{"id":454,"date":"2019-06-25T15:11:48","date_gmt":"2019-06-25T18:11:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=454"},"modified":"2019-06-25T15:11:48","modified_gmt":"2019-06-25T18:11:48","slug":"musicalizacao-a-importancia-da-musicalizacao-no-aprendizado-escolar-das-series-iniciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/musicalizacao-a-importancia-da-musicalizacao-no-aprendizado-escolar-das-series-iniciais\/","title":{"rendered":"Musicaliza\u00e7\u00e3o: A import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o no aprendizado escolar das s\u00e9ries iniciais"},"content":{"rendered":"<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>Este trabalho apresentar\u00e1 uma pesquisa sobre a import\u00e2ncia da m\u00fasica na sala de aula, um breve hist\u00f3rico sobre a trajet\u00f3ria da m\u00fasica antes e ap\u00f3s a vinda da mesma para o Brasil, mostrando seu desenvolvimento e desafios perante as leis criadas, as lutas dos educadores no decorrer dos anos comprovando as melhorias do desenvolvimento em cada fase do aprendizado infantil, e as mudan\u00e7as no curr\u00edculo escolar. Mostrar\u00e1 tamb\u00e9m a falta de profissionais na educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, na educa\u00e7\u00e3o musical e musicaliza\u00e7\u00e3o. Esta pesquisa foi escrita mediante informa\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas e pesquisa de campo realizada nas escolas do munic\u00edpio de Uruar\u00e1 como entrevista relatando a import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o na vida pessoal e escolar da crian\u00e7a e os desafios enfrentados dentro de cada realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Palavras chave: musicaliza\u00e7\u00e3o, desenvolvimento infantil e curr\u00edculo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Todo trabalho relatado foi baseado em pesquisas bibliogr\u00e1ficas e pesquisas de campos em forma de entrevista,que conta em seu primeiro cap\u00edtulo a hist\u00f3ria da m\u00fasica na escola, sua chegada ao Brasil e de que forma vem se desenvolvendo at\u00e9 os dias de hoje. A partir da\u00ed, algumas quest\u00f5es foram esclarecidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 musicaliza\u00e7\u00e3o, o seu papel na educa\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento de uma crian\u00e7a em v\u00e1rios sentidos e fases, observando que atrav\u00e9s de estudos e pesquisas pode-se perceber que \u00e9 de nossa natureza aprender a distinguir sons desde a barriga da m\u00e3e, ou quando o beb\u00ea aprende diferenciar a voz dos familiares, observar os diferentes sons da natureza ou at\u00e9 mesmo fazer barulho com objetos.<\/p>\n<p>Neste sentido, ser\u00e1 apresentado nos pr\u00f3ximos cap\u00edtulos as dificuldades e desafios da obrigatoriedade da musicaliza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o musical no curr\u00edculo escolar desenvolvido no Brasil durante anos tornando-se obrigat\u00f3ria como disciplina de Artes deixando alguns questionamentos para serem discutidos em outro momento. (CARVALHO 2005)<\/p>\n<p>\u00c9 relatado tamb\u00e9m nas considera\u00e7\u00f5es finais deste trabalho,a import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o no aprendizado escolar, suas fases na inf\u00e2ncia e toda a sua capacidade de extrair a melhor qualidade de aprendizado das crian\u00e7as em todos os sentidos, e por consequ\u00eancia trazendo grandes benef\u00edcios para seu aprendizado pessoal, aprendendo os valores morais. (BR\u00c9SCIA 2003).<\/p>\n<p>Concluindo assim com as seguintes indaga\u00e7\u00f5es\u00a0: quais benef\u00edcios a m\u00fasica pode proporcionar no aprendizado diante o ensino-aprendizado e socializa\u00e7\u00e3o? Que incentivos e valores podem trazer? Que a\u00e7\u00f5es a m\u00fasica exerce para na psique e na coordena\u00e7\u00e3o motora da crian\u00e7a?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> RETROSPECTIVA DA EDUCA\u00c7\u00c3O MUSICAL NAS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>ESCOLAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica vem do grego <em>mousik\u00e9<\/em> e designava a \u201carte das musas\u201d fundindo-se em uma s\u00f3 a dan\u00e7a e a poesia. Desde a inf\u00e2ncia, os gregos aprendiam que a m\u00fasica era a forma\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter, um meio de educar e civilizar, era uma forma de trabalhar o esp\u00edrito purificando-o, buscando equil\u00edbrio, preparando os alunos n\u00e3o apenas nos livros, mas na experi\u00eancia de vida como cidad\u00e3os para participar e usufruir dos benef\u00edcios da sociedade. Uma pessoa educada por meio da m\u00fasica tendo o sentido de ritmo e harmonia tem facilidade e sensibilidade de sentir dentro de si a satisfa\u00e7\u00e3o pelo belo e de rejei\u00e7\u00e3o pelo feio. Assim ela foi sendo reconhecida e surgiram as primeiras preocupa\u00e7\u00f5es com a pedagogia da m\u00fasica tornando-a uma disciplina escolar.<\/p>\n<p>Pouco a pouco a m\u00fasica foi sendo considerada como um incentivo a intelig\u00eancia cultivando as artes liberais, o desenho, a escrita, a matem\u00e1tica e claro o canto em um grupo de coro ou tocando pelo menos um instrumento musical.<\/p>\n<p>Segundo LOUREIRO, na Gr\u00e9cia se desenvolveu um elemento chamado: racioc\u00ednio matem\u00e1tico, onde as disciplinas por serem ensinadas com m\u00fasica tornaram-se mais atraentes e agrad\u00e1veis. Segundo o matem\u00e1tico Pit\u00e1goras, o primeiro a organizar o som de uma escala musical por meio de fra\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas com a ajuda de um monoc\u00f3rdio, a m\u00fasica e a matem\u00e1tica eram uma s\u00f3, e era considerada fonte de sabedoria.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o ensino de m\u00fasica funcionava de acordo com a idade das crian\u00e7as. Dos 7 aos 14 anos,os conte\u00fados previam gin\u00e1stica e principalmente m\u00fasica para a qual era destinada a maior parte do tempo, desenvolvendo conhecimentos de poesia, hist\u00f3ria, drama, orat\u00f3ria, ci\u00eancia, princ\u00edpios de som, grafia e as leis que regem a constru\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica e r\u00edtmica.<\/p>\n<p>Pouco antes dos 20 anos at\u00e9 os 30 anos de idade iniciava-se o segundo n\u00edvel,o do conhecimento musical.Era mais te\u00f3rico e entendido como estudo do <em>ethos<\/em> musical. Com mais 5 anos de estudos se conclu\u00eda o terceiro n\u00edvel na educa\u00e7\u00e3o musical levando o aluno ao estudo da dial\u00e9tica, que s\u00f3 estudavam aqueles que fossem mais capazes para uma educa\u00e7\u00e3o mais apurada e os demais,sem essa aptid\u00e3o, seriam militares.<\/p>\n<p>Com a invas\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano em Gr\u00e9cia notou-se a forma\u00e7\u00e3o dos soldados romanos, que eram educados para serem duros, r\u00edgidos, disciplinados e severos,e dos homens gregos de\u00a0serem sens\u00edveis e de se deixarem levar pela emo\u00e7\u00e3o, tudo isso foram sendo alterados. Os ideais e prop\u00f3sitos do povo romano restringiam-se \u00e0 conquista do mundo e ao dom\u00ednio dos povos conquistados. Assim, sob a influ\u00eancia grega, as artes e as letras come\u00e7aram a despertar em Roma. Com o tempo a educa\u00e7\u00e3o musical vai ganhando espa\u00e7o entre os romanos, sendo estudada como um saber cient\u00edfico, valorizando seu aspecto te\u00f3rico. (LOUREIRO, 2010).<\/p>\n<p>Sob essa influenciada Igreja Cat\u00f3lica inseriu o ensino da m\u00fasica como disciplina no dom\u00ednio das ci\u00eancias matem\u00e1ticas fundando capelas, col\u00e9gios, bibliotecas, entre outros, estimulando a forma\u00e7\u00e3o de cantores, compositores e music\u00f3logos, porque acreditava que a m\u00fasica fosse capaz de exercer forte influ\u00eancia sobre os homens. Dessa forma, as can\u00e7\u00f5es assumem o car\u00e1ter de ora\u00e7\u00e3o cantada, s\u00edmbolo da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>A escola Normal criada em 1835, foi fundida ao Liceu Provincial em 1847 que visa \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de professores para o ensino inicial e m\u00e9dio, com o curr\u00edculo simples, mas enriquecido com a inclus\u00e3o de novas disciplinas, entre elas a m\u00fasica. (LOUREIRO, 2010).<\/p>\n<p>A m\u00fasica tinha um papel importante na organiza\u00e7\u00e3o escolar, e desde ent\u00e3o, \u00a0observava-se problemas em rela\u00e7\u00e3o ao professor, a forma com que eles conduziam o ensino da m\u00fasica era muito pobre e por fim eram criticados. Segundo (Gazeta Musical1891, 1892, 1893, apud Fuks 1991a, p. 29) os professores mais antigos n\u00e3o sabiam m\u00fasica e os mais novos n\u00e3o davam import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em 1841 a classe dominante fez com que fosse fundado o Conservat\u00f3rio Musical do Rio de Janeiro, a primeira do Brasil, hoje chamada Escola de M\u00fasica da Universidade Federal do Rio de Janeiro,fundada por Francisco Manoel da Silva.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XIX termina com mudan\u00e7as tanto nos planos culturais, sociais, pol\u00edticos e econ\u00f4micos, culminando com a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, apontando o in\u00edcio de uma nova fase no ensino das artes at\u00e9 ent\u00e3o influenciada pela Europa.<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro era a capital do pa\u00eds, um dos principais focos do ensino musical para o Brasil. A educa\u00e7\u00e3o musical no s\u00e9culo XIX, segundo Freire (1996, pp. 187-201), apresenta duas formas de ensino principais: a formal, praticado dentro do contexto escolar para o desempenho de fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como atuar na igreja e no teatro e a informal praticada fora do contexto escolar como sal\u00f5es e salas da sociedade carioca da \u00e9poca.<\/p>\n<p>E novamente o ensino da m\u00fasica sofre mudan\u00e7as no in\u00edcio do s\u00e9culo XX e m\u00fasicos e pedagogos Edgar Willems (1890-1978), Jacques Dalcroze (1865-1950), entre outros, elaboram propostas para o ensino de m\u00fasica, como uma alternativa para a escolariza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as vindas de classes sociais mais humildes. E esse movimento se intensifica gra\u00e7as as mudan\u00e7as no plano pol\u00edtico, social e econ\u00f4mico que culminam com a Revolu\u00e7\u00e3o de 30. (LOUREIRO, 2010).<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Gomes J\u00fanior introduz um novo modelo para o ensino de m\u00fasica, que \u00e9 apresentada no livro <em>O ensino da m\u00fasica pelo m\u00e9thodo analytico<\/em>, publicado em 1915 em parceria com Carlos A. Gomes Cardim. Destaca o canto coletivo, com v\u00e1rias vozes, com ou sem acompanhamento de instrumentos musicais e focando na forma\u00e7\u00e3o da cidadania e na constru\u00e7\u00e3o da nacionalidade. Surge ent\u00e3o, Heitor Villa-Lobos o qual tem ra\u00edzes na tradi\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica, que praticava o canto orfe\u00f4nico em todas as escolas do pa\u00eds. Sua proposta era veiculada por Gomes J\u00fanior que criam em uma nova forma de ver a m\u00fasica na escola que se inicia na Primeira Rep\u00fablica e atinge seu ponto alto no Estado Novo.<\/p>\n<p>A partir da Revolu\u00e7\u00e3o de 30, o ensino da m\u00fasica cresce com grande import\u00e2ncia nas escolas, sendo considerado um dos principais meios de exalta\u00e7\u00e3o da nacionalidade, determinando sua difus\u00e3o por todo o pa\u00eds. Nesse mesmo per\u00edodo o ensino da m\u00fasica se intensificava cada vez mais com o auxilio de tr\u00eas m\u00fasicos-educadores modernistas Heitor Villa-Lobos, Liddy Chiaffarelli Mignone e Ant\u00f4nio S\u00e1 Pereira, os mesmos introduziram dois m\u00e9todos a serem desenvolvidas no ensino da m\u00fasica em institui\u00e7\u00f5es diferentes\u00a0: o canto orfe\u00f4nico e a inicia\u00e7\u00e3o musical, o ponto em comum \u00e9 a exacerba\u00e7\u00e3o nacionalista, ambas apresentam um repert\u00f3rio musical nacionalista com liga\u00e7\u00e3o ao momento pol\u00edtico do pa\u00eds, havendo a preocupa\u00e7\u00e3o em atender \u00e0s diferen\u00e7as individuais dos alunos no processo de musicaliza\u00e7\u00e3o. (LOUREIRO, 2010).<\/p>\n<p>Com a ajuda do governo Get\u00falio Vargas, Villa-Lobos dedicou-se as pesquisas sobre a educa\u00e7\u00e3o c\u00edvico-musical, avaliando sempre os melhores m\u00e9todos para serem aplicados \u00e0s crian\u00e7as brasileiras nas escolas prim\u00e1rias e normais nas massas urbanas. No entanto, Get\u00falio Vargas assinou um decreto n\u00ba 18.890, de 18 de abril de 1932, considerando o canto orfe\u00f4nico obrigat\u00f3rio nas escolas p\u00fablicas do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, foi criado o Curso de Pedagogia de M\u00fasica e Canto Orfe\u00f4nico e o Orfe\u00e3o dos Professores do Distrito Federal para facilitar o educador do magist\u00e9rio p\u00fablico a pr\u00e1tica da teoria musical e a t\u00e9cnica dos processos orfe\u00f4nicos que depois foram colocados em pr\u00e1tica nas escolas sociais. Os alunos realizavam verdadeiros espet\u00e1culos corais apresentando e marcando todos os feriados nacionais.<\/p>\n<p>Em 1936, Villa-Lobos participa de um congresso de educa\u00e7\u00e3o musical e art\u00edstica do Rio de Janeiro expondo numa confer\u00eancia seu trabalho e diz num dos trechos de sua fala\u00a0:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nenhuma arte exerce sobre as massas uma influ\u00eancia t\u00e3o grande quanto a m\u00fasica. Ela \u00e9\u00a0 capaz de tocar os esp\u00edritos menos desenvolvidos, at\u00e9 mesmo os animais. Ao mesmo tempo, nenhuma arte leva \u00e0s massas mais subst\u00e2ncias. Tantas belas composi\u00e7\u00f5es corais, profanas ou lit\u00fargicas, t\u00eam somente esta origem \u2013 o povo. Loureiro (apud Schwartzman et al. 2000, p. 108).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto de Villa-Lobos n\u00e3o foi o \u00fanico. Outros projetos foram apresentados na \u00e9poca. Segundo Loureiro, a constitui\u00e7\u00e3o de 1937, o governo, afim de favorecer a divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira, adota uma s\u00e9rie de medidas como a cria\u00e7\u00e3o de Escolas de M\u00fasica, Conservat\u00f3rios, Universidades, dando import\u00e2ncia \u00e0 m\u00fasica e visando a forma\u00e7\u00e3o dos professores para o ensino do canto orfe\u00f4nico nos n\u00edveis prim\u00e1rio e secund\u00e1rio, promovendo a grava\u00e7\u00e3o de discos do hin\u00e1rio nacional e de m\u00fasicas patri\u00f3ticas e populares.<\/p>\n<p>Nesse projeto, havia a necessidade de formar novos professores com urg\u00eancia deixando de lado a qualidade dos profissionais. Nesse contexto, a pedido da Sema (Superintend\u00eancia de Educa\u00e7\u00e3o Musical e art\u00edstica), foram criados \u00f3rg\u00e3os filiados para a implanta\u00e7\u00e3o do projeto em todo o pa\u00eds. Mesmo assim, n\u00e3o havia professores suficientes para atender a demanda das escolas p\u00fablicas. Contudo, a Sema criou cursos r\u00e1pidos de pedagogia da m\u00fasica e de canto orfe\u00f4nico, com dura\u00e7\u00e3o de um m\u00eas.<\/p>\n<p>De acordo com LOUREIRO (Funks 1994a, p. 173),<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estes professores, forjados em somente um m\u00eas de aulas, tinham que continuar a ser orientados durante toda a sua pr\u00e1tica pedag\u00f3gica. Estabeleceu-se, ent\u00e3o, entre os professores de m\u00fasica e o Sema uma rela\u00e7\u00e3o-pedag\u00f3gico-realimentadora e fiscalizadora. Objetivava-se fazer com que toda a escola p\u00fablica participasse cantando das gigantescas concentra\u00e7\u00f5es orfe\u00f4nicas que ocorriam na \u00e9poca. O Sema, por interm\u00e9dio desta a\u00e7\u00e3o centralizadora que priorizava a disciplina e o civismo, passaria a controlar o fazer musical da escola p\u00fablica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de tantos projetos sendo aplicados, a educa\u00e7\u00e3o musical encontrou muitas dificuldades como a vinda dos professores ao Rio de Janeiro para os cursos,\u00a0 a sa\u00edda de Villa-Lobos da dire\u00e7\u00e3o do Sema, em 1944, e com a queda de Vargas, o fim do Estado Novo, em 1945, aos poucos essa pr\u00e1tica foi sendo podada. Segundo Loureiro, na vis\u00e3o de Fuks (1991b, p. 124), o curso de m\u00fasica aos professores foi se tornando relapsa e consequentemente diminuindo a qualidade de ensino.<\/p>\n<p>Mesmo com o desaparecimento do canto escolar, criou-se a Comiss\u00e3o Consultiva Musical, cujo objetivo era manter o bom n\u00edvel pedag\u00f3gico-musical dando sinais de moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com LOUREIRO (apud Fuks 1991b, p. 124),<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8230;pouco a pouco as escolas, principalmente as escolas p\u00fablicas, foram calando o seu canto. Mas este sil\u00eancio musical tamb\u00e9m expressava o t\u00e9rmino do modernismo, de cuja efervesc\u00eancia viera o brilho que a educa\u00e7\u00e3o musical dos ano 30 e parte dos 40 tivera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos da d\u00e9cada de 40,com o fim da ditadura Vargas,vem\u00a0 o t\u00e9rmino do movimento modernista e junto a educa\u00e7\u00e3o musical. Surge ent\u00e3o um novo movimento das artes, o da criatividade e consequentemente uma nova forma de ensinar m\u00fasica, desenvolvida por Ant\u00f4nio S\u00e1 Pereira e Liddy Chiaffarelli Mignome, baseada no novo, na cria\u00e7\u00e3o, no experimentar, que aos poucos foi tomando espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Para o ensino de m\u00fasica, seria introduzida uma nova metodologia baseada num ensino intuitivo e ativo, com \u00eanfase no aluno, encontradas nas ci\u00eancias que explicam o comportamento e o processo de aprendizagem humanos. Assim, a m\u00fasica cede lugar aos sentimentos, buscando a liberdade.<\/p>\n<p>Segundo LOUREIRO (apud Fuks 1991b, p. 135),<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas internas, passaria por um processo de metarmorfose que faria absorver este novo que (&#8230;) ser\u00e1 fortemente marcado pela id\u00e9ia da criatividade. Dentro desta atmosfera de mudan\u00e7as, os educadores de inicia\u00e7\u00e3o musical voltar-se-iam para uma procura de formas de musicaliza\u00e7\u00e3o mais coerentes com as transforma\u00e7\u00f5es por que estavam passando o Brasil e o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pode-se afirmar que a educa\u00e7\u00e3o musical no Brasil buscava uma amplia\u00e7\u00e3o no seu espa\u00e7o. O movimento art\u00edstico representou at\u00e9 os anos 60 uma nova ideia est\u00e9tica, rompendo com o tradicional. Mas na d\u00e9cada de 70, o ensino da m\u00fasica sofre novas consequ\u00eancias com o processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o no inicio da queda do Estado Novo. Em 1971, o governo cria uma nova lei de ensino (lei n\u00ba 5.692\/71), para uma nova organiza\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o escolar. As aulas de m\u00fasica passam a integrar junto com as artes pl\u00e1sticas e o teatro, na disciplina educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Desde ent\u00e3o, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, a forma\u00e7\u00e3o musical voltou a se dar quase que exclusivamente nas escolas especializadas \u2013 escolas livres de m\u00fasica, conservat\u00f3rios,cursos t\u00e9cnicos e superiores, nas modalidades licenciatura e bacharelado \u2013 permanecendo apenas em algumas escolas p\u00fablicas e privadas de educa\u00e7\u00e3o infantil, n\u00edvel fundamental e m\u00e9dio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o musical das escolas no Brasil e <\/strong><\/p>\n<p><strong>seus desafios <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Arte\/Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 epistemologia da arte. \u00c9 a ci\u00eancia do ensino de arte. Dessa forma a Arte\/Educa\u00e7\u00e3o tem se mostrado um campo amplo de conhecimento em que durante sua trajet\u00f3ria vem apresentando diferentes estudos, pesquisa cient\u00edfica na \u00e1rea da arte com diversos tipos de atua\u00e7\u00e3o, PEREIRA (2011).<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos o ensino de m\u00fasica vem se ausentando do curr\u00edculo escolar brasileiro o qual come\u00e7a a perder identidade como disciplina. A educa\u00e7\u00e3o musical \u00e9 entendida como ci\u00eancia ou \u00e1rea de conhecimento. Ao longo dos anos a pr\u00e1tica de educa\u00e7\u00e3o musical tem sido fundamentada com os seguintes valores: sociais, est\u00e9ticos, multicultural, psicol\u00f3gico e tradicional. H\u00e1 diferentes pr\u00e1ticas e propostas espalhadas pelo pa\u00eds com a inten\u00e7\u00e3o de amenizar as necessidades pedag\u00f3gicas musicais. S\u00e3o muitos os problemas enfrentados na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o musical dentre eles a de sistematiza\u00e7\u00e3o do ensino de m\u00fasica nas escolas e a falta de conhecimento do valor da educa\u00e7\u00e3o musical como disciplina.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 educa\u00e7\u00e3o musical dentre a sociedade brasileira em pleno desenvolvimento sociocultural e desenvolvimento acelerado da tecnologia, surge \u00e0 necessidade de faz\u00ea-la interagir com este mundo globalizado prevenindo o decl\u00ednio de sua import\u00e2ncia social.<\/p>\n<p>A arte tem sua import\u00e2ncia devida ser um instrumento de desenvolvimento da personalidade e da criatividade, o que \u00e9 um meio de educa\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel e deve ser considerado da mesma forma que outras \u00e1reas de conhecimento como matem\u00e1tica, hist\u00f3ria, etc.<\/p>\n<p>Verifica-se que, a profiss\u00e3o art\u00edstica tr\u00e1s muitos benef\u00edcios, para todos em qualquer idade ou contexto, da conviv\u00eancia com as artes e a psicologia da m\u00fasica.\u00a0Da\u00ed surge \u00e0 necessidade de definir os n\u00edveis de idade do ensino musical, uma vez que a responsabilidade mais espec\u00edfica reside nos Educadores Musicais. Na d\u00e9cada de 70 surgem os primeiros cursos superiores de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica no Brasil.A Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o n\u00ba 5.692\/71 instituiu a Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica como atividade educativa e a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de cursos de gradua\u00e7\u00e3o para forma\u00e7\u00e3o do professor polivalente, em apenas dois anos e seja \u201ccapaz de lecionar m\u00fasica,teatro, artes visuais, desenho, dan\u00e7a e desenho geom\u00e9trico, tudo ao mesmo tempo, sem nenhuma garantia de conhecimento profundo em algumas das mat\u00e9rias da primeira a oitava s\u00e9rie e, em alguns casos, at\u00e9 o segundo grau\u201d, COSTA (2011).<\/p>\n<p>Quando se discute \u201c<em>Educa\u00e7\u00e3o Musical\u201d,\u00a0<\/em>\u00e9 importante lembrar as Licenciaturas, previstos pela Lei n\u00ba 9394\/96, nos remete \u00e0s Universidades brasileiras e aos Cursos atualmente oferecidos. O que se vem buscando, em encontros(Encontros\u00a0regionais e nacionais da ABEM\u00a0 &#8211;\u00a0 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Musical.) \u00e9 o resgate da especificidade e a qualidade da forma\u00e7\u00e3o musical. Como exemplo, o Curso de Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o Musical, esse curso, como tantos outros no Brasil, visa a forma\u00e7\u00e3o do professor de m\u00fasica para o ensino fundamental e m\u00e9dio, capacitando tamb\u00e9m Professores- Regentes de bandas e corais, que atuam em escolas, em empresas e igrejas, bem como Professores de instrumentos musicais e canto que trabalham em escolas espec\u00edficas de m\u00fasica (p\u00fablicas e privadas).<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi citado no primeiro cap\u00edtulo o ensino da m\u00fasica j\u00e1 existia no Brasil desde a vinda dos Jesu\u00edtas por volta de 1549, mas s\u00f3 na d\u00e9cada de 30 do s\u00e9culo passado que foram criadas as primeiras escolas especializadas em arte para crian\u00e7as e adolescentes. Logo, na d\u00e9cada de 40 o estado pol\u00edtico ditatorial implantou a pedagogiza\u00e7\u00e3o da arte na escola e logo d\u00e1 in\u00edcio a utiliza\u00e7\u00e3o instrumental da arte na escola para treinar a vis\u00e3o e liberar as emo\u00e7\u00f5es fazendo com as express\u00f5es das crian\u00e7as se manifestassem espontaneamente. Mas em 1964, com in\u00edcio da ditadura militar, os professores foram perseguidos e as escolas foram fechando as portas, BARBOSA (2003).<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 uma pr\u00e1tica social, pois nela est\u00e3o inseridos os valores e significados atribu\u00eddos aos indiv\u00edduos e \u00e0 sociedade que dela se ocupam (LOUREIRO)<\/p>\n<p>Segundo Loureiro (apud FONTERRADA 1994, p. 41),<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O aprendizado da m\u00fasica envolve a constitui\u00e7\u00e3o do sujeito musical, a partir da constitui\u00e7\u00e3o da linguagem da m\u00fasica. O uso dessa linguagem ir\u00e1 transformar esse sujeito, tanto no que se refere a seus modos de perceber, suas formas de a\u00e7\u00e3o e pensamento, quanto em seus aspectos subjetivos. Em consequ\u00eancia, transformar\u00e1 tamb\u00e9m o mundo deste sujeito, que adquira novos sentidos e significados, modificando tamb\u00e9m a pr\u00f3pria linguagem musical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Loureiro destaca (apud Koellreutter, 1990, p. 6) que a educa\u00e7\u00e3o musical nos atrai para uma revis\u00e3o de valores, ideias, metodologias e pr\u00e1ticas de ensino musical no momento da contemporaneidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somente o ensino da m\u00fasica como arte ambiental e socialmente funcional [&#8230;] contribuir\u00e1 para a conscientiza\u00e7\u00e3o do homem brasileiro e para o desenvolvimento da popula\u00e7\u00e3o. [&#8230;] A arte, e a m\u00fasica em particular, dever\u00e3o ser o meio de preven\u00e7\u00e3o e fortalecimento da comunica\u00e7\u00e3o pessoa a pessoa. [&#8230;] E a educa\u00e7\u00e3o musical deve transformar-se num instrumento de progresso, de surgimento da personalidade e do est\u00edmulo \u00e0 criatividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os problemas existentes at\u00e9 hoje s\u00e3o muitos e precisam ser enfrentados pelas universidades, como por exemplo, a realidade das salas de aula sem ac\u00fastica e das cadeiras das orquestras em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es acad\u00eamicas, a remunera\u00e7\u00e3o digna de professores de m\u00fasica, o espa\u00e7o espec\u00edfico para aulas de M\u00fasica nas escolas das redes p\u00fablica e privada. Dessa forma, discute-se uma nova legisla\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios coletivamente para oferecer um curso de m\u00fasica de qualidade aos estudantes procurando levar m\u00fasica para todos, SILVA CY (2008).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.MUSICALIZA\u00c7\u00c3O E O DESENVOLVIMENTO DA CRIAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.1<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>O que \u00e9 musicaliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antes de iniciar sobre o conceito de musicaliza\u00e7\u00e3o abordemos um pouco sobre m\u00fasica. Segundo os significados na Wikip\u00e9dia, enciclop\u00e9dia livre, para a defini\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, ela est\u00e1 ligada a arte de combinar os sons de maneira agrad\u00e1vel aos ouvidos, composta por tr\u00eas elementos que s\u00e3o melodia: sequ\u00eancia de notas musicais ou aquilo que pode ser cantado, harmonia: \u00e9 a base da melodia, quando duas ou mais notas s\u00e3o reproduzidas ao mesmo tempo, e o ritmo: que dita o tempo da pulsa\u00e7\u00e3o e marca\u00e7\u00e3o regular e a dura\u00e7\u00e3o de cada som. A m\u00fasica \u00e9 t\u00e3o antiga quanto a linguagem e as artes visuais, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica comum em todas as culturas, de acordo com BR\u00c9SCIA (2003) \u00e9 a linguagem universal de toda a humanidade, vivenciadas desde antes do nascimento do beb\u00ea.<\/p>\n<p>De acordo com a Wikip\u00e9dia, musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento musical, despertando e desenvolvendo o gosto pela m\u00fasica transformando o conhecimento e contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o do ser humano. Para BR\u00c9SCIA (2003), a m\u00fasica favorece o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso r\u00edtmico, da imagina\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o, respeito ao pr\u00f3ximo, socializa\u00e7\u00e3o e afetividade, contribuindo tamb\u00e9m para a consci\u00eancia corporal e de movimento.<\/p>\n<p>Entende-se que a musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 em si como um estimulante constante de curiosidade em conhecer o mundo dos sons, despertando a criatividade, desenvolvendo a sensibilidade, o senso musical, a express\u00e3o, ritmo e a compreens\u00e3o sonora, percebendo assim, que as crian\u00e7as usam a m\u00fasica espontaneamente em seu dia a dia brincando, mas com o tempo vai se perdendo este habito, \u00e9 a\u00ed ent\u00e3o que entra a musicaliza\u00e7\u00e3o para potencializar a musicalidade ou dar continuidade para um desenvolvimento mais preciso, trabalhando de maneira l\u00fadica.<\/p>\n<p>A m\u00fasica est\u00e1 ligada a v\u00e1rios tipos de arte, como, a pintura, teatro ou dan\u00e7a, entende-se assim que ela deve estar presente em todas as \u00e1reas de conhecimento desde a educa\u00e7\u00e3o infantil, sendo adaptada ao tempo e a realidade de cada um como uma aula de ci\u00eancias ou uma brincadeira fazendo parte da rotina escolar. Nas s\u00e9ries iniciais \u00e9 comum as can\u00e7\u00f5es de roda, as palmas ritmadas, as pausas, soltar o corpo, movimento ou soltar a voz j\u00e1 faz parte do dia a dia das crian\u00e7as permitindo o autoconhecimento e desenvolvendo a no\u00e7\u00e3o de limite corporal.<\/p>\n<p>Pensar em musicalizar est\u00e1 associado em despertar ou desenvolver o gosto musical desde o nascimento, contribuindo do mesmo modo para a forma\u00e7\u00e3o f\u00edsica e emocional do indiv\u00edduo e principalmente o estimulo da mem\u00f3ria como atividades de explora\u00e7\u00e3o sonora inicialmente no conv\u00edvio familiar de objetos ou sons naturais estimulando a curiosidade, observando os tipos de sons e identificando-os, trabalhando a m\u00fasica em cada fase da crian\u00e7a. O educador musical ou musicalizador pode perceber e ajudar a desenvolver essas fases:<\/p>\n<p>Nos primeiros meses de vida o beb\u00ea inicia o processo de musicaliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da imita\u00e7\u00e3o, por brincadeiras cantadas, observando as pessoas ao seu redor, ouvindo objetos sonoros, iniciando uma forma de comunica\u00e7\u00e3o, estimulando o exerc\u00edcio sensorial e motor. (ILARI, 2002).<\/p>\n<p>De um a tr\u00eas anos de vida, a crian\u00e7a adquire um maior n\u00famero de sons vocais e movimentos desenvolvendo a capacidade de ouvir nas m\u00fasicas trabalhadas organizadamente cantando letras simples ou atrav\u00e9s de objetos sonoros. (SOARES, 2008 E MINIST\u00c9RIO DA EDUCA\u00c7\u00c3O E DO DESPORTO, 1998).<\/p>\n<p>A crian\u00e7a de quatro a seis anos, j\u00e1 consegue desenvolver as atividades musicais com mais precis\u00e3o e amplitude, reproduzem ritmos simples, s\u00e3o capazes de explorar e identificar elementos musicais expressando seus sentimentos.\u00a0 (PARIZZI, 2006).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.2O papel da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s toda a trajet\u00f3ria da hist\u00f3ria e a import\u00e2ncia da m\u00fasica para o desenvolvimento da crian\u00e7a, pesquisas realizadas por grandes nomes apresentam cientificamente que a m\u00fasica estimula o c\u00e9rebro e facilitando o aprendizado.<\/p>\n<p>Rosa (1990) acredita que em meio \u00e0 educa\u00e7\u00e3o escolar a m\u00fasica pode trazer para a crian\u00e7a um aprendizado mais favor\u00e1vel,com uma fun\u00e7\u00e3o importante no desenvolvimento psicol\u00f3gico e cultural, proporcionando aos alunos um ambiente alegre, afinal, ao chegar \u00e0 escola se canta uma can\u00e7\u00e3o, na hora do lanche, numa historinha ou no fim da aula, tudo se envolve m\u00fasica. Por exemplo, cantar uma can\u00e7\u00e3o depois da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ou antes, de uma prova pode acalma-los reduzindo a tens\u00e3o da agita\u00e7\u00e3o, isso pode ser atrativo para os alunos. Percebe-se que \u00e9 bastante utilizado ensinar as letras do alfabeto cantando can\u00e7\u00f5es e trabalhar uma disciplina cantando com ritmos do momento pode ser t\u00e3o mais interessante e se obter mais resultados positivos numa prova, por exemplo, ajudando a lembrar de algumas informa\u00e7\u00f5es do que utilizar somente o quadro e o giz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O per\u00edodo preparat\u00f3rio \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o beneficia-se do ensino da linguagem musical quando as atividades propostas contribuem para o desenvolvimento da coordena\u00e7\u00e3o visomotora, da imita\u00e7\u00e3o de sons e gestos, da aten\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o, da memoriza\u00e7\u00e3o, do racioc\u00ednio, da intelig\u00eancia, da linguagem e da express\u00e3o corporal. Essas fun\u00e7\u00f5es psiconeurol\u00f3gicas envolvem aspectos psicol\u00f3gicos e cognitivos, que constituem as diversas maneiras de adquirir conhecimentos, ou seja, s\u00e3o as opera\u00e7\u00f5es mentais que usamos para aprender, para raciocinar. A simples atividade de cantar uma m\u00fasica proporciona \u00e0 crian\u00e7a o treinamento de uma s\u00e9rie de aptid\u00f5es importantes (ROSA, 1990, p. 21).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Br\u00e9scia, (2003) afirma que \u201c[&#8230;] a m\u00fasica pode melhorar o desempenho e a concentra\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter um impacto positivo na aprendizagem de matem\u00e1tica, leitura e outras habilidades lingu\u00edsticas nas crian\u00e7as\u201d. Dessa forma, a m\u00fasica desenvolve a sensibilidade, concentra\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, coordena\u00e7\u00e3o motora, socializa\u00e7\u00e3o, dentre outros fatores. De acordo com Barreto (2000, p.45), a m\u00fasica pode contribuir tamb\u00e9m para crian\u00e7as em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis na escola, como, a inibi\u00e7\u00e3o psicomotora, debilidade psicomotora, entre outros fatores, por isso \u00e9 importante a escola se tornar um ambiente favor\u00e1vel ao desenvolvimento.<\/p>\n<p>A m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o escolar,pode contribuir em partes do c\u00e9rebro nos fatores como sentir, ouvir, imitar, criar, perceber e refletir, sendo muito importante na forma\u00e7\u00e3o do ser,desenvolvendo a concentra\u00e7\u00e3o, o aprendizado da matem\u00e1tica, a leitura, entre outros fatores, podendo mexer com nossos sentidos e interferindo nas atitudes e pensamentos.\u00a0 Vasconcellos (2013) por meio de estudos mostra que, o ensino musical ou atividades n\u00e3o-musicais comprovam o desenvolvimento intelectual atrav\u00e9s da audi\u00e7\u00e3o, ativando um espa\u00e7o no c\u00e9rebro para guardar informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do c\u00f3digo sonoro.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Penna (2012)a m\u00fasica pode ser trabalhada tamb\u00e9m como uma forma l\u00fadica, esse fator torna-se favor\u00e1vel a qualidade de comunica\u00e7\u00e3o entre professor e aluno oferecendo aos alunos habilidades como: ler, escrever, falar e ouvir, sendo facilitadora do processo de ensino-aprendizagem associada \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n<p>Br\u00e9scia (2003) relata que a musicaliza\u00e7\u00e3o na escola \u00e9 um processo de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento podendo oportunizar aos alunos o contato direto com a m\u00fasica como disciplina mesmo nas s\u00e9ries iniciais, trabalhando com instrumentos musicais na pr\u00e1tica e n\u00e3o s\u00f3 nas can\u00e7\u00f5es ouvidas, para que possam ter conhecimento dos estilos musicais e suas origens e culturas, permitindo uma an\u00e1lise mais cr\u00edtica sobre o tema, al\u00e9m de contribuir como citado antes a sensibilidade, express\u00e3o, movimento, coordena\u00e7\u00e3o motora, mem\u00f3ria, criatividade, consci\u00eancia corporal, movimento, entre outros.<\/p>\n<p>O trabalho de musicaliza\u00e7\u00e3o nas s\u00e9ries iniciais, segundo Gomes (1996), al\u00e9m dos benef\u00edcios do aprendizado em si e desenvolvimento f\u00edsico como a coordena\u00e7\u00e3o motora por exemplo, contribui tamb\u00e9m em fatores ps\u00edquicos como a comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o de sentimentos e o equil\u00edbrio emocional, refletindo em sua postura como ser em meio a sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.3 A m\u00fasica como meio de integra\u00e7\u00e3o do ser<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00fasica sempre uniu fam\u00edlias e manteve tradi\u00e7\u00f5es, e pode-se observar que em meio a m\u00fasica em grupos familiares sempre esteve a alegria, participa\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o de todos podendo promover a sociabilidade, a expressividade entre outros. \u00c9 um elemento fundamental para a forma\u00e7\u00e3o humana. Brito (2003).<\/p>\n<p>Conforme alguns estudos, percebe-se que a m\u00fasica tem afinidade com a sa\u00fade em termos psicol\u00f3gicos, nas empresas, hospitais ou escolas. Nos hospitais, por exemplo, a m\u00fasica tem ajudado no processo de cirurgias amenizando a ansiedade, diminuindo o estado emocional do paciente. Na Faculdade de Medicina do Centro de Ci\u00eancias M\u00e9dicas e Biol\u00f3gicas da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo revela em pesquisa que a musicoterapia pode contribuir positivamente para a recupera\u00e7\u00e3o de pacientes com c\u00e2ncer e outras defici\u00eancias.<\/p>\n<p>Em grupos como a de empresas, segundo a revista Uning\u00e1 Review, 2017, a m\u00fasica pode trabalhar o social permitindo a intera\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o de todos para um grupo de canto coral, por exemplo, trabalhando a melhora da respira\u00e7\u00e3o, ansiedade, concentra\u00e7\u00e3o, trazendo benef\u00edcios nos resultados do ambiente, buscando aumentar a produtividade dos colaboradores. Na escola pode-se trabalhar com a m\u00fasica o lado social fazendo grupos de canto coral para apresenta\u00e7\u00f5es em festas comemorativas, podendo promover tamb\u00e9m a concentra\u00e7\u00e3o para realizar as provas, concentra\u00e7\u00e3o no aprendizado do dia a dia escolar, a mem\u00f3ria, a criatividade, acalmando e diminuindo a ansiedade dos alunos. E na musicaliza\u00e7\u00e3o, o canto \u00e9 um excelente aliado para a aprendizagem, ajudando a equilibrar as energias, desenvolvendo a autodisciplina, socializa\u00e7\u00e3o, promovendo v\u00ednculos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.4 A m\u00fasica e o desenvolvimento cognitivo da crian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 anos pesquisadores v\u00eam estudando e apontando que a m\u00fasica desenvolve a parte intelectual da crian\u00e7a e tem uma grande influ\u00eancia no desenvolvimento da mesma,sendo um m\u00fasico autentico ou simplesmente um ouvinte apreciador da m\u00fasica. Nogueira (apud SHARON, 2000), comparou crian\u00e7as que n\u00e3o estudam m\u00fasica e outras que estudam, estas apresentaram uma grande quantidade de massa cerebral que s\u00e3o respons\u00e1veis pela audi\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o e psicomotor. Assim, a crian\u00e7a que estuda m\u00fasica ou toca algum instrumento apresenta muito mais coordena\u00e7\u00e3o motora do que pessoas comuns, porque est\u00e1 trabalhando v\u00e1rias partes do c\u00e9rebro de uma vez s\u00f3 como: o visual lendo a partitura, o tato executando o instrumento e audi\u00e7\u00e3o observando se est\u00e1 certo ou errado.<\/p>\n<p>Outra pesquisa foi realizada com crian\u00e7as em desenvolvimento escolar que passaram a ouvir m\u00fasica cl\u00e1ssica em n\u00edvel lento, trazendo para elas uma grande diferen\u00e7a de aprendizado, a crian\u00e7a passa do n\u00edvel de agita\u00e7\u00e3o para relaxados e mais atentos, facilitando a concentra\u00e7\u00e3o. Nogueira(apoud OSTRANDER e SCHOEDER, 1978). V\u00e1rios outros estudos foram feitos e comprovado que a m\u00fasica ajuda sim no desenvolvimento cognitivo da crian\u00e7a em fase de aprendizagem, principalmente no racioc\u00ednio l\u00f3gico ou mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.5 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A m\u00fasica e o desenvolvimento afetivo da crian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 anos a m\u00fasica vem se mostrando aliada ao ser humano trabalhando com as emo\u00e7\u00f5es. Nogueira (apoud Sandra Trehub (apoud CAVALCANTE, 2004)aponta o fato demonstrado em pesquisas que as melodias mais serenas acalmam os beb\u00eas e conforme a acelera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica elas v\u00e3o ficando mais alertas. Isso j\u00e1 se percebia desde muito tempo quando se cantava m\u00fasicas de ninar para as crian\u00e7as demonstrando afeto. Percebe-se que \u00e9 na Educa\u00e7\u00e3o Infantil a fase mais importante de se trabalhar a linguagem musical, que ao tornassem adultas percebem o quanto a fizeram bem e emocionaram-se ao lembrar.<\/p>\n<p>Estudos tamb\u00e9m mostram que certos estilos de m\u00fasicas causam efeito no c\u00e9rebro que trazem profundas emo\u00e7\u00f5es alertando a mesma regi\u00e3o que causa a euforia. Na \u00e1rea da sa\u00fade, desde a 2\u00aa Guerra Mundial e em hospitais foram realizadas as primeiras experi\u00eancias e foi observado que a m\u00fasica traz o controle da ansiedade e a recupera\u00e7\u00e3o dos pacientes. Da\u00ed surge o reconhecimento acad\u00eamico consolidado na \u00e1rea da musicoterapia observando-se assim, que a m\u00fasica vem trazendo efeitos positivos e grande ajuda para humanidade, Souza (2006).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.6 A m\u00fasica e o desenvolvimento social da crian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o se lembra das can\u00e7\u00f5es de roda como \u201cCiranda cirandinha ou Teresinha de Jesus\u201d trazidas por gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es em que as crian\u00e7as davam as m\u00e3os para tantas outras e cantarolavam por horas? Can\u00e7\u00f5es que falam de amor, trabalho, tristeza preparando-as para a vida adulta. \u00c9 por meio da m\u00fasica que a crian\u00e7a tamb\u00e9m se desenvolve socialmente, cantando em brincadeiras de roda aprendendo as regras e a conviver com os demais, Abramovich (1985).<\/p>\n<p>J\u00e1 na adolesc\u00eancia h\u00e1 m\u00fasicas tem\u00e1ticas muito educativas para seu aprendizado. As can\u00e7\u00f5es que falam sobre a realidade das grandes periferias, a mis\u00e9ria, as drogas, que abrem oportunidade de estabelecer um di\u00e1logo em rela\u00e7\u00e3o ao assunto, enfim, h\u00e1 um mundo l\u00e1 fora que os jovens precisam conhecer e interpretando as m\u00fasicas ela consegue entender de certa forma, o mundo e as causas que nele existe, Nogueira (2004).<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que o beb\u00ea ainda sendo gerado reage aos est\u00edmulos sonoros externos, por essa raz\u00e3o \u00e9 bom que a m\u00e3e ou\u00e7a m\u00fasicas calmas, cante can\u00e7\u00f5es de ninar, ou at\u00e9 mesmo pratique um instrumento musical. Ap\u00f3s o nascimento, \u00e9 bom continuar com as can\u00e7\u00f5es infantis e educativas nos momentos di\u00e1rios para tornar momentos prazerosos e estimulantes para o beb\u00ea, assim ela ter\u00e1 uma viv\u00eancia de sensibiliza\u00e7\u00e3o musical, se envolver\u00e1 melhor em meio a sociedade, e in\u00fameros pontos positivos ben\u00e9ficos para a crian\u00e7a crescer saud\u00e1vel e feliz, Nogueira (2004).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Breves conceitos e m\u00e9todos de como ensinar m\u00fasica ou musicalizar<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Na \u00e1rea musical a palavra m\u00e9todo geralmente se refere a um material bem tradicional que traz diversos exerc\u00edcios sequenciais e seguida de repert\u00f3rios de um determinando instrumento, em que todos s\u00e3o muito parecidos, com a finalidade de um dom\u00ednio t\u00e9cnico de um fazer musical.<\/p>\n<p>Segundo Mateiro e Ilari (2012), na defini\u00e7\u00e3o da palavra m\u00e9todo significa, organizar de acordo com um plano. Na m\u00fasica \u00e9 representado por um conjunto de ideias, exemplos e sequencias pedag\u00f3gicas com caracter\u00edsticas distintas. Alguns pesquisadores e autores elaboraram ao longo de anos de estudos um material did\u00e1tico inovador, buscando o aperfei\u00e7oamento das aulas e entendimento dos alunos, propondo um novo desenvolvimento da pr\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o musical, ampliando a ideia de que a m\u00fasica deve ser ensinada \u00e0 todos fugindo dos modelos tradicionais. Vem surgindo, ent\u00e3o uma reorganiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados que envolve a quest\u00e3o metodol\u00f3gica de como ensinar. Segue alguns deles:<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>&#8211; \u00c9mile Jaques Dalcroze: teve ideias inovadoras surgiram na primeira metade do s\u00e9culo XX, relacionando a educa\u00e7\u00e3o musical ao movimento corporal, que visa a musicaliza\u00e7\u00e3o do corpo estudando os elementos musicais, propondo em suas metodologias o est\u00edmulo do desenvolvimento da pessoa f\u00edsica, intelectual e social. E tamb\u00e9m no aspecto musical o ritmo, solfejo e improviso.<\/p>\n<p>&#8211; Edgard Willems: este contribui para a educa\u00e7\u00e3o musical no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a base essencial para a educa\u00e7\u00e3o musical para ele era escuta, uma proposta feita para crian\u00e7as a partir dos tr\u00eas anos de idade estabelecendo rela\u00e7\u00f5es entre som e natureza humana, chamando de princ\u00edpios psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>&#8211; Zolt\u00e1n Kod\u00e1ly: pedagogo musical durante o s\u00e9culo XX, sua proposta na educa\u00e7\u00e3o musical era expandir para todos, metodologia voltada para audi\u00e7\u00e3o e solfejo dando import\u00e2ncia as experi\u00eancias musicais anteriores do aluno, visando a cultura de cada um. Em seu conceito, a m\u00fasica deveria ser ensinada e praticada na escola tornando parte da vida do cidad\u00e3o assim como a alfabetiza\u00e7\u00e3o. Para ele a alfabetiza\u00e7\u00e3o musical \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o da linguagem da m\u00fasica tradicional e o pensar, ouvir, expressar ler ou escrever. Kol\u00e1ly defendia uma educa\u00e7\u00e3o musical que tornasse parte da vida do ser humano, e n\u00e3o como um meio de ganhar a vida atuando como profissionais.<\/p>\n<p>&#8211; Carl Orff: sua metodologia tamb\u00e9m surgiu por volta do s\u00e9culo XX, era marcada pelo movimento, da mesma forma para o campo do teatro, voltada \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de m\u00fasica e dan\u00e7a, trabalhando com o ritmo da fala, instrumental e cria\u00e7\u00e3o em grupo.<\/p>\n<p>&#8211; Shinichi Suzuki: o m\u00e9todo Suzuki, criado na d\u00e9cada de 30, baseia-se, partindo do seu talento inato, no aprender a l\u00edngua e um instrumento musical, que n\u00e3o \u00e9 de uma forma de gen\u00e9tica, e sim despertado na crian\u00e7a desde beb\u00ea na forma de imita\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria e estimulando a execu\u00e7\u00e3o por consequ\u00eancia de um estudo sistem\u00e1tico e consecutivo. Ele defende a ideia de que toda crian\u00e7a pode aprender m\u00fasica desde que o ambiente o qual ela vive sirva de est\u00edmulos cont\u00ednuos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> A OBRIGATORIEDADE DA M\u00daSICA NO CURR\u00cdCULO<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0ESCOLAR<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde a vinda dos Jesu\u00edtas em 1549, foram criadas escolas e catequeses, a cartilha musical em 1759 chamada Artinha, v\u00e1rias culturas se misturaram. Mas o que se entende sobre curr\u00edculo? O que ensinar? Como ensinar? Para que ensinar? E quando ensinar?<\/p>\n<p>A partir dessas quest\u00f5es surgem v\u00e1rios posicionamentos em rela\u00e7\u00e3o ao curr\u00edculo. O curr\u00edculo vem se transformando de acordo com cada \u00e9poca, no s\u00e9culo XIX, por exemplo, o curr\u00edculo era tido como um instrumento de controle social num processo de racionaliza\u00e7\u00e3o de resultados educacionais, onde as finalidades da educa\u00e7\u00e3o eram dadas pela vida ocupacional adulta. (MOREIRA; SILVA, 2001; SILVA 2007)<\/p>\n<p>A busca pela defini\u00e7\u00e3o de curr\u00edculo vem sendo conceituada por muitos estudiosos com diferentes concep\u00e7\u00f5es apresentadas pela literatura e esta palavra vem assumindo desde sua emerg\u00eancia como principal objeto de estudo da Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o sentido que lhe \u00e9 dado hoje. ( MOREIRA\u00a0; SILVIA, 2001\u00a0; SILVIA, 2007)<\/p>\n<p>Segundo o modelo de Pedra (1992, p.03)\u00a0ao analisar a literatura atual o curr\u00edculo \u00e9 classificado da seguinte forma\u00a0: a) como resultados esperados\u00a0: Curr\u00edculo \u00e9 uma s\u00e9rie de estrutura de resultados buscados na aprendizagem\u00a0;\u00a0b) como conjunto de experi\u00eancias sob o comando da escola\u00a0: Curr\u00edculo s\u00e3o todas as experi\u00eancias que os estudantes desenvolvem sob a tutela da escola\u00a0; c) como princ\u00edpios essenciais de uma proposta educativa\u00a0: O curr\u00edculo \u00e9 um intento de comunicar os princ\u00edpios essenciais de uma proposta educativa de tal forma que fique aberta ao exame cr\u00edtico e possa ser traduzida efetivamente para a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Considerando o significado da palavra curr\u00edculo, movimento progressivo, percebe-se que at\u00e9 hoje n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o profunda, havendo sim varia\u00e7\u00f5es no voc\u00e1bulo. \u00c9 dif\u00edcil esquematizar de forma coerente as fun\u00e7\u00f5es e formas adotadas pelo curr\u00edculo considerando as diferentes vis\u00f5es de cada sistema educativo. Moreira (2001) afirma que mesmo com a crescente valoriza\u00e7\u00e3o deste campo ainda n\u00e3o h\u00e1 um consenso do que se deve entender pela palavra curr\u00edculo.<\/p>\n<p>O desenvolvimento do curr\u00edculo no Brasil pode ser compreendido por diferentes pesquisas e a amplia\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o deste campo de estudos no Brasil \u00e9 crescente e regular, contudo, os especialistas consideram que o campo do curr\u00edculo no Brasil desfruta hoje de visibilidade e prest\u00edgio crescentes. Segundo eles, isso se deve tanto as\u00a0 recentes discuss\u00f5es sobre pol\u00edticas oficiais de curr\u00edculo, quanto ao desenvolvimento de pesquisas e de uma relevante produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que atualmente aborda novos temas e reflete novas influ\u00eancias, tais como orienta\u00e7\u00e3o sexual e pluralidade cultural. (MOREIRA, 2001;)<\/p>\n<p>Em v\u00e1rias civiliza\u00e7\u00f5es foi acrescentado artes no curr\u00edculo escolar. Nessas civiliza\u00e7\u00f5es, a m\u00fasica sempre foi um componente curricular importante, acompanhada pela literatura que historicamente vem se afirmando desde produ\u00e7\u00e3o de pintura, teatro ou m\u00fasicas na rotina escolar. Na Gr\u00e9cia antiga a m\u00fasica era um componente curricular t\u00e3o importante como a leitura e a literatura. Na Idade M\u00e9dia tamb\u00e9m se verifica tamanha import\u00e2ncia atribu\u00edda a m\u00fasica, SIM\u00d5ES (2016).<\/p>\n<p>O Ensino da Arte no Brasil mostra que em v\u00e1rios momentos, a Arte era dada a uma camada dominante para deixar evidente as diferen\u00e7as de classe ou para atender as necessidades da ind\u00fastria e da ci\u00eancia. Assim, entende-se como os espa\u00e7os de tempo s\u00e3o organizados na escola com interesses diferentes, que marcam a hist\u00f3ria da Arte no espa\u00e7o escolar e a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da escola. (CARVALHO, 2005)<\/p>\n<p>Segundo Carvalho (2005) no Brasil, os curr\u00edculos escritos n\u00e3o eram de fato colocados em pr\u00e1tica na escola. Como por exemplo a autora cita o curr\u00edculo do per\u00edodo Imperial, onde as aulas de desenho e m\u00fasica eram obrigat\u00f3rias na primeira fase escolar, mas essa obrigatoriedade s\u00f3 fica registrado no papel, porque esses ensinamentos n\u00e3o eram realizados. A partir desses fatos, Carvalho (2005) questiona\u00a0: O que acontece nas escolas de hoje \u00e9 o que de fato est\u00e1 registrado nos documentos oficiais\u00a0?<\/p>\n<p>Desde o descobrimento do Brasil, o ensino de Arte passou por v\u00e1rios momentos e tend\u00eancias, sendo vinculada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, social e ideol\u00f3gica de cada \u00e9poca. Mas, como vem se organizando a Arte no curr\u00edculo escolar do Brasil ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 4.024\/61 at\u00e9 a atual Lei n\u00ba 9.394\/96?<\/p>\n<p>Em 1960, segundo (FERRAZ\u00a0; FUSRI, 1993, p. 37) desenvolveu-se no Brasil uma nova tend\u00eancia pedag\u00f3gica tecnicista formada por\u00a0: objetivos, conte\u00fados, estrat\u00e9gias, t\u00e9cnicas e avalia\u00e7\u00e3o, que visava um acr\u00e9scimo de efici\u00eancia da escola, tanto em n\u00edvel m\u00e9dio quanto em superior.<\/p>\n<p>Com essas novas tend\u00eancias foi sancionada em 20 de dezembro de 1961 a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB), Lei n\u00ba 4.024\/61, Lei esta que estabeleceu uma nova estrutura para os curr\u00edculos do prim\u00e1rio e ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>A Lei citada acima, apresenta em seu texto nos Art. 38, inciso IV, do cap\u00edtulo I, T\u00edtulo VII, a Arte como mera atividade complementar, sem deixar claro quais seriam os aspectos abordados na inicia\u00e7\u00e3o art\u00edstica, COSTA (2011).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>T\u00edtulo VII &#8211; Da Educa\u00e7\u00e3o de Grau M\u00e9dio<\/p>\n<p>Art. 38 \u2013 Na organiza\u00e7\u00e3o do ensino do grau m\u00e9dio ser\u00e3o observadas as seguintes normas:<\/p>\n<p>IV \u2013 Atividades complementares de inicia\u00e7\u00e3o art\u00edstica. (CORR\u00caA, 2007)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa mesma \u00e9poca foi criada a Universidade de Bras\u00edlia, ainda com uma pol\u00edtica voltada para o desenvolvimento, se destacou por ter como maior caracter\u00edstica um modelo de ensino humanista voltado para a arte e para a cultura, COSTA (2011).<\/p>\n<p>Por conta da pol\u00edtica, a ditadura iniciada em 1964, muitos professores foram perseguidos e as escolas experimentais foram fechando as portas. Em 1965 houve o primeiro encontro de Arte\/Educa\u00e7\u00e3o em uma universidade brasileira. E por volta de 1969 a arte foi inserida no curr\u00edculo escolar, mas, somente nas escola particulares, enquanto que nas escolas p\u00fablicas n\u00e3o se encontrava esse trabalho.<\/p>\n<p>A partir da Lei n\u00ba 5692\/71 criada em 11 de agosto de 1971, estabeleceu um novo conceito de ensino de Arte \u2013 tornando obrigat\u00f3ria o que se passou a ser chamado de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica no 1\u00ba e 2\u00ba graus. Essa Lei inclui a \u00e1rea de Comunica\u00e7\u00e3o e Express\u00e3o, L\u00edngua Portuguesa, Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e a L\u00edngua Estrangeira Moderna, COSTA (2011).<\/p>\n<p>No ano de 1973 o governo criou cursos de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica nas Universidades para capacitar o professor a desenvolver m\u00fasica, teatro, artes visuais, desenho e outros. Nos anos 80, com a redemocratiza\u00e7\u00e3o no Brasil, surgiram novas reflex\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao ensino de Arte. J\u00e1 em 1988, foi retirada a obrigatoriedade do ensino de Arte nas escolas, dessa forma, os\u00a0 educadores se reuniram para protestar alegando a import\u00e2ncia da Arte para a forma\u00e7\u00e3o dos alunos. A partir da\u00ed, iniciou-se uma uma longa luta pol\u00edtica para o retorno da obrigatoriedade da Arte como disciplina no curr\u00edculo escolar, COSTA (2011).<\/p>\n<p>Anos depois, em 20 de dezembro de 1996, os educadores em Artes conseguiram conquistar a obrigatoriedade do ensino de Arte para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, por meio da Lei n\u00ba 9394\/96.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 35 \u2013 O ensino da arte constituir\u00e1 componente curricular obrigat\u00f3rio, nos diversos n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, para desenvolver a criatividade, a percep\u00e7\u00e3o e a sensibilidade est\u00e9tica, respeitadas as especificidades de cada linguagem art\u00edstica, pela habilita\u00e7\u00e3o em cada uma das \u00e1reas sem preju\u00edzo de integra\u00e7\u00e3o das artes com as demais disciplinas. (COSTA, 2011, apoud SAVIANI, 2008, P. 32)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, mesmo com a obrigatoriedade da Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, percebe-se que ainda hoje n\u00e3o existem profissionais especializados suficientes que possam dar conta de todas as \u00e1reas espec\u00edficas\u00a0apresentadas na Lei n\u00ba 9394\/96 para suprir as necessidades\u00a0: Artes Visuais, Dan\u00e7a, M\u00fasica ou Teatro.Ainda existem profissionais despreparados e poucos com habilita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o ensino.<\/p>\n<p>Falando especificamente no ensino da m\u00fasica nas escolas, em 18 de agosto de 2008, a Lei n\u00ba 11.769\/08 sendo alterada, foi sancionada, com o ensino da m\u00fasica obrigat\u00f3rio, tornando a forma\u00e7\u00e3o do professor indispens\u00e1vel, LIMA (2012).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a LDB Artigo 62\u00a0 \u201cA forma\u00e7\u00e3o de docentes para atuar na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica far-se-\u00e1 em n\u00edvel superior, em curso de licenciatura, de gradua\u00e7\u00e3o plena, em universidades e institutos superiores de educa\u00e7\u00e3o, admitida, como forma\u00e7\u00e3o m\u00ednima para o exerc\u00edcio do magist\u00e9rio na educa\u00e7\u00e3o infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em n\u00edvel m\u00e9dio na modalidade normal.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A LDB \u00e9 clara, mesmo assim, com a conquista da obrigatoriedade ainda se tem muitas d\u00favidas sobre sua aplica\u00e7\u00e3o. H\u00e1 indaga\u00e7\u00f5es sobre quem vai administrar as aulas de m\u00fasica ou qual \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o exigida para o ensino da M\u00fasica na Escola\u00a0com t\u00e3o poucos profissionais?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3.1 Os desafios da educa\u00e7\u00e3o musical no munic\u00edpio de Uruar\u00e1<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica como disciplina inserida no curr\u00edculo das escolas ainda hoje \u00e9 um termo distante e desprovido de apoio e informa\u00e7\u00f5es, para uns a m\u00fasica \u00e9 inserida apenas como meio de divertimento, recrea\u00e7\u00f5es ou festas. Assim, a m\u00fasica na maioria das vezes sempre fica em segundo plano, ou \u00e9 executada por um professor de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica ou qualquer outro professor de outra disciplina.<\/p>\n<p>Enquanto algumas escolas de cidades consideradas interiores desempenham a pr\u00e1tica musical de maneira treinada, outras duas escolas de rede p\u00fablica do munic\u00edpio de Uruar\u00e1 no estado do Par\u00e1, em uma pesquisa realizada com doze professores pedagogos, mas que ministram artes,do ensino fundamental menor, nem um dos entrevistados tem se quer forma\u00e7\u00e3o, curso de capacita\u00e7\u00e3o ou experi\u00eancia na \u00e1rea musical e muitos desconhecem a import\u00e2ncia da m\u00fasica na sala de aula. Cerca de 70%dos professores formados em pedagogia, sabem da obrigatoriedade do ensino musical na grade curricular no ensino b\u00e1sico, por\u00e9m relatam a car\u00eancia de estrutura e materiais para as aulas pr\u00e1ticas, a falta de conhecimento e apoio com oficinas de educa\u00e7\u00e3o musical, o que torna mais dif\u00edcil conduzir e implantar o tema com os alunos de forma satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em uma an\u00e1lise geral, percebe-se que o ensino da m\u00fasica \u00e9 escasso e ao mesmo tempo desafiador para os docentes do munic\u00edpio de Uruar\u00e1, a aus\u00eancia de apoio pelos gestores e administradores os deixam acomodados e n\u00e3o d\u00e3o a devida import\u00e2ncia ao ensino musical.<\/p>\n<p>Por outro lado, com a inseguran\u00e7a e despreparo dos docentes das escolas regulares, o munic\u00edpio conta com o apoio de uma Escola de M\u00fasica p\u00fablica desde o ano de 1999 que tem por nome Escola Municipal de M\u00fasica Diego Cotes de Moraes, atende cerca de quatrocentos alunos anualmente,e oferecem para as crian\u00e7as e jovens cursos de musicaliza\u00e7\u00e3o com flauta doce, viol\u00e3o, teclado, percuss\u00e3o e banda, com recursos e instrumentos da pr\u00f3pria escola de m\u00fasica. E conta com um corpo docente de pedagogos capacitados na \u00e1rea musical tanto como regente de banda, m\u00fasicos, monitores e musicalizadores,al\u00e9m das aulas te\u00f3ricas. Mesmo com a pequena estrutura f\u00edsica, n\u00e3o suportando tamanha demanda de alunos de todo o munic\u00edpio, a escola de m\u00fasica \u00e9 parceira direta no ensino da escola regular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3.2<\/strong><strong>A import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o no processo ensino aprendizagem<\/strong><\/p>\n<p><strong>das s\u00e9ries iniciais e direcionados tamb\u00e9m a crian\u00e7as portadoras de <\/strong><\/p>\n<p><strong>necessidades especiais<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para auxiliar na constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos, trazer de volta a cultura num pa\u00eds movido pela arte da m\u00fasica, nos vemos diante de indaga\u00e7\u00f5es para entendermos a import\u00e2ncia e o significado da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o escolar. Para tanto, quais benef\u00edcios a m\u00fasica pode proporcionar no aprendizado diante o ensino-aprendizado e socializa\u00e7\u00e3o? Que incentivos podem trazer? Que a\u00e7\u00f5es a m\u00fasica exerce para na psique e na coordena\u00e7\u00e3o motora da crian\u00e7a?<\/p>\n<p>Todo ser humano gosta de apreciar um som, seja ele da natureza ou produzido por n\u00f3s mesmos, qualquer tipo de som pode ser m\u00fasica para nossos ouvidos. Percebe-se que o som organizado pode exprimir algum sentimento de outras pessoas. A comunica\u00e7\u00e3o verbal \u00e9 a primeira na escala comunicativa humana, \u00e9 por meio da voz que os professores, locutores e outros comunicam ou ensinam, mas quando se tem a m\u00fasica como aliada ganha for\u00e7a. Por\u00e9m \u00e9 mais eficaz um pensamento transmitido pelo canto que pela escrita num papel, pois, a m\u00fasica \u00e9 um som ordenado assim como \u00e9 uma linguagem universal e facilita o entendimento. Por exemplo, as gera\u00e7\u00f5es de monges orientais, tribos de povos primitivos africanos, brasileiras, por s\u00e9culos entoaram palavras que aprenderam cantando desde a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensa\u00e7\u00f5es, sentimentos e pensamentos, por meio da organiza\u00e7\u00e3o e relacionamento expressivo entre o som e o sil\u00eancio. A m\u00fasica est\u00e1 presente em todas as culturas, nas mais diversas situa\u00e7\u00f5es: festas e comemora\u00e7\u00f5es, rituais religiosos, manifesta\u00e7\u00f5es c\u00edvicas, pol\u00edticas etc, BR\u00c8SCIA (2003).<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de associar qualquer disciplina \u00e0 m\u00fasica sempre foi bastante utilizada e demonstrou muitas potencialidades como auxiliar no aprendizado. Barreto (2000) (apud Br\u00e8scia (2003)) destaca que \u201c[&#8230;] a m\u00fasica pode melhorar o desempenho e a concentra\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter um impacto positivo na aprendizagem de matem\u00e1tica, leitura e outras habilidades lingu\u00edsticas nas crian\u00e7as\u201d. Por\u00e9m grande parte dos sistemas educacionais vem esquecendo sua aplica\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica de ensino, mesmo assim ainda h\u00e1 por parte de poucos professores isolados e de maneira inadequada, mas apreciam e valorizam a m\u00fasica como ela merece.<\/p>\n<p>Dessa forma, antes da aplica\u00e7\u00e3o de qualquer atividade, o professor tem que gostar de m\u00fasica, ter\u00e1 que ouvir todos os tipos de m\u00fasicas e variados ritmos deixando de lado tamb\u00e9m os preconceitos, assim formar\u00e1 sua opini\u00e3o a respeito e saber\u00e1 separar o material adequado para si e para o aprendizado de seus alunos. A m\u00fasica deve ser usada para ensinar e n\u00e3o para atormentar e seu valor verdadeiro dentro de uma sala de aula, \u00e9 preciso que os esfor\u00e7os dos alunos sejam estimulados, deve ser um elemento auxiliar na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo.\u00a0 \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m despertar nos alunos a sensibilidade mais agu\u00e7ada na observa\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es pr\u00f3prias \u00e0 disciplina estudada, BARRETO (1992) (apud SNYDERS).<\/p>\n<p>\u00c9 preciso que o professor se dedique aos estudos da m\u00fasica, compreend\u00ea-la em sua amplitude, se for poss\u00edvel at\u00e9 pratic\u00e1-la, isso ajudar\u00e1 seu dom\u00ednio em sala de aula e ter\u00e1 mais discernimento para elaborar trabalhos mais bem adaptados \u00e0 realidade de seus alunos. Por tanto, utilizar a m\u00fasica em sala de aula ou em seu cotidiano harmoniza a vida das pessoas e \u00e9 por isso que sempre damos raz\u00e3o \u00e0 antiga frase: \u201cquem canta, seus males espanta\u201d. Cantar \u00e9 vibrar, e vibrar \u00e9 viver.<\/p>\n<p>Os seres humanos, a vida e tudo que cerca a todos, podiam ser considerados como m\u00fasica, pois simplesmente estamos inseridos numa \u201cestrutura musical\u201d, somos essencialmente musicais, ou seja, os batimentos card\u00edacos, o piscar de olhos, os sons, as vibra\u00e7\u00f5es, as ondas sonoras, tudo acontece num tempo e num espa\u00e7o, o corpo vibra e a mat\u00e9ria toda vibra \u00e0 sua volta. Fazemos parte de uma organiza\u00e7\u00e3o de vibra\u00e7\u00f5es chamada natureza.<\/p>\n<p>Compreender a combina\u00e7\u00e3o de fonemas para chegar \u00e0s palavras, ou \u00e1tomos para chegar \u00e0s mol\u00e9culas, o mesmo vale para a m\u00fasica combinando sons que chegando a algum resultado pode ser agrad\u00e1vel ou n\u00e3o aos ouvintes. A m\u00fasica al\u00e9m da arte de combinar os sons ela tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de interagir com o outro, do mesmo modo as c\u00e9lulas quando combinadas adequadamente seu resultado \u00e9 um tecido ou organismo.De acordo com Barreto (apud Gainza 1988), os aspectos musicais correspondem a algum aspecto humano, mobilizando-o com exclusividade, como exemplo: o ritmo corresponde o movimento do corpo, a melodia estimula a afetividade, a harmonia corresponde a ordem musical e mental do homem.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o sonora \u00e9 utilizada constantemente como suporte para a memoriza\u00e7\u00e3o e para o aprendizado de qualquer coisa em nossa vida. Por ser uma arte antiga e particular, a m\u00fasica passou a ser estudada pelos cientistas durante a evolu\u00e7\u00e3o da humanidade, e tais aspectos demonstraram em que medida ela era uma disciplina que envolvia referenciais de outra disciplina. Assim, diversos estudiosos provaram por meio da m\u00fasica aquilo que afirmavam dentro da \u00e1rea em que atuavam. Percebe-se que a m\u00fasica tem uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com disciplinas como, arte, l\u00edngua, hist\u00f3ria, matem\u00e1tica, f\u00edsica, biologia, psicologia, sociologia, religi\u00e3o etc., e \u00e9 \u00f3bvio que se trabalhadas junto com a m\u00fasica levar\u00e3o certa vantagem e melhor desenvolvimento dos trabalhos.<\/p>\n<p>Para Guilherme (2006);<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA m\u00fasica \u00e9 um dos est\u00edmulos mais potentes para ativar os circuitos do c\u00e9rebro na inf\u00e2ncia. Os estudos atuais apontam que a janela de oportunidade musical, ou a intelig\u00eancia musical, abre-se aos 3 anos e come\u00e7a a se fechar aos 10 anos\u201d(p. 158).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim sendo, essa faixa et\u00e1ria torna-se o momento ideal para que ocorram os primeiros estudos musicais por meio do processo de musicaliza\u00e7\u00e3o com as crian\u00e7as. De acordo com Joly (2003):<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A crian\u00e7a, por meio da brincadeira, relaciona-se com o mundo que descobre a cada dia e \u00e9 dessa forma que faz m\u00fasica: brincando. Sempre receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, inventa melodias e ouve com prazer a m\u00fasica de diferentes povos e lugares. (p. 116).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 por meio de brincadeiras com objetos sonoros, imitando com sua voz o que ouve que a crian\u00e7a ir\u00e1 descobrir categorizar e dar significado aos sons e ao mesmo tempo compreender os sons de sua cultura. Para as crian\u00e7as, a m\u00fasica deve ser apresentada de forma l\u00fadica. Ao apresentarem os elementos b\u00e1sicos, o professor poder\u00e1 oferec\u00ea-las, por interm\u00e9dio dessa recrea\u00e7\u00e3o, conhecimentos b\u00e1sicos de m\u00fasica como: ritmo (utilizando o rel\u00f3gio, os pingos da chuva) altura (agudo, m\u00e9dio, grave), intensidade (forte, fraco) e timbre do som (a caracter\u00edstica de cada som, o que nos faz diferenciar as vozes e os instrumentos); dura\u00e7\u00e3o dos valores proporcionais (longo curto). Uma compreens\u00e3o dos s\u00edmbolos que representam \u00e0 m\u00fasica. A crian\u00e7a brinca voltando-se para aquilo que faz apelo \u00b4\u00e0 sua atividade l\u00fadica e a sua sensibilidade. O brinquedo musical liberta e afirma, socializa, equilibrando e fortalecendo sua personalidade<em>.<\/em>Com tudo, VASCOCELLOS (2018), destaca a liga\u00e7\u00e3o entre instru\u00e7\u00e3o musical na inf\u00e2ncia e o crescimento intelectual, ajudando as crian\u00e7as que s\u00e3o instru\u00eddas musicalmente a assimilarem as disciplinas escolares com mais efic\u00e1cia do que as n\u00e3o instru\u00eddas.<\/p>\n<p>Essa \u201crecrea\u00e7\u00e3o\u201d pode acontecer com brincadeiras, jogos, hist\u00f3rias, dan\u00e7as, bandinha r\u00edtmica (conjunto de percuss\u00e3o), canto e movimentos corporais. E atrav\u00e9s da improvisa\u00e7\u00e3o de ritmos e melodias, o aluno desenvolve sua criatividade. O primeiro passo objetiva estimular a socializa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Para isso, can\u00e7\u00f5es que faz parte de sua heran\u00e7a musical s\u00e3o utilizadas como, por exemplo, <em>Ciranda cirandinha <\/em>e <em>Marcha soldado<\/em>.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a come\u00e7a a ter contato com a m\u00fasica desde o ventre de sua m\u00e3e, nas can\u00e7\u00f5es de ninar e no ambiente escolar, pois \u00e9 nessa fase que ela constr\u00f3i os saberes que ir\u00e1 utilizar para o resto de sua vida.Gordon (2000) ressalta que:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da m\u00fasica, as crian\u00e7as aprendem a conhecer-se a si pr\u00f3prias, aos outros e \u00e0 vida. E, o que \u00e9 mais importante, atrav\u00e9s da m\u00fasica as crian\u00e7as s\u00e3o mais capazes de desenvolver e sustentar a sua imagina\u00e7\u00e3o e criatividade ousada. Dado que n\u00e3o se passa um dia sem que, duma forma ou doutra, as crian\u00e7as n\u00e3o ou\u00e7am ou participem em [sic] m\u00fasica, \u00e9-lhes vantajoso que a compreendam. Apenas ent\u00e3o poder\u00e3o aprender a apreciar, ouvir e participar na m\u00fasica que acham se boa, e \u00e9 atrav\u00e9s dessa percep\u00e7\u00e3o que a vida ganha mais sentido. (p. 6).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na escola pode-se trabalhar o corpo tornando-se um aliado no processo de ensino aprendizagem musical, proporcionando por meio dos diferentes movimentos oportunidades para o aprendizado. Por meio desse recurso podemos desenvolver atividades que envolvam a percep\u00e7\u00e3o e interioriza\u00e7\u00e3o do ritmo, intensidade e altura, trabalhar com a forma musical e tamb\u00e9m desenvolver a expressividade das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Para GOMES (1996), o ensino de m\u00fasica nas escolas pode contribuir n\u00e3o s\u00f3 para a forma\u00e7\u00e3o musical dos alunos, mas principalmente como uma ferramenta eficiente de transforma\u00e7\u00e3o social, onde o ambiente de ensino e aprendizagem pode proporcionar o respeito, a amizade, a coopera\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o t\u00e3o importantes e necess\u00e1rias para a forma\u00e7\u00e3o humana. Contudo, nas aulas de m\u00fasica em grupo pode ser trabalhados aspectos como, por exemplo, o respeito pelos colegas, a coopera\u00e7\u00e3o que as atividades realizadas em coletivo exigem e a uni\u00e3o da turma na busca de alcan\u00e7ar objetivos que sejam comuns a todos, como por exemplo, cantar e dan\u00e7ar em roda ao mesmo tempo, sem esquecer das habilidades est\u00e9ticas e art\u00edsticas, o desenvolvimento da imagina\u00e7\u00e3o e criatividade, desenvolvimento cognitivo, efetivo e psicomotor, desenvolvimento de comunica\u00e7\u00e3o, sensibilidade, dentre outros.<\/p>\n<p>A m\u00fasica na vida do ser humano \u00e9 t\u00e3o importante, por ser um elemento que auxilia no bem estar das pessoas. A crian\u00e7a aos poucos vai formando sua identidade, percebendo-se diferente dos outros e ao mesmo tempo buscando integrar-se com os outros. Nesse processo a auto-estima e a auto-realiza\u00e7\u00e3o desempenham um papel muito importante. Atrav\u00e9s do desenvolvimento da auto-estima ela aprende a se aceitar como \u00e9, com suas capacidades e limita\u00e7\u00f5es.No contexto escolar a m\u00fasica tem a finalidade de ampliar e facilitar a aprendizagem do educando, pois ensina o indiv\u00edduo a ouvir e a escutar de maneira ativa e refletida. A crian\u00e7a que consegue desenvolver pouco a pouco a aprecia\u00e7\u00e3o sensorial aprende a gostar ou n\u00e3o de determinados sons e passa a reproduzi-los e a criar novos desenvolvendo sua imagina\u00e7\u00e3o, M\u00c1RSICO (1992).<\/p>\n<p>A m\u00fasica afeta o corpo do indiv\u00edduo de duas formas: diretamente, com o efeito do som sobre as c\u00e9lulas e os \u00f3rg\u00e3os, e indiretamente, agindo sobre as emo\u00e7\u00f5es, que apresentam numerosos processos corporais provocando a ocorr\u00eancia de tens\u00f5es e relaxa\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias partes do corpo. A m\u00fasica \u00e9 um elemento de fundamental import\u00e2ncia, pois movimenta, mobiliza e por isso contribui para a transforma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento, GAINZA (1988).<\/p>\n<p>As atividades musicais oferecem v\u00e1rias oportunidades para que a crian\u00e7a aprimore sua coordena\u00e7\u00e3o\u00a0 motora, aprenda a controlar seus m\u00fasculos e mova-se com desenvoltura. O ritmo tem um papel importante na forma\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio do sistema nervoso. Isto porque toda express\u00e3o musical ativa age sobre a mente, favorecendo a descarga emocional, a rea\u00e7\u00e3o motora e aliviando as tens\u00f5es. Qualquer movimento adaptado a um ritmo \u00e9 resultado de um conjunto completo de atividades coordenadas. Por isso atividades como cantar fazendo gestos, dan\u00e7ar, bater palmas, p\u00e9s, s\u00e3o experi\u00eancias importantes para a crian\u00e7a, pois elas permitem que se desenvolva o senso r\u00edtmico, a coordena\u00e7\u00e3o motora, fatores importantes tamb\u00e9m para o processo de aquisi\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita.<\/p>\n<p>Segundo Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da M\u00fasica, ABM (2002, p.16), para que o c\u00e9rebro desenvolva todo o seu potencial, s\u00e3o necess\u00e1rios est\u00edmulos, agindo diretamente em suas centrais de comunica\u00e7\u00e3o. Na inf\u00e2ncia, este conjunto de est\u00edmulos proporcionam o desenvolvimento das fibras nervosas capazes de ativar o c\u00e9rebro e dot\u00e1-lo de habilidades. Ainda de acordo com a ABM, destaca a import\u00e2ncia da m\u00fasica para crian\u00e7as, j\u00e1 que a m\u00fasica por si mesma aumenta as fun\u00e7\u00f5es cerebrais superiores, os estudos indicam que o treinamento em m\u00fasica gera as conex\u00f5es nervosas que s\u00e3o usadas para entender os conceitos matem\u00e1ticos, e aulas de m\u00fasica na inf\u00e2ncia fazem o c\u00e9rebro crescer e quanto mais cedo come\u00e7ar o treino musical, maior a \u00e1rea do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Para as crian\u00e7as portadoras de necessidades especiais n\u00e3o \u00e9 diferente. Segundo Birkenshaw-Fleming (1993) h\u00e1 diferentes formas e observa\u00e7\u00e3o que podem ajudar de crian\u00e7as especiais no ensino aprendizagem. Quanto mais conhecimento o professor tem sobre o estudante, melhor \u00e9 o ensino e maior \u00e9 a sua seguran\u00e7a para ajudar no desenvolvimento dos alunos. O professor deve pesquisar sobre as possibilidades de desenvolvimento de seus alunos e deve conhecer as limita\u00e7\u00f5es e dificuldades de cada um deles. Isso se deve a entrevistas com os pais, professores, coordenadores, diretores e outros profissionais da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Para Birkenshaw-Fleming (1993) o excesso de prote\u00e7\u00e3o por parte de pessoas que convivem com a crian\u00e7a nem sempre corresponde com aquilo que ela realmente necessita. \u00c9 importante procurar perceber as potencialidades de cada um. Todo o trabalho deve ser feito com paci\u00eancia e carinho, lembrando-se de que \u00e9 preciso valorizar a autoestima de cada aprendiz, motivando-o a reconhecer sua contribui\u00e7\u00e3o frente ao grupo em que est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p>Birkenshaw-Fleming (1993) aponta alguns poss\u00edveis benef\u00edcios que as aulas de m\u00fasica podem proporcionar aos indiv\u00edduos com necessidades especiais:<\/p>\n<ul>\n<li>Se o professor faz com que o aluno realize algumas atividades com sucesso, possivelmente vai refor\u00e7ar a sua autoestima. Ele obt\u00e9m isso, respeitando as limita\u00e7\u00f5es e possibilidades de cada um. \u00c9 importante, fazer com que o aluno participe de todos os procedimentos de aula, de maneira que suas realiza\u00e7\u00f5es se transformem numa experi\u00eancia v\u00e1lida. Todos devem ser encorajados a dar o melhor de si e serem independentes, tanto nas atividades musicais como em qualquer outra atividade do seu dia-a-dia.<\/li>\n<li>\u00c9 poss\u00edvel estimular a intera\u00e7\u00e3o social por meio de atividades musicais, que possibilita ao indiv\u00edduo sair de um poss\u00edvel isolamento.<\/li>\n<li>O desenvolvimento do t\u00f4nus muscular e da coordena\u00e7\u00e3o psicomotora pode ser estimulado por meio de atividades que envolvam movimento associado \u00e0 m\u00fasica.<\/li>\n<li>O desenvolvimento da linguagem pode ser estimulado por meio de atividades musicais tais como parlendas, trava-l\u00ednguas e pequenas can\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Da mesma forma, pequenas can\u00e7\u00f5es e exerc\u00edcios r\u00edtmicos e mel\u00f3dicos podem desenvolver a capacidade auditiva, intelectual e o desenvolvimento da mem\u00f3ria.<\/li>\n<li>Por meio de um programa de educa\u00e7\u00e3o musical bem estruturado e com objetivos bem definidos \u00e9 poss\u00edvel promover o desenvolvimento f\u00edsico, intelectual e afetivo da crian\u00e7a com necessidades especiais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo estudos cient\u00edficos o lado esquerdo do c\u00e9rebro \u00e9 a parte racional, quando se estuda matem\u00e1tica, qu\u00edmica, f\u00edsica e outras, \u00e9 essa \u00e1rea que assume o controle das informa\u00e7\u00f5es. O lado direito \u00e9 a parte sensorial, quando se ouve m\u00fasica, dan\u00e7a e etc, \u00e9 nessa \u00e1rea que tem o controle e devem-se desenvolver as duas habilidades racional e sensorial. GARDNER (1995)destaca que a intelig\u00eancia \u00e9 heran\u00e7a gen\u00e9tica, independente da educa\u00e7\u00e3o cultural, sendo necess\u00e1rio est\u00edmulos para desenvolve-la e desperta-la para uma determinada atividade.\u00a0 Em 1985 HOWARD GARDNER lan\u00e7ou uma de suas teorias das m\u00faltiplas intelig\u00eancias no livro chamado <em>The Mind&#8217;s New Science: A History of the Cognitive Revolution<\/em>\u00a0(tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas: A nova ci\u00eancia da mente: uma hist\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o cognitiva). Aprender m\u00fasica \u00e9 um exerc\u00edcio que utiliza o c\u00e9rebro por inteiro que aumenta a intelig\u00eancia humana com habilidade para reconhecer sons, gosto pela m\u00fasica ou praticar um instrumento. Quando se ouve m\u00fasica desperta o lado sensorial e ao aprender m\u00fasica teoricamente desperta o lado racional e sendo acompanhado da pratica instrumental despertar\u00e1 os dois lados tendo assim um c\u00e9rebro mais ativo, mais forte e mais \u00e1gil potencializando todas as \u00e1reas do pensamento humano.Aprender m\u00fasica para as crian\u00e7as parece uma brincadeira, mas para a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto muito s\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Considerando toda a trajet\u00f3ria hist\u00f3rica da m\u00fasica no ensino escolar relatada neste trabalho, v\u00e1rios especialistas e pesquisadores citados no decorrer desta pesquisa mostram que a m\u00fasica ajuda no desenvolvimento do aprendizado, e est\u00e1 ligada ao ser humano desde muito cedo, mostrando que este ensino desperta, estimula e desenvolve diversos aspectos, apesar de alguns professores ainda n\u00e3o acreditarem nesse aspecto. Mas, muitos n\u00e3o perceberam que a m\u00fasica como disciplina ou mesmo na educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica al\u00e9m de dar prazer est\u00e9tico, estimula \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o, a criatividade, a capacidade de sentir, observar e refletir. Aspectos estes essenciais nas salas de aula no mundo de hoje. Mas, mesmo ap\u00f3s tantas pesquisas comprovadas cientificamente em rela\u00e7\u00e3o aos benef\u00edcios da m\u00fasica no desenvolvimento infantil e ensino-aprendizado do ser, por que as escolas n\u00e3o a utilizam mais? Por que a obrigatoriedade no curr\u00edculo escolar n\u00e3o \u00e9 praticada com rigor?<\/p>\n<p>Observa-se que h\u00e1 anos vem se discutindo sobre a educa\u00e7\u00e3o musical no curr\u00edculo escolar, mas sem grandes preocupa\u00e7\u00f5es. Desde a cria\u00e7\u00e3o da primeira Lei n\u00ba 4024\/61 a Arte vem sofrendo certo preconceito sendo pouco valorizada at\u00e9 nos dias de hoje. Mesmo assim, ap\u00f3s muitos anos de luta, a disciplina de Artes n\u00e3o poderia ficar somente na Lei e sim colocada em pr\u00e1tica, para isso, \u00e9 necess\u00e1ria a forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o de professores, e espa\u00e7os f\u00edsicos adequados para as aulas. Como hoje s\u00e3o poucas as escolas que atendem devidamente a essas necessidades, ainda h\u00e1 car\u00eancias, encontramos professores despreparados que lecionam suas aulas de arte copiando conceitos prontos dos livros did\u00e1ticos e deixando de lado a musicaliza\u00e7\u00e3o em si por falta at\u00e9 mesmo de experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Nesse contexto, percebe-se que ainda h\u00e1 muito que se fazer. Acredita-se mesmo em meio tantas dificuldades que a forma\u00e7\u00e3o do professor seria o mais adequado para lecionar a disciplina de artes e em especial a de musicaliza\u00e7\u00e3o ou educa\u00e7\u00e3o musical, valorizando a cultura de cada um e seus interesses pessoais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ABM, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da M\u00fasica. <strong>A import\u00e2ncia da m\u00fasica para as crian\u00e7as<\/strong>, 2002. 1\u00ba Edi\u00e7\u00e3o. Pg16.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ABRAMOVICH,\u00a0F.\u00a0<strong>Quem\u00a0educa\u00a0quem?<\/strong>\u00a05 a .\u00a0ed.\u00a0S\u00e3o\u00a0Paulo:\u00a0Summus,\u00a01985.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A influencia da m\u00fasica no cerebro<\/strong>. Projeto Aventuras Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/home.speedbit.com\/video.aspx?q=influencia+da+m%C3%BAsica+no+cerebro.+Projeto+Aventuras+Musicais&amp;site=web&amp;aff=105\">http:\/\/home.speedbit.com\/video.aspx?q=influencia+da+m%C3%BAsica+no+cerebro.+Projeto+Aventuras+Musicais&amp;site=web&amp;aff=105<\/a>&gt;.\u00a0 Acesso em 01 de julho de 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ANGOTTI, M. (Org.) <strong><em>Educa\u00e7\u00e3o infantil<\/em>: Para qu\u00ea, para quem e por qu\u00ea?<\/strong> Campinas: Editora Al\u00ednea, Cap. 9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BARRETO, Sidirley de Jesus.\u00a0<strong>Psicomotricidade:<\/strong>educa\u00e7\u00e3o e reeduca\u00e7\u00e3o. 2. ed. Blumenau: Acad\u00eamica, 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BARBOSA, Ana Mae. <strong>Arte Educa\u00e7\u00e3o no Brasil: do modernismo ao p\u00f3s-modernismo<\/strong>. Revista Digital<strong>\u00a0<\/strong>Art&amp;<strong>\u00a0<\/strong>&#8211; N\u00famero 0 &#8211; Outubro de 2003. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/www.revista.art.br\/site-numero-00\/anamae.htm\">http:\/\/www.revista.art.br\/site-numero-00\/anamae.htm<\/a>&gt;. Acesso em 30 de novembro de 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BINOW, Simone Vesper.<strong>A Musicaliza\u00e7\u00e3o no Processo Ensino-Aprendizagem na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e S\u00e9ries Iniciais<\/strong>. Dispon\u00edvel em&lt;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.webartigos.com\/artigos\/a-musicalizacao-no-processo-ensino-aprendizagem-na-educacao-infantil-e-series-iniciais\/35818\/#ixzz2SardxgWc\">http:\/\/www.webartigos.com\/artigos\/a-musicalizacao-no-processo-ensino-aprendizagem-na-educacao-infantil-e-series-iniciais\/35818\/#ixzz2SardxgWc<\/a>&gt;.\u00a0 Acesso em 06 de junho de 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BIRKENSHAW-FLEMING, L. <strong>Music for all: teaching music to people with special needs<\/strong>. Toronto, Canad\u00e1. Gordon Thompsom Music, 1993.\u00a0\u00a0\u00a0 Edi\u00e7\u00e3o\u00a0: 2003 \u2013 Vol. 28 \u2013 N\u00ba 02.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional. <\/strong>Lei 5.692, de 11 de agosto de 1971.Bras\u00edlia, 1971.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, LDB: <\/strong>Lei 9.394\/96. Bras\u00edlia: Di\u00e1rioOficial da Uni\u00e3o, Ano CXXXIV, n. 248, de23\/12\/1996, pp. 27.833-27.841.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (Introdu\u00e7\u00e3o).<\/strong>Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o\/Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental,1997.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (5\u00aa a 8\u00aa)<\/strong>. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o\/Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental, 1998.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Resolu\u00e7\u00e3o n. 2, de 8 de mar\u00e7o de 2004<\/strong><em>. <\/em>Aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em M\u00fasica e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Bras\u00edlia: CNE\/CES, 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Resolu\u00e7\u00e3o n. 3, de 8 de mar\u00e7o de 2004<\/strong><em>. <\/em>Aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Dan\u00e7a e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Bras\u00edlia: CNE\/CES, 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Resolu\u00e7\u00e3o n. 4, de 8 de mar\u00e7o de 2004.<\/strong>Aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Teatro e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Bras\u00edlia: CNE\/CES, 2004c.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong><em>Lei n. 11.769, de 18 de agosto de 2008.<\/em><\/strong>Bras\u00edlia: Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, ano CXLV, n.159, de 19\/08\/2008, Se\u00e7\u00e3o 1, p\u00e1gina 1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Resolu\u00e7\u00e3o n. 1, de 16 de janeiro de 2009.<\/strong>Aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Artes Visuais e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Bras\u00edlia: CNE\/CES, 2009.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL, Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e do Desporto. Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental,(1998). Referencial Curricular Nacional para Educa\u00e7\u00e3o Infantil<strong>. <\/strong>Bras\u00edlia: MEC\/SEF, v. 3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BR\u00c9SCIA, Vera L\u00facia Pessagno. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Musical: bases psicol\u00f3gicas e a\u00e7\u00e3o preventiva.<\/strong> S\u00e3o Paulo: \u00c0tomo, 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRITO, Teca Alencar de. <strong>M\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Peir\u00f3polis, 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CARVALHO, C. <strong>Aspectos referentes ao curr\u00edculo da arte na educa\u00e7\u00e3o.<\/strong> Agathos (ASSEVIM), Brusque-SC, v. 1, 2005.<\/p>\n<h4><\/h4>\n<h5>CHIARELLI E BARRETO, L\u00edgia KarinaMeneghetti e Sidirley de Jesus, <a href=\"http:\/\/musicaeadoracao.com.br\/25473\/a-importancia-da-musicalizacao-na-educacao-infantil-e-no-ensino-fundamental\/\">A Import\u00e2ncia da Musicaliza\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e no Ensino Fundamental<\/a>,Dispon\u00edvel em&lt;<a href=\"http:\/\/musicaeadoracao.com.br\/25473\/a-importancia-da-musicalizacao-na-educacao-infantil-e-no-ensino-fundamental\/\">http:\/\/musicaeadoracao.com.br\/25473\/a-importancia-da-musicalizacao-na-educacao-infantil-e-no-ensino-fundamental\/<\/a>&gt;. Acesso em 06\/06\/2018.<\/h5>\n<h1><\/h1>\n<p>CORR\u00caA, C\u00edntia Chung Marques. <strong>Atitudes e valores no ensino da arte: ap\u00f3s a Lei n\u00ba 4.924\/61at\u00e9 a atual lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Nacional \u2013 Lei n\u00ba 9.393-96.<\/strong> Ecco, S\u00e3o Paulo, v.9, n.1, p.97-113, jan.\/jun. 2007.<\/p>\n<h1><\/h1>\n<p>COSTA, Souza Patr\u00edcia T<strong>. Reflex\u00f5es sobre <\/strong>Curr\u00edculo\u00a0: Educa\u00e7\u00e3o Musical no Primeiro Ano do Ensino Fundamental de Nove Anos. Universidade do Estado do Par\u00e1. Centro de Ci\u00eancia Sociais e Educa\u00e7\u00e3o.Licenciatura Plena em M\u00fasica. Bel\u00e9m, 2012.<\/p>\n<h5>DOMINGOS, Beatriz F. e CARVALHO, Eliane A. De.Programa de Qualidade de Vida: O trabalhador e a musicoterapia. V. 29, n1 (2017) Revista Uning\u00e1Review. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/revista.uninga.br\/index.php\/uningareviews\/article\/view\/1909\">http:\/\/revista.uninga.br\/index.php\/uningareviews\/article\/view\/1909<\/a>&gt; Acesso em 30\/11\/2018.<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FERRAZ E FUSARI, Maria Helo\u00edsa e Maria F. De Resendi. <strong>Metodologia do Ensino de Arte. Cortez<\/strong>, 1993.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FERREIRA, Martins. <strong>Como usar a m\u00fasica na sala de aula. <\/strong>7\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo<strong>, <\/strong>Ed, Contexto, 2009.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GAINZA, V. Hemsy de. <strong>Estudos de Psicopedagogia Musical. <\/strong>S\u00e3o Paulo:<\/p>\n<p>Summus, 1988.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GARDNER, H. <strong>Intelig\u00eancias M\u00faltiplas: a teoria na pr\u00e1tica<\/strong>. Trad. Maria Adriana Ver\u00edssimo Veronese. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1995.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GARDNER, H. <strong>The Mind&#8217;s New Science: A History of the Cognitive Revolution<\/strong>\u00a0&#8211; New York: Basic Books, 1985<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GIL, Antonio Carlos. <strong>Como elaborar projetos de pesquisa.<\/strong> 4. ed. -9. reimpr.- S\u00e3o Paulo: Atlas, 2007.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GOMES, Neide R. et al. <strong>A crian\u00e7a \u00e9 a m\u00fasica<\/strong>. Fermata do Brasil, 1996.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GUILHERME, Cristiane, C, F, (2006). <strong>Musicaliza\u00e7\u00e3o Infantil: Trajet\u00f3rias do aprender a aprender o qu\u00ea e como ensinar na educa\u00e7\u00e3o infantil<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ILARI, Beatriz. <strong>A m\u00fasica e o c\u00e9rebro: algumas implica\u00e7\u00f5es do neurodesenvolvimento para a educa\u00e7\u00e3o musical<\/strong>. Revista da ABEM, Porto Alegre, v. 9, 7-16, set. 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>JOLY, Ilza, Zenker, Leme, (2000). <strong>Um processo de supervis\u00e3o de comportamentos de professores de musicaliza\u00e7\u00e3o infantil para adaptar procedimentos de ensino<\/strong>. Tese de Doutorado (Educa\u00e7\u00e3o) S\u00e3oCarlos: UFSCar, 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LIMA, Lucas C. <strong>GEST\u00c3O ESCOLAR E O ENSINO MUSICAL NAS ESCOLAS: CAMINHOS E DESAFIOS<\/strong><strong>. <\/strong>Universidade do Estado do Par\u00e1. Centro de Ci\u00eancia Sociais e Educa\u00e7\u00e3o.Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o Escolar. Bel\u00e9m, 2012.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LOUREIRO, Al\u00edcia Maria Almeida. <strong>O ensino de m\u00fasica na escola fundamental. <\/strong>7. ed. S\u00e3o Paulo, Ed Papirus, 2010.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>M\u00c1RSICO, Leda Os\u00f3rio. <strong>A crian\u00e7a e a m\u00fasica: <\/strong>um estudo de como se processa o<\/p>\n<p>desenvolvimento musical da crian\u00e7a. Rio de Janeiro: Globo, 1982.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MATEIRO E ILARI, Teresa e Beatriz. <strong>Pedagogias em Educa\u00e7\u00e3o Musical<\/strong>. 1. ed. Curitiba-PR, Intersaberes, 2012.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MINIST\u00c9RIO DA EDUCA\u00c7\u00c3O E DO DESPORTO. <strong>Referencial Curricular Nacional Para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil: Conhecimento de Mundo<\/strong>. Volume 3. Bras\u00edlia: MEC\/SEF. 1998. p.47 \u2013 77.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MOREIRA (org.) Ant\u00f4nio Fl\u00e1vio Barbosa. <strong>Curr\u00edculo: quest\u00f5es atuais<\/strong>.Campinas: Papirus, 2001.<\/p>\n<p>NOGUEIRA, Monique Andries<strong>. A M\u00daSICA E ODESENVOLVIMENTO DA CRIAN\u00c7A<\/strong>,\u00a0REVISTA DA UFG\u00a0&#8211;\u00a0<strong>Tema<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>INF\u00c2NCIA,\u00d3rg\u00e3o de divulga\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Goi\u00e1s \u2013 Ano VI, No. 2, dezembro de 2004.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PARIZZI, Maria Bet\u00e2nia. <strong>O canto espont\u00e2neo da crian\u00e7a de zero a seis anos: dos balbucios \u00e0s can\u00e7\u00f5es transcendentes.<\/strong> Revista da ABEM, Porto Alegre, v. 15, 39-48, set. 2006.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PEDRA J.A. <strong>Curr\u00edculo, conhecimento e suas representa\u00e7\u00f5es<\/strong>. Tese para professor titular. Universidade Federal do Paran\u00e1, 1992.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PENNA, Maura. <strong>M\u00fasica (s) e seu ensino<\/strong>. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 2012.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PEREIRA, Fabr\u00edcio A. <strong>O CONHECIMENTO EPISTEMOL\u00d3GICO E O CONHECIMENTO EM ARTE: An\u00e1lise de paradigmas do s\u00e9culo XXI sob enfoque transdisciplinar. <\/strong>Tese \u2013 Escola de Belas Artes \u2013 UFMG, Belo Horizonte, 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portal do Professor, Jornal <strong>M\u00daSICA NA ESCOLA<\/strong>. Dispon\u00edvel em<\/p>\n<p>&lt;<a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/conteudoJornal.html?idConteudo=319\">http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/conteudoJornal.html?idConteudo=319<\/a>&gt;.<\/p>\n<p>Acesso em 06\/07\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ROSA, Nereide Schilaro Santa. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Musical para 1\u00aa a 4\u00aa S\u00e9rie<\/strong>. S\u00e3o Paulo, 1990.<\/p>\n<p>SILVA CY, Valdemar F\u00e9lix da. <strong>M\u00fasica Na Escola P\u00fablica: Desafios E Solu\u00e7\u00f5es.\u00a0 <\/strong>Escola de M\u00fasica e Belas Artes do Paran\u00e1 Programa de Desenvolvimento Educacional \u2013 2008.<\/p>\n<p>SILVA, Tomas Tadeu da. <strong>Documentos de Identidade; Uma Introdu\u00e7\u00e3o as Teorias do Curr\u00edculo<\/strong>. 2 ed, 11\u00aa imp.- Belo Horizonte. Aut\u00eantica, 2007.<\/p>\n<p>SIM\u00d5ES, Sandro Nery. <strong>A import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o musical em antigas civiliza\u00e7\u00f5es e no Brasil com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba. 11.769\/2008. <\/strong>Revista Espa\u00e7o Acad\u00eamico \u2013 n.184 \u2013 setembro\/2016 \u2013 mensal.<\/p>\n<p>SNYDERS, Georges. <strong>A Escola pode ensinar as alegrias da m\u00fasica?<\/strong>2. Ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 1994.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SOARES, C\u00edntia Vieira da Silva. <strong>M\u00fasica na creche: possibilidades de musicaliza\u00e7\u00e3o de beb\u00eas<\/strong><em>. <\/em>Revista da ABEM, Porto Alegre, v. 20, 79-88, set. 2008.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SOUZA, Fabiana R. C. de. <strong>As Artes Envolvendo O L\u00fadico E A Afetividade<\/strong>. Artigo, Campinas, 2006.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TEIXEIRA, Elizabeth. <strong>As tr\u00eas metodologias: <\/strong>Acad\u00eamica, da ci\u00eancia e da pesquisa. 4. ed. \u2013 Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2007.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>VASCONCELLOS, Maria de F. B. <strong>As Fases do Desenvolvimento da Crian\u00e7a de 0 a 6 anos<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.ebah.com.br\/content\/ABAAAfWuUAF\/as-fases-desenvolvimento-crianca&gt;. Acesso em 10\/11\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Wikip\u00e9dia, MUSICALIZA\u00c7\u00c3O. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Musicaliza\u00e7\u00e3o\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Musicaliza\u00e7\u00e3o<\/a>&gt; Acesso em 08\/08\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* Karine Rodrigues Von Groll, pedagoga, educadora musical, p\u00f3s graduada em Musicaliza\u00e7\u00e3o Infantil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESUMO Este trabalho apresentar\u00e1 uma pesquisa sobre a import\u00e2ncia da m\u00fasica na sala de aula, um breve hist\u00f3rico sobre a trajet\u00f3ria da m\u00fasica antes e ap\u00f3s a vinda da mesma para o Brasil, mostrando seu desenvolvimento e desafios perante as leis criadas, as lutas dos educadores no decorrer dos anos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":455,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[12,30,66,87],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/454"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/454\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media\/455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}