{"id":476,"date":"2019-07-29T17:29:49","date_gmt":"2019-07-29T20:29:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=476"},"modified":"2019-07-29T17:29:49","modified_gmt":"2019-07-29T20:29:49","slug":"os-professores-nao-especialistas-e-o-ensino-da-musica-na-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/os-professores-nao-especialistas-e-o-ensino-da-musica-na-educacao-infantil\/","title":{"rendered":"Os Professores N\u00e3o &#8211; Especialistas e o Ensino da M\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil"},"content":{"rendered":"<h4>Resumo<\/h4>\n<p>A m\u00fasica foi criada a tempos remotos e desde ent\u00e3o sofreu diversas modifica\u00e7\u00f5es culturais e sociais, afetando o ser humano em suas emo\u00e7\u00f5es e sentimentos. Este trabalho objetiva analisar teoricamente como o professor n\u00e3o especializado pode vir a proporcionar os benef\u00edcios da m\u00fasica para o desenvolvimento infantil, visto que a m\u00fasica enquanto utilizada como meio auxiliador de ensino, contribui para o desenvolvimento e para a aprendizagem da crian\u00e7a. Considerando as caracterizas que a m\u00fasica possui, ela se torna excelente elemento para o processo de ensino e aprendizagem, contudo o docente necessita estar preparado e instru\u00eddo para utilizar esses elementos de forma que abranja todos seus aspectos e qualidades, visando sempre a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente educativo e atrativo para os alunos da educa\u00e7\u00e3o infantil, tornando a crian\u00e7a mais interessada e motivada no \u00e2mbito escolar, formando assim cidad\u00e3os cr\u00edticos e pensantes na sociedade. Visto os professores, em sua grande maioria, n\u00e3o serem especializados no tocante ao ensino de m\u00fasica e suas particularidades, espera-se ao final deste estudo poder vir a contribuir de forma positiva, para que os mesmos entendam o qu\u00e3o importante \u00e9 a busca por uma melhor qualifica\u00e7\u00e3o, dentro de forma\u00e7\u00f5es continuadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong>Analisar; Aprendizagem; M\u00fasica; Professor; Qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>\u00c9 de conhecimento que a m\u00fasica consiste em express\u00e3o art\u00edstica e dependendo de cada regi\u00e3o do pa\u00eds, cidade e bairro, expressa um movimento e uma linguagem diversificada. Ela est\u00e1 presente desde quando o beb\u00ea est\u00e1 no ventre da sua m\u00e3e, a batida do cora\u00e7\u00e3o e os demais sons emitidos no funcionamento do nosso corpo j\u00e1 fazem com que a crian\u00e7a tenha um contato sonoro, dizem alguns autores como Brito (2003), quando a m\u00e3e canta para o beb\u00ea estimula tamb\u00e9m a crian\u00e7a, sendo que este contato com o som da m\u00fasica ir\u00e1 percorrer toda sua inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Constata-se que a m\u00fasica existe desde o tempo mais remoto, existem estudos que apontam que as m\u00fasicas no Brasil j\u00e1 eram utilizadas na educa\u00e7\u00e3o dos jesu\u00edtas, na catequese, bem como as demais artes. De acordo com Beyer (apud LOUREIRO, 2007, p.43), os jesu\u00edtas \u201c[&#8230;] trouxeram ao elemento ind\u00edgena um repert\u00f3rio vigente naquela \u00e9poca na Europa. Ou seja, os jesu\u00edtas educaram os ind\u00edgenas musicalmente, para o desempenho musical destes nas missas\u201d.<\/p>\n<p>Ao brincar, a crian\u00e7a expressa o seu lado musical, por meio de emiss\u00e3o de sons e cantigas colocando todo o seu sentimento, este contato acontece bem antes da alfabetiza\u00e7\u00e3o. Trabalhar com m\u00fasica, n\u00e3o \u00e9 fazer com que os alunos se tornem verdadeiros m\u00fasicos e sim estimular ludicamente o racioc\u00ednio e a criatividade, bem como outros est\u00edmulos que ser\u00e3o relatados no decorrer do artigo. Faria (2001, p.24), aponta que \u201cA m\u00fasica como sempre esteve presente na escola, para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a sociabiliza\u00e7\u00e3o dos alunos, al\u00e9m de despertar neles o senso de cria\u00e7\u00e3o e recrea\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Perante a pesquisa efetuada para o presente estudo, verificou-se que, a hist\u00f3ria nos mostra que mesmo a m\u00fasica j\u00e1 sendo utilizada no Brasil, seu ensino ainda n\u00e3o era obrigat\u00f3rio nas escolas. Em 18 de agosto de 2008 na lei 11.769 que altera a lei de diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o (LDB), o ensino de m\u00fasica passou a ser obrigat\u00f3rio no ensino de arte, no Art. 26 afirma que \u201c A m\u00fasica dever\u00e1 ser conte\u00fado obrigat\u00f3rio, mas n\u00e3o exclusivo do componente curricular\u201d.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o &#8211; MEC disponibilizou para conhecimento dos educadores os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil (RCNEI), vindo este documento embasar teoricamente o professor para uma melhor atua\u00e7\u00e3o, pois aponta objetivos, conte\u00fados e fundamentos da m\u00fasica para ser trabalhado em sala de aula.<\/p>\n<p>Mesmo o ensino de m\u00fasica sendo obrigat\u00f3rio e o MEC., disponibilizando documentos norteadores para o professor, visualiza-se que em nossa contemporaneidade, muitas escolas n\u00e3o inseriram este conte\u00fado de forma adequada. Pensando-se nesta quest\u00e3o, aponta-se como problema desta pesquisa, procurar entender o porqu\u00ea muitas vezes \u00e9 trabalhado o conte\u00fado de forma mecanizada, sem se preocupar com o desenvolvimento da crian\u00e7a e o que este conhecimento\/ linguagem pode proporcionara crian\u00e7a?<\/p>\n<p>Perante a problem\u00e1tica apresentada, justifica-se a feitura do presente estudo, procurando-se como finalidade, atestar a import\u00e2ncia da presen\u00e7a da m\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, mostrando que o ato de cantar utilizando a linguagem musical e fazer movimentos e gestos ao cantar pode vir a contribuir para que as crian\u00e7as se desenvolvam integralmente. Espera-se que o estudo contribua para que profissionais pedagogos se conscientizem e ressignifiquem suas pr\u00e1ticas musicais.<\/p>\n<p>A m\u00fasica est\u00e1 presente na sala de aula, por\u00e9m nem sempre a uma escolha de repert\u00f3rio apropriado, pois, algumas das que s\u00e3o utilizadas podem ser classificadas como de baixa qualidade ou fruto da ind\u00fastria cultural, n\u00e3o contribuindo de forma eficiente no processo de ensino e aprendizagem.\u00a0 \u00c9 de conhecimento que o professor deve explorar o conhecimento de mundo que o aluno traz para a escola de seu cotidiano, mas o papel do educador \u00e9 de ampliar repert\u00f3rios, trazendo m\u00fasicas de outras culturas, muitas vezes estigmatizadas, citando como exemplo as m\u00fasicas africanas ou ind\u00edgenas, bem como a erudita. Refor\u00e7ando-se que isso n\u00e3o quer dizer que devemos esquecer aquilo que a crian\u00e7a j\u00e1 aprendeu e sim aumentar o seu repert\u00f3rio musical.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 uma linguagem com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, e a atua\u00e7\u00e3o do profissional de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 no sentido de aproximar a crian\u00e7a desta linguagem. Outra coisa \u00e9 utilizar a m\u00fasica somente para \u201cacalmar\u201d as crian\u00e7as. Esta vis\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 adequada. Ela deve proporcionar a crian\u00e7a uma escuta ativa, e ao cantar o educador deve demonstrar toda a sua empolga\u00e7\u00e3o, para que as crian\u00e7as sintam prazer ao cantar, pois se o professor n\u00e3o gosta, n\u00e3o tem o h\u00e1bito de cantar ou n\u00e3o tem esta rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica, ela acaba desmotivando a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Pensando-se nos pormenores apresentados, e, a procura de uma elucida\u00e7\u00e3o do problema apresentado elencou-se como Objetivo Geral: Analisar teoricamente a import\u00e2ncia e os benef\u00edcios da m\u00fasica para o desenvolvimento infantil.<\/p>\n<p>Com o intuito de melhor explanar sobre o tema do estudo, subdividiu-se o objetivo geral em Objetivos Espec\u00edficos, sendo os mesmos: Conhecer o hist\u00f3rico do Ensino de M\u00fasica;Identificar a rela\u00e7\u00e3o entre M\u00fasica e desenvolvimento da crian\u00e7a;explicitar como o pedagogo pode vir a inserir o conte\u00fado musical em sala de aula, considerando que n\u00e3o possui forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nesta linguagem, apontando caminhos que viabilizem seu ensino. Como metodologia de pesquisa para o presente estudo cient\u00edfico, efetuou-se uma pesquisa bibliogr\u00e1fica, focando-se na revis\u00e3o de literatura, utilizando-se para este fim autores condizentes \u00e0 tem\u00e1tica apresentada, dentre os quais se destacam,:Br\u00e9scia (2003), Loureiro (2003) e Elmerich (1977).<\/p>\n<p>Ao final do estudo, ser\u00e3o apresentadas as considera\u00e7\u00f5es finais, acreditando-se que os objetivos alcan\u00e7ados com esse trabalho possibilitar\u00e3o a abertura de novas possibilidades de investiga\u00e7\u00e3o de conhecimentos sobre a tem\u00e1tica, assim como uma melhor compreens\u00e3o sobre o tema do presente estudo por parte dos profissionais da \u00e1rea educacional.<\/p>\n<p><strong>2. BREVE HIST\u00d3RICO SOBRE O ENSINO DE M\u00daSICA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme Houaiss apud Br\u00e9scia (2003), a m\u00fasica apresentada \u201ccomo a arte de se exprimir por meio de sons, seguindo regras vari\u00e1veis conforme a \u00e9poca, a civiliza\u00e7\u00e3o etc.\u201d, est\u00e1 presente em todo o meio social desde a antiguidade e em diversos povos. Atrav\u00e9s do tempo hist\u00f3rico, nota-se que a mesma vem desempenhando um papel importante no desenvolvimento moral, social e cognitivo, contribuindo para a aquisi\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos e valores indispens\u00e1veis ao exerc\u00edcio da cidadania. Aponta Ferreira (2017, p.24) que \u201cAssim, n\u00e3o \u00e9 descabido, mesmo que improv\u00e1vel, considerarmos mesmo que, j\u00e1 nos prim\u00f3rdios da humanidade, a m\u00fasica tenha servido de subs\u00eddio para as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es verbais orais da humanidade\u201d.<\/p>\n<p>A palavra m\u00fasica vem do grego \u201cMousiki\u201d que significa a ci\u00eancia de compor melodia, sendo os gregos os respons\u00e1veis por difundir a linguagem musical na educa\u00e7\u00e3o e promover o seu ensino entre os Romanos. Durante os prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o grega, o ensino da m\u00fasica era obrigat\u00f3rio e de extrema import\u00e2ncia para a forma\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, iniciando durante a inf\u00e2ncia e se perpetuando ao longo da vida das pessoas.<\/p>\n<p>De acordo Loureiro (2003, p.34):<\/p>\n<p>A paix\u00e3o dos gregos pela m\u00fasica fez com que, desde os prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o, se tornasse para eles uma arte, uma maneira de pensar e de ser. Desde a inf\u00e2ncia eles aprendiam o canto como algo capaz de educar e civilizar. O m\u00fasico era visto por eles como o guardi\u00e3o de uma ci\u00eancia e de uma t\u00e9cnica e seu saber e seu talento precisava ser desenvolvido pelo estudo e pelo exerc\u00edcio. O reconhecimento do valor formativo da m\u00fasica fez com que surgissem, naquele pa\u00eds, as primeiras preocupa\u00e7\u00f5es com a pedagogia da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Todavia, durante a idade m\u00e9dia, o ensino da m\u00fasica era restrito, e se apresentava de forma exclusiva aos mosteiros. Os registros que datam as primeiras escolas respons\u00e1veis pelo ensino do desenho, do canto e da tecelagem, remetem ao ano de 1770, nas escolas de origem Espanhola, demonstrando o gigantesco lapso temporal at\u00e9 que este m\u00e9todo pudesse ser pensado e implementado em nosso pais (LOUREIRO, 2003).<\/p>\n<p>A m\u00fasica entre o s\u00e9culo XVIII e XIX foi classificada como m\u00fasica cl\u00e1ssica, sendo esta express\u00e3o utilizada para toda produ\u00e7\u00e3o musical europeia, considerada agrad\u00e1vel e produzida para aristocratas. O per\u00edodo musical cl\u00e1ssico era complexo voltando \u00e0 aten\u00e7\u00e3o dos compositores a qualidade das melodias. Nesse per\u00edodo, era padronizado o formato da orquestra sinf\u00f4nica definindo a tonalidade (Frenda, Gusm\u00e3o e Bozzano, 2013).<\/p>\n<p>Segundo Frenda, Gusm\u00e3o e Bozzano (2013, p.269). \u201cA express\u00e3o \u201cm\u00fasica cl\u00e1ssica\u201d tamb\u00e9m \u00e9 usada para se referir a toda produ\u00e7\u00e3o musical tradicional de origem europeia, desde o final do renascimento at\u00e9 hoje, e que \u00e9 diferente da m\u00fasica popular e regional\u201d.<\/p>\n<p>Tanto \u00e9 recente tal discuss\u00e3o, que a m\u00fasica erudita chegou ao Brasil atrav\u00e9s dos portugueses por interm\u00e9dio dos jesu\u00edtas, cujo principal objetivo consistia em catequizar e conquistar novos servos para Deus, e para tanto, utilizavam-se das m\u00fasicas, mas somente aquelas simples e singelas, de f\u00e1cil compreens\u00e3o (ELMERICH, 1977).<\/p>\n<p>Por se tratar de elemento comum em ambas as culturas, a catequiza\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas tornou-se facilitada, todavia s\u00e3o quase inexistentes os registros da hist\u00f3ria brasileira neste per\u00edodo, temos alguns relatos que s\u00e3o descri\u00e7\u00f5es curtas, que nos permitem entrever esse cen\u00e1rio. Muito embora o Padre Anchieta tenha alcan\u00e7ado \u00eaxito com a aplica\u00e7\u00e3o de tal m\u00e9todo, as tarefas n\u00e3o foram assim t\u00e3o f\u00e1ceis, existia na \u00e9poca uma consider\u00e1vel diverg\u00eancia entre a educa\u00e7\u00e3o e a m\u00fasica no pa\u00eds, cabendo a ele a miss\u00e3o de se tornar um dos precursores da aplica\u00e7\u00e3o deste m\u00e9todo de ensino no Brasil, utilizando a m\u00fasica como ve\u00edculo de educa\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p>Por possuir forma universal, e ser uma combina\u00e7\u00e3o harmoniosa e expressiva de sons, a m\u00fasica era o elemento comum, que poderia facilitar o ensino religioso que objetivava o Padre Anchieta, visto que se tratavam de diferentes povos, de diferentes culturas e de idiomas distintos, n\u00e3o havia outro recurso capaz de possibilitar a compreens\u00e3o\u00a0 dos assuntos explanados pelos jesu\u00edtas, sen\u00e3o pela utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, assim como acontece com diversas crian\u00e7as que encontram na melodia e no ritmo a compreens\u00e3o da mensagem que se busca transmitir (ELMERICH, 1977).<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, a m\u00fasica foi se difundindo no meio social e educacional. Com a vinda de D. Jo\u00e3o para o Brasil (1808), as recep\u00e7\u00f5es de chegada para fam\u00edlia Real estavam preparadas na Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo, l\u00e1 havia um conjunto Musical dirigido pelo Padre Jos\u00e9 Mauricio, contudo, por um longo per\u00edodo a m\u00fasica ficou ofuscada no pa\u00eds, neste per\u00edodo apenas Francisco Manuel da Silva (compositor do Hino Nacional) zelou pela conserva\u00e7\u00e3o da musicalidade (ibidem, 1977).<\/p>\n<p>Por outro lado, no reinado de D. Pedro II um decreto federal estabelecido por ele (Decreto N\u00ba 630, de 17 de setembro de 1851) autoriza o governo para reformar o ensino prim\u00e1rio e secund\u00e1rio do munic\u00edpio da corte, entre as mudan\u00e7as estabelecidas no decreto constava a inser\u00e7\u00e3o do ensino da m\u00fasica e exerc\u00edcios de canto. Com o decorrer do tempo, este sistema educacional continuou evoluindo, e com a primeira rep\u00fablica o pa\u00eds teve a oportunidade de permitir que cada estado desenvolvesse caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de acordo com cada regi\u00e3o, cultura e costumes.<\/p>\n<p>Por volta do s\u00e9culo XIX, foi inclu\u00eddo nos curr\u00edculos escolares do ensino P\u00fablico pelo Decreto Federal n\u00ba 331 A, de 17 de novembro de 1854. Designava \u201cno\u00e7\u00f5es de m\u00fasica\u201d e \u201cexerc\u00edcios de canto\u201d em escolas prim\u00e1rias de 1\u00ba e 2\u00ba graus e normais (magist\u00e9rio). (JORD\u00c3O, ALUUCCI, MOLINA, TERAHATA, 2012, p. 19)<\/p>\n<p>Conforme os mesmos autores, atrav\u00e9s da reforma de Rangel Pestana, homologada esta pela lei n\u00ba 81, de abril de 1887, ficou obrigat\u00f3rio em S\u00e3o Paulo, o canto coral nas escolas p\u00fablicas. Sendo que atrav\u00e9s da reforma Benjamim Constant, regulamentou-se que o ensino de m\u00fasica passaria a ser ministrado por professores de m\u00fasica admitidos atrav\u00e9s de concursos e que fossem habilitados para tal ensino, sendo a Lei respons\u00e1vel por este decreto institu\u00edda em 8 de novembro de 1890, levando o n\u00famero 981 (JORD\u00c3O, ALUUCCI, MOLINA, TERAHATA, 2012).<\/p>\n<p>Mas foi durante a Segunda Rep\u00fablica, nas d\u00e9cadas de 1910 e 1920, que puderam ser notadas, no Brasil, as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es de um ensino mais organizado, caracterizado como canto orfe\u00f4nico. Muitos acreditam que Heitor Villa-Lobos foi pioneiro nesta pr\u00e1tica no Brasil. Mas foram os educadores Jo\u00e3o Gomes J\u00fanior e Carlos Alberto Gomes Cardim, que atuaram na Escola Caetano de Campos, na capital paulista, e os irm\u00e3os L\u00e1zaro e Fabiano Lozano, com atividades junto \u00e0 Escola Complementar (posteriormente, Escola Normal) em Piracicaba, os primeiros a estabelecerem o canto orfe\u00f4nico no ensino. (JORD\u00c3O, ALUUCCI, MOLINA, TERAHATA, 2012, p. 19)<\/p>\n<p>Em 1922, ocorreu a semana da arte moderna, que buscou nacionalizar as artes, dentre elas a m\u00fasica, ou nas palavras de Andrade (apud RIEGO, 2006):<\/p>\n<p>O que caracteriza esta realidade que o movimento modernista imp\u00f4s \u00e9 a fus\u00e3o de tr\u00eas princ\u00edpios fundamentais: o direito permanente \u00e0 pesquisa est\u00e9tica; a atualiza\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia art\u00edstica brasileira; e a estabiliza\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia criadora nacional. (RIEGO, 2006, p. 69)<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940, foi implantado o ensino de m\u00fasica em \u00e2mbito nacional, sendo orientado e auxiliado em seu planejamento pela Superintend\u00eancia de Educa\u00e7\u00e3o Musical e Art\u00edstica criada por Villa-Lobos (JUNIOR, 2011).<\/p>\n<p>Outro fator relevante ao ensino de m\u00fasica, voltado tanto para a \u00e1rea educacional como social, deu-se no ano de 1942, atrav\u00e9s do Decreto Lei n\u00ba 4545, datado este em 31 de julho, no qual ficou especificado em seu Cap\u00edtulo VII, que:<\/p>\n<p>Art. 34\u00ba &#8211; \u00c9 obrigat\u00f3rio o ensino do desenho da Bandeira Nacional e do canto do Hino Nacional em todos os estabelecimentos, p\u00fablicos ou particulares, de ensino prim\u00e1rio, normal, secund\u00e1rio e profissional. Art. 39\u00b0 &#8211; Ningu\u00e9m poder\u00e1 ser admitido ao servi\u00e7o p\u00fablico sem que demonstre conhecimento do Hino Nacional (BRASIL, apud JUNIOR, 2011, p. 39)<\/p>\n<p>Segundo o mesmo autor, no mesmo ano foi fundado o Conservat\u00f3rio Brasileiro de Canto Orfe\u00f4nico com o objetivo de capacitar profissionais para ministrar aula de canto, diante do crescimento desse estilo musical nas escolas. A partir de 1945, os professores tinham que ter credenciamento no Conservat\u00f3rio para dar aula de canto orfe\u00f4nico.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando-se no tempo hist\u00f3rico, contata-se que no ano de 1960, foi criado o curso de forma\u00e7\u00e3o de professores de m\u00fasica, pela Comiss\u00e3o Estadual de M\u00fasica e em 1961, A LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, 4024\/61 iniciou uma substitui\u00e7\u00e3o do canto orfe\u00f4nico pela educa\u00e7\u00e3o musical, se transformando em disciplina curricular (JUNIOR, 2011).<\/p>\n<p>As evolu\u00e7\u00f5es da m\u00fasica como disciplina integrante da base curricular, foram cada vez mais not\u00f3rias, a m\u00fasica acompanhou todo o per\u00edodo hist\u00f3rico vivenciado pelo Brasil, inclusive durante a ditadura Militar (1964-1985) devido a censura aplicada pelo sistema, encontrou-se na m\u00fasica a forma de expressar a indigna\u00e7\u00e3o do povo, de forma culta, minuciosamente elaborada e intelectualmente engajada, era a forma de muitas pessoas se expressarem e tantas outras serem conscientizadas e compreenderem que um golpe estava eclodindo. (ELMERICH, 1977)<\/p>\n<p>Segundo Elmerich (1977), a m\u00fasica na Ditadura foi utilizada como instrumento para manifestar as opini\u00f5es e indigna\u00e7\u00f5es das barb\u00e1ries existentes. Como na m\u00fasica haviam censuras, os cantores protestavam atrav\u00e9s de met\u00e1foras, expressando suas insatisfa\u00e7\u00f5es sobre a discrimina\u00e7\u00e3o, g\u00eanero, etnia, religi\u00e3o, \u00e9tica, entre outros.<\/p>\n<p>Em 1971, a nova LDBEN (5692\/71) estabeleceu que o ensino m\u00fasica seria ministrado junto com artes pl\u00e1sticas, artes c\u00eanicas e desenho, compondo apenas uma disciplina chamada de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, de matr\u00edcula obrigat\u00f3ria para os Ensinos Fundamental e M\u00e9dio. O ensino superior subdividiu-se em licenciatura de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, abrangendo m\u00fasica, artes pl\u00e1sticas, desenho e artes c\u00eanicas e bacharelado em M\u00fasica, abrangendo canto, instrumentos, reg\u00eancia e composi\u00e7\u00e3o. A secretaria da Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, devido \u00e0 falta de professores formados em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, criou um guia curricular para estas aulas e convocaram professores que ministraram as aulas de desenho, m\u00fasica e artes industriais, disciplinas estas que foram substitu\u00eddas pela Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica (BRASIL, 1971).<\/p>\n<p>Elaborada no ano de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, Lei n\u00ba 9394\/96, erroneamente, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia e a obrigatoriedade das aulas de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, mas n\u00e3o apontou tal import\u00e2ncia para o ensino da m\u00fasica como componente curricular espec\u00edfico (BRASIL, 1996). Com a aprova\u00e7\u00e3o, em 18 de agosto de 2008, da Lei n\u00famero 11.769, alterou-se esta falha, passando a ser obrigat\u00f3rio que as escolas ofere\u00e7am aulas de m\u00fasicas com professores especializados na \u00e1rea, especificando ainda, que a m\u00fasica deveria ser conte\u00fado obrigat\u00f3rio do componente curricular da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, devendo esta obrigatoriedade ser implementada no prazo de 3 (tr\u00eas) anos (BRASIL, 2008)<\/p>\n<p>Nos dias atuais a m\u00fasica tem ganho cada vez mais espa\u00e7o, sendo aplicada nos diferentes contextos e culturas, se tornando algo inerente \u00e0 sociedade e se difundindo de forma fugaz.<\/p>\n<p>Neste contexto Ferreira (2017, p.25), explica que:<\/p>\n<p>Hoje sabemos a rela\u00e7\u00e3o \u00edntima que a m\u00fasica tem, por exemplo, com disciplinas como a arte (em geral), a l\u00edngua (portuguesa, inglesa, italiana, latina etc.), a hist\u00f3ria, a matem\u00e1tica, a f\u00edsica, a biologia, a psicologia, a sociologia, a religi\u00e3o etc., mas isso n\u00e3o a limita, pois ela mant\u00e9m sempre alguma afinidade com outras tantas, mesmo que n\u00e3o estejam diretamente ligadas ao campo da sonoridade.<\/p>\n<p>Conforme Brito (2003, p. 9) \u201cO Universo vibra em diferentes frequ\u00eancias, amplitudes, dura\u00e7\u00f5es, timbres e densidades, que o ser humano percebe e identifica, conferindo-lhes sentidos e significados\u201d. Desta forma a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica em escolas passou a ser cada vez mais frequente, com o intuito de auxiliar os alunos no processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>Em diversas \u00e1reas do conhecimento, a m\u00fasica se apresenta de forma enraizada, como forma de assimila\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o de conte\u00fados que por vezes apresentam-se complexos, como \u00e9 o caso de cursinhos pr\u00e9-vestibulares em que s\u00e3o criadas par\u00f3dias, jingles e at\u00e9 mesmo novas composi\u00e7\u00f5es para que o conte\u00fado em estudo possa ser memorizado, demonstrando que cada dia mais, a m\u00fasica desempenha um importante papel na educa\u00e7\u00e3o, pois de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o ela vem ganhando for\u00e7as e garantindo a sua difundida aplicabilidade.<\/p>\n<p><strong>3 M\u00daSICA e DESENVOLVIMENTO DA CRIAN\u00c7A: uma rela\u00e7\u00e3o harmoniosa <\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 uma linguagem com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, e a atua\u00e7\u00e3o do adulto deve vir a ser no sentido de aproximar a crian\u00e7a desta linguagem. A inser\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a no mundo musical come\u00e7a antes mesmo de seu nascimento:<\/p>\n<p>O envolvimento das crian\u00e7as com o universo sonoro come\u00e7a ainda antes do nascimento, pois na fase intrauterina os beb\u00eas j\u00e1 convivem com um ambiente de sons provocados pelo corpo da m\u00e3e, como o sangue que flui nas veias, a respira\u00e7\u00e3o e a movimenta\u00e7\u00e3o dos intestinos. A voz materna tamb\u00e9m constitui material sonoro especial e refer\u00eancia afetiva para eles. (BRITO,2003, p.35)<\/p>\n<p>Neste contexto, conforme Salles e Faria:<\/p>\n<p>Dependendo da forma como o adulto atua nesse processo de reinven\u00e7\u00e3o do mundo, as crian\u00e7as podem apenas se apropriar mecanicamente das conquistas culturais da humanidade, como se tudo j\u00e1 tivesse pronto, ou podem ser autoras, redescobrindo e transformando esse mundo, \u00e0 sua maneira e de acordo com as possibilidades de seu momento de desenvolvimento, guiadas pela curiosidade e pelo desejo de aprender. (SALLES, FARIA, 2012, p. 108).<\/p>\n<p>Diferentemente de outrora, onde a crian\u00e7a era vista como uma miniatura do adulto, onde n\u00e3o havia \u201c[&#8230;] respeito \u00e0s caracter\u00edsticas e peculiaridades infantis\u201d, em que \u201ccaracterizava-se inf\u00e2ncia como um vir a ser\u201d (BRUSCATO, 2006), em nossa contemporaneidade consideram-se as crian\u00e7as como novas constru\u00e7\u00f5es socioculturais na transforma\u00e7\u00e3o do mundo, pois:<\/p>\n<p>As diversas mudan\u00e7as ocorridas nos \u00faltimos 50 anos levam-nos a observar grandes transforma\u00e7\u00f5es nos modos como \u00e0s crian\u00e7as vivem as suas inf\u00e2ncias, sendo essas entendidas como constru\u00e7\u00f5es socioculturais que diferem profundamente a partir do modo como as crian\u00e7as se inserem no mundo. (BARBOSA, HORN, 2008, p. 28).<\/p>\n<p>Desta maneira; \u00e9 mudada a posi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a de um ser que precisava de prote\u00e7\u00e3o para assumir um papel principal na constru\u00e7\u00e3o do seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Passou-se de uma concep\u00e7\u00e3o segundo a qual as crian\u00e7as eram vistas como seres em falta, incompletos, apenas a serem protegidos, para uma concep\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as como protagonistas do seu desenvolvimento, realizada por meio de uma interlocu\u00e7\u00e3o, ativa com seus pais, com os adultos que as rodeiam, com os ambientes ao qual est\u00e3o inseridas. (BARBOSA, HORN, 2008, p. 28).<\/p>\n<p>Assim, a crian\u00e7a assume uma postura ativa na sociedade em que est\u00e1 inserida, sendo a protagonista do seu desenvolvimento. Ao passo que o processo de musicaliza\u00e7\u00e3o dos beb\u00eas e crian\u00e7as come\u00e7a por meio dos sons cotidianos, apresentados pelos adultos que apresentam a m\u00fasica. \u201cAs crian\u00e7as tamb\u00e9m t\u00eam contato, desde pequenas, com diferentes express\u00f5es do mundo da dan\u00e7a em festas da cultura popular (carnaval, festas folcl\u00f3ricas, bailes), atrav\u00e9s da televis\u00e3o, do cinema e do teatro\u201d. (CHIOCHETA, REIS, 2016, p. 12)<\/p>\n<p>Pode-se dizer que o processo de musicaliza\u00e7\u00e3o dos beb\u00eas e crian\u00e7as come\u00e7a espontaneamente, de forma intuitiva, por meio do contato com toda a variedade de sons do cotidiano, incluindo a\u00ed a presen\u00e7a da m\u00fasica. Nesse sentido, as cantigas de ninar, as can\u00e7\u00f5es de roda, as parlendas e todo tipo de jogo musical t\u00eam grande import\u00e2ncia, pois \u00e9 por meio das intera\u00e7\u00f5es que se estabelecem que os beb\u00eas desenvolvam um repert\u00f3rio que lhes permitir\u00e1 comunicar-se pelos sons; os momentos de troca e comunica\u00e7\u00e3o sonoro-musicais favorecem o desenvolvimento afetivo e cognitivo, bem como a cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos fortes tanto com os adultos quanto a m\u00fasica. (CHIOCHETA, REIS, 2016, p. 11)<\/p>\n<p>A partir da\u00ed a m\u00fasica de forma l\u00fadica traz diversos desenvolvimentos na educa\u00e7\u00e3o infantil. Segundo a revista Pais&amp; Filhos (2014), h\u00e1 benef\u00edcios que a m\u00fasica proporciona \u00e0 crian\u00e7a: musicaliza\u00e7\u00e3o, express\u00e3o corporal, coordena\u00e7\u00e3o motora, foco, contato com outras culturas, criatividade, mem\u00f3ria e desenvolvimento da linguagem. Assim, a m\u00fasica tamb\u00e9m, al\u00e9m no sentido art\u00edstico, desenvolve habilidades no criativo:<\/p>\n<p>A crian\u00e7a consegue perceber os variados tipos de sons existentes no seu ambiente, desperta emo\u00e7\u00f5es podendo ser trabalhados a express\u00e3o, ritmos e os diferentes sons, habilidades n\u00e3o s\u00f3 no sentido art\u00edstico, mas tamb\u00e9m criativo estimulando a constru\u00e7\u00e3o do seu conhecimento. Assim como se utiliza da palavra ou gestos para manifestar suas ideias, ter\u00e1 como meio de express\u00e3o mais uma forte ferramenta na constru\u00e7\u00e3o de seus argumentos &#8211; a m\u00fasica. (MULLER, TAFNER, 2007, p. 102).<\/p>\n<p>Assim, s\u00e3o trabalhados as emo\u00e7\u00f5es, a express\u00e3o e o ritmo. \u201cA R\u00edtmica, sistema de educa\u00e7\u00e3o musical criado por Jaques-Dalcroze, que visa a musicaliza\u00e7\u00e3o do corpo, \u00e9 uma disciplina na qual os elementos da m\u00fasica s\u00e3o estudos atrav\u00e9s do movimento corporal\u201d. (MATEIRA, ILARI, 2011, p. 27). O ritmo envolve a quest\u00e3o do movimento. \u201cO ritmo \u00e9 trabalhado na orienta\u00e7\u00e3o temporal, que \u00e9 um dos elementos b\u00e1sicos da psicomotricidade. \u201d (MULLER, TAFNER, 2007, p. 102).<\/p>\n<p>Desenvolver o ritmo contribui, tamb\u00e9m, para a aquisi\u00e7\u00e3o do sentido r\u00edtmico, adapta\u00e7\u00e3o do ouvido a compassos e ritmos diferentes; conserva\u00e7\u00e3o de um determinado ritmo com o corpo e a voz; memoriza\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de um determinado som; identifica\u00e7\u00e3o dos tempos fortes e fracos; verbaliza\u00e7\u00e3o do ritmo mediante palavras; e promo\u00e7\u00e3o do controle dos movimentos, regularizando o gesto impulsivo e coordenando-o. (MULLER, TAFNER, 2007, p. 102).<\/p>\n<p>Perante o aqui exposto, verifica-se a import\u00e2ncia da M\u00fasica ser inserida no processo educacional, no processo de ensino e aprendizagem, visto que uma das melhores metodologias de ensino a ser utilizada vem ao encontro com o aprender de maneira prazerosa.<\/p>\n<p>3.1 A INSER\u00c7\u00c3O DA M\u00daSICA ENQUANTO AUXILIADOR DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM<\/p>\n<p>Um dos maiores problemas no tocante a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00fasica no contexto educacional, vem a ser que a mesma n\u00e3o \u00e9 utilizada como meio auxiliador de metodologias, mas surge como costumes folcl\u00f3ricos, na escola como forma\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos ou para contemplar datas comemorativas, conforme constata-se em BRASIL (2013):<\/p>\n<p>Sendo assim, a presen\u00e7a da m\u00fasica nas escolas tem, em muitos casos, sido reduzida \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de atividades pontuais, projetos complementares ou extracurriculares, destinados a apenas alguns estudantes; relegada a uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento de outras disciplinas; utilizada muitas vezes como rituais pedag\u00f3gicos de rotiniza\u00e7\u00e3o do cotidiano escolar, tais como marca\u00e7\u00e3o dos tempos de entrada, sa\u00edda, recreio, bem como das festas e comemora\u00e7\u00f5es do calend\u00e1rio escolar. (BRASIL, 2013, p. 5).<\/p>\n<p>Faz-se necess\u00e1rio destacar ainda, outro fator err\u00f4neo, tratando-se da utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, fator este, que vem a ser quando se utiliza a mesma somente para \u201cacalmar\u201d as crian\u00e7as. Esta vis\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 adequada, visto que a mesma deve vir a proporcionar a crian\u00e7a uma escuta ativa, e ao cantar o educador deve demonstrar toda a sua empolga\u00e7\u00e3o, para que as crian\u00e7as sintam prazer ao cantar, pois, se o professor n\u00e3o gosta, n\u00e3o tem o h\u00e1bito de cantar ou n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica, ele acaba desmotivando a crian\u00e7a, acaba ainda, retirando o encantamento da m\u00fasica.<\/p>\n<p>A atual educa\u00e7\u00e3o precisa de novos transformadores para facilitar e melhorar o contexto educacional em novas linguagens:<\/p>\n<p>A sociedade contempor\u00e2nea globalizada est\u00e1 organizada em rede, constituindo-se em um sistema aberto, capaz de expandir-se de maneira ilimitada integrando novos n\u00f3s que permitem a comunica\u00e7\u00e3o dentro dessa malha, ou seja, formam-se elos que compartilham os mesmos c\u00f3digos de comunica\u00e7\u00e3o. Para poder participar dessa rede, \u00e9 preciso que os atores se apropriem desses c\u00f3digos e \u00e9 nesse espa\u00e7o, na oferta de diferentes linguagens simb\u00f3licas, que reside o importante papel da institui\u00e7\u00e3o educacional na sociedade contempor\u00e2nea, a qual assim constru\u00edda, precisa de novos tipos de agentes. (BARBOSA, HORN, 2008, p. 28)<\/p>\n<p>Neste caso, os agentes transformadores s\u00e3o os professores que precisam inovar, utilizando novas linguagens simb\u00f3licas para o ensino dentro das escolas. \u201cAssim, a escola deve sair da sua fun\u00e7\u00e3o de transmissora de conhecimentos a serem acumulados para assumir a capacidade de atuar e organizar os conhecimentos em fun\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es que se levantem. \u201d (BARBOSA, HORN, 2008, p. 28).<\/p>\n<p>Diante do exposto, vale acrescentar que as escolas devem se reorganizar e perder a postura de s\u00f3 transmitir conhecimentos e reutilizar os conhecimentos para novas abordagens da educa\u00e7\u00e3o que v\u00e3o surgindo, fugindo de paradigmas. Desse modo a crian\u00e7a tamb\u00e9m pode assumir o papel de transforma\u00e7\u00e3o, guiadas pelo desejo de aprender.<\/p>\n<p>Portanto, a m\u00fasica \u00e9 inserida na cria\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos de modo cantado e dan\u00e7ado.Assim, na educa\u00e7\u00e3o infantil, a m\u00fasica traz as funcionalidades para o desenvolvimento da crian\u00e7a:<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias possibilidades para trabalhar com linguagem musical podemos destacar: est\u00edmulo ao desenvolvimento do instinto r\u00edtmico (com ordens para andar, correr, rolar, balan\u00e7ar); marca\u00e7\u00e3o da pulsa\u00e7\u00e3o com palmas e com os p\u00e9s, dramatiza\u00e7\u00f5es simples como imita\u00e7\u00e3o de animais (seus movimentos e sons); relacionamento do pulso musical \u00e0 pulsa\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, fazendo a crian\u00e7a ouvir o cora\u00e7\u00e3o do amigo, em repouso e depois de correr; apresenta\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es que sugiram movimentos de acordo com a pulsa\u00e7\u00e3o da m\u00fasica. (KREUSCH, 2014, p.02).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, pode-se dizer que por meio do ritmo, sons, movimentos, \u00e9 estimulado o desenvolvimento infantil. No modo tradicional, crian\u00e7as cantam m\u00fasicas populares, como cantigas de roda, cantos folcl\u00f3ricos e representam em forma de gestos e movimentos:<\/p>\n<p>A m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o alia-se com o brincar, a viv\u00eancia com a m\u00fasica desenvolve express\u00f5es de gestos e movimentos, o canto, a dan\u00e7a e em especial aprecia\u00e7\u00e3o musical. O que favorece o processo de socializa\u00e7\u00e3o, a aproxima\u00e7\u00e3o com o saber art\u00edstico, o lazer, prazer em interagir e experimentar, encontrar significados para suas necessidades emocionais, socioculturais, f\u00edsicas e intelectuais, a m\u00fasica favorece na respira\u00e7\u00e3o, pois quando canta a crian\u00e7a desenvolve a linguagem verbal. (KREUSCH, 2014, p.02).<\/p>\n<p>Desta forma a m\u00fasica no contexto escolar da educa\u00e7\u00e3o infantil ajuda a crian\u00e7a no seu aprendizado.Entretanto, h\u00e1 diversas representa\u00e7\u00f5es musicais na escola que favorece a socializa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e o saber art\u00edstico, que produz benef\u00edcios culturais e habituais, mas observa-se a pouca utiliza\u00e7\u00e3o de instrumentos de ensino, resgatando a origem da m\u00fasica e a utiliza\u00e7\u00e3o no planejamento escolar, ou seja, cria\u00e7\u00e3o de projetos voltados para a m\u00fasica e cultura.<\/p>\n<p>\u00c9 de conhecimento que o educador, quando de sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, vem a ter em sua grade curricular o ensino de artes, mas n\u00e3o especificamente o ensino de m\u00fasica. Segundo Iavelberg:<\/p>\n<p>As disciplinas de Arte oferecidas nos cursos de Pedagogia precisam formar o futuro profissional para saber dar aulas de arte, conhecer arte e os processos de ensino e aprendizagem. \u00c9 importante tamb\u00e9m que cada pedagogo em forma\u00e7\u00e3o inicial possa ter experi\u00eancias de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica para saber orientar os processos criativos dos alunos. Isto requer para a Arte uma carga did\u00e1tica substantiva nos cursos de Pedagogia. (IAVELBERG apud BOJUNGA, 2015, p.1)<\/p>\n<p>Diante do exposto, salienta-se que o educador, enquanto n\u00e3o especialista para o ensino espec\u00edfico de m\u00fasica, deve vir a ser um sujeito aprendiz, inserido em uma constante busca de novos conhecimentos, intuindo pr\u00e1xis pedag\u00f3gica, capaz de auxiliar e mediar o processo de ensino e aprendizagem de seus alunos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4 O ENSINO DE M\u00daSICA POR PROFESSORES N\u00c3O ESPECIALISTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para Ferraz e Fusari (1992, p. 41): \u201cO professor de arte constr\u00f3i e transforma seu trabalho nas suas pr\u00e1xis cotidianas, na s\u00edntese entre a a\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o. \u00c9 neste sentido que precisa saber arte e saber ser professor de arte; saber os conte\u00fados e os procedimentos para que o aluno deles se aproprie\u201d.<\/p>\n<p>Como apontado anteriormente, os cursos de gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia, n\u00e3o formam especialistas para o ensino de m\u00fasica, devendo ent\u00e3o o profissional buscar uma capacita\u00e7\u00e3o para tal, visto que a forma\u00e7\u00e3o de professores deve focar o desenvolvimento profissional diferenciado ao exerc\u00edcio das profiss\u00f5es, na qual haja abertura para habilidades comunicativas, cognitivas e instrumentais, pois aos cursos de forma\u00e7\u00e3o organizar espa\u00e7os e tempos para uma forma\u00e7\u00e3o plena, \u00e9 dever das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior desenvolver o comprometimento do futuro profissional com a fun\u00e7\u00e3o social de seu of\u00edcio, viabilizando assim transforma\u00e7\u00f5es reais. \u201cNa forma\u00e7\u00e3o revela-se e se pot\u00eancia o movimento real do mundo vivido, da cultura, das ci\u00eancias, das artes, na reconstru\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio comum em novas circunst\u00e2ncias e por outros atores e na amplia\u00e7\u00e3o de seus horizontes te\u00f3ricos, pr\u00e1ticos-operativos e emancipat\u00f3rios\u201d (MARQUES, 2000, p. 53)<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao exposto acima, destaca-se a Proposta de Diretrizes para a Forma\u00e7\u00e3o de Professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica em Cursos de N\u00edvel Superior (BRASIL, 2000) itens que devem estar em constante desenvolvimento como: compreens\u00e3o do papel social da escola, ao dom\u00ednio dos conte\u00fados, \u00e0 interdisciplinaridade, ao conhecimento dos processos de investiga\u00e7\u00e3o, ao gerenciamento do pr\u00f3prio desenvolvimento profissional e ao comprometimento com os valores est\u00e9ticos, pol\u00edticos e \u00e9ticos inspiradores da sociedade democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Salienta-se que, ao mencionarmos o termo Forma\u00e7\u00e3o Profissional de Professores, n\u00e3o devemos pensar unicamente no professor como um t\u00e9cnico especialista em determinada \u00e1rea, visto que, em sua pr\u00e1xis di\u00e1ria, este se depara com situa\u00e7\u00f5es que fogem de seu dom\u00ednio, devido ao fato de o mesmo tratar com seres humanos, o que, por si s\u00f3, vem a tornar-se um ato complexo. O educador envolve-se em quest\u00f5es que transpassam desde o lado psicol\u00f3gico, culturais, sociais de seus alunos. Jeandot (1993), ao falar sobre o profissional educador, aponte que:<\/p>\n<p>Al\u00e9m da compet\u00eancia t\u00e9cnica, o professor dever ser criativo. A necessidade de criar \u00e9 comum a todas as crian\u00e7as, que, ao interagirem com o mundo, constroem seu conhecimento. O educador n\u00e3o deve perder a oportunidade de aproveitar essa disposi\u00e7\u00e3o. (JEANDOT, 1993, p. 133)<\/p>\n<p>No tocante ao tema do presente estudo, deve-se ter o conhecimento de que nada melhor do que a m\u00fasica para atuar sob a media\u00e7\u00e3o e, com isso, pode-se analisar que: \u201cA m\u00fasica \u00e9 uma linguagem que traduz essas formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensa\u00e7\u00f5es, sentimentos, pensamentos por meio da organiza\u00e7\u00e3o e relacionamentos expressivos entre som e sil\u00eancio\u201d. (BRASIL, 1998, p. 45)<\/p>\n<p>Percebe-se o quanto de fato \u00e9 necess\u00e1rio exercitar na crian\u00e7a quest\u00f5es de rela\u00e7\u00e3o \u00e0s express\u00f5es comunicativas e, sobretudo, torn\u00e1-las capazes de compreender a import\u00e2ncia das sonoridades. Sendo assim, \u00e9 v\u00e1lido destacar que:<\/p>\n<p>[&#8230;] professores, compreendamos que somos capazes de fazer da m\u00fasica, arriscando-se a descobri-la, a investig\u00e1-la, a viver a experi\u00eancia sonora. Afinal, a m\u00fasica \u00e9 uma linguagem e, como tal, um meio de comunica\u00e7\u00e3o. O fundamental \u00e9 que se tenha a paix\u00e3o de aprender e ensinar m\u00fasica. (CUNHA, 2012, p.204)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de um profissional de sala de aula tem como ess\u00eancia a aprendizagem, logo, ensinar mediante o recurso m\u00fasica faz do seu trabalho ainda mais qualitativo e, sobretudo, aplicado em grandes descobertas, curiosidades e, sobretudo, o prazer que tanto se gera a cada crian\u00e7a como ao pr\u00f3prio professor. Em concord\u00e2ncia, Freire (1998, p. 09), aponta que: \u201cNingu\u00e9m educa ningu\u00e9m, como tampouco ningu\u00e9m se educa a si mesmo: os homens se educam em comunh\u00e3o, mediatizados pelo mundo&#8221;. (FREIRE, 1998, p. 09)<\/p>\n<p>Mas, como educar sem ter o conhecimento necess\u00e1rio para tal, ou seja, como educar sem ser um especialista em m\u00fasica? Neste prisma, acredita-se ser de suma import\u00e2ncia um preparo dentro da forma\u00e7\u00e3o docente, assim como no contexto de uma forma\u00e7\u00e3o continuada, isto no tocante \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados musicais, visto que um trabalho que lide com a variedade musical, possibilitar\u00e1 descobertas est\u00e9ticas, t\u00e9cnicas, perceptivas e culturais, fatores indispens\u00e1veis a serem utilizados na pr\u00e1tica docente, visando \u00e0 expans\u00e3o de conhecimentos por parte dos alunos.<\/p>\n<p>\u00c9 ver\u00eddico que qualquer professor licenciado pode vir a ministrar o ensino de m\u00fasica, mas o n\u00famero de educadores verdadeiramente capacitados para este fim torna-se \u00ednfimo, como comprovado por um estudo feito em Porto Alegre &#8211; RS, onde ficou comprovado que:<\/p>\n<p>[&#8230;] 86,2% do total de professores que atuam com m\u00fasica nas escolas possuem forma\u00e7\u00e3o em n\u00edvel superior, mas somente 60,34% deles possuem forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para atuar na \u00e1rea de artes (todos licenciados em educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica) e apenas 13,79% dos docentes informaram serem licenciados em educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica com habilita\u00e7\u00e3o em m\u00fasica. (DEL-BEN, 2006, p. 115).<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da Lei n\u00ba 11.769, sancionada no dia 18 de agosto de 2008, ficou estabelecida a obrigatoriedade do ensino de m\u00fasica nas escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Exalta-se tal Lei visto o valor dispensado a este conte\u00fado, vir de encontro ao anseio de muitos educadores que j\u00e1 a utilizavam ou a outros que passaram a utiliza &#8211; l\u00e1, assim como come\u00e7a a ser dada a import\u00e2ncia devida a esta arte como fonte auxiliadora dentro do processo de ensino e aprendizagem.<\/p>\n<p>Igualmente, ressalta-se que o preparo dentro de uma forma\u00e7\u00e3o de professores se faz de suma import\u00e2ncia, n\u00e3o devendo ser este preparo somente efetuado em breves encontros, onde somente cita-se a obrigatoriedade de tal disciplina. Faz-se necess\u00e1rio que, os discentes dos cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores, obtenham o maior n\u00famero poss\u00edvel de possibilidades e t\u00e9cnicas de utiliza\u00e7\u00e3o do ensino de m\u00fasica, que dentro dos curr\u00edculos dos cursos de forma\u00e7\u00e3o esteja contemplado n\u00e3o a obrigatoriedade, mas a import\u00e2ncia da utiliza\u00e7\u00e3o desta ferramenta, que seja demonstrado em exerc\u00edcios pr\u00e1ticos \u00e0s vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o deste recurso did\u00e1tico dentro do processo de ensino e aprendizagem, assim como demonstrado o valor que este ensino tem dentro da conquista de criticidade e na busca de novos conhecimentos por parte dos alunos.<\/p>\n<p>Para N\u00f3voa (2003, p.23) &#8220;O aprender cont\u00ednuo \u00e9 essencial e se concentra em dois pilares: a pr\u00f3pria pessoa, como agente, e a escola como lugar de crescimento profissional permanente&#8221;. Para este estudioso a forma\u00e7\u00e3o continuada se d\u00e1 de maneira coletiva e depende de experi\u00eancia, reflex\u00f5es como instrumentos de an\u00e1lise. Portanto para esse autor a forma\u00e7\u00e3o constante e continuada acontece de maneira coletiva. Por certo, o professor constr\u00f3i sua forma\u00e7\u00e3o, fortalece seu aprendizado, muda atitudes, troca experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Conforme pode ser constatado nas mais variadas m\u00eddias, a m\u00fasica atualiza-se a todo o momento, e s\u00e3o estes ritmos ou estilos de m\u00fasicas e sons que os alunos trazem como conhecimento de mundo para o interior da escola, devendo o professor saber como utilizar este conhecimento em prol de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, em prol do processo de ensino e aprendizagem. Assim como a m\u00fasica e os alunos se atualizam, igualmente o professor deve faz\u00ea-lo, construindo um aprendizado constante. Para N\u00f3voa (2003 p.23) &#8220;O aprender cont\u00ednuo \u00e9 essencial e se concentra em dois pilares: a pr\u00f3pria pessoa, como agente, e a escola como lugar de crescimento profissional permanente&#8221;. Atrav\u00e9s de uma forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, por certo, o professor construir\u00e1 sua forma\u00e7\u00e3o, fortalecendo seu aprendizado, mudando atitudes, trocando experi\u00eancias, modificando seu jeito de ser ou sua pr\u00f3pria pr\u00e1xis pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o continuada do professor deve ser um compromisso dos sistemas de ensino comprometidos com a qualidade do ensino que, nessa perspectiva, devem assegurar que sejam aptos a elaborar e a implantar novas propostas e pr\u00e1ticas de ensino para responder \u00e0s caracter\u00edsticas de seus alunos, incluindo aquelas evidenciadas pelos alunos com necessidades educacionais especiais. (PRIETO, 2006, p. 57).<\/p>\n<p>Em complemento aos dizeres do acima citado autor, aponta-se BRASIL (2005, p. 5), quando esclarece que \u201c[&#8230;] a forma\u00e7\u00e3o do educador deve ser permanente e n\u00e3o apenas pontual; forma\u00e7\u00e3o continuada n\u00e3o \u00e9 corre\u00e7\u00e3o de um curso por ventura prec\u00e1rio, mas necess\u00e1ria reflex\u00e3o permanente do professor\u201d.<\/p>\n<p>Como pode ser observado, no tocante ao ensino de m\u00fasica, n\u00e3o se afirmou em nenhum momento dentro desta pesquisa, que o professor tenha que ser necessariamente um especialista no ensino de m\u00fasica, mas aponta-se a necessidade de que esta tem\u00e1tica seja tratada dentro dos curr\u00edculos dos cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores, tanto inicial como em forma\u00e7\u00e3o continuada.<\/p>\n<p>4.1 A IMPORT\u00c2NCIA DE UM PROFESSOR MEDIADOR<\/p>\n<p>Esta pesquisa busca relatar a import\u00e2ncia do ensino de m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o infantil, por\u00e9m para que haja uma valoriza\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es infantis se torna necess\u00e1rio que o professor mediador tenha um olhar diferenciado para os desenhos, pinturas, colagens, modelagens e outras formas de express\u00f5es, auxiliando e refletindo as imagens de forma construtiva, cabendo assim ao professor estingar seus alunos a terem um di\u00e1logo interno buscando\u00a0 enriquecer o conhecimento de seus alunos pois a crian\u00e7a \u00e9 um ser que est\u00e1 sendo moldado e sua aprendizagem ser\u00e1 tida como base a vida toda.<\/p>\n<p>Como mediador do conhecimento, o professor \u00e9 essencial para incentivar o aluno pelo caminho da arte ou por outra \u00e1rea do conhecimento, oferecendo os melhores suportes, de forma que venha a somar no seu crescimento e na sua forma\u00e7\u00e3o&#8221; (SILVA, SCARABELLI E OLIVEIRA, 2010, p.102).<\/p>\n<p>Segundo Vygotsky:<\/p>\n<p>[&#8230;] na institui\u00e7\u00e3o chamada escola ensinar e aprender \u00e9 fruto de um trabalho coletivo. Aprendizes e mestre celebram o conhecimento a cada dia, quando ensinam e quando aprendem, cabe ao professor mediador organizar estrat\u00e9gia que permitam a manifesta\u00e7\u00e3o das concep\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias dos alunos (VYGOTSKY, 1984, p.18).<\/p>\n<p>Para que o professor tenha essa vis\u00e3o de mediador em sua forma\u00e7\u00e3o de docente se faz necess\u00e1rio ampliar os conhecimentos art\u00edsticos desse professor liberando o seu lado infantil e ao mesmo tempo estabelecendo um olhar mais cr\u00edtico e reflexivo sobre os desenhos e express\u00f5es de seus alunos visto que ser\u00e1 atrav\u00e9s desses que o aluno expressa a imagina\u00e7\u00e3o e criatividade, mas tamb\u00e9m se revelam na realidade. O professor dever\u00e1 ter em mente que estar\u00e1 ajudando a moldar as personalidades de seus alunos tanto no aspecto intelectual como no moral, f\u00edsico e afetivo, formando o seu aluno para a vida, como relata Lib\u00e2neo: \u201cO processo de ensino deve estimular o desejo e o gosto pelo estudo, mostrando assim a import\u00e2ncia do conhecimento para a vida e o trabalho\u201d (LIB\u00c2NEO, 1994 p.18).<\/p>\n<p>Isto remete ao contexto de que o professor mediador deve ter uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, implicando na forma que a gest\u00e3o escolar \u00e9 exercida, sendo mais coerente, deixando o espa\u00e7o dos gabinetes, e buscando o profundo conhecimento do que realmente ocorre nas salas de aula participando ativamente (LIB\u00c2NEO, 1994).<\/p>\n<p>O professor deve ser um mediador entre a crian\u00e7a e o objeto de conhecimento nas aulas de m\u00fasica, despertando a curiosidade e o interesse da crian\u00e7a tornando assim um ambiente com experi\u00eancias educativas prazerosas. Para isso ele deve proporcionar um ambiente de criatividade para a sua crian\u00e7a, com atividades l\u00fadicas e materiais diversificados que ajudem seu aluno a construir habilidades de ver o trabalho e saber dizer se o mesmo est\u00e1 bom ou em que pode ser melhorado ou reconstru\u00eddo: Quando o educador sabe intermediar os conhecimentos, ele \u00e9 capaz de incentivar a constru\u00e7\u00e3o e habilidades: do ver, do observar, do ouvir, do sentir, do imaginar e do fazer da crian\u00e7a\u201d (Ferraz; Fusari, 1999, p. 84).<\/p>\n<p>Vale ressaltar ainda, que o professor mediador dever\u00e1 ter um novo olhar sobre as produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de seu aluno tais como os desenhos, pinturas, colagens e recortes, cer\u00e2micas e qualquer outra express\u00e3o art\u00edstica apropriando se desse universo de imagens, auxiliando o seu aluno na constru\u00e7\u00e3o de uma reflex\u00e3o que seja mais cr\u00edtica e construtiva ao mesmo tempo. Conforme aponta Perenoud:<\/p>\n<p>[&#8230;] ser mediador entre o aprendiz e o conhecimento \u00e9 torn\u00e1-lo san\u00e1vel no sentido de ajudar na mobiliza\u00e7\u00e3o da aprendizagem cultural atrav\u00e9s da arte, \u00e9 encontrar essas brechas de acesso, tangenciando assim os desejos, os interesses e as necessidades das crian\u00e7as \u201cantenadas\u201d aos saberes, aos sentimentos e as informa\u00e7\u00f5es que elas trazem consigo (PERRENOUD, 1993, p. 20).<\/p>\n<p>De acordo com as pesquisas realizadas para a sustenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica deste estudo cient\u00edfico, ressalta-se que historicamente, a musicaliza\u00e7\u00e3o enquanto recurso mediador da aprendizagem em contexto educacional \u00e9 muito importante para que as crian\u00e7as tenham a oportunidade de vivenciar novas experi\u00eancias\u00a0 e possibilite a constru\u00e7\u00e3o do saber, mesmo o ensino de m\u00fasica ter sido\u00a0 visto em grande parte da hist\u00f3ria como hora de lazer e\u00a0 sendo ministradas apenas com cantigas de distra\u00e7\u00e3o sem direcionamentos no qual o aluno faria o que tivesse vontade no passado essa atitude n\u00e3o mais se encaixa na sociedade atual onde \u00a0\u00e0 democratiza\u00e7\u00e3o do processo educacional prop\u00f5e um ensino de qualidade, amparado por documentos como o pr\u00f3prio referencial curricular nacional.<\/p>\n<p>Deste pressuposto, afirmar-se que o ensino de m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o necessita de um professor mediador que seja capaz de aprender, apreciar e valorizar as produ\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, criando assim alunos cr\u00edticos e capazes de desenvolver as suas habilidades em uma sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Perante a pesquisa bibliogr\u00e1fica efetuada para o presente estudo, constatou-se que o curso de gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia, n\u00e3o forma um especialista para o ensino de m\u00fasica, mas a \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o vem abranger uma variedade de conte\u00fados de maneira te\u00f3rica. Sendo assim, depois de formado o profissional quando adentra em uma sala de aula, n\u00e3o estar\u00e1 especializado para tal ensino.<\/p>\n<p>Conforme apontado por estudiosos, somos todos seres inacabados, em uma permanente procura, inseridos em uma permanente constru\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos significativos, sendo que neste contexto aponta-se a necessidade de que o professor esteja inserido em uma permanente forma\u00e7\u00e3o, em uma forma\u00e7\u00e3o continuada, para que venha a adquirir as habilidades e compet\u00eancias necess\u00e1rias, n\u00e3o como um especialista, mas como um mediador facilitador no processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>O processo de ensino e aprendizagem vem a transformar-se significante, quando \u00e9 aplicado de maneira prazerosa, n\u00e3o sendo diferente com o ensino de m\u00fasica. Ao tratar-se desta modalidade de ensino, utilizando-se a ludicidade como ferramenta metodol\u00f3gica, o aluno sentir\u00e1 prazer em aprender, sentir\u00e1 vontade de estar em uma sala de aula e desta maneira o educador poder\u00e1 trabalhar de maneira interdisciplinar.<\/p>\n<p>Afirma-se que a escola ao longo dos anos mudou, n\u00e3o cabendo mais a utiliza\u00e7\u00e3o de um ensino tradicional, no qual o aluno \u00e9 considerado apenas como uma conta banc\u00e1ria, apenas recebendo os ensinamentos transmitidos. Em nossa contemporaneidade, a din\u00e2mica e intera\u00e7\u00e3o entre os alunos e professores tamb\u00e9m fazem parte desse progresso. A pedagogia evoluiu como forma de eliminar o obsoleto e ultrapassado dando lugar ao compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos, por meio da intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A M\u00fasica faz parte da vida da crian\u00e7a, antes mesmo deste nascer, em sua fase intrauterina. \u00c9 importante que o educador utilize este aprendizado de mundo, pois proporcionar\u00e1 uma maior gama de saberes e informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Compreende-se que a m\u00fasica ocupa seu espa\u00e7o como sendo uma ferramenta muito importante na dissemina\u00e7\u00e3o do conhecimento, por\u00e9m sozinha n\u00e3o serve, \u00e9 preciso que o professor adquira a capacidade, aproprie dentro de forma\u00e7\u00f5es continuadas, das diversas linhas pedag\u00f3gicas metodol\u00f3gicas, para que a crian\u00e7a possa se apropriar dos conte\u00fados apresentados, preparando-as para o futuro, e motivando interagir e aprender cada vez mais.<\/p>\n<p>Compreende-se que a m\u00fasica tem como finalidade propiciar o desenvolvimento de habilidades relacionadas \u00e0 linguagem oral e escrita por ser de f\u00e1cil entendimento, proporcionando reflex\u00f5es por meio das m\u00fasicas com rimas, cantigas de roda, brincadeiras e jogos musicais. Essa diversidade de ritmos e g\u00eaneros amplia as potencialidades de aprendizagem por meio das repeti\u00e7\u00f5es presentes e facilita o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o e letramento na educa\u00e7\u00e3o infantil, ampliando o vocabul\u00e1rio da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Igualmente compreende-se que a m\u00fasica se apresenta como elemento fundamental para o desenvolvimento da identidade da crian\u00e7a, pois se expressa de forma ampla na autonomia do indiv\u00edduo, trabalhando a imagina\u00e7\u00e3o, criatividade, capacidade de concentra\u00e7\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o de dados, experimenta\u00e7\u00e3o de regras e papeis sociais, desenvolvendo a express\u00e3o, o equil\u00edbrio, a autoestima, autoconhecimento e integra\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Portanto, conclui-se que a musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 importante no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o e letramento infantil, a m\u00fasica contribui na aprendizagem e desenvolvimento da crian\u00e7a como um todo. Nesse sentido essa pr\u00e1tica pedag\u00f3gica \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para o desenvolvimento de outras habilidades que ser\u00e3o objeto de trabalhos futuros. Contudo ainda se encontra a necessidade de uma especializa\u00e7\u00e3o dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o para que utilizem a m\u00fasica de forma concreta, conhecendo suas propriedades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>REFER\u00caNCIAS<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<p>BARBOSA, Maria Carmen Silveira. HORN, Maria da Gra\u00e7a Souza. Projetos Pedag\u00f3gicos na Educa\u00e7\u00e3o Infantil. 2008. Porto Alegre: Grupo A, 2008.<\/p>\n<p><em>BOJUNGA, Sylvia. <\/em><em>Ensino da Arte: pedagogo ou especialista? <\/em><em>Boletim Arte na Escola, 75\u00aa edi\u00e7\u00e3o, mar\u00e7o\/abril, 2015. 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Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/1280\/000557639.pdf?sequence=1\">https:\/\/www.lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/1280\/000557639.pdf?sequence=1<\/a>. Acesso em 17\/07\/2018.<\/p>\n<p>ELMERICH, Lu\u00eds. <strong>Hist\u00f3ria da m\u00fasica. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Editora Fermata do Brasil, 1977.<\/p>\n<p>FARIA, M\u00e1rcia Nunes. <strong>A m\u00fasica, fator importante na aprendizagem. <\/strong>Assis Chateaubriand\u2013PR, 2001. Monografia (Especializa\u00e7\u00e3o em Psicopedagogia) \u2013 Centro T\u00e9cnico \u2013 Educacional Superior do Oeste Paranaense CTESOP\/CAEDRHS, Assis chateaubriand, PR., 2001.<\/p>\n<p>FERRAZ, Maria F. R. e FUSARI, Maria H.C.T. <strong>Arte na Educa\u00e7\u00e3o Escolar. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Cortez, 1992.<\/p>\n<p>_____.<strong>Metodologia do Ensino de Arte<\/strong>. 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Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Administra\u00e7\u00e3o de Unidades Educativas, atuando principalmente nos seguintes temas: Conta\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3rias, Brinquedos Cantados, Forma\u00e7\u00e3o de Professores, Literatura infantil Juvenil e Dan\u00e7as Circulares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo A m\u00fasica foi criada a tempos remotos e desde ent\u00e3o sofreu diversas modifica\u00e7\u00f5es culturais e sociais, afetando o ser humano em suas emo\u00e7\u00f5es e sentimentos. Este trabalho objetiva analisar teoricamente como o professor n\u00e3o especializado pode vir a proporcionar os benef\u00edcios da m\u00fasica para o desenvolvimento infantil, visto que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":477,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[55,60,66],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/476"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=476"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/476\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media\/477"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}