong>REFER\u00caNCIAS<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BASTOS, Nuno. Instrumental Orff. Magia da M\u00fasica. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/magiadamusica.webnode.pt\/carl-orff\/instrumental-orff\/\">https:\/\/magiadamusica.webnode.pt\/carl-orff\/instrumental-orff\/<\/a>. Acesso em agosto 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BONA, Melita. Carl Orff: um compositor em cena. in MATEIRO, T; ILARI, B. (Org).\u00a0 Pedagogias em Educa\u00e7\u00e3o Musical. Editora Intersaberes. Curitiba. PR. 2012. p. 127-158.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cavicchia, Durlei de Carvalho. O Desenvolvimento da Crian\u00e7a nos Primeiros Anos de Vida. UNESP Universidade Estadual Paulista. 2010<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CHIARELLI, L\u00edgia Karina Meneghetti; BARRETO, Sidirley de Jesus\u00a0\u00a0 A m\u00fasica como meio de desenvolver a intelig\u00eancia e a integra\u00e7\u00e3o do ser. s.d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a.<strong>Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Casa Civil Subchefia para Assuntos Jur\u00eddicos. <\/strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_%2003\/decreto\/1990-1994\/d99710.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_ 03\/decreto\/1990-1994\/d99710.htm<\/a>Acesso em maio 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA) Cap\u00edtulo II, Art. 16 (IV). <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8069.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8069.htm<\/a>, Acesso em maio 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FELIPE, Jane. O Desenvolvimento Infantil na perspectiva Sociointeracionista: Piaget, Vygotsky, Wallon (cap\u00edtulo 3). in Educa\u00e7\u00e3o Infantil: Pra que te quero? &#8211; <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/books\/author?id=Carmem+Maria+Craidy\">\u00a0Craidy<\/a> C. M. e <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/books\/author?id=Gl%C3%A1dis+E.+Kaercher\">\u00a0Kaercher<\/a> G. E. Artmed Editora. 2009<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FERNANDES, Elis\u00e2ngela. Adapta\u00e7\u00e3o e Equilibra\u00e7\u00e3o. Publicado em Nova Escola em 01 de Abril de 2011. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/novaescola.org.br\/conteudo\/1351\/adaptacao-e-equilibracao%20Acesso%20em%20junho2019\">https:\/\/novaescola.org.br\/conteudo\/1351\/adaptacao-e-equilibracao Acesso em junho2019<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FERNANDINO, Jussara.\u00a0 Pedagogia musical, S\u00edntese dos principais representantes. N\u00e3o publicado. UFMG. 2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FERRARI, M\u00e1rcio. Jean Piaget, O bi\u00f3logo que p\u00f4s a aprendizagem no microsc\u00f3pio. 2008. Publicado em NOVA ESCOLA Edi\u00e7\u00e3o 1022, 07 de Agosto de 2015. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/novaescola.org.br\/conteudo\/7234\/jean-piaget\">https:\/\/novaescola.org.br\/conteudo\/7234\/jean-piaget<\/a>Acesso em junho2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GOULART, Diana. Dalcroze, Orff, Suzuki e Kod\u00e1ly. Semelhan\u00e7as, diferen\u00e7as, especificidades. RJ. 2000<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GRANDINO, Patr\u00edcia Junqueira. Wallon e a psicog\u00eanese da pessoa na educa\u00e7\u00e3o brasileira in GRATIOTI-ALFAND\u00c9RY, H\u00e9l\u00e8ne. Henri Wallon. tradu\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o: Patr\u00edcia Junqueira. Cole\u00e7\u00e3o Educadores. Editora Massangana. Recife. PE. 2010. p. 31-42<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ilari, Beatriz. A m\u00fasica e o c\u00e9rebro: algumas implica\u00e7\u00f5es do neurodesenvolvimento para a educa\u00e7\u00e3o musical. Revista ABEM. n.9 \u2013 setembro 2003<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ILARI, Beatriz. Shinichi Suzuki: a educa\u00e7\u00e3o do talento. in MATEIRO, T; ILARI, B. (Org).\u00a0 Pedagogias em Educa\u00e7\u00e3o Musical. Editora Intersaberes. Curitiba. PR. 2012. p. 187-220.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MACHADO, Geraldo Magela. Vygotsky. Info Escola. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.infoescola.com\/biografias\/vigotski\/\">https:\/\/www.infoescola.com\/biografias\/vigotski\/<\/a>\u00a0 Aceso em julho 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MAFRA, Sonia Regina Coreia. O l\u00fadico e o desenvolvimento da crian\u00e7a deficiente intelectual. Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1. 2008<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MAHONEY A. A. e ALMEIDA, L. R. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: Contribui\u00e7\u00f5es de Henri Wallon. In 27\u00aa Reuni\u00e3o Anual da AMPED. Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo. 2005<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MARIANI, Silvana. \u00c9mile Jaques-Dalcroze: a m\u00fasica e o movimento. in MATEIRO, T; ILARI, B. (Org).\u00a0 Pedagogias em Educa\u00e7\u00e3o Musical. Editora Intersaberes. Curitiba. PR. 2012. p. 27-56<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MARQUES, Juliana Flausino. A import\u00e2ncia das atividades l\u00fadicas para o desenvolvimento infantil. Juiz de Fora, 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NASSIF, S. C. e BARBOSA, M. F. S. Contribui\u00e7\u00f5es da teoria vigotskiana para a educa\u00e7\u00e3o musical. Anais do X Simp\u00f3sio de Cogni\u00e7\u00e3o e Artes Musicais \u2013 2014<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PAREJO, Enny. Edgard Willems: um pioneiro da educa\u00e7\u00e3o musical. in MATEIRO, T; ILARI, B. (Org).\u00a0 Pedagogias em Educa\u00e7\u00e3o Musical. Editora Intersaberes. Curitiba. PR. 2012. p. 91- 123<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PORTAL DA EDUCA\u00c7\u00c3O \u2013 Per\u00edodo sens\u00f3rio motor \u2013 Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/direito\/estagio-sensorio-motor-da-linguagem\/45261\">https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/direito\/estagio-sensorio-motor-da-linguagem\/45261<\/a> Acesso em 20 de jul. de 2019<\/p>\n<p>Per\u00edodo pr\u00e9-operat\u00f3rio \u2013 Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/pedagogia\/2-a-7-anos-de-idade---periodo-pre-operatorio\/20170\">https:\/\/www.portaleducacao.com.br\/conteudo\/artigos\/pedagogia\/2-a-7-anos-de-idade&#8212;periodo-pre-operatorio\/20170<\/a> Acesso em 20 de jul. de 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>RABELLO, E.T. e PASSOS, J. S. Vygotsky e o desenvolvimento humano. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/josesilveira.com\/\">https:\/\/josesilveira.com\/<\/a>\u00a0 Acesso em julho de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>RIZZI, C. B.; COSTA, A. C. R. O per\u00edodo de desenvolvimento das opera\u00e7\u00f5es formais<\/p>\n<p>na perspectiva piagetiana: aspectos mentais, sociais e estrutura. Educere &#8211; Revista da Educa\u00e7\u00e3o.Umuarama, PR. v. 4, n. 1, p.29-42, 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SANTOS, La\u00edzi da Silva e PARRA, Cl\u00e1udia Regina. M\u00fasica e neuroci\u00eancias; Interrela\u00e7\u00e3o entre m\u00fasica, emo\u00e7\u00e3o, cogni\u00e7\u00e3o e aprendizagem. Psicologia PT, o portal dos psic\u00f3logos. SP 2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SANTOS, NadmaIslane Oliveira. &#8220;M\u00e9todos Ativos&#8221; no Curso de Musicaliza\u00e7\u00e3o do Conservat\u00f3rio Estadual de M\u00fasica Lorenzo Fern\u00e2ndez. XVII Encontro Regional Sul da ABEM. Diversidade humana, responsabilidade social e curr\u00edculos: intera\u00e7\u00f5es na educa\u00e7\u00e3o musical. Curitiba, 13 a 15 de outubro de 2016<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SILVA, La\u00eds Soares da.\u00a0 Neuroplasticidade e m\u00fasica: um estudo sobre as neuroci\u00eancias e a educa\u00e7\u00e3o musical. II Congresso Interdisciplinar de pesquisa, inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e extens\u00e3o do Centro Universit\u00e1rio Metodista Izabela Hendrix. Belo Horizonte. Abril, 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SILVA, Wal\u00eania Mar\u00edlia. Zolt\u00e1n Kod\u00e1ly: alfabetiza\u00e7\u00e3o e habilidades musicais. in MATEIRO, T; ILARI, B. (Org). Pedagogias em Educa\u00e7\u00e3o Musical. Editora Intersaberes. Curitiba. PR. 2012. p. 57-89<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Souza, N. M. e Wechsler, A. M. Reflex\u00f5es sobre a teoria piagetiana: o est\u00e1gio operat\u00f3rio concreto. Cadernos de Educa\u00e7\u00e3o: Ensino e Sociedade, Bebedouro &#8211; SP,\u00a0 134-150, 2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sugahara, Leila Yuri.\u00a0 Aspectos neuropsicol\u00f3gicos da psicomotricidade: uma perspectiva walloniana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sugahara, Leila Yuri.\u00a0 Contribui\u00e7\u00f5es da teoria de desenvolvimento de Henri Wallon para pensar a educa\u00e7\u00e3o musical. Revista Eletr\u00f4nica Thesis, S\u00e3o Paulo, ano XII, n. 26, p.24-42, 2\u00b0 semestre, 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TERRA, M\u00e1rcia Regina. O DESENVOLVIMENTO HUMANO NA TEORIA DE PIAGET. 2009. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/iel\/site\/alunos\/publicacoes\/textos\/d00005.htm\">https:\/\/www.unicamp.br\/iel\/site\/alunos\/publicacoes\/textos\/d00005.htm<\/a>Acesso em julho de 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>VAL\u00c9RIO, Joana Sim\u00e3o. A import\u00e2ncia do brincar no desenvolvimento da crian\u00e7a. 2016. <a href=\"http:\/\/www.psicologia.pt\/artigos\/ver_opiniao.php?a-importancia-do-brincar-no-desenvolvimento-da-crianca&amp;codigo=AOP0394\">http:\/\/www.psicologia.pt\/artigos\/ver_opiniao.php?a-importancia-do-brincar-no-desenvolvimento-da-crianca&amp;codigo=AOP0394<\/a>\u00a0 Acesso em maio 2019.<\/p>\n<table width=\"593\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"593\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Beatriz Bittencourt Rodrigues &#8211; Licenciada em M\u00fasica pela Universidade Federal de Minas Gerais e especialista em Neuroeduca\u00e7\u00e3o Musical. Atua como professora de m\u00fasica em espa\u00e7os educativos e tamb\u00e9m na rede particular de ensino de MG. Co-autora do livro Caracol e Cia, uma ferramenta de auxilio e integra\u00e7\u00e3o entre profissionais da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o e fam\u00edlias de bebes e crian\u00e7as at\u00edpicas. Atualmente tamb\u00e9m promove eventos na \u00e1rea da forma\u00e7\u00e3o continuada em Educa\u00e7\u00e3o Musical em Belo Horizonte e algumas outras cidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brincar \u00e9 parte essencial da vida da crian\u00e7a e necess\u00e1rio para seu aprendizado. Hoje a neuroci\u00eancia nos mostra que para que o c\u00e9rebro aprenda de forma eficaz, a motiva\u00e7\u00e3o e a estimula\u00e7\u00e3o precisam estar presentes. No l\u00fadico encontramos ambiente favor\u00e1vel para se criar esta motiva\u00e7\u00e3o e est\u00edmulo necess\u00e1rios. Atrav\u00e9s&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":536,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[30,32,57],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/533"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=533"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/533\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media\/536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}