{"id":525,"date":"2019-11-20T18:04:48","date_gmt":"2019-11-20T20:04:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=525"},"modified":"2019-11-20T18:04:48","modified_gmt":"2019-11-20T20:04:48","slug":"abordagem-historica-sobre-os-metodos-ativos-da-primeira-geracao-utilizados-no-ensino-da-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/abordagem-historica-sobre-os-metodos-ativos-da-primeira-geracao-utilizados-no-ensino-da-musica\/","title":{"rendered":"Abordagem Hist\u00f3rica sobre os M\u00e9todos Ativos da Primeira Gera\u00e7\u00e3o utilizados no Ensino da M\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p>Este artigo cont\u00e9m pequena abordagem sobre os m\u00e9todos ativos utilizados na m\u00fasica na primeira gera\u00e7\u00e3o assim como a biografia de seus idealizadores. Os m\u00e9todos musicais elaborados por Dalcroze e Willems descritos neste artigo, falam sobre o desenvolvimento cognitivo do ser atrav\u00e9s da m\u00fasica. Dalcroze em seu m\u00e9todo, prop\u00f5e que devemos trabalhar nosso corpo que \u00e9 considerado como o primeiro instrumento musical que conhecemos. Atrav\u00e9s dos nossos movimentos, podemos desenvolver o racioc\u00ednio, a coordena\u00e7\u00e3o motor e a disciplina. O m\u00e9todo Willems trabalha com o desenvolvimento emocional e musical atrav\u00e9s da percep\u00e7\u00e3o auditiva. O ser ao se perceber atrav\u00e9s do sentido da audi\u00e7\u00e3o desenvolve o equil\u00edbrio, a paci\u00eancia e a concentra\u00e7\u00e3o que s\u00e3o elementos indispens\u00e1veis para a aprendizagem de qualquer disciplina. Kod\u00e1ly em seu m\u00e9todo aborda a import\u00e2ncia do folclore para o conhecimento cultural de um povo, e a import\u00e2ncia do estudo musical para todas as pessoas. O m\u00e9todo Orff \u00e9 baseado na import\u00e2ncia do ritmo, no movimento e na improvisa\u00e7\u00e3o. Orff tamb\u00e9m aborda a necessidade do ensino musical para crian\u00e7as ainda pequenas, onde o desenvolvimento mental \u00e9 muito maior. O m\u00e9todo Suzuki fala da import\u00e2ncia da memoriza\u00e7\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o e da disciplina, elementos indispens\u00e1veis para uma boa aprendizagem.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>:Educa\u00e7\u00e3o Musical. M\u00e9todos Ativos.<\/p>\n<h4><\/h4>\n<h4>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>H\u00e1 v\u00e1rios anos o tema m\u00fasica vem sendo muito difundido como uma proposta eficaz a ser implantado nas escolas regulares como forma de desenvolver a socializa\u00e7\u00e3o e desenvolver a cogni\u00e7\u00e3o.\u00a0Musicalizar a escola, contudo, \u00e9 mais do que simplesmente inserir a m\u00fasica como disciplina obrigat\u00f3ria no curr\u00edculo. \u00c9 fazer dela um projeto de integra\u00e7\u00e3o capaz de articular as diferentes dimens\u00f5es do conhecimento e proporcionar uma forma\u00e7\u00e3o mais condizente com as aspira\u00e7\u00f5es do ser humano. (GRANJA,2010,p.101)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De uma maneira geral, os meios de comunica\u00e7\u00e3o, literaturas espec\u00edficas e pesquisas, falam que os projetos sociais que utilizam a m\u00fasica como meio de educa\u00e7\u00e3o conseguem grande sucesso. (HUMANISTA.2018)<\/p>\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei 11.769\/2008, que estabelece o ensino da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, \u201cA m\u00fasica dever\u00e1 ser conte\u00fado obrigat\u00f3rio, mas n\u00e3o exclusivo, do componente curricular de que trata o \u00a7 2\u00ba deste artigo\u201d (lei n\u00ba 11.769 de Agosto de 2008. PRESID\u00caNCIA DA REP\u00daBLICA.CASA CIVIL. Subchefia para Assuntos Jur\u00eddicos), tendo as escolas tr\u00eas anos para se adaptarem a partir da publica\u00e7\u00e3o da lei, o assunto passou a ser discutido. A promulga\u00e7\u00e3o da lei \u00e9 um avan\u00e7o para a cultura do pa\u00eds, sendo na escola para a grande maioria das crian\u00e7as, a \u00fanica maneira para ter acesso ao universo da boa m\u00fasica. Mas o que parecia a solu\u00e7\u00e3o ficou confuso a partir do veto do 2\u00ba artigo onde fica desobrigado o professor n\u00e3o espec\u00edfico para ministrar as aulas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[..]No tocante ao par\u00e1grafo \u00fanico do art. 62, \u00e9 necess\u00e1rio que se tenha muita clareza sobre o que significa \u2018forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na \u00e1rea\u2019. Vale ressaltar que a m\u00fasica \u00e9 uma pr\u00e1tica social e que no Brasil existem diversos profissionais atuantes nessa \u00e1rea sem forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica ou oficial em m\u00fasica e que s\u00e3o reconhecidos nacionalmente. Esses profissionais estariam impossibilitados de ministrar tal conte\u00fado na maneira em que este dispositivo est\u00e1 proposto.(PRESIDENCIA DA REP\u00daBLICA.CASA CIVIL. Subchefia para Assuntos Jur\u00eddicos.Mensagem n\u00ba 622, de 18 de Agosto de 2008)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A n\u00e3o obrigatoriedade do docente com forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em m\u00fasica leva a muitos equ\u00edvocos quanto a forma correta de ministrar as aulas. Um profissional pr\u00e1tico pode fazer o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, pode tocar um instrumento ou cantar bem, mas n\u00e3o tem o conhecimento acad\u00eamico, a did\u00e1tica correta de ministrar aulas para crian\u00e7as do ensino fundamental ao ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o musical na escola n\u00e3o visa a forma\u00e7\u00e3o profissional de m\u00fasicos e sim a possibilidade de desenvolver a crian\u00e7a atrav\u00e9s da linguagem musical suas emo\u00e7\u00f5es, ampliando assim sua ideia de mundo e cultura para a sua forma\u00e7\u00e3o integral. Para Katsch e Merle-Fishman apud Br\u00e9scia (2003, p.60) afirmam que \u201c[&#8230;] a m\u00fasica pode melhorar o desempenho e a concentra\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter um impacto positivo na aprendizagem de matem\u00e1tica, leitura e outras habilidades lingu\u00edsticas nas crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>Quando se fala em arte, pensamos apenas em talentos e pessoas talentosas. Mais para trabalhar com a arte \u00e9 preciso t\u00e9cnica e m\u00e9todo.Como toda mat\u00e9ria, a m\u00fasica tamb\u00e9m atrav\u00e9s de experimenta\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, passou a ter metodologias para ser aplicadas pedagogicamente.Os m\u00e9todos musicais, citados nesse trabalho s\u00e3o denominados de m\u00e9todos ativos da primeira gera\u00e7\u00e3o, criados pelos pedagogos Edgar Willems, Carl Orff, Emile Jacques Dalcroze, Zolt\u00e1n Kod\u00e1ly, Suzuki. Seus m\u00e9todos tiveram repercuss\u00e3o no mundo ocidental e no Brasil\u00e0 &#8220;pertin\u00eancia de suas propostas e por sua penetra\u00e7\u00e3o no Brasil, tornando-se, com isso, mais significativos entre n\u00f3s&#8221; (FONTERRADA, 2005, p. 109).<\/p>\n<p>Trabalhar a m\u00fasica nas escolas pode ajudar a desenvolver capacidades pouco requisitadas nos alunos. Com a aplica\u00e7\u00e3o desses v\u00e1rios m\u00e9todos, habilidades n\u00e3o s\u00f3 emocionais mais f\u00edsicas ser\u00e3o recrutadas e a m\u00fasica pode ser integrada eficazmente todas as disciplinas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>IN\u00cdCIO DA EDUCA\u00c7\u00c3O MUSICAL NA HIST\u00d3RIA<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o musical est\u00e1 presente na hist\u00f3ria sempre acompanhando a evolu\u00e7\u00e3o do homem. Nas civiliza\u00e7\u00f5es antigas como por exemplo a eg\u00edpcia e grega, entre outras, a m\u00fasica sempre ocupou um lugar de destaque.<\/p>\n<p>Os registros mais antigos referentes a pr\u00e1tica musical, datam de aproximadamente 2.500 a.C em pinturas feitas pela civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia (BAYER, 1993). N\u00e3o existia em estudo formal de m\u00fasica e nem m\u00e9todos. A m\u00fasica era uma express\u00e3o art\u00edstica que era passada de ouvido para ouvido dependendo sempre do talento da pessoa que tinha o interesse de tocar um instrumento ou cantar. Uma das civiliza\u00e7\u00f5es antigas que deu muita import\u00e2ncia a educa\u00e7\u00e3o musical foi a dos gregos, transformando o estudo da m\u00fasica obrigat\u00f3rio para a plena forma\u00e7\u00e3o de qualquer cidad\u00e3o grego.A m\u00fasica da antiguidade era pag\u00e3, e utilizada para festejar deuses, guerras. Mas com o advento do cristianismo, que passa a ser a religi\u00e3o oficial do ocidente, a m\u00fasica medieval passa a ter um car\u00e1ter religioso, e que s\u00f3 tem apenas uma fun\u00e7\u00e3o, a de exaltar o filho de deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[&#8230;] \u00c9 exatamente a\u00ed que se inicia uma grande mudan\u00e7a na m\u00fasica. Antes, ela era ritmada, alegre, mesmo nas cerim\u00f4nias religiosas. De repente, surgiu a necessidade de se musicar cerim\u00f4nias para Deus, cujo filho havia morrido em circunst\u00e2ncias tr\u00e1gicas. (MONTANARI. p. 21.1988)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da m\u00fasica como louvor na liturgia cat\u00f3lica, a Igreja passa a ter uma responsabilidade na educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 atrav\u00e9s da m\u00fasica que a igreja medieval disseminava o cristianismo. O Quadrivium, modelo educacional grego, \u00e9 introduzido pela igreja, como modelo de educa\u00e7\u00e3o.\u201dEsse curr\u00edculo era composto pelas quatro antigas disciplinas da escola pitag\u00f3rica: a aritm\u00e9tica, a m\u00fasica, a geometria e a astronomia\u201d. (GRANJA.p.41.2010)<\/p>\n<p>A m\u00fasica que prevalecia na idade m\u00e9dia foi a vocal, e era proibida a inclus\u00e3o de qualquer instrumento, principalmente os percussivos que para a igreja lembrava as festas pag\u00e3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[&#8230;] A m\u00fasica instrumental correspondia ao n\u00edvel mais baixo de perfei\u00e7\u00e3o, pois era produzida pelo homem por meio do canto ou de\u00a0 instrumentos musicais. Era a \u00fanica m\u00fasica que se podia ouvir! Em n\u00edvel acima estava a m\u00fasica humana, correspondendo \u00e0 harmonia entre o corpo e a alma do homem. No n\u00edvel mais alto encontrava-se a m\u00fasica mundana, que correspondia \u00e0 m\u00fasica das esferas celestes de Pit\u00e1goras e Plat\u00e3o, ou sejam a harmonia no sentido metaf\u00edsico e filos\u00f3fico. (GRANJA. p. 43.2011).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os primeiros m\u00e9todos musicais come\u00e7aram a surgir no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, tendo como base as mudan\u00e7as que ocorriam na sociedade da virada do s\u00e9culo XIX para o XX. O ensino da m\u00fasica passa a ser questionado em sua maneira de ser ensinada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cGrande parte das propostas desenvolvidas no s\u00e9culo XX apresentam\u00a0 em comum \u00e9 a revis\u00e3o dos modelos de ensino praticados em per\u00edodos anteriores, ou seja, aqueles modelos de educa\u00e7\u00e3o musical que focalizavam a forma\u00e7\u00e3o do instrumentista, reprodutor de um repert\u00f3rio vinculado a uma tradi\u00e7\u00e3o musical, a partir de concep\u00e7\u00f5es fortemente arraigadas na quest\u00e3o do talento e do g\u00eanio musical. Naquela perspectiva do passado, o fazer musical estaria relacionado a um grupo de pessoas talentosas, assumindo uma postura exclusiva, na qual grande parte dos indiv\u00edduos estaria impossibilitada de se desenvolver musicalmente\u201d. (FIGUEIREDO, 2012, p. 85)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos ativos desenvolvidos pelos pedagogos da primeira gera\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX, s\u00e3o fontes de muito estudo para muitos pesquisadores da \u00e1rea musical tais como Fonterrada (2005), Gainza (1988), Figueiredo (2012) entre outros.Todos esses pesquisadores afirmam que os m\u00e9todos s\u00e3o eficazes e suas propostas pedag\u00f3gicas contribuem para o desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o musical e o desenvolvimento cognitivo atrav\u00e9s da m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0BIOGRAFIA DE \u00c9MILE JACQUES DALCROZE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9mile Henri Jacques nasceu em 6 de julho de 1865 em Viena. Era filho de pais Su\u00ed\u00e7os e aos 10 anos retorna para a cidade de Genebra Sui\u00e7a. \u00c8mile formou-se em piano e composi\u00e7\u00e3o pelo Conservat\u00f3rio de Genebra e passa a adotar o nome DALCROZE profissionalmente. Durante 18 anos lecionou harmonia te\u00f3rica no Conservat\u00f3rio de Genebra. Dalcroze entendia que a m\u00fasica est\u00e1 ligada com os movimentos do corpo, sendo de vital import\u00e2ncia que o m\u00fasico desenvolva o ritmo, a coordena\u00e7\u00e3o motora e a mem\u00f3ria auditiva para assim ser um m\u00fasico completo. Como professor, passa a observar a forma de estudar dos alunos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dalcroze percebeu que os alunos n\u00e3o conseguiam reproduzir internamente (mentalmente) a m\u00fasica escrita na partitura, e que eles executavam a partitura de forma mec\u00e2nica e inexpressiva. Estas observa\u00e7\u00f5es o levaram a entender que os alunos n\u00e3o faziam a jun\u00e7\u00e3o e a coordena\u00e7\u00e3o entre ver, ouvir, e sentir a m\u00fasica atrav\u00e9s do corpo e da mente, necess\u00e1rias para aprender o repert\u00f3rio, e principalmente, para tocarem bem (FARIA,2011, p.18).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir dessas observa\u00e7\u00f5es, Dalcroze cria um dos m\u00e9todos musicais mais conhecidos e adotados chamado de m\u00e9todo Eurr\u00edtmico. Eurr\u00edtmico \u00e9 um m\u00e9todo que procura treinar o aluno a primeiro observar o movimento do seu corpo para depois introduzir na m\u00fasica e a partir dos movimentos corporais desenvolver a musicalidade. Para Teca de Alencar Brito: \u201cNo contexto da educa\u00e7\u00e3o musical ocidental do s\u00e9culo XX, foi \u00c9mile Jacques-Dalcroze (1865-1950) foi quem primeiro se preocupou com o corpo como meio para o desenvolvimento n\u00e3o s\u00f3 musical, mas tamb\u00e9m da personalidade da crian\u00e7a\u201d (BRITO, 2003, p.145)<\/p>\n<p>As atividades propostas pelo m\u00e9todo Dalcroze utilizam os ritmos naturais do corpo, movimentos como correr, saltar, andar, al\u00e9m de desenvolver a percep\u00e7\u00e3o auditiva da altura dos sons. O m\u00e9todo de Dalcroze foi baseado em suas experimenta\u00e7\u00f5es e observa\u00e7\u00f5es de seus alunos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O sistema de educa\u00e7\u00e3o musical a que Dalcroze chamou \u201cRythmique\u201d (Ritmica) relaciona-se diretamente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o geral e fornece instrumentos para o desenvolvimento integral da pessoa, por meio da m\u00fasica e do movimento. Al\u00e9m desse prop\u00f3sito mais amplo, atua como atividade educativa, desenvolvendo a escuta ativa, a voz cantada, o movimento corporal e o uso do espa\u00e7o. Dalcroze enfatiza o fato de o corpo e a voz serem os primeiros instrumentos musicais do beb\u00ea, da\u00ed a necessidade de est\u00edmulo \u00e0s a\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as desde tenra idade, e da maneira mais eficiente poss\u00edvel. (FONTERRADA, 2008, p.131)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O m\u00e9todo Dalcroze foi primeiro aplicado em adultos, mais tarde foi adaptado para crian\u00e7as a partir dos seis anos. O grande objetivo de Dalcroze n\u00e3o era somente o de desenvolver as capacidades naturais do primeiro instrumento de que o homem possui, que \u00e9 o corpo, mas \u201c[&#8230;] o grande objetivo de Dalcroze era a educa\u00e7\u00e3o das massas, e o meio que apontava para isso era inserir a educa\u00e7\u00e3o musical nas escolas de ensino regular.\u201d(VALIENGO, 2015, p.76).<\/p>\n<p>Dalcroze teve uma vida intensa, al\u00e9m de ser pedagogo e musicista, foi ator, jornalista, regente de orquestra, diretor teatral comp\u00f4s algumas \u00f3peras, dois concertos para violino, tr\u00eas quartetos de cordas, pe\u00e7as para piano e muitas can\u00e7\u00f5es. Em 1914 cria em Genebra na Su\u00ed\u00e7a o Instituto Jacques-Dalcroze (http:\/\/dalcroze.ch\/)e mais tarde fundou v\u00e1rias escolas de \u201ceuritmia\u201d em diversas capitais europeias. O m\u00e9todo Dalcroze foi criado a princ\u00edpio para ser empregado na m\u00fasica, por\u00e9m a nova abordagem da express\u00e3o corporal como ferramenta para o desenvolvimento cognitivo passou a ser integrado tamb\u00e9m em outras \u00e1reas como a dan\u00e7a, artes c\u00eanicas e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0BIOGRAFIA DE EDGAR WILLEMS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O pensamento e obra de Edgar Willems s\u00e3o reverenciados na pedagogia musical. Foi um homem que levou a arte da m\u00fasica para a imortalidade atrav\u00e9s de seu m\u00e9todo.\u00a0 Segundo suas pr\u00f3prias palavras: \u201c[&#8230;] Minha vida \u00e9 F\u00e9, Verdade, Bem e Beleza; quando vejo uma obra de arte, eu digo: isso \u00e9 Bem, \u00e9 Verdade, \u00e9 Beleza\u201d. (ROCHA, 2013, p.11). Edgar Willems nasceu em 13 de outubro de 1890 em Lanaken, B\u00e9lgica. Desde a inf\u00e2ncia, teve conv\u00edvio com a m\u00fasica. Seu pai era m\u00fasico e regia os corais e bandas da cidade onde morava. Os dotes musicais do jovem Willems surgiram ainda na inf\u00e2ncia, quando gostava de fabricar instrumentos musicais e ensinar as crian\u00e7as a toc\u00e1-los.<\/p>\n<p>Mais o jovem Edgar Willems tamb\u00e9m tinha outra grande paix\u00e3o, a pintura. Ap\u00f3s se formar como professor, decidiu se especializar em pintura, inscrevendo-se na Escola de Belas-Artes de Bruxelas. Em 1925 com 35 anos, Willems passou a estudar m\u00fasica e matricula-se no Conservat\u00f3rio de G\u00e9n\u00e8ve.Edgar Willems teve a oportunidade de ser aluno de \u00c8mile-Jaques Dalcroze e Mme. Lydia Malan, a qual atribui a sua riqu\u00edssima forma\u00e7\u00e3o musical<\/p>\n<p>A metodologia de Willems, fundamenta-se na escuta e na sensibiliza\u00e7\u00e3o auditiva, principalmente focando as crian\u00e7as. Em sua proposta,Willems dedica-se a dois aspectos: o te\u00f3rico, que engloba os elementos fundamentais da audi\u00e7\u00e3o e da natureza humana, e a correla\u00e7\u00e3o entre o som e natureza, e o pr\u00e1tico, em que organiza o material did\u00e1tico necess\u00e1rio a aplica\u00e7\u00e3o de suas ideias \u00e0 educa\u00e7\u00e3o musical (FONTERRADA, 20018, p.138).<\/p>\n<p>Willems em seu m\u00e9todo refor\u00e7a a ideia de que o ensino musical deve partir primeiro da sensibiliza\u00e7\u00e3o e do preparo auditivo e depois do estudo do instrumento musical em si. \u00c9 primordial que a crian\u00e7a primeiro aprenda a sentir e a reconhecer o som antes do estudo musical. A audi\u00e7\u00e3o, de acordo com o autor, apresenta aspectos que Willems denomina sensorialidade, sensibilidade afetiva auditiva ou afetividade auditiva e intelig\u00eancia auditiva, que est\u00e3o em estreita rela\u00e7\u00e3o com a capacidade sens\u00f3rio-motora, a sensibilidade afetiva e intelig\u00eancia do homem, prosseguindo, al\u00e9m disso, para uma dimens\u00e3o espiritual (FONTERRADA, 2008, p.139). O aspecto sensorialidade refere-se ao reconhecimento do som e a reprodu\u00e7\u00e3o domesmo atrav\u00e9s do ouvir. A sensibilidade auditiva refere-se a emo\u00e7\u00e3o que uma determinada melodia provoca em n\u00f3s atrav\u00e9s de seus intervalos, acordes musicais. A intelig\u00eancia auditiva refere-se a maturidade consciente de nosso sentidos e ao reconhecimento musical dos diversos estilos musicais. O som foi objeto de estudo de Edgar Willems, que entendia que para se ter um bom desenvolvimento musical, era preciso ter conhecimento cient\u00edfico do funcionamento do ouvido.\u00a0 O conhecimento do modo de funcionamento do ouvido contempla, em especial, os aspectos fisiol\u00f3gicos da audi\u00e7\u00e3o, e Willems dedica boa parte de seu texto a analisar o trajeto do nervo auditivo, o que explicaria os diferentes aspectos da audi\u00e7\u00e3o: sensorial,sens\u00edvel e mental (FONTERRADA, 2008, p. 140).<\/p>\n<p>Para Willems, o estudo do som e seus efeitos, devem fazer parte da inicia\u00e7\u00e3o musical infantil para um bom desenvolvimento musical.Saber ouvir para poder entender.\u201d[&#8230;] A melodia sempre foi e sempre ser\u00e1 o elemento mais caracter\u00edstico da m\u00fasica\u201d Edgar Willems(ROCHA, 2013,P.25). A metodologia de Willems, procura abordar e aproximar a m\u00fasica para o pensamento cient\u00edfico do s\u00e9culo XIX. Grandes pedagogos influenciaram o trabalho de Willems, especialmente Piaget. \u201cComo Piaget, Edgar Willems divide o desenvolvimento infantil em est\u00e1gios, que v\u00e3o do material, sensorial ao intelectual, passando pelo afetivo; para ele,esse tipo de estrutura est\u00e1 presente na m\u00fasica, no ser humano e na vida\u201d (FONTERRADA,2008,p.149).<\/p>\n<p>O m\u00e9todo de Willems busca desenvolver a m\u00fasica primeiro atrav\u00e9s da audi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de v\u00e1rios jogos utilizando as alturas do som (grave,m\u00e9dio e agudo) e a sensibilidade, focando a import\u00e2ncia do desenvolvimento afetivo da crian\u00e7a <strong>\u201c<\/strong>Quanto a educa\u00e7\u00e3o musical, ela constitui uma contribui\u00e7\u00e3o cultural, art\u00edstica e\u00a0 humana que nenhuma outra disciplina est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de fornecer ao ser humano\u201dEdgar Willems (ROCHA, 2014, p.66).<\/p>\n<p>Edgar Willems escreveu v\u00e1rios livros expondo seu m\u00e9todo que \u00e9 conhecido e utilizado em v\u00e1rios pa\u00edses como Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Alemanha, Noruega, Espanha, It\u00e1lia, Canad\u00e1, Portugal entre outros. No Brasil, seu m\u00e9todo ficou conhecido ap\u00f3s um Semin\u00e1rio de M\u00fasica na escola de M\u00fasica da UFBA, Universidade Federal da Bahia,onde o pr\u00f3prio Willems ministrou o curso e exp\u00f4s seu m\u00e9todo. Atualmente no Brasil, a representante do M\u00e9todo Willems e autora de v\u00e1rios m\u00e9todos baseados a partir do m\u00e9todo Willems \u00e9 a pedagoga e professora Carmen Mettin Rocha. O professor Edgar Willems faleceu em 1978 com 89 anos de idade, deixando uma grande e valorosa obra que contribuiu para o melhoramento da pedagogia musical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>\u00a0BIOGRAFIA DE ZOLT\u00c1N KOD\u00c1LY<\/strong><\/h4>\n<p>Zolt\u00e1n Kod\u00e1ly nasceu em 16 de Dezembro de 1882 na cidade de Kesk\u00e9metina, na Hungria.Filho de m\u00fasicos amadores, teve contato com a m\u00fasica muito cedo. Aos cinco anos de idade come\u00e7a seus estudos no piano, depois aprendeu violino, viola e violoncelo, e ainda gostava de cantar na igreja. Kod\u00e1ly come\u00e7ou seus estudos de composi\u00e7\u00e3o na Academia de M\u00fasica de Budapeste. O maior interesse de Kod\u00e1ly era na m\u00fasica nacionalista, tema que o acompanhou em toda a sua vida e obra. Kodaly era considerado:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[&#8230;] um ferrenho nacionalista e carregou com empenho a tarefa de reconstru\u00e7\u00e3o da cultura Musical h\u00fangara, abandonada e escondida durante muitos s\u00e9culos pela influ\u00eancia dos sucessivos invasores, ap\u00f3s ter alcan\u00e7ado altos n\u00edveis art\u00edsticos, houve um momento de decl\u00ednio, a partir do chamado \u201cdesastre de Moh\u00e1es\u201d (1526) quando a Hungria foi ocupada pelos\u00a0 turcos.\u201d(FONTERRADA, 2008, p.150 )<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Toda a cultura da Hungria foi subjugada por outra cultura, que somente no final do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do XIX come\u00e7a a retornar.Um dos grandes incentivadores para essa retomada de uma identidade pr\u00f3pria cultural, foi a do trabalho do compositor e pianista do mundo Franz Liszt e tamb\u00e9m o compositor de \u00f3peras o h\u00fangaro Ferenc Erkel.<\/p>\n<p>A m\u00fasica h\u00fangara \u00e9 muito marcada pelo seu folclore e est\u00e1 ligada a dan\u00e7a, e era levada para as cidades pelos ciganos. A base desse folclore rico foi explorada com sucesso pelo compositor Franz Liszt atrav\u00e9s de suas composi\u00e7\u00f5es intituladas de Raps\u00f3dias H\u00fangaras.<\/p>\n<p>Com a ideia de registrar a mem\u00f3ria original musical h\u00fangara, Kod\u00e1ly come\u00e7a a desenvolver seu trabalho que o tornou um dos grandes pedagogos musicais do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Sua metodologia \u00e9 largamente difundida pelas escolas especializadas em m\u00fasica e tamb\u00e9m adotadas em escolas de ensino regular por todo o mundo.<\/p>\n<p>O trabalho de Kod\u00e1ly baseia-se no folclore que \u00e9 a mem\u00f3ria viva dos costumes de um povo, no seu caso o folclore h\u00fangaro, e para isso, excursionou por todas as aldeias e vilarejos esquecidos da Hungria para fazer um levantamento culturas da m\u00fasica que era tocada. Desse levantamento cultural musical surgiu composi\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas baseados na m\u00fasica folcl\u00f3rica que era tocada pelo seu povo.<\/p>\n<p>O folclore passa a ser a marca da cultura musical do povo h\u00fangaro e a base de estudos de Kod\u00e1ly.<\/p>\n<p>Kod\u00e1ly em 1905 anexa sua pesquisa com o tamb\u00e9m compositor Bela Bart\u00f3k, e juntos come\u00e7a um trabalho cient\u00edfico. [&#8230;]\u201dO trabalho cient\u00edfico da equipe formada e liderada por Kod\u00e1ly em prol da redescoberta da cultura h\u00fangara apresentava quatro fases: coleta de material, transcri\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o\u201d.(FONTERRADA, 2008, p.152)<\/p>\n<p>A pesquisa de Kod\u00e1ly e Bart\u00f3k, elevou a m\u00fasica ao status de estudo cient\u00edfico, o que leva a cria\u00e7\u00e3o de uma nova metodologia com respaldo cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o da Hungria pelo imp\u00e9rio Austro-h\u00fangaro em 1945, as ideias de Kod\u00e1ly e Bart\u00f3k ganharam um novo impulso e deram origem a novas publica\u00e7\u00f5es musicais.<\/p>\n<p>Os livros did\u00e1ticos musicais come\u00e7am a surgir.na Hungria[&#8230;]\u201dA nova rep\u00fablica popular H\u00fangara forneceu o suporte para a aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo em uma ampla rede de escolas estatais\u201d. (FONTERRADA, 2008, p.153)<\/p>\n<p>Como j\u00e1 citado, toda a pesquisa de Kod\u00e1ly baseou-se no folclore. [&#8230;] \u201cO folclore n\u00e3o \u00e9 objeto de interesse apenas da ci\u00eancia, mas tamb\u00e9m da arte.\u201d(FONTERRADA,2008,p.153)<\/p>\n<p>A metodologia criada por Kod\u00e1ly, teve a tarefa de reconstruir a identidade de um povo, atrav\u00e9s do folclore, conforme veremos a seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A abordagem de ensino de m\u00fasica conhecida, posteriormente, como \u201cMet\u00f3do Kod\u00e1ly\u201d de implanta\u00e7\u00e3o da m\u00fasica nas escolas, utiliza-se prioritariamente de can\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas e nacionalistas, isto \u00e9, de obras compostas a partir do material coletado durante a pesquisa e das constantes r\u00edtmicas e mel\u00f3dicas encontradas nessa colet\u00e2nea, mediante\u00a0 acurada an\u00e1lise. (FONTERRADA, 2008, .p 155).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O objetivo de Kod\u00e1ly em seu m\u00e9todo era a do ensino de canto para todas as pessoas, atrav\u00e9s de uma alfabetiza\u00e7\u00e3o musical aplicada em todas as escolas do pa\u00eds, trazendo a m\u00fasica para o cotidiano das pessoas e educando os mesmos, para a m\u00fasica de concerto. [&#8230;]\u201d Kod\u00e1ly propunha a reforma do ensino musical, estreitamente ligada ao sistema educacional h\u00fangaro, que estaria presente em todos os n\u00edveis de ensino, das classes de educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 o curso superior.\u201d (FONTERRADA,2008 p. 155)<\/p>\n<p>O m\u00e9todo Kod\u00e1ly prop\u00f5e o ensino do canto, resgatando o folclore e as m\u00fasicas nacionalistas, o desenvolvimento da leitura e escrita musical, o treinamento auditivo, r\u00edtmica e percep\u00e7\u00e3o musical. Kod\u00e1ly preocupou com a educa\u00e7\u00e3o infantil, criando o m\u00e9todo monossolfa que \u00e9 um sistema que emprega<\/p>\n<p>sinais e gestos manuais para representar as notas musicais, como podemos observar na figura:<\/p>\n<h4><strong>MONOSSOLFA<\/strong><\/h4>\n<p>O sistema monossolfa \u00e9 um m\u00e9todo bastante interessante e barato, que poderia ser inclu\u00eddo na escola regular na inclus\u00e3o dos alunos auditivos, proporcionando uma socializa\u00e7\u00e3o e aprendizagem construtiva. No Brasil o m\u00e9todo Kod\u00e1ly e divulgado pela Sociedade Kod\u00e1ly em S\u00e3o Paulo. A institui\u00e7\u00e3o oferece cursos trabalhando o folclore brasileiro.<\/p>\n<p>Para Kod\u00e1ly, se a m\u00fasica fizesse parte da vida cotidiana das pessoas, ter\u00edamos uma sociedade melhor. A metodologia de Kod\u00e1ly poderia ser implantada nas escolas regulares brasileiras e teria muito sucesso. Uma de suas principais ideias e de f\u00e1cil aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 a de resgatar o folclore da nossa terra, as dan\u00e7as, a m\u00fasica e a utiliza\u00e7\u00e3o da monossolfa para a inclus\u00e3o dos deficientes auditivos e tamb\u00e9m intelectuais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>BIOGRAFIA DE CARL ORFF<\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carl Orff nasceu em 10 de julho de 1895 em Munique Alemanha. \u00c8 considerado um dos compositores mais destacados do s\u00e9culo XX, sobretudo por sua obra Carmina Burana (<a href=\"https:\/\/ouvirmusica.com.br\/carmina-burana\/\">https:\/\/ouvirmusica.com.br\/carmina-burana\/<\/a>).Contudo foi como pedagogo musical, criador do m\u00e9todo Orff, que ficou mais conhecido.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo Orff \u00e9 baseado no ritmo, no movimento e na improvisa\u00e7\u00e3o. Infelizmente, Carl Orff n\u00e3o deixou escrito seu pensamento em rela\u00e7\u00e3o de como deveria ser empregado seu m\u00e9todo, o que dificulta o entendimento do mesmo. O material dispon\u00edvel para ser analisado a respeito da metodologia de Orff, \u00e9 uma colet\u00e2nea de cinco livros que faz refer\u00eancia as pe\u00e7as musicais para ser trabalhadas com alunos, mas n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancia de como Orff concebeu seu m\u00e9todo.[&#8230;]\u201d Essas fontes fornecem boa informa\u00e7\u00e3o, pois a abordagem Orff encontrou grande aceita\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa e da Am\u00e9rica, sendo adotada por um grande n\u00famero de escolas de Educa\u00e7\u00e3o geral ou especializada em m\u00fasica\u201d.(FONTERRADA,2008 p.159).<\/p>\n<p>Carl Orff veio de uma fam\u00edlia de alta burguesia alem\u00e3, muito ativa na vida militar. Come\u00e7ou seus estudos musicais na Academia de M\u00fasica de Munique em 1914 e serviu as for\u00e7as armadas durante a primeira guerra mundial. Em 1924, Orff come\u00e7a a trabalhar como educador musical ao lado da amiga Dorothea Gunter. Os dois fundam a Gunter Schule, com a proposta de integrar m\u00fasica e movimento. O princ\u00edpio que direcionava a escola era a mesma proposta idealizada por Dalcroze, que visava a integra\u00e7\u00e3o do ritmo a m\u00fasica, atrav\u00e9s do corpo.<\/p>\n<p>Para trabalhar com o ritmo, Carl Orff idealiza uma s\u00e9rie de instrumentos de percuss\u00e3o que hoje s\u00e3o muito conhecidos, sendo tamb\u00e9m muito utilizado na musicaliza\u00e7\u00e3o infantil chamado de \u201cinstrumentos Orff\u201d. [&#8230;] \u201cA ideia era que m\u00fasicos e dan\u00e7arinos trocassem de papeis entre si, de modo que todos pudessem tocar e dan\u00e7ar.\u201d(FONTERRADA,2008.p.160)<\/p>\n<p>O Trabalho de Orff \u00e9 interrompido com a segunda guerra mundial. A escola que ele fundara foi completamente destru\u00edda devido a segunda guerra mundial. Com o fim da guerra, pouco a pouco o trabalho de Orff come\u00e7a a se desenvolver. Orff come\u00e7a elaborar um trabalho para atingir crian\u00e7as pequenas. [&#8230;] \u201cA partir dessa id\u00e9ia que Orff cria o conceito de \u201cm\u00fasica elementar\u201d isto \u00e9, uma m\u00fasica primordial que envolvesse fala, dan\u00e7a e movimento, partisse do ritmo e servisse de base \u00e0 educa\u00e7\u00e3o musical da primeira inf\u00e2ncia\u201d. (FONTERRADA,2008 p.160)<\/p>\n<p>A proposta metodol\u00f3gica de Orff \u00e9 apresentada da seguinte forma: [&#8230;] \u201cPara Orff o ritmo \u00e9 a base sobre a qual se assenta a melodia e, em sua proposta pedag\u00f3gica, deveria provir do movimento, enquanto a melodia nasceria dos ritmos da fala\u201d (FONTERRADA,2008, p.161)<\/p>\n<p>Orff acreditava que a crian\u00e7a deveria ter uma educa\u00e7\u00e3o musical dividida em pequenos est\u00e1gios onde teria suas compet\u00eancias musicais desenvolvidas. A crian\u00e7a come\u00e7aria a estudar o ritmo em pequenas melodias com f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o, assim como o emprego de rimas e parlendas e jogos infantis. Outra proposta pedag\u00f3gica de Orff, \u00e9 a pr\u00e1tica da improvisa\u00e7\u00e3o, que faria as crian\u00e7as aprenderem a criar seus pr\u00f3prios ritmos e melodias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentro da proposta, assumem importante papel as atividades de eco (repetir o que se ouviu) e pergunta e resposta (improvisar um segmento musical depois de ouvido um est\u00edmulo). Outra conduta bastante utilizada por ele s\u00e3o os ostinatti, figura\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas ou mel\u00f3dicas repetidas, sobre as quais se podem improvisar vocalmente ou ao instrumento. (FONTERRADA .2008. p.161)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos recursos pedag\u00f3gicos do m\u00e9todo Orff mais conhecido e praticado nas institui\u00e7\u00f5es de ensino seja regular ou de m\u00fasica, s\u00e3o os instrumentos de percuss\u00e3o criados por ele. Os instrumentos s\u00e3o formados por xilofone, metalofones, tambores, pratos, platinelas, pandeiros, maracas e flautas. A partir desses instrumentos, as crian\u00e7as ainda pequenas, sem nenhuma experi\u00eancia coma m\u00fasica, conseguem desenvolver a percep\u00e7\u00e3o visual, auditiva e a coordena\u00e7\u00e3o motora, al\u00e9m de conseguirem tocar pequenas melodias, o que estimula a tocar e apreciar a m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4><strong>BIOGRAFIA DE SHINICHI SUZUKI<\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Suzuki nasceu em 1898 em Nagoya, Jap\u00e3o. Era filho do dono da maior f\u00e1brica de instrumentos de cordas do Jap\u00e3o. Suzuki ainda crian\u00e7a brincava em meio aos instrumentos musicais e mais tarde passa a trabalhar na constru\u00e7\u00e3o dos violinos.<\/p>\n<p>Nancy Curry observa que:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As dez crian\u00e7as e Suzuki viam a f\u00e1brica como se fosse um playground, e os violinos, brinquedos \u2013 at\u00e9 o dia em que o pai trouxe um gramofone, e eles puderam ouvir, pela primeira vez, o som do violino em uma grava\u00e7\u00e3o. Suzuki trouxe para casa um violino da f\u00e1brica determinado a encontrar aquele lindo som por ele mesmo. Ouvindo repetidamente a grava\u00e7\u00e3o e experimentando encontrar os mesmos sons no instrumento, aprendeu sozinho os princ\u00edpios b\u00e1sicos de como tocar violino e, depois, teve um ano de li\u00e7\u00f5es do instrumento e teoria musical, em T\u00f3quio. (CURRY,1998-1999,12apud FONTERRADA,2008p.165)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Suzuki aprendeu a tocar o violino s\u00f3, como autodidata, mas queria aprofundar seus estudos musicais. Sua vontade de estudar m\u00fasica o leva a Alemanha, onde morou por oito anos. Nesse per\u00edodo pode aperfei\u00e7oar seus estudos de violino.<\/p>\n<p>Quando regressa ao Jap\u00e3o em 1928, Suzuki come\u00e7a a ensinar violino no Conservat\u00f3rio Imperial. At\u00e9 ent\u00e3o, Suzuki era apenas um professor de violino. Foi quando em 1931,um senhor pede a Suzuki que ensine violino para seu filho de apenas quatro anos de idade. Como de costume nas escolas de m\u00fasica, o ensino de violino come\u00e7a geralmente aos oito ou nove anos. Suzuki se viu apreensivo diante de um pedido que para ele parecia imposs\u00edvel. Foi quando teve uma ideia que modificaria sua vida. Ele concluiu que todas as crian\u00e7as aprendem a sua l\u00edngua materna apenas ouvindo a voz de seus pais. Isso poderia tamb\u00e9m acontecer com a m\u00fasica. Usar a repeti\u00e7\u00e3o para poder tocar ap\u00f3s ouvir v\u00e1rias vezes a m\u00fasica produzida pelo violino.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ter essa ideia, Suzuki come\u00e7a a elaborar sua metodologia que \u00e9 inspirada na observa\u00e7\u00e3o de como as crian\u00e7as aprendem a falar a sua l\u00edngua materna e a comunicar com seus pais. Nesse pensamento: [&#8230;]\u201d Suzuki prop\u00f5e que a m\u00fasica fa\u00e7a parte do meio da crian\u00e7a desde pequena, como ocorre com a l\u00edngua materna, assim, ela aprender\u00e1 naturalmente\u201d. (FONTERRADA.2008.p.167).<\/p>\n<p>No seu m\u00e9todo, Suzuki prop\u00f5e que a crian\u00e7a antes de tocar, ou\u00e7a muitas vezes a m\u00fasica que ir\u00e1 estudar, estimulando assim sua mem\u00f3ria auditiva. No m\u00e9todo Suzuki tamb\u00e9m \u00e9 preciso a participa\u00e7\u00e3o dos pais, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela estimula\u00e7\u00e3o musical diariamente com seus filhos. Os pais s\u00e3o levados a tamb\u00e9m a estudar o instrumento. Assim as crian\u00e7as imitam seus pais e tamb\u00e9m come\u00e7a a tocar.<\/p>\n<p>Para Suzuki, a crian\u00e7a s\u00f3 passa para a educa\u00e7\u00e3o musical e te\u00f3rica, quando j\u00e1 \u00e9 capaz de ouvir e tocar a m\u00fasica no instrumento.<\/p>\n<p>Suzuki tamb\u00e9m \u00e9 a favor de incentivar a educa\u00e7\u00e3o musical para todos, para uma forma\u00e7\u00e3o de pessoas mais humanas.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo Suzuki hoje \u00e9 conhecido e adotado em v\u00e1rios pa\u00edses. No Brasil, v\u00e1rios professores e institui\u00e7\u00f5es de ensino musical adota o m\u00e9todo que trabalha com instrumentos de corda com arco (Violino &#8211; Viola \u2013Violoncelo), viol\u00e3o e piano.<\/p>\n<p>Para Suzuki mais do que estimular talentos, o mais importante \u00e9 educar com amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h4>\n<p>A m\u00fasica faz parte do cotidiano de nossas vidas, mas a sua estrutura e formas de ensino s\u00e3o motivos de estudo. \u00c9 uma linguagem n\u00e3o verbal que atinge todos os nossos sentidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O conte\u00fado da m\u00fasica s\u00f3 pode ser articulado atrav\u00e9s do som [&#8230;]N\u00e3o podemos definir m\u00fasica como algo que tem apenas conte\u00fado matem\u00e1tico, po\u00e9tico ou sensual. Trata-se de tudo isso e muito mais. Relaciona-se \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana, porque a m\u00fasica \u00e9 escrita e executada por seres humanos que expressam seus pensamentos \u00edntimos, sentimentos, impress\u00f5es e observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos ativos que surgiram no s\u00e9culo XIX, ainda s\u00e3o motivos de discuss\u00e3o quanto a sua forma de se apresentar e sua efic\u00e1cia. Nas suas metodologias, que hoje s\u00e3o largamente difundidas, eles aplicam na pr\u00e1tica elementos simples que podem ser adotados na escola para desenvolvimento intelectual dos alunos.<\/p>\n<p>O pioneiro Dalcroze, prop\u00f4s m\u00fasica feita a partir do movimento do corpo que \u00e9 o nosso primeiro instrumento. Willems aborda que m\u00fasica primeiro deve ser ouvida e sentida, depois executada. Sua proposta fala da import\u00e2ncia do som e de como absorvemos esse som.<\/p>\n<p>Kod\u00e1ly, atrav\u00e9s do folclore mudou a hist\u00f3ria de um pa\u00eds. Em seu m\u00e9todo ele faz a jun\u00e7\u00e3o da cultura popular atrav\u00e9s do folclore com a m\u00fasica acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Com Orff temos em seu m\u00e9todo a marca do ritmo, que deve ser estimulado nas crian\u00e7as. Ritmo esse que est\u00e1 dentro de n\u00f3s mesmos. Com o m\u00e9todo Suzuki, aprendemos que a memoriza\u00e7\u00e3o a repeti\u00e7\u00e3o e a disciplina s\u00e3o elementos imprescind\u00edveis para uma boa educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos musicais aqui citados devem ser trabalhados em sala de aula para auxiliar o desenvolvimento dos alunos atrav\u00e9s do conhecimento dos movimentos do nosso corpo e das fun\u00e7\u00f5es do som que desenvolvem o emocional ajudando a compreender melhor as mat\u00e9rias e a socializa\u00e7\u00e3o na escola. Para Fonterrada (2005) os m\u00e9todos ativos devem ser estudados e repensados em sua coloca\u00e7\u00e3o em sala de aula, observando a realidade do educando e educador para seu desenvolvimento \u201cpropostas educacionais adequadas \u00e0 escola e \u00e0 cultura brasileira\u201d (FONTERRADA,2005, P. 108).<\/p>\n<p>A proposta deste artigo \u00e9 mostrar que as metodologias musicais devem ser estudadas pelos educadores musicais como forma de conhecimento e aprendizagem, sendo incorporados em sua pr\u00e1tica pedag\u00f3gica.<\/p>\n<h4>REFER\u00caNCIAS<\/h4>\n<h5><strong>BARENBOIM,Daniel. A m\u00fasica desperta o tempo.S\u00e3o Paulo: Martins Fontes.2009<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BEYER, Ester. \u201cA educa\u00e7\u00e3o musical sob a perspectiva de uma constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica: uma an\u00e1lise hist\u00f3rica\u201d. In: Fundamentos da Educa\u00e7\u00e3o Musical Porto Alegre: Associa\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o Musical, maio de 1993, p.5-25<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BR\u00c9SCIA, Vera L\u00facia Pessagno. Educa\u00e7\u00e3o Musical: bases psicol\u00f3gicas e a\u00e7\u00e3o preventiva. S\u00e3o Paulo: \u00c1tomo, 2003.<\/p>\n<h1><\/h1>\n<p>BRITO, Teca de Alencar. <strong>M\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil: <\/strong>propostas para a forma\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a, 2\u00b0 edi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo: Editora Peir\u00f3polis, 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CARMINA BURANA <a href=\"https:\/\/www.ouvirmusica.com.br\/carmina-burana\/\">https:\/\/www.ouvirmusica.com.br\/carmina-burana\/<\/a> . Acesso em 10 de nov. 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FARIA, Marco Antonio. Canto Coral. Um estudo sobre a pr\u00e1tica do canto na escola.Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/tede.mackenzie.br\/jspui\/simple-search?query=http+tede.mackenzie.com.br+de_arquivos6TDE-2011-11-21T101349Z-1274PublicoMarcio%2520Antonio%2520+Faria.pdf+\">http:\/\/tede.mackenzie.br\/jspui\/simple-search?query=http+tede.mackenzie.com.br+de_arquivos6TDE-2011-11-21T101349Z-1274PublicoMarcio%2520Antonio%2520+Faria.pdf+<\/a>&gt;Acesso em<\/p>\n<p>10 de nov. 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FIGUEIREDO, S\u00e9rgio Luiz Ferreira de. A educa\u00e7\u00e3o musical do s\u00e9culo XX: os m\u00e9todos tradicionais. p. 85 &#8211; 87. Revista: A m\u00fasica na Escola. Allucci &amp; Associados Comunica\u00e7\u00f5es, S\u00e3o Paulo \u2013 2012. Dispon\u00edvel em: &gt;Acesso em<\/p>\n<p>10 de nov. 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios: um ensaio sobre a m\u00fasica e educa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Unesp, 2005.<\/p>\n<p>GRANJA, Carlos Eduardo de Souza Campos. <strong>Musicalizando a escola<\/strong>: m\u00fasica, conhecimento e educa\u00e7\u00e3o. Ed. Escrituras. S\u00e3o Paulo, 2010.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>HUMANISTA,Jornalismo e Direitos humanos. Revista da UFRGS. <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2018\/01\/22\/educacao-musical-oferece-alternativas-para-jovens-em-situacao-de-risco\/\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2018\/01\/22\/educacao-musical-oferece-alternativas-para-jovens-em-situacao-de-risco\/<\/a> Aceso em 17 de Novembro de 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lei n\u00ba 11.769 de 18 de Agosto de 2008. PRESIDENCIA DA REP\u00daBLICA.CASA CIVIL. Subchefia para Assuntos Jur\u00eddicos.Disponivel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11769.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11769.htm<\/a> Aceso em 10 de Novembro de 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MONTANARI,Valdir. <strong>Hist\u00f3ria da M\u00fasica<\/strong>: Da Idade da Pedra \u00e0 Idade do Rock. Ed. \u00c1tica. S\u00e3o Paulo, 1988<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PRESIDENCIA DA REP\u00daBLICA.CASA CIVIL. Subchefia para Assuntos Jur\u00eddicos.Mensagem n\u00ba 622, de 18 de Agosto de 2008. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/Msg\/VEP-622-08.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/Msg\/VEP-622-08.htm<\/a>. Aceso em 10 de Novembro de 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Revista pesquisa em debate Algumas propostas m\u00fasico-pedag\u00f3gicas do s\u00e9culo XX Camila Valiengo -pag 76 Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.pesquisaemdebate.net\/docs\/pesquisaEmDebate_2\/PesquisaEmDebate_2.pdf#page=76\">http:\/\/www.pesquisaemdebate.net\/docs\/pesquisaEmDebate_2\/PesquisaEmDebate_2.pdf#page=76<\/a><\/p>\n<p>Acesso em 10 de nov. 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ROCHA,Carmen Maria Metting. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Musical M\u00e9todo Willems<\/strong>,3\u00aa edi\u00e7\u00e3o,Salvador-Bahia.impresso no Brasil.<a href=\"http:\/\/www.musicaiem.com.br\/\">www.musicaiem.com.br<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fern\u00e3nda Ribeiro Ferreira &#8211;\u00a0 Graduada em M\u00fasica pelo Conservat\u00f3rio Brasileiro de M\u00fasica \/ Centro Universit\u00e1rio; Graduada\u00a0 em M\u00fasica; Graduada em Hist\u00f3ria; Graduada em Pedagogia; P\u00f3s Grraduada\u00a0 em Educa\u00e7\u00e3o Musical e Ensino de Artes e\u00a0 P\u00f3s Graduada em Musicaliza\u00e7\u00e3o infantil. Professora de m\u00fasica da Escola Arco \u00cdris. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Artes, com \u00eanfase em M\u00fasica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo cont\u00e9m pequena abordagem sobre os m\u00e9todos ativos utilizados na m\u00fasica na primeira gera\u00e7\u00e3o assim como a biografia de seus idealizadores. Os m\u00e9todos musicais elaborados por Dalcroze e Willems descritos neste artigo, falam sobre o desenvolvimento cognitivo do ser atrav\u00e9s da m\u00fasica. 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