{"id":226,"date":"2019-04-23T11:33:27","date_gmt":"2019-04-23T14:33:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=226"},"modified":"2019-04-23T11:33:27","modified_gmt":"2019-04-23T14:33:27","slug":"a-importancia-da-musicalizacao-na-educacao-infantil-e-seu-reflexo-na-aprendizagem-significativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/a-importancia-da-musicalizacao-na-educacao-infantil-e-seu-reflexo-na-aprendizagem-significativa\/","title":{"rendered":"A Import\u00e2ncia da Musicaliza\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e seu Reflexo na Aprendizagem Significativa."},"content":{"rendered":"<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>Este trabalho tem por objetivo, apresentar a import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil, e como a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica traz resultado significativo para a aprendizagem de beb\u00eas e crian\u00e7as at\u00e9 seis (6) anos de idade.\u00a0 Como o professor tem utilizado suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, considerando que a m\u00fasica como suporte, contribui significativamente para integrar as diversas \u00e1reas de conhecimento, enfocando o desenvolvimento cognitivo e a socializa\u00e7\u00e3o. O artigo teve como procedimento metodol\u00f3gico a pesquisa bibliogr\u00e1fica e pesquisa de campo, atrav\u00e9s de coleta de dados, atrav\u00e9s do bate papo informal com os alunos, observa\u00e7\u00f5es das aulas, entrevista com o professor.Nas considera\u00e7\u00f5es finais, busca-se reiterar a import\u00e2ncia da m\u00fasica no contexto escolar objetivando oferecer subs\u00eddios para a viabiliza\u00e7\u00e3o de um contato prazeroso, formativo e saud\u00e1vel da crian\u00e7a com a linguagem musical.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>aprendizagem significativa; educa\u00e7\u00e3o musical; educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h3>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 uma das mais antigas formas de artes; a voz e o corpo s\u00e3o utilizados como instrumentos naturais e auto express\u00e3o. Ela vem antes de nascermos. A exemplo disso, durante nove meses, convivemos com as batidas do cora\u00e7\u00e3o de nossas m\u00e3es. Os ritmos do nosso pr\u00f3prio batimento card\u00edaco e da respira\u00e7\u00e3o, afirmam que, somos musicais, podendo desenvolver essa capacidade em n\u00f3s e nos outros.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias musicais iniciadas em casa, mais tarde podem ser integradas em todo o curr\u00edculo escolar. A viv\u00eancia musical promovida pela musicaliza\u00e7\u00e3o permite \u00e0 crian\u00e7a o desenvolvimento da capacidade de expressar-se de modo integrado, realizando movimentos corporais enquanto canta ou ouve uma m\u00fasica.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio contemplar e analisar que tipo de contribui\u00e7\u00e3o pode ocorrer com o trabalho de musicaliza\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as, podendo a mesma proporcionar e influenciara forma\u00e7\u00e3o do desenvolvimento futuro desses seres humanos (MARTINS, 2004).<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental o desenvolvimento musical, nos primeiros anos de vida. \u00c9 necess\u00e1rio um ambiente musical rico para que essa base, posteriormente, tenha resultado significativo. Gardner (1994) afirma que \u201cqualquer indiv\u00edduo normal que teve uma exposi\u00e7\u00e3o frequente \u00e0 m\u00fasica pode manipular o som, o ritmo e o timbre para participar com algumas habilidades de atividades musicais, incluindo a composi\u00e7\u00e3o, o canto ou a execu\u00e7\u00e3o de instrumentos\u201d.<\/p>\n<p>Winn (1975, p.32) diz que:<\/p>\n<p><em>(&#8230;) A inicia\u00e7\u00e3o musical deve ter como objetivo durante a idade Pr\u00e9-escolar, estimular na crian\u00e7a a capacidade de percep\u00e7\u00e3o, sensibilidade, imagina\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o bem como age como uma recrea\u00e7\u00e3o educativa, socializando, disciplinando e desenvolvendo a sua aten\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p>Os diferentes aspectos que a envolvem, al\u00e9m de promoverem comunica\u00e7\u00e3o social e integra\u00e7\u00e3o, tornam a linguagem musical uma importante forma de express\u00e3o humana e, por isso, deve ser parte do contexto educacional, principalmente na educa\u00e7\u00e3o infantil (UNESCO, 2005).<\/p>\n<p>O processo de musicaliza\u00e7\u00e3o deve destinar-se a todos, buscando desenvolver esquemas de apreens\u00e3o da linguagem musical. Durante o processo de aprendizagem, adquire-se uma sensibilidade que \u00e9 constru\u00edda num ambiente em que:<\/p>\n<p><em>[&#8230;] as potencialidades de cada indiv\u00edduo (sua capacidade de discrimina\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 auditiva, suas emotividades etc.) s\u00e3o trabalhadas e preparadas de modo a compreender e reagir ao est\u00edmulo musical (PENNA, 1990, p. 21).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presente trabalho prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre a musicaliza\u00e7\u00e3o infantil como um poderoso instrumento que desenvolve, na crian\u00e7a, al\u00e9m da sensibilidade \u00e0 m\u00fasica, qualidades como: concentra\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o motora, socializa\u00e7\u00e3o, disciplina pessoal, destreza de racioc\u00ednio, acuidade auditiva, equil\u00edbrio emocional, respeito a si pr\u00f3prio, e outros atributos que colaboram na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e no processo da aprendizagem significativa.<\/p>\n<p>Precisa-se entender que a educa\u00e7\u00e3o musical n\u00e3o visa a forma\u00e7\u00e3o do m\u00fasico profissional. O objetivo da m\u00fasica, entre outros, \u00e9 auxiliar \u201cno processo de apropria\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de pr\u00e1tica m\u00fasico-culturais como parte da constru\u00e7\u00e3o de sua cidadania\u201d (DEL BEL; HENTSCHKE, 2003, p. 181). A m\u00fasica est\u00e1 presente na nossa vida di\u00e1ria e desde cedo as crian\u00e7as entram em contato com ela, aprendendo e atribuindo \u00e0 m\u00fasica significados culturais.<\/p>\n<p>Tudo o que a crian\u00e7a sente e vive \u00e9 importante para ela. Essa viv\u00eancia facilitar\u00e1 a compreens\u00e3o das estruturas musicais que vir\u00e1 depois. A musicaliza\u00e7\u00e3o objetiva as pr\u00e1ticas musicais e n\u00e3o o estudo de um instrumento. \u00c9 vivenciando, som e ritmo, atrav\u00e9s de jogos e recrea\u00e7\u00f5es, que o aprendizado musical chega, hoje, \u00e0s crian\u00e7as. O despertar musical na educa\u00e7\u00e3o infantil, desde o ber\u00e7\u00e1rio, \u00e9 uma riqueza incalcul\u00e1vel para a forma\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. Atrav\u00e9s dessa viv\u00eancia estaremos formando futuros ouvintes, artistas, ou pessoas sens\u00edveis e equilibradas.<\/p>\n<p>Para Teca Brito (2003, p. 53), a contribui\u00e7\u00e3o da m\u00fasica no crescimento geral do educando se d\u00e1 atrav\u00e9s de viv\u00eancias e reflex\u00f5es orientadas, onde todos t\u00eam o direito de desfrutar, mesmo n\u00e3o tendo aptid\u00e3o musical, pois o fazer, o praticar, se encarregam pelo desenvolvimento das compet\u00eancias do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Como essas fases devem ser direcionadas? O essencial \u00e9 respeitar o est\u00e1gio em que cada crian\u00e7a se encontra. Preocupar-se com a capacidade da crian\u00e7a entender o que \u00e9 proposto, observar o que ela traz de sua realidade e por fim, tornar o ensino prazeroso e significativo.<\/p>\n<p>Existe um corpo docente habilitado na \u00e1rea de m\u00fasica, para desenvolver esse trabalho nas escolas? Professores suficientes para atender \u00e0 demanda da nova Lei? Percebe-se muitos profissionais qualificados nas escolas de m\u00fasicas e n\u00e3o nas escolas convencionais. Como atra\u00ed-los, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>\u00c9 preciso um olhar mais refinado quanto \u00e0 import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil, para que resulte numa aprendizagem significativa, porque os benef\u00edcios da m\u00fasica se estendem para todas as \u00e1reas da aprendizagem.<\/p>\n<h3>Justificativa<\/h3>\n<p>O trabalho com m\u00fasica deve considerar, portanto, que ela \u00e9 um meio de express\u00e3o e forma de conhecimento acess\u00edvel aos beb\u00eas e crian\u00e7as, inclusive aquelas que apresentam necessidades especiais. A linguagem musical \u00e9 excelente meio para o desenvolvimento de express\u00e3o, do equil\u00edbrio, da auto estima e autoconhecimento, al\u00e9m de poderoso meio de integra\u00e7\u00e3o social (Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil, 1998, p.49).<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o para a escolha desse tema, tem como finalidade, despertar no \u00e2mbito educacional, destinado \u00e0s s\u00e9ries iniciais, da import\u00e2ncia de se trabalhar a musicaliza\u00e7\u00e3o de forma consciente, dentro dos par\u00e2metros adequados, al\u00e9m de enfatizar que o profissional da \u00e1rea de m\u00fasica, ou seja, o professor, tenha conhecimento e dom\u00ednio sobre o assunto.<\/p>\n<h3>Objetivos<\/h3>\n<h4>Objetivos Geral<\/h4>\n<p>Compreender o papel da m\u00fasica na vida das crian\u00e7as e consequentemente entender a import\u00e2ncia de ser inserida no contexto geral da educa\u00e7\u00e3o infantil, para uma ressignifica\u00e7\u00e3o do trabalho musical para as crian\u00e7as de diferentes mundos musicais.<\/p>\n<h4>Objetivos Espec\u00edficos<\/h4>\n<p>Abordar sobre a import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil, do ber\u00e7\u00e1rio at\u00e9 aos 6 anos;<\/p>\n<p>Analisar o papel do educador musical e sua pr\u00e1tica pedag\u00f3gica;<\/p>\n<p>Apresentar os reflexos da aprendizagem significativa atrav\u00e9s do trabalho com a m\u00fasica.<\/p>\n<h3>METODOLOGIA DA PESQUISA<\/h3>\n<p>Quando se tem questionamentos, inquieta\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso esclarecer o que est\u00e1 acontecendo ao redor das pessoas. Para se ter esse esclarecimento, faz-se planejamento, segue-se um trajeto, e, no final, se obt\u00e9m um resultado, que pode ou n\u00e3o ser satisfat\u00f3rio. Ou seja, \u00e9 preciso pesquisar.<\/p>\n<p>Segundo Gil (2007, p. 17), pesquisa \u00e9 definida como o<\/p>\n<p><em>(&#8230;) procedimento racional e sistem\u00e1tico que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que s\u00e3o propostos. A pesquisa desenvolve-se por um processo constitu\u00eddo de v\u00e1rias fases, desde a formula\u00e7\u00e3o do problema at\u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o dos resultados. S\u00f3 se inicia uma pesquisa se existir uma pergunta, uma d\u00favida para a qual se quer.<\/em><\/p>\n<p>A metodologia utilizada no trabalho foi a pesquisa bibliogr\u00e1fica e pesquisa de campo, onde foi realizada a observa\u00e7\u00e3o na Escola Educa\u00e7\u00e3o Maior, entidade particular, que atende crian\u00e7as do Ber\u00e7\u00e1rio ao Fundamental I, localizada no Munic\u00edpio de Cama\u00e7ari-Ba.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo desenvolvido neste trabalho, foi de um estudo qualitativo e de cunho bibliogr\u00e1fico, com aux\u00edlio de livros, textos e trabalhos que tratam do tema referido. Os instrumentos utilizados foram: entrevistas, bate papo e acompanhamentos de aulas, atrav\u00e9s de observa\u00e7\u00f5es. As informa\u00e7\u00f5es colhidas foram subs\u00eddios para futuros trabalhos que ser\u00e3o desenvolvidos.<\/p>\n<p>Minayo (2007, p. 44) define metodologia de forma abrangente e concomitante<\/p>\n<p><em>(&#8230;) a) como a discuss\u00e3o epistemol\u00f3gica sobre o \u201ccaminho do pensamento\u201d que o tema ou o objeto de investiga\u00e7\u00e3o requer; b) como a apresenta\u00e7\u00e3o adequada e justificada dos m\u00e9todos, t\u00e9cnicas e dos instrumentos operativos que devem ser utilizados para as buscas relativas \u00e0s indaga\u00e7\u00f5es da investiga\u00e7\u00e3o; c) e como a \u201ccriatividade do pesquisador\u201d, ou seja, a sua marca pessoal e espec\u00edfica na forma de articular teoria, m\u00e9todos, achados experimentais, observacionais ou de qualquer outro tipo espec\u00edfico de resposta \u00e0s indaga\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.<\/em><\/p>\n<p>A pesquisa de campo apresentada abordou todo o percurso, trazendo uma an\u00e1lise sobre a import\u00e2ncia do trabalho musical realizado na Escola Educa\u00e7\u00e3o Maior, com beb\u00eas de (6) seis meses at\u00e9 crian\u00e7as de (6) seis anos. Um bate papo informal com os alunos, entrevista com o professor de m\u00fasica e a observa\u00e7\u00e3o das aulas, al\u00e9m do acompanhamento de apresenta\u00e7\u00f5es musicais.<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente para falarmos de uma das facetas dessa intensa rela\u00e7\u00e3o que trata o texto. A rea\u00e7\u00e3o que se h\u00e1 na m\u00fasica, entendida como pr\u00e1tica e viv\u00eancia, e o desenvolvimento da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Como referencial te\u00f3rico, a pesquisa apoiou-se nos trabalhos de Feres, Beyer, Br\u00e9scia, Gainza, Piaget, Penna, M\u00e1rsico entre outros. Com base nos escritos dos autores e diante do contexto apresentado anteriormente \u00e9 que norteou essa investiga\u00e7\u00e3o: a import\u00e2ncia da musicaliza\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil e seu reflexo na aprendizagem significativa.<\/p>\n<p>Para melhor compreens\u00e3o das reflex\u00f5es que essa pesquisa propiciou foi necess\u00e1rio estrutur\u00e1-la em quatro cap\u00edtulos:<\/p>\n<p>O primeiro capitulo conceitua a m\u00fasica e a crian\u00e7a e como ocorre o processo do ensino da m\u00fasica no ber\u00e7\u00e1rio de zero a dois anos e na educa\u00e7\u00e3o infantil a partir dos 3 anos.\u00a0 \u00c9 na base escolar, ou seja, na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, que a crian\u00e7a tem contato diariamente com a m\u00fasica, onde professores utilizam para integra\u00e7\u00e3o nas diversas \u00e1reas de conhecimento. Mediante essa viv\u00eancia musical, a crian\u00e7a ter\u00e1 capacidade de expressar-se de modo integrado, enquanto canta ou ouve uma m\u00fasica o seu corpo realiza movimentos.<\/p>\n<p>O segundo capitulo nos d\u00e1 uma vis\u00e3o geral da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica do educador musical, onde ser\u00e1 inserido, jogos e brincadeiras, bem como o registro e avalia\u00e7\u00e3o musical. Atrav\u00e9s dessas pr\u00e1ticas dos jogos e brincadeiras, \u00e9 que o professor ter\u00e1 a oportunidade de observar o comportamento das crian\u00e7as, o desenvolvimento f\u00edsico e mental, e as caracter\u00edsticas de sociabilidade que elas apresentam mediante as rea\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O terceiro capitulo nos traz uma reflex\u00e3o da aprendizagem significativa, tendo a m\u00fasica como ferramenta principal para a contribui\u00e7\u00e3o dessa aprendizagem. O processo de cuidado e educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o Infantil, se torna mais efetivo e prazeroso quando h\u00e1 envolvimento real. Durante seu desenvolvimento, a crian\u00e7a manifesta diferentes formas de sentir, pensar e agir, que caracterizam suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo f\u00edsico e social.<\/p>\n<p>O quarto cap\u00edtulo apresenta a metodologia aplicada e a an\u00e1lise que foi feita dos dados levantados durante a pesquisa, fazendo reflex\u00f5es com as bases te\u00f3ricas estudadas e discutidas durante e processo de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para encerrar, o quinto capitulo conclui retomando o que \u00e9 de car\u00e1ter principal da investiga\u00e7\u00e3o desse assunto em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, esse trabalho torna-se importante para quem o realizou e para quem o analisar, pois, poder\u00e1 auxiliar a compreender mais sobre a import\u00e2ncia da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o infantil como resultado para uma aprendizagem significativa.<\/p>\n<h3>A M\u00daSICA E A CRIAN\u00c7A<\/h3>\n<p>De acordo com os documentos do Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil (RCNEI):<\/p>\n<p><em>A m\u00fasica \u00e9 a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensa\u00e7\u00f5es, sentimentos e pensamentos, por meio da organiza\u00e7\u00e3o e relacionamento expressivo entre o som e o sil\u00eancio. A m\u00fasica est\u00e1 presente em todas as culturas, nas mais diversas situa\u00e7\u00f5es: festas e comemora\u00e7\u00f5es, rituais religiosos, manifesta\u00e7\u00f5es c\u00edvicas, pol\u00edticas etc. (BRASIL, 1998, p. 45). <\/em><\/p>\n<p>Faz parte da educa\u00e7\u00e3o desde h\u00e1 muito tempo, sendo que, j\u00e1 na Gr\u00e9cia antiga, era considerada como fundamental para a forma\u00e7\u00e3o dos futuros cidad\u00e3os, ao lado da matem\u00e1tica e da filosofia.<\/p>\n<p>A m\u00fasica est\u00e1 ligada \u00e0 hist\u00f3ria da humanidade atrav\u00e9s dos tempos. Desde a antiguidade tem tomado v\u00e1rias formas e significados diversos, onde v\u00e1rios povos j\u00e1 utilizavam sua arte, magia e ci\u00eancia. \u00a0Atualmente a nossa cultura tende a considerar a m\u00fasica como um fator importante na forma\u00e7\u00e3o da personalidade humana; n\u00e3o apenas porque cria possibilidades de abrir as faculdades criadoras, mas pode, e \u00e9 importante na amplia\u00e7\u00e3o da maioria das outras faculdades humanas favorecendo ent\u00e3o o seu desenvolvimento. Os seres humanos sempre sentiram a necessidade de se comunicar e de se compreender e a m\u00fasica sempre foi a parceira da linguagem nesse aspecto. A m\u00fasica faz parte do ritmo da vida das pessoas de todo o mundo desde o come\u00e7o da vida na terra.<\/p>\n<p>Beyer, pesquisadora em educa\u00e7\u00e3o musical infantil, constatou que, uma das concep\u00e7\u00f5es direcionada\u00e0 m\u00fasica s\u00e3o voltadas a um pensamento utilitarista:<\/p>\n<p><em>M\u00fasica \u00e9 importante coadjuvante no trabalho psicomotor, ingl\u00eas, aprendizagem de n\u00fameros, cores etc. [&#8230;] m\u00fasica vai ajudar a acalmar as crian\u00e7as [&#8230;] m\u00fasica vai organizar as crian\u00e7as [&#8230;] m\u00fasica alegra as crian\u00e7as [&#8230;] m\u00fasica \u00e9 excelente marketing para a escola. (BEYER, 2001 apud HUMMES, 2004, p.23).<\/em><\/p>\n<p>Para Brito (1998) \u201caprender m\u00fasica significa ampliar a capacidade perceptiva, expressiva e reflexiva com rela\u00e7\u00e3o ao uso da linguagem musical\u201d. \u00c9 importante que no processo de musicaliza\u00e7\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o maior seja com o desenvolvimento geral das crian\u00e7as, assegurado pelas aprendizagens de aptid\u00f5es complementares \u00e0quelas diretamente relacionadas \u00e0s m\u00fasicas. \u00c9 importante tamb\u00e9m, que cada um dos procedimentos musicais tenha por objetivo promover o desenvolvimento de outras capacidades nas crian\u00e7as, al\u00e9m das musicais, tais como: capacidade de integrar-se no grupo, de autoafirmar-se de cooperar de respeitar os colegas e professores, comportar-se de uma forma tolerante de ser solid\u00e1rio e cooperativo em vez de competitivo, de ouvir com aten\u00e7\u00e3o, de interpretar e de fundamentar propostas pessoais, de comportar-se\u00a0 comunicativamente no grupo, de expressar-se por meio do pr\u00f3prio corpo, de transformar e descobrir formas pr\u00f3prias de express\u00e3o, de produzir ideias e a\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias. Essas s\u00e3o algumas das aptid\u00f5es que podem ser desenvolvidas por meio de procedimentos de musicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo de musicaliza\u00e7\u00e3o deve destinar-se a todos buscando \u201cdesenvolver esquemas de apreens\u00e3o da linguagem musical\u201d. Durante este processo, \u201cadquire-se uma sensibilidade que \u00e9 constru\u00edda num ambiente onde as potencialidades de cada indiv\u00edduo s\u00e3o trabalhadas e preparadas de modo a compreender e reagir ao est\u00edmulo musical\u201d (PENNA 1990, p. 22).<\/p>\n<p>Cabe \u00e0 musicaliza\u00e7\u00e3o em seu trajeto levar o aluno a expressar-se criativamente atrav\u00e9s de elementos sonoros. Para Br\u00e9scia (2003) a musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, que tem como objetivo despertar e desenvolver o gosto musical, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso r\u00edtmico, do prazer de ouvir m\u00fasica, da imagina\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, concentra\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o, autodisciplina, do respeito ao pr\u00f3ximo, da socializa\u00e7\u00e3o e afetividade, tamb\u00e9m contribuindo para uma efetiva consci\u00eancia corporal e de movimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fonte de conhecimento da crian\u00e7a \u00e9 a pr\u00f3pria variedade de situa\u00e7\u00f5es que ela tem oportunidade de experimentar no seu dia a dia. Consequentemente, a riqueza de est\u00edmulos que a crian\u00e7a recebe por meio das diversas experi\u00eancias musicais contribui para o seu desenvolvimento intelectual. As viv\u00eancias r\u00edtmicas e musicais que, possibilitam uma participa\u00e7\u00e3o ativa quanto a ver, ouvir e tocar, tamb\u00e9m favorecem o desenvolvimento dos sentidos da crian\u00e7a. Atrav\u00e9s do aperfei\u00e7oamento da acuidade auditiva a crian\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 ouve como passa a separar melhor os diversos tipos de som. Verifica-se que a partir das experi\u00eancias musicais, o pensamento da crian\u00e7a vai se organizando e, portanto, mais ela tem oportunidade de comparar as a\u00e7\u00f5es executadas e as sensa\u00e7\u00f5es obtidas atrav\u00e9s da m\u00fasica, mais a sua intelig\u00eancia vai se desenvolvendo.<\/p>\n<p>A musicaliza\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 um poderoso instrumento que desenvolve, na crian\u00e7a, al\u00e9m da sensibilidade \u00e0 m\u00fasica, qualidades preciosas como: a concentra\u00e7\u00e3o, a coordena\u00e7\u00e3o motora, a socializa\u00e7\u00e3o, a acuidade auditiva, o respeito a si pr\u00f3prio e ao grupo, a destreza do racioc\u00ednio, a disciplina pessoal, o equil\u00edbrio emocional e in\u00fameros outros atributos que colaboram na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo. Todo esse universo explorado pela crian\u00e7a vem facilitar o processo da alfabetiza\u00e7\u00e3o e o estudo, ou seja, conhecimento de l\u00ednguas estrangeiras. Por\u00e9m, a mesma deve ser transmitida com alegria, vibra\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de uma metodologia l\u00fadica e din\u00e2mica, pr\u00f3pria do mundo da crian\u00e7a. Atrav\u00e9s dessa viv\u00eancia estaremos formando futuros ouvintes, talentosos artistas ou simplesmente pessoas sens\u00edveis e equilibradas. Durante a educa\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 que a crian\u00e7a \u00e9 mais receptiva a esse desenvolvimento musical, podendo-se obter excelentes resultados com a aplica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de pr\u00e1ticas musicais.<\/p>\n<p><em>CARNASSALE (1995, p. 13), afirma: \u00e9 verdade que a m\u00fasica pode exercer v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o desde o desenvolvimento psicomotor da crian\u00e7a, passando pela educa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a recrea\u00e7\u00e3o, relaxamento e muitas outras que vem sendo descobertas a cada nova pesquisa; mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que a m\u00fasica sempre existiu e sempre existir\u00e1 independentemente da reflex\u00e3o que fa\u00e7amos sobre ela. A m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 de dom\u00ednio apenas de estudiosos, mas tamb\u00e9m do p\u00fablico leigo. Ela est\u00e1 presente em qualquer classe social, em qualquer cultura e qualquer pessoa pode \u201cfazer m\u00fasica\u201d.<\/em><\/p>\n<h3>O Papel da M\u00fasica na Escola<\/h3>\n<p>Na escola a m\u00fasica \u00e9 um dos meios mais eficazes de se atingir as crian\u00e7as e os jovens; influencia- lhes a vida moral, social e espiritual, estabelecendo-lhes uma atmosfera de alegria, ordem, disciplina e entusiasmo indispens\u00e1veis em todas as atividades escolares.<\/p>\n<p>Neste sentido Fonterrada (2009, p. 12) nos diz que:<\/p>\n<p><em>Hoje, h\u00e1 uma enorme necessidade de compreens\u00e3o da m\u00fasica e dos processos de ensino e aprendizagem dessa arte. At\u00e9 que se descubra seu real papel, at\u00e9 que cada indiv\u00edduo em particular, e a sociedade como um todo, se conven\u00e7am de que ela \u00e9 uma parte necess\u00e1ria, e n\u00e3o perif\u00e9rica, da cultura humana, at\u00e9 que se compreenda que seu valor \u00e9 fundamental, ela ter\u00e1 dificuldades para ocupar um lugar proeminente no sistema educacional.<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m de contribuir para deixar o ambiente escolar mais alegre, podendo ser usada para propiciar uma atmosfera mais receptiva \u00e0 chegada dos alunos, oferecendo um efeito calmante ap\u00f3s per\u00edodos de atividades f\u00edsica e reduzindo a tens\u00e3o em momentos de avalia\u00e7\u00e3o, a m\u00fasica tamb\u00e9m pode ser usada como um recurso no aprendizado de diversas disciplinas.<\/p>\n<p>O educador pode selecionar m\u00fasicas que falem do conte\u00fado a ser trabalhado em sua \u00e1rea, isso vai tornar a aula din\u00e2mica, atrativa, e vai ajudar a recordar as informa\u00e7\u00f5es. A escola deve ampliar o conhecimento musical do aluno, oportunizando a conviv\u00eancia com os diferentes g\u00eaneros, permitindo que o aluno se torne mais cr\u00edtico. Conforme M\u00e1rciso (1982 p. 148) \u201c[&#8230;] uma das tarefas primordiais da escola \u00e9 assegurar a igualdade de chances para que toda crian\u00e7a possa ter acesso a m\u00fasica e possa educar-se musicalmente, qualquer que seja o ambiente sociocultural de que provenha\u201d.<\/p>\n<p>Atividades como cantar fazendo gestos, dan\u00e7ar, bater palmas, p\u00e9s, s\u00e3o experi\u00eancias importantes para a crian\u00e7a, pois elas permitem que se desenvolva o senso r\u00edtmico, a coordena\u00e7\u00e3o motora, sendo fatores importantes tamb\u00e9m para o processo de aquisi\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita (CHIARELLI; BARRETO, 2005).<\/p>\n<p>Tanto o som quanto o ritmo, elementos b\u00e1sicos da m\u00fasica, empregados especificamente ou os dois juntos, na plenitude da express\u00e3o musical, podem despertar e refinar a sensibilidade da crian\u00e7a, provocar nelas rea\u00e7\u00f5es de cordialidade e entusiasmo, prender a sua aten\u00e7\u00e3o e estimular a sua vontade, auxiliando a consolidar a a\u00e7\u00e3o educativa. Ao mesmo tempo, a express\u00e3o musical pode representar um meio de o educador compreender a crian\u00e7a, pois as mudan\u00e7as que sofre tornam-se vis\u00edveis em suas experi\u00eancias criativas e r\u00edtmicas. Da\u00ed a import\u00e2ncia de se incluir as diversas modalidades de express\u00e3o musical na educa\u00e7\u00e3o infantil, per\u00edodo de grande plasticidade nervosa e, consequentemente de profundas e duradouras fixa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Gainza (1998) afirma que as atividades musicais na escola podem ter objetivos, profil\u00e1ticos, nos seguintes aspectos:<\/p>\n<p>F\u00edsicos: oferecendo atividades capazes de promover o al\u00edvio de tens\u00f5es devidas a instabilidade emocional e fadiga;<\/p>\n<p>Ps\u00edquico: promovendo processos de express\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e descarga emocional atrav\u00e9s do est\u00edmulo musical e sonoro;<\/p>\n<p>Mental: proporcionando situa\u00e7\u00f5es que possam contribuir para estimular e desenvolver o sentido da ordem da harmonia, organiza\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>O trabalho com a musicaliza\u00e7\u00e3o infantil na escola \u00e9 indispens\u00e1vel, pois, al\u00e9m do desenvolvimento da sensibilidade \u00e0 m\u00fasica contribui para a concentra\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, coordena\u00e7\u00e3o motora, socializa\u00e7\u00e3o, acuidade auditiva e disciplina.<\/p>\n<p>A m\u00fasica, no \u00e2mbito escolar, vem sendo utilizada como suporte para forma\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos, atitudes e comportamentos. Presenciar uma crian\u00e7a sendo conduzida, atrav\u00e9s da m\u00fasica, para atividades como: lanchar, escovar os dentes, lavar as m\u00e3os, memoriza\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, comemora\u00e7\u00f5es em datas espec\u00edficas, s\u00e3o pr\u00e1ticas corriqueiras, o que nos leva a refletir sobre a forma mec\u00e2nica que \u00e9 conduzida. Quando a m\u00fasica \u00e9 tratada como se fosse apenas um produto pronto, que se aprende somente a reproduzir, deixa de ser uma linguagem cujo conhecimento se constr\u00f3i. A linguagem musical, com seus conte\u00fados pr\u00f3prios, n\u00e3o pode ser direcionada, pela a\u00e7\u00e3o docente, de forma irrespons\u00e1vel, aleat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Entende-se que a maioria dos professores que trabalham com o p\u00fablico infantil, n\u00e3o tem forma\u00e7\u00e3o musical, e isso implica em n\u00e3o respeitar o n\u00edvel de percep\u00e7\u00e3o e desenvolvimentos das crian\u00e7as em suas respectivas fases. O RCNEI orienta que cada profissional procure entender, de forma reflexiva, a respeitar cada fase de express\u00e3o da crian\u00e7a, e a partir da\u00ed, poder\u00e1 fornecer os meios necess\u00e1rios: viv\u00eancias, informa\u00e7\u00f5es e materiais, para o desenvolvimento de sua capacidade expressiva.<\/p>\n<p>Com a inser\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 11.769\/08, que determina a m\u00fasica como conte\u00fado obrigat\u00f3rio da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, evidencia a valoriza\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia da m\u00fasica nesse seguimento, mas \u00e9 necess\u00e1rio capacita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o, para que o corpo docente potencialize o ensino\/aprendizagem, satisfatoriamente.<\/p>\n<p>Ligar a m\u00fasica e o movimento, utilizando a dan\u00e7a ou a express\u00e3o corporal, pode contribuir para que algumas crian\u00e7as, em situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil na escola, possam se adaptar (inibi\u00e7\u00e3o psicomotora, debilidade psicomotora, instabilidade psicomotora, etc.). Por isso \u00e9 t\u00e3o importante a escola se tornar um ambiente alegre, favor\u00e1vel ao desenvolvimento. E \u00e9 nesse ambiente escolar que a crian\u00e7a \u00e9 mais receptiva ao desenvolvimento musical, podendo-se obter excelentes resultados com a aplica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de pr\u00e1ticas musicais.<\/p>\n<h3>A M\u00fasica no Ber\u00e7\u00e1rio<\/h3>\n<p>De acordo com os documentos do Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3oInfantil (RCNEI):<\/p>\n<p><em>O trabalho com a m\u00fasica deve considerar, portanto, que ela \u00e9 um meio de express\u00e3o e forma de conhecimento acess\u00edvel aos beb\u00eas e crian\u00e7as, inclusive aquelas que apresentam necessidades especiais. A linguagem musical \u00e9 excelente meio para o desenvolvimento da express\u00e3o do equil\u00edbrio, da autoestima e autoconhecimento, al\u00e9m do poderoso meio de integra\u00e7\u00e3o social. (BRASIL,1998, p. 49).<\/em><\/p>\n<p>Por ser uma fase de descobertas e de conhecimentos, o trabalho com a m\u00fasica ser\u00e1 um facilitador e formador do aprendizado.<\/p>\n<p>No primeiro ano de vida, a pr\u00e1tica musical poder\u00e1 ocorrer por meio de atividades l\u00fadicas. O professor estar\u00e1 contribuindo para o desenvolvimento da percep\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o dos beb\u00eas quando canta para eles; produz sons vocais diversos por meio da imita\u00e7\u00e3o de vozes de animais, ru\u00eddos etc., ou sons corporais, como palmas, batidas nas pernas, p\u00e9s etc.; embala-os e dan\u00e7a com eles. As can\u00e7\u00f5es de ninar tradicionais, os brinquedos cantados e r\u00edtmicos, as rodas e cirandas, os jogos com movimentos, as brincadeiras com palmas e gestos sonoros corporais, assim como outras produ\u00e7\u00f5es do acervo cultural infantil, podem estar presentes e devem se constituir em conte\u00fado de trabalho. Isso pode favorecer a intera\u00e7\u00e3o e resposta dos beb\u00eas, seja por meio da imita\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o vocal, do gesto corporal, ou da explora\u00e7\u00e3o sens\u00f3rio-motora de materiais sonoros, como objetos do cotidiano, brinquedos sonoros, instrumentos musicais de percuss\u00e3o como chocalhos, guizos, blocos, sinos, tamboresetc. (RECNEI, BRASIL, 1998, p.58).<\/p>\n<p>Estudos demonstram o poder da musicaliza\u00e7\u00e3o para beb\u00eas. Eis a raz\u00e3o de inseri-la desde cedo, pois, ajudar\u00e1 na audi\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o motora, fala e in\u00fameros benef\u00edcios. Pensando l\u00e1 na frente, a musicaliza\u00e7\u00e3o para beb\u00eas \u00e9 importante para: desenvolvimento da concentra\u00e7\u00e3o mais apurada; desde cedo o senso cr\u00edtico ser\u00e1 ativado; gerar respeito m\u00fatuo e pr\u00f3prio, aumento da autoestima, disciplina e equil\u00edbrio emocional, dentre outros. O despertar musical desde o ber\u00e7\u00e1rio \u00e9 uma riqueza incalcul\u00e1vel para a forma\u00e7\u00e3o educacional da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo Brito (2003, p. 35):<\/p>\n<p><em>Trazer a m\u00fasica para o nosso ambiente de trabalho exige, prioritariamente, uma forma\u00e7\u00e3o musical pessoal e tamb\u00e9m aten\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o para ouvir e observar o modo como beb\u00eas e crian\u00e7as\u00a0\u00a0 percebem e se expressam musicalmente em cada fase de seu desenvolvimento, sempre com o apoio de pesquisas e estudos te\u00f3ricos que fundamentam o trabalho.\u00a0 <\/em><\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade da perman\u00eancia dos pais com seus beb\u00eas, proveniente da rotina de trabalho que tem ocupado de forma significativa o tempo deles, vem mudando o cen\u00e1rio educacional.\u00a0 Beb\u00eas entram mais cedo nas creches e isso nos faz refletir da seriedade com o qual a m\u00fasica deve ser trabalhada na Educa\u00e7\u00e3o Infantil. \u00c9 durante esse per\u00edodo que a crian\u00e7a \u00e9 mais receptiva ao desenvolvimento musical. Atrav\u00e9s dessa viv\u00eancia estaremos formando futuros ouvintes, talentosos artistas ou simplesmente pessoas sens\u00edveis e equilibradas. A acultura\u00e7\u00e3o por meio do ato do cantar deixou de ser uma pr\u00e1tica vivenciada pelos pais, sendo transferida para os profissionais da educa\u00e7\u00e3o, portanto, a responsabilidade de um trabalho musical consciente, com embasamento te\u00f3rico e pr\u00e1tica com muita criatividade e ludicidade, precisa ser relevante.<\/p>\n<p>Segundo Loureiro (1999, p.20):<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cMusicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de desenvolvimento da musicalidade\u201d. Maura Penna afirma: \u201cAto ou processo de musicalizar. Musicalizar(-se): tornar(-se) sens\u00edvel a m\u00fasica, de modo que internamente, a pessoa reaja, se mova com ela (PENNA, 1990 p. 22). Dessa forma o professor deve proporcionar \u00e0s crian\u00e7as o maior n\u00famero de oportunidades para se expressarem musicalmente. E para que isso aconte\u00e7a, \u00e9 necess\u00e1rio que se apropriem de algumas habilidades musicais, porque o tempo maior de conviv\u00eancia dos beb\u00eas, ser\u00e3o com esses profissionais<\/em>.<\/p>\n<p>Gordon \u00e9 categ\u00f3rico ao afirmar que \u201cn\u00e3o se ensina m\u00fasica \u00e0 crian\u00e7a, vivencia-se a m\u00fasica\u201d. A import\u00e2ncia de estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o, de como, e o que ser\u00e1 trabalhado de forma concreta, pertinente ao universo da crian\u00e7a. Enfatiza tamb\u00e9m, a necessidade de os professores criarem seus m\u00e9todos, sua forma de ensinar.<\/p>\n<p>Assim como as crian\u00e7as desenvolvem a linguagem verbal, podem desenvolver os processos cognitivos relacionados ao desenvolvimento de uma esp\u00e9cie de pensamento musical, que na teoria de Gordon, corresponde ao conceito de Audi\u00e7\u00e3o. Eis a raz\u00e3o de pais e principalmente professores, que passam boa parte do tempo com os beb\u00eas e as crian\u00e7as, proporcionar a elas a escuta de todos os tipos de m\u00fasicas, inclusive os mais ricos e complexos. Precisam ouvir ritmos e melodias que contribuam na linguagem musical. Quanto mais cedo a m\u00fasica for introduzida no ambiente da crian\u00e7a, maior ser\u00e1 seu potencial para aprender.<\/p>\n<p>Para Br\u00e9scia (2003, p 81) \u201c[&#8230;] o aprendizado de m\u00fasica al\u00e9m de favorecer o desenvolvimento afetivo da crian\u00e7a, amplia a atividade cerebral, melhora o desempenho escolar dos alunos e contribui para integrar socialmente o indiv\u00edduo\u201d.<\/p>\n<p>A musicaliza\u00e7\u00e3o direcionado para beb\u00eas e crian\u00e7as pequenas, \u00e9 t\u00e3o complexo e encantador que, se n\u00e3o tivermos consci\u00eancia musical ampla, em proporcionar pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que possam ser conduzidas de uma maneira mais eficiente, n\u00e3o alcan\u00e7aremos os objetivos.<\/p>\n<p>Para Feres (1998, p.13 e 14):<\/p>\n<p><em>O objetivo de ensinar m\u00fasica para os beb\u00eas, s\u00e3o: desenvolver na crian\u00e7a o prazer de ouvir e fazer m\u00fasica; proporcionar \u00e0 crian\u00e7a momentos de prazer junto a quem ama; contribuir para resgatar o nosso patrim\u00f4nio cultural, utilizando can\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas e populares nas aulas; proporcionar \u00e0 crian\u00e7a um ambiente onde ter\u00e1 maior liberdade para criar; estimular o canto e a fala, a crian\u00e7a aprende a cantar ao mesmo tempo que aprende a falar; dar a oportunidade \u00e0 crian\u00e7a de ter contato com outras pessoas numa atmosfera expressiva e agrad\u00e1vel; ensinar a crian\u00e7a a respeitar regras e conhecer limites e desenvolver a musicalidade, sensibilidade, percep\u00e7\u00e3o auditiva, psicomotricidade, senso r\u00edtmico e sociabilidade.<\/em><\/p>\n<p>Quando olhamos ao redor, e percebemos falhas em muitas pr\u00e1ticas tanto no seio familiar quanto no ambiente escolar, onde driblamos o desenvolvimento da linguagem dos beb\u00eas, priorizando os est\u00edmulos eletr\u00f4nicos, e deixando as rela\u00e7\u00f5es sociais menos oportunas, estamos perdendo a grande oportunidade de vivenciar o que \u00e9 de mais precioso, o crescimento em todos os aspectos de um ser em desenvolvimento: social, emocional, cognitivo&#8230; Eis a quest\u00e3o de pensar na import\u00e2ncia do contexto educacional num todo, principalmente a inser\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, tanto no ambiente familiar quanto escolar.<\/p>\n<p><strong>\u00a0A PR\u00c1TICA PEDAG\u00d3GICA DO EDUCADOR MUSICAL<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho de educa\u00e7\u00e3o musical se realizado com clima de prazer, s\u00f3 poder\u00e1 ser imensamente gratificante. O principal objetivo do educador, \u00e9 despertar a vida nas crian\u00e7as, facilitando a sua espontaneidade e sua express\u00e3o pessoal para que a m\u00fasica realize realmente o desenvolvimento afetivo da personalidade infantil. \u00c9 partindo da vida que o professor alcan\u00e7ar\u00e1 \u00eaxito no seu trabalho, e ter\u00e1 das aulas de inicia\u00e7\u00e3o musical uma fonte inesgot\u00e1vel de prazer n\u00e3o s\u00f3 para a crian\u00e7a, mas tamb\u00e9m para si mesmo. O professor deve ser sens\u00edvel ao processo art\u00edstico. Ele s\u00f3 transmitir\u00e1 emo\u00e7\u00e3o naquilo que tamb\u00e9m sente, s\u00f3 conseguir\u00e1 sensibilizar os alunos \u00e0 medida que tamb\u00e9m seja sens\u00edvel. A fun\u00e7\u00e3o do educador de m\u00fasica \u00e9 compartilhar com o aluno essa magia da m\u00fasica, entrar no dom\u00ednio da sensibilidade.<\/p>\n<p>De acordo com os documentos do Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil (RCNEI):<\/p>\n<p><em>Integrar a m\u00fasica \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil implica que o professor deva assumir uma postura de disponibilidade em rela\u00e7\u00e3o a essa linguagem. Considerando-se que a maioria dos professores de educa\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o tem uma forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em m\u00fasica, sugere-se que cada profissional fa\u00e7a um cont\u00ednuo trabalho pessoal consigo mesmo no sentido de: \u2022 sensibilizar-se em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es inerentes \u00e0 m\u00fasica; \u2022 reconhecer a m\u00fasica como linguagem cujo conhecimento se constr\u00f3i; \u2022 entender e respeitar como as crian\u00e7as se expressam musicalmente em cada fase, para, a partir da\u00ed, fornecer os meios necess\u00e1rios (viv\u00eancias, informa\u00e7\u00f5es, materiais) ao desenvolvimento de sua capacidade expressiva. (BRASIL, 1998, p. 67).<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que a m\u00fasica esteja presente na escola como um dos elementos formadores do indiv\u00edduo. Para que isso aconte\u00e7a \u00e9 imprescind\u00edvel que o professor \u201cseja capaz de observar as necessidades de seus alunos e identificar, dentro de uma programa\u00e7\u00e3o de atividades musicais, aquelas que realmente poder\u00e3o suprir as necessidades de forma\u00e7\u00e3o desses alunos\u201d (JOLY, 2003, p. 118)<\/p>\n<p>A lei 11.769, n\u00e3o descreve sobre a inser\u00e7\u00e3o da m\u00fasica nas s\u00e9ries iniciais, por\u00e9m, o RCNEI \u2013 Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil descreve que: Integrar a m\u00fasica \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil, implica que o professor deva assumir uma postura de disponibilidade em rela\u00e7\u00e3o a essa linguagem (BRASIL, 1998, p. 51).<\/p>\n<p>\u00c9 importante que o professor de m\u00fasica saiba estimular a sensibilidade do aluno, de maneira que ele aprenda m\u00fasica naturalmente, tal como realiza outras aprendizagens inerentes ao seu desenvolvimento natural. A crian\u00e7a percebe e maneja unidades musicais com a percep\u00e7\u00e3o que tem do mundo sonoro que a rodeia. Cada novo conhecimento implica uma rela\u00e7\u00e3o com o conhecido. O educador musical que sente a pedagogia como uma arte, diz Gainza (1997), aspira a ser um int\u00e9rprete e n\u00e3o um mero repetidor \u2013 no sentido art\u00edstico da palavra \u2013 da obra pedag\u00f3gica dos diferentes educadores musicais com que ele tem contato.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 um elemento importante na rotina di\u00e1ria de uma sala de aula. O contato com ela pode enriquecer a experi\u00eancia da crian\u00e7a de in\u00fameras formas. Se o professor tocar ou cantar diversas m\u00fasicas em diferentes situa\u00e7\u00f5es durante todo o dia escolar, a crian\u00e7a assimila outras situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem, tais como: habilidades sociais e estruturas de linguagem. As crian\u00e7as s\u00e3o sempre aprendizes por inteiro, elas aprendem um pouco de cada coisa cada vez que tem oportunidade. Assim como assimilam os sons oriundos do processo de aprendizagem da linguagem elas tamb\u00e9m aprendem os sons musicais experimentando-os como parte do ambiente onde est\u00e3o. Can\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias jogos e dan\u00e7as auxiliam o amadurecimento social, emocional, f\u00edsico e cognitivo da crian\u00e7a. A m\u00fasica tamb\u00e9m \u00e9 um meio de faz\u00ea-la participar de atividades de grupo e de incluir nesse grupo crian\u00e7as com diferentes graus de desenvolvimento, aproveitando no grupo o potencial de cama uma.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que o professor possa estar atento a maior ou menor adequa\u00e7\u00e3o dos diversos instrumentos \u00e0 faixa et\u00e1ria de zero a seis anos. Pode-se confeccionar diversos materiais sonoros com as crian\u00e7as, bem como introduzir brinquedos sonoros populares, instrumentos \u00e9tnicos etc. O trabalho musical a ser desenvolvido nas institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o infantil pode ampliar meios e recursos pela inclus\u00e3o de materiais simples aproveitados do dia-a-dia ou presentes na cultura da crian\u00e7a. Nessa faixa et\u00e1ria, a crian\u00e7a n\u00e3o deve ser treinada para a leitura e escrita musical na institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o infantil. O mais importante \u00e9 que ela possa ouvir, cantar e tocar muito, criando formas de nota\u00e7\u00e3o musicais com a orienta\u00e7\u00e3o dos professores. (BRASIL, 1998, p. 72 e 75).<\/p>\n<p>O processo de ensino-aprendizagem com a m\u00fasica \u00e9 uma pr\u00e1tica que vai al\u00e9m do aluno, envolvendo o docente e a escola. Borges (2003, p. 115) diz que:<\/p>\n<p><em>[&#8230;] \u00e9 preciso insistir quanto \u00e0 necessidade de se recuperar sua verdadeira fun\u00e7\u00e3o. Isto s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel na medida em que o professor for tamb\u00e9m sens\u00edvel \u00e0 express\u00e3o musical. N\u00e3o que precise ser um especialista em m\u00fasica, ou saber tocar, necessariamente, algum instrumento. Por\u00e9m, dever\u00e1 estar consciente de que, em contato com a m\u00fasica, a crian\u00e7a poder\u00e1: manter em harmonia a rela\u00e7\u00e3o entre o sentir e o pensar; proteger a sua audi\u00e7\u00e3o, para que n\u00e3o se atrofie diante do aumento de ru\u00eddos e da desqualifica\u00e7\u00e3o sonora do mundo moderno; habituar-se a isolar um ru\u00eddo ou som para dar-lhe sentido, especificidade ou perceber a beleza que lhe \u00e9 pr\u00f3pria. <\/em><\/p>\n<p>Freire (2002) ainda diz que \u00e9 na forma\u00e7\u00e3o permanente dos professores, o momento fundamental da reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a pr\u00e1tica. E pensando criticamente a pr\u00e1tica de hoje ou de ontem que se pode melhorar a pr\u00f3xima pr\u00e1tica.<\/p>\n<h3>A import\u00e2ncia da Busca de Novas Metodologias<\/h3>\n<p>Durante a idade m\u00e9dia, a m\u00fasica teve um lugar destacado dentro das escolas, principalmente quando se falava em m\u00fasica sacra e poesia. Atrav\u00e9s dos tempos, tem sido ineg\u00e1vel o papel da m\u00fasica como um dos fatores na forma\u00e7\u00e3o do homem, por isso, faz-se necess\u00e1rio uma reflex\u00e3o sobre os contextos hist\u00f3ricos, tanto educacionais e sociais, bem como, o interesse pela educa\u00e7\u00e3o como um todo, principalmente a musical, pois, como pr\u00e1tica educativa, continua sendo alvo de discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>O ensino da m\u00fasica percorreu v\u00e1rios caminhos, dentro da hist\u00f3ria do Brasil, e essa influ\u00eancia, oriunda dos portugueses, teve um marco para o ensino musical, quando em 1906, com a cria\u00e7\u00e3o do Conservat\u00f3rio Dram\u00e1tico e Musical de S\u00e3o Paulo, foi relevante ao estabelecer padr\u00f5es art\u00edstico-pedag\u00f3gicos, para as escolas, ditas, especializadas, abrindo assim, um grande leque, para a evolu\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o musical, sendo mais tarde inserida nas escolas, em todos os seguimentos.<\/p>\n<p>Marcados, por grandes per\u00edodos, em todos os aspectos, a hist\u00f3ria da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o, mesmo passando por movimentos de perman\u00eancias e rupturas, conserva\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o, ainda busca, at\u00e9 hoje, uma pr\u00e1tica de ensino-aprendizagem, que seja adequada, dentro do sistema educacional brasileiro. E para que isso aconte\u00e7a, a muitos caminhos a serem galgados&#8230;<\/p>\n<p>Muitas mudan\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o musical no Brasil, ocorreram, tendo como destaque a implanta\u00e7\u00e3o do ensino da m\u00fasica, a n\u00edvel nacional, nas escolas p\u00fablicas, nas d\u00e9cadas de 30 e 40, sendo o Canto Orfe\u00f4nico o m\u00e9todo utilizado, o que rendeu posteriormente, a necessidade de se criar o curso espec\u00edfico de forma\u00e7\u00e3o em m\u00fasica, para professores. Com toda essa evolu\u00e7\u00e3o, o ensino da m\u00fasica deu um salto gigantesco, e sua maior relev\u00e2ncia deu-se com a implanta\u00e7\u00e3o da LDB 9.394\/96, que estabeleceu o ensino da disciplina de arte na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Segundo Penna (2008, p.120):<\/p>\n<p><em>A educa\u00e7\u00e3o musical come\u00e7ou a ser repensada no Brasil por meio da obrigat\u00f3ria inser\u00e7\u00e3o da m\u00fasica como conte\u00fado na escola regular. N\u00e3o se deve esquecer, no entanto, que a legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 estabelece, h\u00e1 mais de trinta anos, a presen\u00e7a da m\u00fasica na escola, muito embora, durante esse per\u00edodo, as pr\u00e1ticas musicais escolares tenham sido marcadas por \u201cindefini\u00e7\u00e3o, ambiguidades e multiplicidade\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Segundo os <strong>PCN<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0\u201c(&#8230;) As oportunidades de aprendizagem de arte, dentro e fora da escola mobilizam a express\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o pessoal e ampliam a forma\u00e7\u00e3o do estudante como cidad\u00e3o, primeiramente por intensificar as rela\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos tanto como seu mundo interior, como com o exterior\u201d. (PCN, <strong>Arte<\/strong>. Introdu\u00e7\u00e3o, 1998, p. 19).<\/em><\/p>\n<p>Com toda essa conquista, a metodologia aplicada em rela\u00e7\u00e3o ao ensino da m\u00fasica, em sala de aula, ainda sofre rupturas, muitas vezes distanciando do objetivo principal. Principalmente nas s\u00e9ries iniciais.<\/p>\n<p>De acordo com os documentos do Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil (RCNEI):<\/p>\n<p><em>A m\u00fasica no contexto da educa\u00e7\u00e3o infantil vem, ao longo de sua hist\u00f3ria, atendendo a v\u00e1rios objetivos, alguns dos quais alheios \u00e0s quest\u00f5es pr\u00f3prias dessa linguagem. Tem sido, em muitos casos, suporte para atender a v\u00e1rios prop\u00f3sitos, como a forma\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos, atitudes e comportamentos: lavar as m\u00e3os antes do lanche, escovar os dentes, respeitar o farol etc.; a realiza\u00e7\u00e3o de comemora\u00e7\u00f5es relativas ao calend\u00e1rio de eventos do ano letivo simbolizados no dia da \u00e1rvore, dia do soldado, dia das m\u00e3es etc.; a memoriza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados relativos a n\u00fameros, letras do alfabeto, cores etc., traduzidos em can\u00e7\u00f5es. Essas can\u00e7\u00f5es costumam ser acompanhadas por gestos corporais, imitados pelas crian\u00e7as de forma mec\u00e2nica e estereotipada. Outra pr\u00e1tica corrente tem sido o uso das bandinhas r\u00edtmicas para o desenvolvimento motor, da audi\u00e7\u00e3o, e do dom\u00ednio r\u00edtmico. Essas bandinhas utilizam instrumentos \u2014 pandeirinhos, tamborzinhos, pauzinhos etc. \u2014 muitas vezes confeccionados com material inadequado e consequentemente com qualidade sonora deficiente. Isso refor\u00e7a o aspecto mec\u00e2nico e a imita\u00e7\u00e3o, deixando pouco ou nenhum espa\u00e7o \u00e0s atividades de cria\u00e7\u00e3o ou \u00e0s quest\u00f5es ligadas a percep\u00e7\u00e3o e conhecimento das possibilidades e qualidades expressivas dos sons. Ainda que esses procedimentos venham sendo repensados, muitas institui\u00e7\u00f5es encontram dificuldades para integrar a linguagem musical ao contexto educacional. Constata-se uma defasagem entre o trabalho realizado na \u00e1rea de M\u00fasica e nas demais \u00e1reas do conhecimento, evidenciada pela realiza\u00e7\u00e3o de atividades de reprodu\u00e7\u00e3o e imita\u00e7\u00e3o em detrimento de atividades voltadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o musical. Nesses contextos, a m\u00fasica \u00e9 tratada como se fosse um produto pronto, que se aprende a reproduzir, e n\u00e3o uma linguagem cujo conhecimento se constr\u00f3i. (BRASIL, 1998, p.47).<\/em><\/p>\n<p>Sendo assim, \u00e9 necess\u00e1rio reestruturar o papel da m\u00fasica para que tenha significado no processo da educa\u00e7\u00e3o escolar. Mas, se o docente n\u00e3o tem essa qualifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, desprovido de uma forma\u00e7\u00e3o adequada, jamais vai entender as oportunidades de aprendizagens que a arte proporciona. Essa defici\u00eancia \u00e9 mais ca\u00f3tica quando o professor \u00e9 desprovido de especializa\u00e7\u00e3o musical, realidade que permeia muitas das nossas institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 trabalhada em sala de aula, mas muitas sem considerar os aspectos emocionais em que ela pode influenciar. A escola deve ampliar o conhecimento musical do aluno, oportunizando a conviv\u00eancia com os diferentes g\u00eaneros, permitindo que o aluno se torne mais cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Conforme M\u00e1rsico (1982, p. 148) \u201c[&#8230;] uma das tarefas primordiais da escola \u00e9 assegurar a igualdades de chances, para que toda crian\u00e7a possa ter acesso a m\u00fasica e possa educar-se musicalmente, qualquer que seja o ambiente sociocultural de que provenha\u201d. Da\u00ed, perguntamos: como um professor, sendo mero apreciador musical (a LDB d\u00e1 esse direito) conseguir\u00e1 ter essa sensibilidade emocional? O professor deve ser sens\u00edvel ao processo art\u00edstico. Ele s\u00f3 transmitir\u00e1 emo\u00e7\u00e3o naquilo que tamb\u00e9m sente, s\u00f3 conseguir\u00e1 sensibilizar os alunos \u00e0 medida que tamb\u00e9m seja sens\u00edvel. A fun\u00e7\u00e3o do educador de m\u00fasica \u00e9 compartilhar com o aluno essa magia da m\u00fasica, entrar no dom\u00ednio da sensibilidade, que ao lado dos aspectos f\u00edsicos e cognitivos, \u00e9 realmente o centro do trabalho musical.<\/p>\n<p>Durante a Idade M\u00e9dia e o Renascimento, a m\u00fasica era considerada os quatro pilares da aprendizagem, juntamente com a geometria, a astronomia e aritm\u00e9tica. Em nossa \u00e9poca, entretanto, ela tem sofrido, pois \u00e9 uma das primeiras mat\u00e9rias a serem banidas dos programas escolares, quando s\u00e3o feitos cortes no or\u00e7amento, principalmente em se tratando do setor privado. Para um docente, especialista na \u00e1rea, fica \u00e0 merc\u00ea, dessa expectativa. Mesmo com a Lei sancionada para a obrigatoriedade do ensino da m\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, no papel \u00e9 tudo muito louv\u00e1vel, mas na realidade n\u00e3o acontece. Onde est\u00e3o os professores que v\u00e3o atender \u00e0 demanda criada pela nova Lei? Excelentes profissionais est\u00e3o em escolas de m\u00fasicas, muitas intituladas, conservat\u00f3rios, mas em geral, eles n\u00e3o est\u00e3o na rede de ensino p\u00fablico e\/ou privados. \u00c9 preciso repensar a concep\u00e7\u00e3o de buscar formas de atrair essas pessoas para a escola, ou ent\u00e3o, qualificar a forma\u00e7\u00e3o dos que j\u00e1 atuam na \u00e1rea.<\/p>\n<p><em>Integrar a m\u00fasica \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil implica que o professor deve assumir uma postura de disponibilidade em rela\u00e7\u00e3o a essa linguagem. Considerando-se que a maioria dos professores de educa\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o tem uma forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em m\u00fasica, sugere-se que cada profissional fa\u00e7a um cont\u00ednuo trabalho pessoal consigo mesmo (BRASIL, 1998).<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 preciso recolocar valores e tra\u00e7ar novos objetivos para a educa\u00e7\u00e3o, pois, as atividades mais prop\u00edcias para que esses objetivos sejam alcan\u00e7ados s\u00e3o, sem d\u00favida, as atividades de express\u00e3o art\u00edstica, atrav\u00e9s das quais ela pode representar a realidade e expressar suas emo\u00e7\u00f5es. Espera-se de cada professor, do poder p\u00fablico, momentos de reflex\u00f5es e discuss\u00f5es, para que o ensino de Arte, em especial a M\u00fasica, seja o diferencial na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<h3>M\u00e9todos Ativos dentro da Metodologia<\/h3>\n<p>Entende-se \u201cm\u00e9todos ativos\u201d, metodologias propostas \u00e0 crian\u00e7a em que participa ativamente de seu aprendizado, ou seja, ela tem a oportunidade de, atrav\u00e9s das experi\u00eancias associadas ao movimento, audi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e reflexiva, vivenci\u00e1-las, para a partir da\u00ed construir seu conhecimento.<\/p>\n<p>Na metade do s\u00e9culo xx, esses m\u00e9todos foram sendo desenvolvidos. Dalcroze foi o precursor desse m\u00e9todo, onde as inova\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas musicais, surgiram, trazendo um novo olhar para a educa\u00e7\u00e3o musical, baseado no movimento, sendo o corpo elemento essencial para essa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A pedagogia elaborada por Dalcroze, originou-se da necessidade de perceber que a escola precisa preparar a crian\u00e7a para a carreira art\u00edstica. O que antes era mec\u00e2nico, sendo a leitura e escrita o fazer musical, sem a participa\u00e7\u00e3o do corpo, viu-se a necessidade da sensibiliza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia r\u00edtmica.<\/p>\n<p>\u00c9 dentro da habilidade motora, que vemos a import\u00e2ncia da utiliza\u00e7\u00e3o e da consci\u00eancia corporal na pr\u00e1tica musical, atrav\u00e9s dos jogos, dan\u00e7as, hist\u00f3rias e can\u00e7\u00f5es. \u00c9 por meio do corpo, que se vivenciam conceitos e elementos musicais. A m\u00fasica e movimento est\u00e3o interligados. O movimento \u00e9 um aspecto muito importante na educa\u00e7\u00e3o musical. O compositor alem\u00e3o Carl Orff sempre defendeu a integra\u00e7\u00e3o de m\u00fasica com o movimento, e do elo r\u00edtmico entre esses dois elementos, como base para uma educa\u00e7\u00e3o musical moderna.<\/p>\n<p>Ilari (2003) diz que, quando o canto, acompanhado de movimentos corporais acontece em sala de aula, as crian\u00e7as ainda t\u00eam a possibilidade de desenvolver a socializa\u00e7\u00e3o, o sistema de orienta\u00e7\u00e3o espacial e motor.<\/p>\n<p>A viv\u00eancia musical promovida pela musicaliza\u00e7\u00e3o permite ao aluno o desenvolvimento da capacidade de expressar-se de modo integrado, realizando movimentos corporais enquanto canta ou ouve uma m\u00fasica. Quando a crian\u00e7a ouve um impulso sonoro curto ela realiza um movimento corporal, est\u00e1 transpondo o som percebido para outra linguagem. Diferentes tipos de sons podem ser traduzidos corporalmente.<\/p>\n<p>Diante dessa percep\u00e7\u00e3o, Dalcroze elaborou atividades, contemplando a m\u00fasica, o movimento, a dura\u00e7\u00e3o, o espa\u00e7o, a din\u00e2mica, o tempo, valorizando assim, a r\u00edtmica.<\/p>\n<p>Consta nos RCNEIs (BRASIL, 1998, p. 72-73):<\/p>\n<p><em>[&#8230;] o trabalho com a m\u00fasica deve reunir toda e qualquer fonte sonora: brinquedos, objetos do cotidiano e instrumentos musicais de boa qualidade. \u00c9 preciso lembrar que a voz \u00e9 o primeiro instrumento e o corpo humano \u00e9 fonte de produ\u00e7\u00e3o sonora.<\/em><\/p>\n<p>Segundo os RNCEIs (BRASIL, 1998), a m\u00fasica mant\u00e9m uma forte liga\u00e7\u00e3o com o brincar. Em todas as culturas as crian\u00e7as brincam com a m\u00fasica. Jogos e brinquedos musicais s\u00e3o transmitidos por tradi\u00e7\u00e3o oral. Envolvendo o gesto, o movimento, o canto, a dan\u00e7a e o faz-de-conta. \u00c9 dessa forma que r\u00edtmica vai propiciando a integra\u00e7\u00e3o das faculdades sensoriais, afetivas e mentais. A m\u00fasica quando associadas a movimentos corporais coordenados, agradam \u00e0s crian\u00e7as e s\u00e3o uma excelente estrat\u00e9gia que o professor pode usar para o desenvolvimento do seu trabalho.<\/p>\n<p>O corpo da crian\u00e7a \u00e9 o ponto de partida, sendo sua voz um precioso instrumento dentro de si. Ela \u00e9 levada a praticar, a reconhecer e a descobrir o ritmo e o som de maneira livre e organizada, a partir dos movimentos corporais. Enfim, o trabalho com a m\u00fasica, em sala de aula, possibilita \u00e0 crian\u00e7a, usar toda sua capacidade para uma aprendizagem de acordo seu ritmo.<\/p>\n<h3>Principais Caracter\u00edsticas dos M\u00e9todos<\/h3>\n<p><strong>Carl Orff<\/strong><\/p>\n<p>A abordagem pedag\u00f3gica, tem como objetivo construir o aprendizado de conceitos e habilidades musicais por meio do envolvimento com atividades de fala, canto, manuseio de instrumentos e express\u00e3o corporal, enfatizando a criatividade e o aprendizado intuitivo da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos instrumentos vem sempre associada a atividades com a voz e com o corpo.<\/p>\n<p><strong>ZoltanKod\u00e1ly<\/strong><\/p>\n<p>Sua pedagogia \u00e9 centrada na figura do professor, como modelo a ser seguido pelos alunos.<\/p>\n<p>Valoriza a m\u00fasica folcl\u00f3rica, explorando a variedade da cultural local.<\/p>\n<p>A voz \u00e9 o elemento essencial para sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Edgar Willems<\/strong><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da interliga\u00e7\u00e3o existente entre a m\u00fasica e o ser humano, relacionando assim o triplo aspecto do homem: fisiol\u00f3gico, afetivo e mental, com os elementos caracter\u00edsticos da m\u00fasica: ritmo, melodia e harmonia.<\/p>\n<p>Sua metodologia, segue as etapas do desenvolvimento da crian\u00e7a, atrav\u00e9s de uma educa\u00e7\u00e3o musical ativa e criadora.<\/p>\n<p>Enfatiza a import\u00e2ncia de a crian\u00e7a viver e fazer a m\u00fasica, depois pensar sobre ela.<\/p>\n<p><strong>Shinichi Suzuki<\/strong><\/p>\n<p>A proposta pedag\u00f3gica \u00e9 direcionada, inicialmente para crian\u00e7a, e intitulado Educa\u00e7\u00e3o de talento.<\/p>\n<p>Sua metodologia foi baseada na abordagem da linguagem materna.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o musical da crian\u00e7a, come\u00e7a em casa, com acompanhamento dos pais.<\/p>\n<p>O talento musical d\u00e1-se em consequ\u00eancia de um estudo sistem\u00e1tico, ou seja, todos podem ter acesso.<\/p>\n<h3>Jogos e Brincadeiras com a M\u00fasica<\/h3>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Segundo os RECNEIs (BRASIL 1998), a m\u00fasica mant\u00e9m uma forte liga\u00e7\u00e3o com o brincar. Os brinquedos sonoros s\u00e3o fontes de observa\u00e7\u00e3o e descobertas, provocando respostas. Os beb\u00eas t\u00eam as mais diversas rea\u00e7\u00f5es, mantendo-se tranquilos ou agitados frente a esses brinquedos. As crian\u00e7as d\u00e3o muita import\u00e2ncia a toda e qualquer fonte sonora. Interessam-se elas a\u00e7\u00f5es e produ\u00e7\u00f5es de sons, sendo que sacudir e bater s\u00e3o os primeiros modos de a\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de cantar a crian\u00e7a tem interesse tamb\u00e9m em tocar pequenas melodias nos instrumentos musicais, buscando entender sua constru\u00e7\u00e3o. Consta no BRASIL (1998) que,<\/p>\n<p><em>A express\u00e3o musical das crian\u00e7as nessa fase \u00e9 caracterizada pela \u00eanfase nos aspectos intuitivo e afetivo e pela explora\u00e7\u00e3o (sens\u00f3rio-motora) dos materiais sonoros. As crian\u00e7as integram a m\u00fasica \u00e0s demais brincadeiras e jogos: cantam enquanto brincam, acompanham com os sons os movimentos de seus carrinhos, dan\u00e7am e dramatizam situa\u00e7\u00f5es sonoras diversas, conferindo \u201cpersonalidade e significados simb\u00f3licos aos objetos sonoros ou instrumentos musicais e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o musical. O brincar permeia a rela\u00e7\u00e3o que se estabelece com os materiais: mais do que sons, podem representar personagens como animais, carros m\u00e1quinas super-her\u00f3is etc.<\/em><\/p>\n<p>Tudo \u00e9 uma grande descoberta sonora. A crian\u00e7a inventa ru\u00eddos, barulhos, cria palavras, experimenta possibilidades de sons corporais, enfim assa todo o seu tempo brincando com possibilidades sonoras. Que maravilha seria se todos n\u00f3s pud\u00e9ssemos, desde que nascemos dedicar, ou pelo menos estar abertos, ao brincar, ao experimentar, ao imaginar, ao realizar. Enquanto somos pequenos e livres tudo \u00e9 uma grande atividade prazerosa de brincar \u2013 brincar de faz-de-conta, brincar de inventar.<\/p>\n<p>Conforme Vygotsky (1998, p. 126), \u201c\u00e9 no brinquedo que a crian\u00e7a aprende a agir numa esfera cognitiva, ao inv\u00e9s de uma esfera visual externa, dependendo das motiva\u00e7\u00f5es e tend\u00eancias internas, e n\u00e3o pelo dos incentivos fornecidos pelos objetos externos\u201d.<\/p>\n<p>Toda a nossa brincadeira est\u00e1 associada ao som, \u00e0 m\u00fasica, ao ritmo. Ser\u00e1 que temos consci\u00eancia do potencial que uma crian\u00e7a pode desenvolver quando trabalhamos aspectos da linguagem musical? Ser\u00e1 que temos ideia de como a m\u00fasica pode proporcionar o desenvolvimento de todas as percep\u00e7\u00f5es de uma crian\u00e7a, inclusive o senso cr\u00edtico? Sendo assim, como despertar a crian\u00e7a para o ambiente sonoro que o cerca? Como estimul\u00e1-la a perceber e diferenciar os sons e ritmos do cotidiano? Como ajud\u00e1-la a reconhecer um som espec\u00edfico em meio a tantos outros? Uma das alternativas de que podemos realiz\u00e1-la, \u00e9 atrav\u00e9s de brincadeiras que ajudem a crian\u00e7a a perceber, diferenciar, reconhecer e experimentar os diversos tipos de sons.<\/p>\n<p>Segundo as autoras Ferraz e Fusari (199, p. 84), \u201co brincar nas aulas de arte pode ser uma maneira prazerosa de a crian\u00e7a experimentar novas situa\u00e7\u00f5es e ajud\u00e1-la a compreender e assimilar mais facilmente o mundo cultural e est\u00e9tico (&#8230;) a pr\u00e1tica art\u00edstica \u00e9 vivenciada pelas crian\u00e7as como uma atividade l\u00fadica, onde o fazer se identifica com o brincar, o imaginar com a experi\u00eancia da linguagem ou da representa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Jogos e brinquedos cantados t\u00eam importante papel no desenvolvimento da crian\u00e7a, sendo respons\u00e1veis pela transmiss\u00e3o de cultura atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es. Atrav\u00e9s da m\u00fasica poderemos usar jogos e brincadeiras com regras, onde iremos trabalhar elementos necess\u00e1rios para o desenvolvimento da crian\u00e7a: f\u00edsico, afetivo e mental.<\/p>\n<p>Os jogos musicais devem ser trabalhados obedecendo as fases do desenvolvimento da crian\u00e7a:<\/p>\n<ul>\n<li>Sens\u00f3rio-motor: (at\u00e9 os dois anos)<\/li>\n<\/ul>\n<p>A crian\u00e7a n\u00e3o disp\u00f5e de linguagem, reagindo atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es motoras e imitativas. Os sentidos estabelecem o contato com o meio ambiente. A resposta que se espera ao est\u00edmulo s\u00e3o as rea\u00e7\u00f5es de MOTRICIDADE. Portanto, jogos de: tocar, cheirar saborear, ouvir, para se trabalhar os gestos.<\/p>\n<ul>\n<li>Simb\u00f3licos:<\/li>\n<\/ul>\n<p>A partir dos dois anos a crian\u00e7a estabelece rela\u00e7\u00f5es entre os movimentos e o meio \u00e0 sua volta e come\u00e7a a usar a linguagem. A resposta que se espera frente aos est\u00edmulos \u00e9 a PALAVRA, s\u00edlabas, momento da manipula\u00e7\u00e3o dos objetos do material musical e das can\u00e7\u00f5es mais simples.<\/p>\n<ul>\n<li>Com regras:<\/li>\n<\/ul>\n<p>A partir dos quatro anos: Momento das experi\u00eancias para se chegar aos conceitos. Usar os jogos com estrutura, fazendo da brincadeira jogos com REGRAS.<\/p>\n<p>Percebe-se claramente que a m\u00fasica \u00e9 um dos meios mais eficazes de se atingir as crian\u00e7as, estabelecendo-lhes uma atmosfera de alegria, ordem, disciplina e entusiasmo indispens\u00e1veis em todas as atividades escolares. O trabalho desenvolvido na educa\u00e7\u00e3o infantil, busca a brincadeira musical, aproveitando que existe uma identifica\u00e7\u00e3o natural da crian\u00e7a com a m\u00fasica. A m\u00fasica faz parte do cotidiano da escola, dando suporte ao trabalho dos professores que buscam integrar as diversas \u00e1reas de conhecimento ao pensarem seus projetos. Ela \u00e9 um meio de express\u00e3o e forma de conhecimento acess\u00edvel, tendo grande influ\u00eancia na aprendizagem das crian\u00e7as. Seja ela formal ou n\u00e3o, ensina \u00e0s crian\u00e7as requisitos importantes para a vida adulta.<\/p>\n<p>A linguagem musical est\u00e1 presente no desenvolvimento infantil antes mesmo de nascer, pois, o bebe j\u00e1 est\u00e1 em contato com a m\u00fasica atrav\u00e9s das batidas do cora\u00e7\u00e3o da sua mam\u00e3e, s\u00e3o os primeiros est\u00edmulos sonoros. Podemos perceber, ent\u00e3o, a forte influ\u00eancia que a m\u00fasica exerce sobre a crian\u00e7a. \u00c9 necess\u00e1rio ent\u00e3o que seja desenvolvido um trabalho onde a crian\u00e7a possa ouvir, repetir, criar novos sons.<\/p>\n<p>\u00c9 na base escolar, ou seja, na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, que a crian\u00e7a tem contato diariamente com a m\u00fasica, onde professores utilizam para integra\u00e7\u00e3o nas diversas \u00e1reas de conhecimento. Mediante essa viv\u00eancia musical, a crian\u00e7a ter\u00e1 capacidade de expressar-se de modo integrado, enquanto canta ou ouve uma m\u00fasica o seu corpo realiza movimentos.<\/p>\n<p><em>O termo \u201cmusicaliza\u00e7\u00e3o infantil\u201d adquire ent\u00e3o uma conota\u00e7\u00e3o\u00a0 \u00a0espec\u00edfica, caracterizando o processo de educa\u00e7\u00e3o musical por meio de um conjunto de atividades l\u00fadicas, em que as no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de ritmo, melodia, compasso, m\u00e9trica, som, tonalidade, leitura e escrita musical s\u00e3o apresentadas \u00e0 crian\u00e7a por meio de can\u00e7\u00f5es, jogos, pequenas dan\u00e7as, exerc\u00edcios de movimento, relaxamento e pr\u00e1tica de pequenos conjuntos instrumentais (BRITO, 1998 apud JOLY, 2003, P. 116).<\/em><\/p>\n<p>Entendemos a musicaliza\u00e7\u00e3o como um \u201cprocesso educacional orientado que se destina a todos que, na situa\u00e7\u00e3o escolar, necessitam desenvolver esquemas de apreens\u00e3o da linguagem musical\u201d (PENNA, 1990, p. 32).<\/p>\n<p>\u00c9 na Educa\u00e7\u00e3o Infantil que as crian\u00e7as vivenciam ritmos, gestos, jogos&#8230; e dividem-se em duas etapas, o fazer musical que envolve e crian\u00e7a de zero a tr\u00eas anos e a aprecia\u00e7\u00e3o musical que envolve a crian\u00e7as de quatro a seis anos.<\/p>\n<p>De acordo com os RCNEIs (BRASIL, 1998), o trabalho com a m\u00fasica deve organizar-se de forma que as crian\u00e7as desenvolvam as seguintes capacidades:<\/p>\n<ul>\n<li>Ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produ\u00e7\u00f5es musicais;<\/li>\n<li>Explorar e identificar elementos da m\u00fasica para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo;<\/li>\n<li>Perceber e expressar sensa\u00e7\u00f5es, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisa\u00e7\u00f5es, composi\u00e7\u00f5es, e interpreta\u00e7\u00f5es musicais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 nesse contexto que a ludicidade \u00e9 integrada como fator preponderante no fazer musical. A crian\u00e7a precisa sentir prazer em tudo que faz. O brincar proporciona essa liberdade de express\u00e3o. Os jogos musicais, dentro da Educa\u00e7\u00e3o Infantil, d\u00e3o esse norte aos professores, onde percebem o desenvolvimento da crian\u00e7a, mediante o envolvimento nas atividades propostas.<\/p>\n<p>Para Piaget (1971), \u201ca atividade l\u00fadica \u00e9 o ber\u00e7o obrigat\u00f3rio das atividades intelectuais da crian\u00e7a. N\u00e3o s\u00e3o apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crian\u00e7as, mais meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual\u201d.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dessas pr\u00e1ticas dos jogos e brincadeiras, \u00e9 que o professor ter\u00e1 a oportunidade de observar o comportamento das crian\u00e7as, o desenvolvimento f\u00edsico e mental, e as caracter\u00edsticas de sociabilidade que elas apresentam mediante as rea\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias formas de se trabalhar a m\u00fasica na escola, por exemplo, de forma l\u00fadica e coletiva, utilizando jogos, brincadeiras de roda e confec\u00e7\u00e3o de instrumentos. A imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma grande aliada nesse quesito lembrando que a musicalidade est\u00e1 dentro de cada pessoa. (BUENO, 2011, p.231).<\/p>\n<p>O processo de cuidado e educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o Infantil, se torna mais efetivo e prazeroso quando h\u00e1 envolvimento real. Durante seu desenvolvimento, a crian\u00e7a manifesta diferentes formas de sentir, pensar e agir, que caracterizam suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo f\u00edsico e social.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse ambiente de musicaliza\u00e7\u00e3o atrelada \u00e0 ludicidade, que a crian\u00e7a encontra afetividade necess\u00e1ria para o desenvolvimento afetivo, cognitivo e social.<\/p>\n<p>De acordo com Joly (2003):<\/p>\n<p>A crian\u00e7a, por meio da brincadeira, relaciona-se com o mundo que descobre a cada dia e \u00e9 dessa forma que faz m\u00fasica: brincando. Sempre receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, inventa melodias e ouve com prazer a m\u00fasica de diferentes povos e lugares. (p. 116).<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio repensarmos as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, com interven\u00e7\u00f5es que, de fato, contribuam para o crescimento da crian\u00e7a, no sentido de mudarmos nossas atitudes e comportamentos, que demandam conhecimentos e habilidades.<\/p>\n<p>Quando entendermos que o trabalho de musicalizar brincando, \u00e9 um processo que completa o desenvolvimento da crian\u00e7a, onde vai de encontro aos seus interesses, proporcionando benef\u00edcios, a\u00ed sim, estamos chegando ao objetivo proposto.<\/p>\n<p>Segundo Maldonado (2003), atrav\u00e9s das brincadeiras a crian\u00e7a: apreende, exercita suas novas habilidades, percebe (fascinada) coisas novas, digere medos e ang\u00fastias, repete sem parar o que gosta, explora e pesquisa o que h\u00e1 de novo ao seu redor.<\/p>\n<p>Infelizmente quando nos referimos \u00e0 musicaliza\u00e7\u00e3o, de fato, percebemos uma a\u00e7\u00e3o despretensiosa por alguns professores, onde n\u00e3o buscam inova\u00e7\u00f5es para suas pr\u00e1ticas. N\u00e3o sabendo eles que, \u00e9 atrav\u00e9s das atividades l\u00fadicas, que enriquecem as aulas de m\u00fasica, e contribui significativamente na sala de aula. As brincadeiras musicais devem ser propostas de forma criativa e inovadora para se tornarem mais interessantes. O maior ou menor interesse demonstrado pela crian\u00e7a poder\u00e1 depender da atua\u00e7\u00e3o e entusiasmo do professor.<\/p>\n<h3>Registro e Avalia\u00e7\u00e3o musical<\/h3>\n<p>De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da educa\u00e7\u00e3o, sancionada em dezembro de 1996 a avalia\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil,<\/p>\n<p><em>Far-se-\u00e1 mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento sem o objetivo de promo\u00e7\u00e3o, mesmo para o acesso ao ensino fundamental\u201d. (LDB, 1996, se\u00e7\u00e3o II, artigo 31).<\/em><\/p>\n<p>Na \u00e1rea de m\u00fasica a avalia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><em>Deve ser cont\u00ednua levando em considera\u00e7\u00e3o os processos vivenciados pelas crian\u00e7as, resultado de um trabalho intencional do professor. Dever\u00e1 constituir-se em instrumento para a reorganiza\u00e7\u00e3o de objetivos, conte\u00fados, procedimentos, atividades, e como forma de acompanhar e conhecer cada crian\u00e7a e grupo.O registro de suas observa\u00e7\u00f5es sobre cada crian\u00e7a e sobre o grupo ser\u00e1 um valioso instrumento de avalia\u00e7\u00e3o.\u00c9 recomend\u00e1vel que o professor atualize, sistematicamente, suas observa\u00e7\u00f5es, documentando mudan\u00e7as e conquistas. Deve-se levar em conta que, por um lado, h\u00e1 uma diversidade de respostas est\u00e3o frequentemente sujeitas a altera\u00e7\u00f5es, tendo em vista n\u00e3o s\u00f3 a forma como as crian\u00e7as pensam e sentem, mas a natureza do conhecimento musical. A pr\u00e1tica constante da observa\u00e7\u00e3o e da avalia\u00e7\u00e3o e seu consequente registro permitem que, ao final do processo, o professor possa elaborar uma s\u00edntese contando com dados importantes sobre o aluno durante o processo. Nesse sentido, a avalia\u00e7\u00e3o tem um car\u00e1ter instrumental para o adulto e incide sobre os progressos apresentados pelas crian\u00e7as\u201d. (RECNEI, vol. 3, p.77).<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea de m\u00fasica deve considerar a qualidade do envolvimento nas atividades propostas, a postura para o fazer, a disposi\u00e7\u00e3o para pesquisar, para escutar atentamente, para improvisar, compor, construir instrumentos. A forma\u00e7\u00e3o de uma atitude adequada ao trabalho, de respeito aos materiais, de respeito ao sil\u00eancio, aos combinados pr\u00e9vios, de participa\u00e7\u00e3o por meio de ideias, sugest\u00f5es e coment\u00e1rios entre outros pontos, deve ser observada e avaliada pelo educador com o mesmo cuidado e crit\u00e9rio que a avalia\u00e7\u00e3o de comportamentos especificamente musicais.<\/p>\n<p>Precisamente, a avalia\u00e7\u00e3o deu-se de forma grupal, onde foi observado o envolvimento e entrosamento do grupo, nas atividades propostas.<\/p>\n<p><strong>A M\u00daSICA COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA DE BEB\u00caS E CRIAN\u00c7AS<\/strong><\/p>\n<p>Entende-se aprendizagem significativa quando o objeto do conhecimento estudado, \u00e9 familiar e reconhec\u00edvel no mundo concreto. Na aprendizagem de beb\u00eas e crian\u00e7as acontece dessa forma.<\/p>\n<p>Ausubel (1982), em sua teoria da aprendizagem defende a valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos pr\u00e9vios dos alunos possibilitando constru\u00e7\u00e3o de estruturas mentais por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de mapas conceituais que abrem um leque de possibilidades para descoberta e redescoberta de outros conhecimentos, viabilizando uma aprendizagem que d\u00ea prazer a quem ensina e a quem aprende e tamb\u00e9m que tenha efic\u00e1cia.<\/p>\n<p>Sendo assim, para que uma aprendizagem ocorra, ela deve ser significativa, por isso a crian\u00e7a, como sujeito desse processo, deve ter participa\u00e7\u00e3o consciente, pois, o ensino n\u00e3o \u00e9 adestramento de habilidades. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica, a crian\u00e7a tem conhecimentos pr\u00e9vios vivenciados no seu cotidiano.<\/p>\n<p>De acordo com os documentos do Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil (RCNEI):<\/p>\n<p><em>O ambiente sonoro, assim como a presen\u00e7a da m\u00fasica em diferentes e variadas situa\u00e7\u00f5es do cotidiano fazem com que os beb\u00eas e crian\u00e7as iniciem seu processo de musicaliza\u00e7\u00e3o de forma intuitiva. Adultos cantam melodias curtas, cantigas de ninar, fazem brincadeiras cantadas, com rimas, parlendas, etc., reconhecendo o fasc\u00ednio que tais jogos exercem. Encantados com o que ouvem, os beb\u00eas tentam imitar a responder, criando momentos significativos no desenvolvimento afetivo e cognitivo, respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos tanto com os adultos quanto com a m\u00fasica. Nas intera\u00e7\u00f5es que se estabelecem, eles constroem um repert\u00f3rio que lhes permite iniciar uma forma de comunica\u00e7\u00e3o por meio dos sons. (BRASIL, 1998, p. 51)<\/em><em>.<\/em><\/p>\n<p>Para Gordon (2008) o desenvolvimento musical infantil \u00e9 semelhante ao desenvolvimento da fala. \u00c9 necess\u00e1rio a crian\u00e7a ter acesso a um rico vocabul\u00e1rio de audi\u00e7\u00e3o e fala. Com a m\u00fasica acontece a mesma coisa. Para dominar o vocabul\u00e1rio musical, precisa receber estimula\u00e7\u00e3o e acesso ao vocabul\u00e1rio de audi\u00e7\u00e3o e canto. Em casa, \u00e9 o primeiro lugar onde os beb\u00eas recebem esses est\u00edmulos, antes de ingressarem na escola. Uma das primeiras respostas do beb\u00ea \u00e0 m\u00fasica \u00e9 o balbucio musical. Gordon identificou dois tipos de balbucios:<\/p>\n<p><em>Durante a fase do balbucio tonal as crian\u00e7as tentam cantar com uma voz falada e as rela\u00e7\u00f5es entre os sons que produzem t\u00eam pouco ou nada em comum com o contexto que foi estabelecido pela cultura musical. Isso sucede fundamentalmente porque ainda n\u00e3o aprenderam a distinguir entre uma qualidade de voz falada e uma qualidade de voz cantada. As duas vozes encontram-se juntas no nascimento. As crian\u00e7as ouviram a voz falada muito mais frequentemente do que a voz cantada e por isso n\u00e3o est\u00e3o motivadas para experimentar a sua voz cantada (GORDON, 2008, p. 11).<\/em><\/p>\n<p>Pesquisadores e estudiosos v\u00eam tra\u00e7ando paralelos entre o desenvolvimento infantil e o exerc\u00edcio da express\u00e3o musical, resultando em propostas que respeitam o modo de perceber, sentir e pensar, em cada fase, e contribuindo para que a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento dessa linguagem ocorra de modo significativo. O trabalho com M\u00fasica proposto por este documento fundamenta-se nesses estudos, de modo a garantir \u00e0 crian\u00e7a a possibilidade de vivenciar e refletir sobre quest\u00f5es musicais, num exerc\u00edcio sens\u00edvel e expressivo que tamb\u00e9m oferece condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento de habilidades, de formula\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e de elabora\u00e7\u00e3o de conceitos. (BRASIL, 1998, p.48).<\/p>\n<p>FARIA (2001), define que a m\u00fasica \u00e9 um importante fator na aprendizagem, pois a crian\u00e7a desde pequena a houve m\u00fasica, a qual e cantada muitas vezes pela m\u00e3e ao dormir, conhecida como cantiga de ninar. Na aprendizagem a m\u00fasica \u00e9 muito importante, pois o aluno vive com ela desde pequeno.<\/p>\n<p>As can\u00e7\u00f5es de ninar, as can\u00e7\u00f5es de roda, as parlendas e todo tipo de jogo musical t\u00eam grande import\u00e2ncia, pois \u00e9 por meio das intera\u00e7\u00f5es que se estabelecem que os beb\u00eas permitir\u00e3o comunicar-se pelos sons; os momentos de troca e comunica\u00e7\u00e3o sonoro-musicais favorecem o desenvolvimento afetivo e cognitivo, bem como a cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos fortes tanto com os adultos quanto com a m\u00fasica (BRITO, 2003, p. 35).<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o musical est\u00e1 fazendo parte da educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, desde o ber\u00e7\u00e1rio, pela import\u00e2ncia que a m\u00fasica traz n\u00e3o s\u00f3 como entretenimento, mas no aux\u00edlio do aprendizado da fala, como o de aprender e ouvir e na coordena\u00e7\u00e3o motora.<\/p>\n<p>A m\u00fasica se torna uma ferramenta de ensino-aprendizagem na escola. Segundo Girardi, (2004), a inicia\u00e7\u00e3o musical nas s\u00e9ries iniciais do Ensino Fundamental estimula \u00e1reas do c\u00e9rebro da crian\u00e7a que v\u00e3o beneficiar o desenvolvimento de outras linguagens. Para Merriam (1964), o processo de ensinoaprendizagem da m\u00fasica acontecem de formas variadas, e s\u00e3o determinados pelo contexto em que se inserem. \u201c[&#8230;] cada cultura modela o processo de aprendizagem conforme os seus pr\u00f3prios ideais e valores\u201d (Merriam, 1964, p.145). Para Gainza (1988), a m\u00fasica \u00e9 um elemento fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois articula, mobiliza e contribui para a transforma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do aluno. A transforma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do aluno com a m\u00fasica segundo Caiado (2009), s\u00e3o vistos desde os primeiros anos escolares. A valoriza\u00e7\u00e3o do contato da crian\u00e7a com a m\u00fasica j\u00e1 era existente h\u00e1 tempos.<\/p>\n<p>Conforme Leinig (1977):<\/p>\n<p><em>A m\u00fasica \u00e9 um dos est\u00edmulos mais potentes para ativar os circuitos do c\u00e9rebro, ajuda a afinar a sensibilidade das pessoas, aumenta a sua capacidade de concentra\u00e7\u00e3o, desenvolve o racioc\u00ednio l\u00f3gico-matem\u00e1tico e a mem\u00f3ria, al\u00e9m de desencadear emo\u00e7\u00f5es<\/em><em>. <\/em><\/p>\n<p>Por isso, os benef\u00edcios da m\u00fasica se estendem para todas as \u00e1reas da aprendizagem.<\/p>\n<p>Ao trabalhar com atividades propostas dentro da ludicidade, o processo de ensino aprendizagem torna-se positivo, pois \u00e9 na intera\u00e7\u00e3o que as crian\u00e7as aprender\u00e3o a conviver com as diferen\u00e7as, respeitando-as. As atividades l\u00fadicas tornam o aprendizado prazeroso e estimulante, oportunizando o desenvolvimento da crian\u00e7a de forma produtiva, mediante as rela\u00e7\u00f5es professor &#8211; aluno e aluno \u2013 aluno.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 para a crian\u00e7a algo que ela encontra dentro dela mesma e expressa atrav\u00e9s dos movimentos que consegue fazer. Essa espontaneidade r\u00edtmica que ela descobre e a percep\u00e7\u00e3o auditiva e gestual (que a conduz \u00e0 fala) \u00e9 que deve ser estimulada.<\/p>\n<p>Vikat (1996) em estudos comparativos envolvendo dois grupos de crian\u00e7as, um dos quais foi exposto a um grande n\u00famero de can\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas, demonstrou que essas crian\u00e7as apresentaram um desenvolvimento melhor do que as outras no que diz respeito ao desenvolvimento da imagina\u00e7\u00e3o espacial do pensamento l\u00f3gico, da rapidez e exatid\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o auditiva. Portanto, no processo de aprendizagem musical \u00e9 importante considerar o contato intuitivo e espont\u00e2neo que as crian\u00e7as t\u00eam com a m\u00fasica desde os primeiros anos de vida como um ponto de partida para o processo de musicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O RCNEI prop\u00f5e a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil desde o ber\u00e7\u00e1rio, a qual proporciona um v\u00ednculo afetivo que \u00e9 de vital import\u00e2ncia para despertar na crian\u00e7a a confian\u00e7a, sendo um fator important\u00edssimo no processo de ensino aprendizagem.<\/p>\n<p><strong>\u00a0PROCEDIMENTOS METODOL\u00d3GICOS<\/strong><\/p>\n<p>Quando se tem questionamentos, inquieta\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso esclarecer o que est\u00e1 acontecendo ao redor das pessoas. Para se ter esse esclarecimento faz-se planeamento, segue-se um trajeto e no final, se obt\u00e9m um resultado que pode ser ou n\u00e3o satisfat\u00f3rio ou seja, \u00e9 preciso pesquisar. Silva e Menezes (2001) afirmam que:<\/p>\n<p><em>Pesquisar \u00e9 um trabalho que envolve um planejamento anal\u00f3gico ao de um cozinheiro. Ao preparar um prato, o cozinheiro precisa saber o que ele quer fazer, obter os ingredientes, assegurar-se de que possui os utens\u00edlios necess\u00e1rios e cumprir as etapas requeridas no processo. Um prato ser\u00e1 saboroso na medida do envolvimento do cozinheiro com o ato de cozinhar e de suas habilidades t\u00e9cnicas na cozinha. O sucesso de uma pesquisa tamb\u00e9m depender\u00e1 do procedimento seguido, do seu envolvimento com a pesquisa e de sua habilidade em escolher o caminho para atingir os objetivos da pesquisa. (SILVA e MENEZES, 2001, p.9).<\/em><\/p>\n<p>Concordando com Silva e Menezes Lakatos complementa dizendo que \u201ca pesquisa [&#8230;] \u00e9 um procedimento formal com m\u00e9todo de pensamento reflexivo que quer um tratamento cient\u00edfico e se constitui no caminho para conhecer a realidade ou descobrir verdades parciais\u201d (LAKATOS, 2005, p. 157).<\/p>\n<p>Baseados nesses procedimentos, a pesquisa foi desenvolvida com alunos do Ber\u00e7\u00e1rio e Educa\u00e7\u00e3o Infantil, e com o professor de m\u00fasica, por ser o mais indicado para responder aos questionamentos referentes ao assunto abordado, a inser\u00e7\u00e3o da m\u00fasica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e o reflexo na aprendizagem significativa.<\/p>\n<p>A Escola Educa\u00e7\u00e3o Maior, localizada no munic\u00edpio de Cama\u00e7ari-Ba pertencente \u00e0 rede particular de ensino, atendendo alunos do ber\u00e7\u00e1rio ao Fundamental I, foi nosso campo de pesquisa.<\/p>\n<p>Acompanhamos, a rotina das aulas, que acontece (1) uma vez na semana, com dura\u00e7\u00e3o de 50min. Percebemos a din\u00e2mica e o envolvimento do professor, com eles. Ministramos algumas aulas, com autoriza\u00e7\u00e3o do professor, colocando assim, nosso conhecimento te\u00f3rico, em pr\u00e1tica. Experi\u00eancia enriquecedora, pois, percebemos como a m\u00fasica contribui de forma significativa na aprendizagem dos pequenos. Atrav\u00e9s de um bate papo com as crian\u00e7as, ouvimos depoimentos maravilhosos. \u00c9 not\u00f3rio a diferen\u00e7a de uma escola que entende da import\u00e2ncia do trabalho de m\u00fasica.<\/p>\n<p>Os instrumentos utilizados para coletar os dados dessa pesquisa foram: question\u00e1rio (as crian\u00e7as responderam oralmente) entrevista com o professor (um di\u00e1logo muito proveitoso, onde foram colocados os pontos relevantes em rela\u00e7\u00e3o ao ensino de m\u00fasica) participa\u00e7\u00e3o de algumas aulas (para observar pessoalmente o trabalho desenvolvido na pr\u00e1tica), registro de fotos (momentos descontra\u00eddos e interessantes) e acompanhamento de uma apresenta\u00e7\u00e3o musical pelos alunos (emocionante!).<\/p>\n<p>\u00c9 interessante a resposta proferida diante todos os questionamentos, digamos que foi extremamente positivo. O trabalho com a musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o diferencial na institui\u00e7\u00e3o. O desenvolvimento dos alunos s\u00f3 confirma o que de fato os te\u00f3ricos afirmam, a import\u00e2ncia da m\u00fasica na vida da crian\u00e7a, pois tem um papel fundamental de permitir o desertar, a comunica\u00e7\u00e3o com o outrem e a rela\u00e7\u00e3o com o mundo.<\/p>\n<p>Essa turma foi escolhida, pelo trabalho musical que \u00e9 desenvolvido com eles, trazendo experi\u00eancias significativas e enriquecedoras, confirmando que a m\u00fasica \u00e9 imprescind\u00edvel para os aspectos f\u00edsicos e cognitivos, pelo fato de representar uma atividade natural na vida da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>A linguagem musical lida com rela\u00e7\u00f5es de tempo e espa\u00e7o e \u00e9 um poderoso agente motivacional, educacional, terap\u00eautico, social e contribui no processo de transforma\u00e7\u00e3o do ser humano. Portanto, considera-se essa pesquisa relevante quanto aos fatores positivos que o trabalho de musicaliza\u00e7\u00e3o provoca nos alunos.<\/p>\n<h3>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h3>\n<p>Com base nos dados demonstrados durante o artigo, evidencia-se que as diversas \u00e1reas do conhecimento podem ser estimuladas com a pr\u00e1tica da musicaliza\u00e7\u00e3o. Ao entender diferentes aspectos do desenvolvimento humano: f\u00edsico, mental, social, emocional e espiritual, a m\u00fasica pode ser considerada um agente facilitador do processo educacional.<\/p>\n<p>O ensino de m\u00fasica caminha em dire\u00e7\u00e3o ao fazer musical criativo, \u00e0 escrita musical e seus conhecimentos s\u00e3o acess\u00edveis a todos os indiv\u00edduos indistintamente.<\/p>\n<p>Os resultados obtidos atrav\u00e9s dessa pesquisa, trouxeram descobertas impressionantes relacionadas ao trabalho de musicaliza\u00e7\u00e3o como ferramenta dispens\u00e1vel na aprendizagem significativa da crian\u00e7a.\u00a0 A metodologia aplicada facilitou o conhecimento de como a escola pretende contribuir para uma ressignifica\u00e7\u00e3o do trabalho musical para as crian\u00e7as, demonstrando que \u00e9 poss\u00edvel aproximar a crian\u00e7a de diferentes mundos musicais.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o auxilia a percep\u00e7\u00e3o, estimula a mem\u00f3ria e a intelig\u00eancia, relacionando-se ainda com habilidades lingu\u00edsticas e l\u00f3gico-matem\u00e1ticas ao desenvolver procedimentos que ajudam o educando a se reconhecer e a se orientar melhor no mundo.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o humana, seja em forma de ci\u00eancia ou de arte, e sempre acompanhou o homem em seu progresso. Esteve ligada \u00e0 vida religiosa e c\u00edvica, desde os tempos mais remotos. E entendendo-se que a m\u00fasica veicula a integra\u00e7\u00e3o social e emocional com os grupos conclu\u00edmos que a educa\u00e7\u00e3o musical \u00e9 imprescind\u00edvel na vida das pessoas. Todos se unem pela m\u00fasica e s\u00e3o dominados pelo seu poder m\u00e1gico e continuar\u00e3o a am\u00e1-la se o desenvolvimento for feito atendendo \u00e0s suas atividades normais, ou seja, valorizando a viv\u00eancia a viv\u00eancia, a bagagem musical que cada qual traz do seu meio e dentro de si.<\/p>\n<p>Segundo (Martins; Picosque; Guerra, 1998, p.23):<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cA arte n\u00e3o imita objetos ideias ou conceitos. Ela cria algo novo, porque n\u00e3o \u00e9 c\u00f3pia ou pura reprodu\u00e7\u00e3o, mas a representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de objetos e ideias \u2013 que tamb\u00e9m podem ser visuais, sonoros, gestuais, corporais&#8230; \u2013 presentificados em uma nova realidade, sob um outro ponto de vista\u201d.\u00a0 <\/em><\/p>\n<p>Quando o professor internalizar a relev\u00e2ncia desse conceito, com certeza mudar\u00e1 sua pr\u00e1tica pedag\u00f3gica. Neste sentido Fonterrada (2009, p. 12) nos diz que:<\/p>\n<p><em>Hoje, h\u00e1 uma enorme necessidade de compreens\u00e3o da m\u00fasica e dos processos de ensino e aprendizagem dessa arte. At\u00e9 que se descubra seu real papel, at\u00e9 que cada indiv\u00edduo em particular, e a sociedade como um todo, se conven\u00e7am de que ela \u00e9 uma parte necess\u00e1ria, e n\u00e3o perif\u00e9rica, da cultura humana, at\u00e9 que se compreenda que seu valor \u00e9 fundamental, ela ter\u00e1 dificuldades para ocupar um lugar proeminente no sistema educacional.<\/em><\/p>\n<p>Concluo essa pesquisa, na certeza de que podemos repensar o papel da m\u00fasica na educa\u00e7\u00e3o infantil, revendo o que podemos ressignificar e acreditando que e poss\u00edvel, sim, levantarmos a bandeira dos recursos adequados para o desenvolvimento do trabalho em sala de aula; a bandeira da forma\u00e7\u00e3o adequada para os professores que est\u00e3o dispostos a atuarem nessa \u00e1rea; a bandeira da pol\u00edtica de conscientiza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico e dos pais, de entenderem o diferencial que a m\u00fasica faz no processo de desenvolvimento e na aprendizagem significativa da crian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AUSUBEL, D. 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