{"id":244,"date":"2019-04-23T22:06:23","date_gmt":"2019-04-24T01:06:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=244"},"modified":"2019-04-23T22:06:23","modified_gmt":"2019-04-24T01:06:23","slug":"a-musica-como-ferramenta-mediadora-da-pratica-pedagogica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/a-musica-como-ferramenta-mediadora-da-pratica-pedagogica\/","title":{"rendered":"A M\u00fasica como Ferramenta Mediadora da Pr\u00e1tica Pedag\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Este artigo busca desenvolver uma an\u00e1lise sobre a efic\u00e1cia da utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica enquanto instrumento mediador do processo de aprendizagem de outras disciplinas.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da m\u00fasica se justifica nos resultados em que se empenha sobre o desenvolvimento do ser humano, seja pr\u00e1tico, te\u00f3rico, psicol\u00f3gico, emocional ou motor.<\/p>\n<p>Segundo Viana (2000), a mu\u0301sica e\u0301 um ve\u00edculo de expressa\u0303o que atinge os jovens nas pra\u0301ticas docentes. \u00c9 poss\u00edvel estudar nosso cotidiano atrave\u0301s de letras de mu\u0301sicas populares e habituais dos jovens, estabelecendo rela\u00e7o\u0303es sociais e espaciais a partir delas.<\/p>\n<p>Segundo Mesquita (1994):<\/p>\n<p>atrave\u0301s das letras das can\u00e7o\u0303es e\u0301 poss\u00edvel desvelar todo um universo social constru\u00eddo atrave\u0301s do imagina\u0301rio coletivo da sociedade, que nos auxilia a melhor compreender quem somos no contexto de nossa contemporaneidade e do passado recente de que fomos part\u00edcipes. (VIANA, 2000, p. 109).<\/p>\n<p>A interdisciplinaridade busca o di\u00e1logo de linguagens que comungam de um mesmo prop\u00f3sito, dispondo possibilidades de caminhos para se chegar a um mesmo destino. Sob esta \u00f3tica ser\u00e1 investigado a efic\u00e1cia de aplica\u00e7\u00f5es da m\u00fasica em outras disciplinas, bem como os fundamentos que norteiam a praticidade do processo de assimila\u00e7\u00e3o de conte\u00fado em uma perspectiva musical. A pesquisa ser\u00e1 desenvolvida de forma anal\u00edtica a estudos que se utilizaram da m\u00fasica como instrumento de ensino interdisciplinar, na inten\u00e7\u00e3o de evidenciar o teor da relev\u00e2ncia que a m\u00fasica opera sob esta \u00f3tica.<\/p>\n<p>Oliveira; Silva, et alii (2005) afirmam que a mu\u0301sica, como um meio de comunica\u00e7a\u0303o, pode ser considerada um apoio pedago\u0301gico e instrumento<\/p>\n<p>facilitador na supera\u00e7a\u0303o de algumas barreiras do processo de ensino\/aprendizagem, criando situa\u00e7o\u0303es em que o aluno se sinta atra\u00eddo pelas propostas do professor e o mesmo seguro para propor situa\u00e7o\u0303es de aprendizagem sobre determinados conteu\u0301dos.<\/p>\n<p><strong>A M\u00daSICA COMO FERRAMENTA PEDAG\u00d3GICA<\/strong><\/p>\n<p>Utilizar a m\u00fasica como ferramenta de constru\u00e7\u00e3o do processo de ensino\/aprendizagem, \u00e9 fazer bom uso de um elemento eficaz que quebra padr\u00f5es massivos, e ilumina novas perspectivas de estudos mais l\u00fadicos, saud\u00e1veis e perspicazes. Assim como o recurso audiovisual prende mais a aten\u00e7\u00e3o dos alunos do que o quadro negro, a m\u00fasica proporciona um di\u00e1logo mais \u00edntimo e intuitivo na resolu\u00e7\u00e3o de algumas problematiza\u00e7\u00f5es previamente planejadas.<\/p>\n<p>O ser humano, por natureza, gosta de m\u00fasica, e por isso quando utilizada como m\u00e9todo de ensino, ou como suporte ao educador, pode obter bons resultados na apropria\u00e7\u00e3o do conte\u00fado. \u00c9 importante ressaltar que o professor n\u00e3o precisa utilizar a m\u00fasica em todas as aulas, deve saber oportunizar os momentos. Cabe a este artigo uma explana\u00e7\u00e3o do tema para a conscientiza\u00e7\u00e3o de uma ferramenta acess\u00edvel, contando que a partir daqui o professor saiba investir em seu interesse e aprendizado musical para aplicar tal did\u00e1tica em sua disciplina.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 uma poderosa ferramenta da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica. A prova dessa afirma\u00e7\u00e3o pode ser constatada no desempenho dos alunos que participam de uma aula musical, bem como a facilidade que empenham no processo de assimila\u00e7\u00e3o do conte\u00fado.<\/p>\n<p>O professor de musicaliza\u00e7\u00e3o tem como objetivo estimular o desenvolvimento do aluno seja ps\u00edquico ou motor, emocional ou comportamental, em contexto cultural ou social, ou seja, utilizar\u00e1 de pr\u00e1ticas musicais no contexto do desenvolvimento.<\/p>\n<p>Um professor de matem\u00e1tica pode cantar uma regra de fra\u00e7\u00e3o com seus alunos, estar\u00e1 utilizando da m\u00fasica como instrumento para aplicar um conte\u00fado de seu conhecimento, ou seja, a finalidade \u00e9 bem conhecida pelo professor, ele apenas est\u00e1 fazendo uso da arte musical como transporte. \u00c9 claro que falamos de variados n\u00edveis de atividades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica. Talvez o professor de matem\u00e1tica n\u00e3o consiga desenvolver um jogo musical mais elaborado, mas a can\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o pode ser a porta de entrada para o reconhecimento da ferramenta que tem em m\u00e3os.<\/p>\n<p>Quando busca se desenvolver aspectos do aluno com jogos musicais progressivos e atividades musicais mais elaboradas, \u00e9 preciso uma forma\u00e7\u00e3o mais adequada \u00e0 pr\u00e1tica, como o professor de matem\u00e1tica teve de se especializar melhor para poder ensinar fra\u00e7\u00e3o. O professor de m\u00fasica utilizar\u00e1 muitas vezes dos n\u00fameros, c\u00e1lculos, fra\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o porque quer ensinar matem\u00e1tica, mas porque a matem\u00e1tica tamb\u00e9m est\u00e1 intr\u00ednseca na m\u00fasica e pode ser considerada um meio para chegar a uma finalidade da musicaliza\u00e7\u00e3o. Essa troca \u00e9 poss\u00edvel porque a interdisciplinaridade nos permite um di\u00e1logo muito rico entre os m\u00e9todos e as disciplinas.<\/p>\n<p><strong>A M\u00daSICA NO DIA A DIA<\/strong><\/p>\n<p>Independente de o aluno entender de m\u00fasica ou n\u00e3o, ele ter\u00e1 algum grau de rela\u00e7\u00e3o com ela, ao menos ouvindo sua <em>playlist <\/em>no celular. Ningu\u00e9m pode negar os efeitos que nos causam a trilha sonora de um filme, a agita\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica eletr\u00f4nica, a calmaria do som de um violino, etc. Descontra\u00e7\u00e3o, \u00f3dio, amor, relaxamento, prazer, alegria, tristeza, nostalgia&#8230; S\u00e3o infinidades de sentimentos que uma determinada m\u00fasica pode aflorar, e isso faz dela um elemento primordial da nossa exist\u00eancia, e porque n\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O m\u00fasico saber\u00e1 explorar a ess\u00eancia, a qualidade, a configura\u00e7\u00e3o e a engenharia da m\u00fasica, ampliando sua rela\u00e7\u00e3o com os sons, o que pode duplicar os efeitos dessa arte sobre si. Poder\u00e1 interpretar, compor, improvisar, executar, compreender t\u00e9cnicas e teorias, enfim, desfrutar\u00e1 de uma intimidade ainda maior.<\/p>\n<p>Aquele que al\u00e9m do gosto e do conhecimento, tem a habilidade de ensinar, saber\u00e1 estimular seus alunos a se apaixonarem pela m\u00fasica elevando-a muito mais do que um \u00e1udio MP3, mas uma arte que se comp\u00f5e de melodia, harmonia e ritmo, que se disp\u00f5e por meio de dura\u00e7\u00f5es, alturas, timbres e intensidades, que vai al\u00e9m do campo material e encanta a alma.<\/p>\n<p><strong>A M\u00daSICA E SUAS PLURALIDADES<\/strong><\/p>\n<p>Um profissional da m\u00fasica pode explorar suas vertentes com diferentes pr\u00e1ticas em diferentes ess\u00eancias.<\/p>\n<p>Professor de Musicaliza\u00e7\u00e3o utilizar\u00e1 da m\u00fasica como ferramenta pedag\u00f3gica voltada para o desenvolvimento do aluno: ps\u00edquico, motor, emocional, comportamental, explora em suas aulas o som e sil\u00eancio, corpo e movimento, criatividade e improviso, jogos e brincadeiras, o pensar e o produzir. Professor de M\u00fasica Pr\u00e1tica\/Te\u00f3rica tem o estudo voltado \u00e0 pr\u00e1tica t\u00e9cnica e te\u00f3rica de um instrumento. Musicoterapeuta faz da m\u00fasica um recurso terap\u00eautico contando com seus est\u00edmulos diante da emo\u00e7\u00e3o, sensa\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o, etc. Music\u00f3logo se dedica ao estudo e pesquisa cient\u00edfica da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Dentro de todas essas \u00e1reas a m\u00fasica \u00e9 capaz de estimular, desenvolver e aprimorar aspectos da sensibilidade, criatividade, mem\u00f3ria visual e sonora, cogni\u00e7\u00e3o, senso r\u00edtmico, agilidade, discrimina\u00e7\u00e3o sonora, imagina\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, articula\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o, racioc\u00ednio l\u00f3gico, aten\u00e7\u00e3o, bem estar, autodisciplina, psicomotricidade, consci\u00eancia corporal, fala, sa\u00fade, habilidades motoras, controle dos m\u00fasculos, leitura, escrita, respeito, socializa\u00e7\u00e3o, afetividade, autoconhecimento, integra\u00e7\u00e3o e capacidade de estabelecer rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tudo isso faz da m\u00fasica uma ferramenta mais que eficaz na educa\u00e7\u00e3o, devido a sua pluralidade e sua capacidade de ativar e desenvolver diversos est\u00edmulos do educando.<\/p>\n<p><strong>INTERDISCIPLINARIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Para utilizar a m\u00fasica como ferramenta pedag\u00f3gica, na pr\u00e1tica de outras disciplinas, contamos com a interdisciplinaridade.<\/p>\n<p>Ribeiro em seu trabalho \u201cInterdisciplinaridade e M\u00fasica: conceito e pr\u00e1tica\u201d (p.01.2008) explica que existe uma confus\u00e3o entre os termos interdisciplinaridade, integra\u00e7\u00e3o e multidisciplinaridade:<\/p>\n<p>\u201cA interdisciplinaridade, na verdade, busca a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento atrav\u00e9s da interliga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias outras ci\u00eancias, saber de qual forma ela se concretiza, como ela se d\u00e1, suas limita\u00e7\u00f5es e qual ser\u00e1 o resultado de seu aux\u00edlio na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica&#8230;\u201d .<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 um f\u00e1cil acesso de interliga\u00e7\u00e3o das disciplinas, uma vez que \u00e9 flex\u00edvel para moldar-se em atividades acess\u00edveis ao interesse dos alunos. Isso porque o uso de din\u00e2micas musicais com certo grau de descontra\u00e7\u00e3o atrai mais facilmente a aten\u00e7\u00e3o. Cuidando do n\u00edvel da descontra\u00e7\u00e3o, o professor deve saber qual o resultado e a compreens\u00e3o que se espera dos alunos com a atividade.<\/p>\n<p>A riqueza interdisciplinar da m\u00fasica est\u00e1 na facilidade do processo, \u00e9 muito simples estabelecer di\u00e1logo com outras disciplinas. E j\u00e1 h\u00e1 tempos que esse di\u00e1logo vem sendo estabelecido.<\/p>\n<p>Rita de C\u00e1ssia em \u201cInterdisciplinaridade, m\u00fasica e educa\u00e7\u00e3o musical\u201d (p.31.2010) ressalta que:<\/p>\n<p>Desde a Antiguidade cl\u00e1ssica greco-romana, o conhecimento cient\u00edfico se baseia no preceito de que \u00e9 poss\u00edvel compreender a realidade por meio de sua divis\u00e3o em diversos campos independentes. Assim, postulava-se haver uma ci\u00eancia para cada objeto espec\u00edfico de estudo, isto \u00e9, defendia-se a exist\u00eancia de uma perfeita correspond\u00eancia entre uma divis\u00e3o preexistente na natureza e as divis\u00f5es do campo cient\u00edfico; haveria, ent\u00e3o, assuntos concernentes a apenas uma parte do conhecimento humano: os fen\u00f4menos f\u00edsicos seriam o objeto de estudo da f\u00edsica, os conceitos biol\u00f3gicos se refeririam estritamente \u00e0 biologia, e assim por diante. A filosofia, como fundamenta\u00e7\u00e3o do discurso e da teoria cient\u00edfica, expressou tal concep\u00e7\u00e3o em diversos momentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Rita tamb\u00e9m comenta sobre a m\u00fasica na interdisciplinaridade:<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da pesquisa e doc\u00eancia na m\u00fasica, a interdisciplinaridade pode oferecer relevantes contribui\u00e7\u00f5es ao incluir no campo da ci\u00eancia musical as contribui\u00e7\u00f5es das diversas \u00e1reas do conhecimento. Muitas vezes, o saber musical \u00e9 considerado como pertencente estritamente a um \u201ccampo art\u00edstico\u201d e oposto ao que se considera saber cient\u00edfico. Para superar o car\u00e1ter \u201cinformal\u201d ou \u201cn\u00e3o cient\u00edfico\u201d do conhecimento acerca da m\u00fasica, buscam-se referenciais em outras \u00e1reas do conhecimento, estabelecendo-a como uma \u00e1rea nitidamente interdisciplinar.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3>PR\u00c1TICA PEDAG\u00d3GICA NA EDUCA\u00c7\u00c3O INFANTIL E FUNDAMENTAL I<\/h3>\n<p>O tipo de conte\u00fado das crian\u00e7as \u00e9 de f\u00e1cil acesso por meio da m\u00fasica. N\u00e3o \u00e9 preciso ser formado em m\u00fasica para se aprender can\u00e7\u00f5es que beneficiem o aprendizado de lateralidade, partes do corpo, no\u00e7\u00f5es de abre-fecha, curto-longo, barulho-sil\u00eancio, alto-baixo, equil\u00edbrio, etc.<\/p>\n<p>Viviane Terezinha Galdino em seu artigo \u201cA m\u00fasica como ferramenta pedag\u00f3gica no processo de aprendizagem\u201d (p.01.2014) nos apresenta:<\/p>\n<p>Este artigo refere-se a uma discuss\u00e3o sobre a m\u00fasica como ferramenta pedag\u00f3gica na educa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-escolar, em espec\u00edfico, a forma que \u00e9 utilizada no processo de aprendizagem das crian\u00e7as de quatro e cinco anos de idade, e concluiu com muita clareza que considera a import\u00e2ncia em se repensar \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o infantil, n\u00e3o s\u00f3 como ferramenta auxiliar em momentos de recrea\u00e7\u00e3o, mas como ferramenta auxiliar para o desenvolvimento da aprendizagem de seus alunos, j\u00e1 que foi poss\u00edvel compreender o leque de contribui\u00e7\u00f5es que tr\u00e1s, sendo utilizada em benef\u00edcio do processo de ensino aprendizagem das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Existem infinidades de can\u00e7\u00f5es autodescritivas de comandos a serem realizados, como por exemplo: \u201cCabe\u00e7a, ombro, joelho e p\u00e9, joelho e p\u00e9&#8230;\u201d. Podemos utilizar de can\u00e7\u00f5es para aprender com mais facilidade a sequ\u00eancia das letras alfab\u00e9ticas, sequ\u00eancia numeral, hor\u00e1rio, dias da semana, meses do ano, esta\u00e7\u00f5es, cores, planetas, entre outros. Mesmo que o professor n\u00e3o saiba cantar, ser\u00e1 de f\u00e1cil acesso um \u00e1udio MP3, ou v\u00eddeo. Hoje os recursos s\u00e3o diversos, basta que exista um interesse do educador.<\/p>\n<p>Isquerdo, Borges e Irala na pesquisa \u201cA musicaliza\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica da educa\u00e7\u00e3o infantil\u201d (2016) puderam tamb\u00e9m, por meio de uma investiga\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil do Munic\u00edpio de Gl\u00f3ria e Dourados, concluir que:<\/p>\n<p>(&#8230;) a musicaliza\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil traz pontos positivos, tanto na aprendizagem e desenvoltura da crian\u00e7a, como tamb\u00e9m auxiliando na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica como forma de instrumento de transmitir o conhecimento, possibilitou a constata\u00e7\u00e3o que a m\u00fasica esta inserida no dia a dia da crian\u00e7a como uma forma de aprendizado, e que de acordo com grandes te\u00f3ricos a mesma proporciona momentos \u00fanicos, capazes de serem a grande inspira\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o de sua identidade, auxiliando nos processos lingu\u00edsticos, auditivos, social e cognitivo.<\/p>\n<p>Podemos explorar muitas din\u00e2micas que dialogariam facilmente com geografia, hist\u00f3ria, f\u00edsica, mas quanto maior o n\u00edvel de dificuldade e complexidade da atividade, melhor dever\u00e1 ser a forma\u00e7\u00e3o do profissional que se sujeita a tais pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>PR\u00c1TICA PEDAG\u00d3GICA COM M\u00daSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL II E ENSINO M\u00c9DIO<\/strong><\/p>\n<p>Muitos fatores podem intervir em uma aula interdisciplinar com m\u00fasica: espa\u00e7o, som alto, falta de recurso, agita\u00e7\u00e3o da turma, fazer com que levem a s\u00e9rio a atividade, exigir concentra\u00e7\u00e3o da sala. Sem contar que os conte\u00fados s\u00e3o muito mais densos e complicados. Fica assim a encargo da criatividade do professor em driblar as dificuldades e se adaptar a sua realidade.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 uma poderosa ferramenta da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, como j\u00e1 dito, mas \u00e9 preciso saber fazer bom uso. Qualquer um \u00e9 capaz de jogar uma bola contra o ch\u00e3o. Uns conseguem fazer malabares e embaixadinhas. Outros usam dela para jogos diversos. Alguns usam dela para explicar f\u00edsica, outros para explicar hist\u00f3ria. A bola \u00e9 um instrumento que pode pingar por diversas disciplinas, basta o professor saber explor\u00e1-la, utiliza-la no momento oportuno, conhec\u00ea-la, e valoriza-la. Assim tamb\u00e9m o \u00e9 com a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Muitos profissionais se abst\u00eam em elaborar novas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas para aplicar sua disciplina. Al\u00e9m disso, o professor pode desacreditar no efeito da interdisciplinaridade, por isso \u00e9 preciso difundir essa ferramenta pedag\u00f3gica que a m\u00fasica se faz, e quebrar a rigidez desses compartimentos que se tornam as salas de aulas.<\/p>\n<p>Sonia Albano de Lima em \u201cInterdisciplinaridade: uma propriedade para o ensino musical\u201d (p.06.2007) diz que:<\/p>\n<p>\u201cA interdisciplinaridade apareceu para promover a supera\u00e7\u00e3o da super especializa\u00e7\u00e3o e da desarticula\u00e7\u00e3o entre a teoria e a pr\u00e1tica, como alternativa \u00e0 disciplinaridade. Na educa\u00e7\u00e3o ela se manifesta enquanto possibilidade de quebrar a rigidez dos compartimentos em que se encontram isoladas as disciplinas dos curr\u00edculos escolares.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00daSICA E MATEM\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de M\u00fasica e Matem\u00e1tica \u00e9 uma das mais antigas interdisciplinaridades. Os Gregos consideravam que a m\u00fasica encerrava uma aritm\u00e9tica oculta, e que a harmonia \u00e9 uma propor\u00e7\u00e3o que une os princ\u00edpios contr\u00e1rios presentes na constitui\u00e7\u00e3o de qualquer ser.<\/p>\n<p>Em uma mat\u00e9ria para o site Descomplicando a m\u00fasica nos \u00e9 apresentado de forma clara a rela\u00e7\u00e3o concreta de matem\u00e1tica e m\u00fasica:<\/p>\n<p>E onde entra a matem\u00e1tica nessa hist\u00f3ria? Observou-se que quando uma frequ\u00eancia \u00e9 multiplicada por 2, a nota permanece a mesma. Por exemplo, a nota L\u00e1 (440 Hz) multiplicada por 2 =\u00a0880 Hz \u00e9 tamb\u00e9m uma nota L\u00e1, s\u00f3 que uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www.descomplicandoamusica.com\/oitavas\/\">oitava<\/a>\u00a0acima.<\/p>\n<p>Se o objetivo fosse abaixar uma oitava, bastaria dividir por 2. Podemos concluir ent\u00e3o que uma nota e sua respectiva oitava mant\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o de \u00bd.<\/p>\n<p>Muito bem, antes de continuarmos, vamos voltar ao passado, para a Gr\u00e9cia Antiga. Naquela \u00e9poca, existiu um homem chamado Pit\u00e1goras que fez descobertas muito importantes para a matem\u00e1tica (e para a m\u00fasica).<\/p>\n<p>Isso que acabamos de mostrar sobre oitavas ele descobriu \u201cbrincando\u201d com uma corda esticada. Imagine uma corda esticada, presa nas suas extremidades. Quando tocamos essa corda, ela vibra (observe o desenho abaixo):<\/p>\n<p>Pit\u00e1goras decidiu dividir essa corda em duas partes e tocou cada extremidade novamente. O som produzido era exatamente o mesmo, s\u00f3 que mais agudo (pois era a mesma nota uma oitava acima):<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pit\u00e1goras n\u00e3o parou por a\u00ed. Ele decidiu experimentar como ficaria o som se a corda fosse dividida em 3 partes:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele reparou que um novo som surgiu, diferente do anterior. Dessa vez, n\u00e3o era a mesma nota uma oitava acima, mas uma nota diferente, que precisava receber outro nome. Esse som, apesar de ser diferente, combinava bem com o som anterior, criando uma harmonia agrad\u00e1vel ao ouvido, pois essas divis\u00f5es at\u00e9 aqui mostradas possuem rela\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas 1\/2 e 2\/3 (nosso c\u00e9rebro gosta de rela\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas bem definidas).<\/p>\n<p>Assim, ele continuou fazendo subdivis\u00f5es e foi combinando os sons matematicamente criando <a href=\"http:\/\/www.descomplicandoamusica.com\/escalas-musicais\/\">escalas<\/a>\u00a0que, mais tarde, estimularam a cria\u00e7\u00e3o de instrumentos musicais que pudessem reproduzir essas escalas.<\/p>\n<p>Em uma mat\u00e9ria do governo do estado de S\u00e3o Paulo no site da secretaria de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 citado um exemplo da Professora Cibele Ferreira<em>. <\/em>A Professora Cibele leciona matem\u00e1tica h\u00e1 23 anos e teve a ideia de rechear sua aula de matem\u00e1tica com m\u00fasica: utilizou o \u201cCup Song\u201d para criar uma vers\u00e3o que inclui conceitos matem\u00e1ticos na letra.<\/p>\n<p>A Professora afirma na mat\u00e9ria:<\/p>\n<p>A atividade ajudou a desenvolver o racioc\u00ednio l\u00f3gico, a coordena\u00e7\u00e3o motora e o equil\u00edbrio. Consegui atingir alunos que n\u00e3o tinham interesse na mat\u00e9ria e que n\u00e3o faziam todas as atividades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00fasica aproxima as pessoas, \u00e9 acess\u00edvel e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>No artigo \u201cA matem\u00e1tica e a m\u00fasica: a interdisciplinaridade e a rela\u00e7\u00e3o l\u00f3gico-musical\u201d (p.01), os autores Abinoan dos Santos e Mayara Ribeiro nos lembram:<\/p>\n<p>Os pitag\u00f3ricos realizaram o estudo do monoc\u00f3rdio (mono = um; c\u00f3rdio = corda) e observaram rela\u00e7\u00f5es entre o som emitido e a press\u00e3o aplicada na corda do instrumento. Variando a posi\u00e7\u00e3o do cavalete m\u00f3vel, onde a corda se apoia, obtemos a fra\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0 parte da corda selecionada. Os pitag\u00f3ricos combinando estas fra\u00e7\u00f5es constru\u00edram a escala musical que usamos.<\/p>\n<p>Este mesmo artigo apresenta uma aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica na utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica no ensino da matem\u00e1tica da qual o professor muito se satisfez com o resultado.<\/p>\n<p>O Professor de Matem\u00e1tica Alex Cunha em seu artigo: \u201cUma proposta did\u00e1tica interdisciplinar para o ensino de matem\u00e1tica envolvendo m\u00fasica\u201d (p.30.2015) afirma:<\/p>\n<p>O estudo da m\u00fasica ajuda o aluno a ampliar o racioc\u00ednio abstrato, essencial para o aprendizado da matem\u00e1tica e das ci\u00eancias. A essa virtude pode-se acrescentar o ensino de instrumentos musicais que tamb\u00e9m contribui para a forma\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos aut\u00f4nomos. (&#8230;)<\/p>\n<p>No estudo da matem\u00e1tica nos deparamos com alguns t\u00f3picos que podemos visualizar uma aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e para nossa felicidade existem muitos deles. Isto refor\u00e7a ainda mais nosso interesse, pois afinal aquilo que \u00e9 produto exclusivo da intelig\u00eancia do homem, a matem\u00e1tica, encontra um modelo pr\u00e1tico que represente o que era produto da intelig\u00eancia, da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong>M\u00daSICA E HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica tem uma trajet\u00f3ria e percorreu muitas gera\u00e7\u00f5es, civiliza\u00e7\u00f5es e culturas. Isso nos possibilita at\u00e9 a compreens\u00e3o do porqu\u00ea conseguimos relacionar uma m\u00fasica cl\u00e1ssica aos reinos e cortes, relacionar um som mais ex\u00f3tico aos orientais ou um som pesado de rock moderno ligado \u00e0 juventude. Mesmo que n\u00e3o seja uma an\u00e1lise precisa, qualquer um pode estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o do que ouve com algum momento da hist\u00f3ria. Tudo isso porque a m\u00fasica faz parte da hist\u00f3ria, est\u00e1 intr\u00ednseca. Ela tamb\u00e9m \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Geraldo Vinci de Moraes em Hist\u00f3ria e m\u00fasica: can\u00e7\u00e3o popular e conhecimento hist\u00f3rico (p.03.2000) esclarece que:<\/p>\n<p>(&#8230;)a can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o art\u00edstica que cont\u00e9m um forte poder de comunica\u00e7\u00e3o, principalmente quando se difunde pelo universo urbano, alcan\u00e7ando ampla dimens\u00e3o da realidade s\u00f3cia (&#8230;). Ou seja, a can\u00e7\u00e3o e a m\u00fasica popular poderiam ser encaradas como uma rica fonte para compreender certas realidades da cultura popular e desvendar a hist\u00f3ria de setores da sociedade pouco lembrados pela historiografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do contexto hist\u00f3rico, podemos utilizar da m\u00fasica para potencializar as explica\u00e7\u00f5es de conte\u00fado como fundo musical. Pedir para os alunos escreverem par\u00f3dias no estilo da \u00e9poca estudada especificando no conte\u00fado da letra. Cantar can\u00e7\u00f5es do contexto hist\u00f3rico que est\u00e1 sendo estudado. Dentre v\u00e1rias outras possibilidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00daSICA E PORTUGU\u00caS<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da matem\u00e1tica, a disciplina de portugu\u00eas \u00e9 uma das disciplinas de mais f\u00e1cil acesso por meio da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Declamar can\u00e7\u00f5es, ritmar poesias, explorar as onomatopeias, a rela\u00e7\u00e3o de s\u00edlaba e ritmo, letra e nota, acorde e palavra, sons, pron\u00fancias, sotaques, silabas t\u00f4nicas, fonemas, fon\u00e9tica, etc. O professor criativo e disposto ter\u00e1 em suas m\u00e3os uma ferramenta pedag\u00f3gica mais eficaz do que muitos m\u00e9todos massivos e improdutivos.<\/p>\n<p>Marcia Jambiski em seu trabalho \u201cIncentivo a Leitura e escrita atrav\u00e9s da m\u00fasica\u201d (2014) prop\u00f4s atividades com m\u00fasica para incentivo a leitura e escrita, apresentando estrat\u00e9gias pudesse possibilitar um est\u00edmulo para o encanto que a leitura pode proporcionar de forma din\u00e2mica e divertida. O projeto foi aplicado com alunos do nono ano do Ensino Fundamental do Col\u00e9gio Estadual Shirlene de Souza Rocha. Sua metodologia foi organizada da seguinte forma:<\/p>\n<p>&#8211; Sele\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas que contagiem os educandos pelo ritmo e pela sonoridade da letra;<\/p>\n<p>&#8211; Ilustra\u00e7\u00f5es sobre algumas m\u00fasicas;<\/p>\n<p>&#8211; Conversa sobre as m\u00fasicas ouvidas ao longo das atividades, perguntando aos educandos quais s\u00e3o as preferidas;<\/p>\n<p>&#8211; Atividades recreativas com intuito de reflex\u00e3o promovendo di\u00e1logos abordando a import\u00e2ncia da m\u00fasica em nossas vidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marcia \u00e9 Professora de Portugu\u00eas e desenvolve uma s\u00e9rie de atividades musicais em sua proposta, com o objetivo claro e concreto, soube explorar a m\u00fasica como recurso pedag\u00f3gico de maneira muito criativa.<\/p>\n<p>A criatividade \u00e9 um elemento crucial para o desenvolvimento de uma boa aula interdisciplinar com m\u00fasica. O professor precisa estar atento as necessidades e caracter\u00edsticas dos seus alunos, deve ser sens\u00edvel e curioso quanto aos recursos dispon\u00edveis, deve potencializar as ferramentas para frutificar sua pr\u00e1tica pedag\u00f3gica.<\/p>\n<h3>M\u00daSICA E GEOGRAFIA<\/h3>\n<p>A Geografia \u00e9 uma disciplina que estabelece um maior n\u00edvel de dificuldade em dialogar com a m\u00fasica, e poucos estudos se referem ao tema. Mesmo assim, cito uma coloca\u00e7\u00e3o feita por Daniel de Castro no trabalho \u201cGeografia e M\u00fasica: a dupla face de uma rela\u00e7\u00e3o\u201d (p.18.2009), do qual instiga a possibilidade do trabalho e o empenho que se deve ter em elaborar mais pesquisas na \u00e1rea:<\/p>\n<p>Sobre geografia e m\u00fasica, ainda h\u00e1 muitos caminhos a serem explorados e muitas quest\u00f5es a serem levantadas. Por exemplo, sobre as possibilidades de se abordar a m\u00fasica, n\u00e3o a partir das letras de can\u00e7\u00f5es, do mapeamento de \u00e1reas musicais, da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, etc., mas sim do elemento fundamental da qual a m\u00fasica se comp\u00f5e: o som. Seria poss\u00edvel uma abordagem que busque interpretar a geograficidade da m\u00fasica atrav\u00e9s da sua estrutura mel\u00f3dica, harm\u00f4nica ou r\u00edtmica, por exemplo? Que conceitos seriam mais adequados para se lidar com uma linguagem sonora? Quais os limites que esta linguagem imp\u00f5e ao int\u00e9rprete? Qual metodologia seria mais apropriada? Estas, entre outras, s\u00e3o perguntas ainda carentes, n\u00e3o de respostas prontas, pois diversas respostas, muitas vezes conflitantes, surgem no interior de um debate cient\u00edfico, mas principalmente de aten\u00e7\u00e3o por parte dos ge\u00f3grafos.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Ren\u00e1gila Soares da Silva tamb\u00e9m desenvolve um trabalho sobre o tema em \u201cA import\u00e2ncia da m\u00fasica nas aulas de geografia\u201d (p.21. 2015):<\/p>\n<p>O auxilio dessa ferramenta quando utilizada de maneira adequada tr\u00e1s grandes \u00eaxitos para o processo de ensino e aprendizagem do aluno e realiza\u00e7\u00e3o profissional ao professor. O aluno passa a assimilar e entender o conte\u00fado de forma mais r\u00e1pida e eficiente al\u00e9m de enriquecer o m\u00e9todo como o professor ensina geografia nas suas aulas desta forma haver\u00e1 um desenvolvimento cognitivo de ambas as partes formadoras do processo de ensino e aprendizagem. Mesmo sendo um m\u00e9todo novo, trabalhar a geografia atrav\u00e9s da m\u00fasica \u00e9 apenas mais uma das diversas ferramentas que poder\u00e3o e dever\u00e3o ser implantadas e utilizadas dentro do processo educacional.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O Professor H\u00e9lio Schroeder desenvolveu um projeto intitulado \u201cA m\u00fasica como linguagem no ensino do espa\u00e7o geogr\u00e1fico urbano\u201d (p.35.2009) \u00a0e ficou muito satisfeito com o resultado de seu trabalho:<\/p>\n<p>Realmente ficou claro no transcorrer do projeto A m\u00fasica como linguagem de ensino de Geografia, que a m\u00fasica \u00e9 um excelente instrumento de ensino, pois desperta no aluno o senso cr\u00edtico, motiva e leva o educando a raciocinar geograficamente sobre os assuntos a serem estudados. No caso do projeto a m\u00fasica como linguagem de ensino de geografia o tema abordado foi o espa\u00e7o urbano da cidade de Guarapuava, e a vila primavera em foco.<\/p>\n<p>Os alunos analisaram a letra do Rap e em seguida fizeram compara\u00e7\u00f5es entre a realidade apresentada na m\u00fasica e a realidade da vila Primavera, bairro onde moram e a cidade de Guarapuava. Nessas an\u00e1lises os alunos descobriram que embora estivessem muito distante do local que a m\u00fasica se referia, no local onde vivem, na vila<\/p>\n<p>Primavera, em Guarapuava, muitas coisas eram semelhante, como: Inunda\u00e7\u00f5es; Esgoto a c\u00e9u aberto; Falta de infra estrutura urbana; pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, com mais tarde vai ficar provado em fotos e filmes. Subemprego, enfim a dist\u00e2ncia f\u00edsica entre os locais n\u00e3o reflete a dist\u00e2ncia entre as realidades sociais das pessoas.<\/p>\n<h3><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h3>\n<p>Poder\u00edamos citar ainda diversas outras disciplinas que podem dialogar com a m\u00fasica, como a f\u00edsica e a qu\u00edmica, por exemplo, mas na inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o estender tanto o assunto e instigar a reflex\u00e3o, espera-se a compreens\u00e3o de que a m\u00fasica \u00e9 uma valiosa ferramenta mediadora da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica. Esse artigo busca a conscientiza\u00e7\u00e3o do uso da m\u00fasica como ferramenta mediadora da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, bem como, estimular o professor, independente de sua disciplina, a usar de sua criatividade para potencializar sua aula com alguns recursos musicais.<\/p>\n<p>A m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 de uso restrito aos m\u00fasicos, \u00e9 um instrumento acess\u00edvel a todos. \u00c9 claro que existem v\u00e1rios n\u00edveis de atividades e complexidades, mas o simples interesse \u00e9 um catalisador para que o profissional se capacite e explore cada vez mais os recursos e as pr\u00e1ticas.<\/p>\n<h3>REFER\u00caNCIAS<\/h3>\n<p>RIBERO, Silas. <strong>Interdisciplinaridade e m\u00fasica: conceito e pr\u00e1tica<\/strong>. Publicado em 07 de novembro de 2008. Web Artigos. Link:\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.webartigos.com\/artigos\/interdisciplinaridade-e-musica-conceito-e-pratica\/10967#ixzz50JGSwxqU\">https:\/\/www.webartigos.com\/artigos\/interdisciplinaridade-e-musica-conceito-e-pratica\/10967#ixzz50JGSwxqU<\/a>. Acessado em 17\/08\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LIMA, Sonia Albano. <strong>Interdisciplinaridade: uma propriedade para o ensino musical<\/strong>. FMCG\/. UNESP. Link: <a href=\"https:\/\/www.revistas.ufg.br\/musica\/article\/view\/1754\">https:\/\/www.revistas.ufg.br\/musica\/article\/view\/1754<\/a>. Acessado em 17\/08\/2018<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00fasica em aulas de matem\u00e1tica faz estudantes melhorarem desempenho na disciplina<\/strong>. 24 de junho de 2013. Link: <a href=\"http:\/\/www.educacao.sp.gov.br\/noticias\/professora-inova-forma-de-dar-aula-e-ensina-matematica-com-musica.%20Acessado%20em%2017\/08\/2018\">http:\/\/www.educacao.sp.gov.br\/noticias\/professora-inova-forma-de-dar-aula-e-ensina-matematica-com-musica. Acessado em 17\/08\/2018<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SANTOS, Abinoan EliasRIBEIRO, Mayara de Souza. SIM\u00d5ES, Mara Leite. <strong>A matem\u00e1tica e a m\u00fasica: a interdisciplinaridade e a rela\u00e7\u00e3o l\u00f3gico-musical <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SILVA, Rose de F\u00e1tima. <strong>O Ensino de M\u00fasica em uma abordagem interdisciplinar<\/strong>. Universidade do Estado de Santa Catarina. UDESC. Natal. 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AMATO, Rita de C\u00e1ssia. <strong>Interdisciplinaridade, m\u00fasica e educa\u00e7\u00e3o musical<\/strong>. \u00a0USP . Goi\u00e2nia. 2010.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CUNHA, Alex Nunes Barbosa. <strong>Uma proposta did\u00e1tica interdisciplinar para o ensino de matem\u00e1tica envolvendo m\u00fasica<\/strong>. 23 de junho de 2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MORAES, Jos\u00e9 Geraldo Vinci. <strong>Hist\u00f3ria e m\u00fasica: can\u00e7\u00e3o popular e conhecimento hist\u00f3rico<\/strong>. Revista Brasileira de Hist\u00f3ria. Volume 20. N.39. S\u00e3o Paulo. 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>JAMBISKI, Marcia do Rocio Siqueira Faria. <strong>Os Desafios da Escola P\u00fablica Paranaense na Perspectiva do Professor PDE<\/strong>. Produ\u00e7\u00f5es Did\u00e1tico-Pedag\u00f3gicas. Incentivo a Leitura e Escrita atrav\u00e9s da m\u00fasica. Vers\u00e3o Online. \u00a02014. Acessado em 17\/08\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Matem\u00e1tica na M\u00fasica \u2013 Existe rela\u00e7\u00e3o entre matem\u00e1tica e m\u00fasica?<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.descomplicandoamusica.com\/matematica-na-musica\/\">http:\/\/www.descomplicandoamusica.com\/matematica-na-musica\/<\/a> . Acessado em 17\/08\/2018<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CASTRO, Daniel \u2013 <strong>Geografia e M\u00fasica: a dupla face de uma rela\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 Espa\u00e7o e Cultura, UERJ, RJ, N.26, P. 7-18, JUL.DEZ. DE 2009.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SILVA, Ren\u00e1gila Soares \u2013 <strong>A IMPORT\u00c2NCIA DA M\u00daSICA NAS AULAS DE GEOGRAFIA: pr\u00e1ticas e m\u00e9todos diferenciados no uso da m\u00fasica como metodologia de ensino nas aulas de geografia<\/strong> \u2013 Cajazeiras, PB \u2013 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>VIANA, A. M. <strong>A m\u00fasica como recurso did\u00e1tico em Geografia: Uma abordagem da Geografia no cotidiano<\/strong> \u2013 Geografia e Educa\u00e7\u00e3o: Gera\u00e7\u00e3o de ambi\u00eancias \u2013 Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>OLIVEIRA, H. C. M. <strong>A m\u00fasica como recurso alternativo nas pr\u00e1ticas educativas em Geografia<\/strong>. Algumas reflex\u00f5es. Caminhos da Geografia, Instituto de Geografia. Jun. 2005. P.73-81.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SCHROEDER, H\u00e9lio. <strong>A m\u00fasica como linguagem no ensino do espa\u00e7o geogr\u00e1fico urbano<\/strong>. Guarapuava \u2013 PR \u2013 2009.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GALDINO, Viviane Terezinha. <strong>A m\u00fasica como ferramenta pedag\u00f3gica no processo de aprendizagem<\/strong>. Revista Eventos Pedag\u00f3gicos. Jun.\/jul. 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ISQUERDO, Roberta Aparecida Manfr\u00e9 &#8211; BORGES, Elizabete Velter &#8211; IRALA, Clovis. <strong>A musicaliza\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica da educa\u00e7\u00e3o infantil<\/strong>. INTERLETRAS, ISSN N\u00ba 1807-1597. V. 4, Edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 22, de Outubro\/2015 a Mar\u00e7o,\/ 2016 .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Pedro Felipe \u00e9 Educador Musical formado pela Universidade Metodista de Piracicaba, P\u00f3s Graduado em Musicaliza\u00e7\u00e3o Infantil, Violinista e Compositor com m\u00e9dia de 160 obras autorais. Iniciou seus estudos musicas aos 7 anos cantando no \u201cCoral Pequenas Vozes\u201d, estudou Violino por cinco anos no projeto GURI, e um ano no conservat\u00f3rio de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Pardo, filial de Tatu\u00ed . Trabalhou como Educador no Col\u00e9gio Salesiano Dom Bosco por 4 anos e um ano na Escola Tutores. Escreve Poesias, tendo 14 obras publicadas em diversas Colet\u00e2neas. Atualmente atua tocando em Cerim\u00f4nias e Eventos, lecionando aulas particulares e desenvolvendo o projeto Musica\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/li>\n<li><strong>Canal:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/pedrofelipe22\">https:\/\/www.youtube.com\/user\/pedrofelipe22<\/a><\/strong><\/li>\n<li><strong>Canal:<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC6DeTYu4dolUbx25hSoRDxg\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC6DeTYu4dolUbx25hSoRDxg<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O Este artigo busca desenvolver uma an\u00e1lise sobre a efic\u00e1cia da utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica enquanto instrumento mediador do processo de aprendizagem de outras disciplinas. A import\u00e2ncia da m\u00fasica se justifica nos resultados em que se empenha sobre o desenvolvimento do ser humano, seja pr\u00e1tico, te\u00f3rico, psicol\u00f3gico, emocional ou motor. 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