{"id":1202,"date":"2020-08-22T00:32:30","date_gmt":"2020-08-22T00:32:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/?p=1202"},"modified":"2020-08-22T11:36:17","modified_gmt":"2020-08-22T11:36:17","slug":"a-importancia-da-musica-para-o-estabelecimento-do-vinculo-mae-e-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/a-importancia-da-musica-para-o-estabelecimento-do-vinculo-mae-e-bebe\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da m\u00fasica para  o estabelecimento do v\u00ednculo m\u00e3e e beb\u00ea."},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Este trabalho apresenta alguns relatos sobre a import\u00e2ncia da utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica no estabelecimento do v\u00ednculo afetivo m\u00e3e \u2013 beb\u00ea e seus prov\u00e1veis desdobramentos no desenvolvimento cerebral da crian\u00e7a de 0 a 2 anos.Discute a import\u00e2ncia da figura materna para o desenvolvimento cognitivo e emocional do beb\u00ea e como isso poder\u00e1 interferir na forma\u00e7\u00e3o da sua personalidade e seus reflexos na vida adulta. O trabalho tamb\u00e9m descreve o quanto essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para o desenvolvimento cerebral do beb\u00ea e como a m\u00fasica pode auxiliar neste processo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PALAVRAS \u2013 CHAVES<\/strong>: Beb\u00ea.M\u00fasica. C\u00e9rebro. V\u00ednculo<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando&nbsp; um beb\u00ea vem ao mundo ele chega indefeso, precisando de acolhimento e amor. Quando nasce um beb\u00ea tamb\u00e9m nasce uma m\u00e3e que muitas vezes, tamb\u00e9m precisa de acolhimento. Ambos est\u00e3o se conhecendo e criando la\u00e7os de amor incondicional. Para um desenvolvimento saud\u00e1vel, \u00e9 necess\u00e1rio que o v\u00ednculo entre ambos tamb\u00e9m seja saud\u00e1vel. \u00c9 na primeira inf\u00e2ncia que s\u00e3o formadas as caracter\u00edsticas da personalidade de um indiv\u00edduo que as seguir\u00e3o para a vida toda. Para um bom v\u00ednculo \u00e9 necess\u00e1rio afeto e a m\u00fasica \u00e9 algo carregado de muito afeto que poder\u00e1 auxiliar nessa rela\u00e7\u00e3o. Beatriz Ilari descreve a import\u00e2ncia da m\u00fasica neste processo como facilitadora do v\u00ednculo.<\/p>\n\n\n\n<p>afetivo. Al\u00e9m disso, a m\u00fasica auxilia v\u00e1rios aspectos do beb\u00ea como afetividade, psicomotricidade, socializa\u00e7\u00e3o e a cogni\u00e7\u00e3o. A m\u00fasica auxilia na forma\u00e7\u00e3o cerebral dos beb\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um bom desenvolvimento emocional ir\u00e1 ocasionar um bom desenvolvimento cerebral tamb\u00e9m. O beb\u00ea precisa de muitos est\u00edmulos visuais, t\u00e1teis, auditivos e emocionais. Todos estes est\u00edmulos, ser\u00e3o muito importantes para a forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento cerebral do beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um beb\u00ea que tem uma boa rela\u00e7\u00e3o de afeto com sua m\u00e3e, ter\u00e1 com certeza uma vida saud\u00e1vel&nbsp;. John Bowlby relata, na teoria do apego, a import\u00e2ncia da figura materna para o desenvolvimento emocional do beb\u00ea. <\/p>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">BOWLBY E A TEORIA DO APEGO<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>John Bowlby (1907-1990), psiquiatra e psicanalista brit\u00e2nico,estudou os efeitos dos cuidados maternos na primeira inf\u00e2ncia. Ele acreditava que a sa\u00fade mental da crian\u00e7a \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 primeira inf\u00e2ncia. Tudo o que a crian\u00e7a vive, como vive e com quem vive, influenciar\u00e1 no seu comportamento futuramente. A inf\u00e2ncia e as primeiras rela\u00e7\u00f5es do beb\u00ea com outros seres humanos, ter\u00e1 grande influ\u00eancia na sua personalidade na vida adulta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo Ajuriaguerra (1997, 51)<\/p>\n\n\n\n<p>A tese b\u00e1sica de J. Bowlby, tal qual a enunciou em 1958, \u00e9 que o apego de um rec\u00e9m \u2013 nascido a sua m\u00e3e encontra sua origem em determinado n\u00famero de sistemas de comportamento caracter\u00edsticos da esp\u00e9cie, relativamente independentes um do outro no in\u00edcio, que aparecem em momentos diversos, se organizam em torno da m\u00e3e como objeto principal e servem para ligar a crian\u00e7a \u00e0 m\u00e3e e a m\u00e3e \u00e0 crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Bowlby descreve a Teoria do apego, onde ele acreditava que a crian\u00e7a vem ao mundo biologicamente pr\u00e9-programada para formar v\u00ednculos com as demais pessoas e isso ajudar\u00e1 sua sobreviv\u00eancia. O cuidador \u00e9 o provedor da seguran\u00e7a, conforto e aux\u00edlio, promovendo assim uma base segura que propicie a autonomia do beb\u00ea. A primeira rela\u00e7\u00e3o humana causar\u00e1 forte influ\u00eancia na estrutura da personalidade do ser humano. Bowlby levantou a hip\u00f3tese que tanto beb\u00eas quanto as m\u00e3es, tem a necessidade biol\u00f3gica de contato e afeto entre si. O que estimula esse <\/p>\n\n\n\n<p>contato, \u00e9 a necessidade de cuidado que o beb\u00ea tem com comportamentos inatos como chorar e sorrir. Por isso, ele defende que o v\u00ednculo que a crian\u00e7a estabelece com a m\u00e3e, \u00e9 diferente das outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote alignleft\"><blockquote><p>[&#8230;] cinco sistemas como contribuidores deste v\u00ednculo \u2013 sugar, pegar, seguir, chorar e sorrir. No curso do desenvolvimento, eles se integram e se centram sobre a m\u00e3e e forma, assim, a base daquilo que chama comportamento de liga\u00e7\u00e3o. (Ajuriaguerra, 1997. 51).<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Mariana Guerra Bartstad, descreve apego como sendo algo que a crian\u00e7a faz para manter a outra pessoa pr\u00f3xima. Figura de apego \u00e9 aquela pessoa que a crian\u00e7a elege para ser a figura de amor. Segundo Gr\u00fcnspun (1995. p. 3)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>os \u00edndices de mortalidade, de 95%, para crian\u00e7as doentes longamente institucionalizadas e 15% para as que vivem em ambiente familiar, mostram a suscetibilidade da crian\u00e7a para infec\u00e7\u00f5es, quando cuidada por pessoas que embora eficientes, n\u00e3o est\u00e3o relacionadas afetivamente com elas.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Bowlby defende que o v\u00ednculo materno \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o beb\u00ea; no entanto ele n\u00e3o defende a exclusividade da m\u00e3e na cria\u00e7\u00e3o. Ele fala que \u00e9 essencial que exista uma figura prim\u00e1ria que ofere\u00e7a o cuidado e as aten\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias na primeira etapa da vida, favorecendo a cria\u00e7\u00e3o de um v\u00ednculo que ajudar\u00e1 o beb\u00ea a se desenvolver de forma plena.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de John Bowlby ter criado a Teoria do apego, outros seguidores tamb\u00e9m contribu\u00edram para a continuidade das observa\u00e7\u00f5es m\u00e3e e beb\u00ea. Mary Ainsworth (1963) teorizou acerca dos Modelos de apego:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>seguro: contextos nutritivos e de bons tratos, afetividade segura. \u00c9 quando os pais s\u00e3o presentes e a comunica\u00e7\u00e3o clara, pais dispon\u00edveis. Os pais t\u00eam um comportamento previs\u00edvel e a crian\u00e7a sabe o que esperar deles, gerando assim uma seguran\u00e7a para o beb\u00ea. Este comportamento, faz com que o beb\u00ea se torne um adulto confiante, que vai atr\u00e1s dos sonhos.<\/li><li>Apego inseguro: contextos negligentes. Pais ambivalentes: amam e agridem. O beb\u00ea quer se aproximar dos pais, mas a ansiedade impede.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Apego Inseguro evitativo: contextos de viol\u00eancia psicol\u00f3gica e f\u00edsica. Pais evitam os filhos e os filhos evitam os pais, dificultando o estabelecimento do v\u00ednculo afetivo. Este comportamento faz com que o beb\u00ea se torne uma pessoa fria na fase adulta. Ele n\u00e3o cria v\u00ednculos para n\u00e3o ter frustra\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Apego desorganizado: contexto de caos e viol\u00eancia. Mut\u00e1veis e inst\u00e1veis.Na fase adulta, esse indiv\u00edduo ter\u00e1 comportamentos impulsivos, problemas psicol\u00f3gicos s\u00e9rios.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Falta de afetividade ou priva\u00e7\u00e3o na primeira inf\u00e2ncia pode gerar depress\u00e3o, ansiedade, agressividade, psicopatia&nbsp;.Para Bowlby, o v\u00ednculo deteriorado poderia resultar em delinqu\u00eancia, agressividade e depress\u00e3o. Qualquer separa\u00e7\u00e3o \u00e9 prejudicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">A M\u00daSICA, A M\u00c3E E O BEB\u00ca<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Beatriz Ilari (2013) relata que pesquisas cient\u00edficas, mostram que o beb\u00ea tem seu aparelho auditivo pronto por volta dos cinco a seis meses de gesta\u00e7\u00e3o, onde a audi\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro dos cinco sentidos a serem formados. A partir do quinto m\u00eas, o beb\u00ea \u00e9 capaz de ouvir os sons externos, principalmente a voz da m\u00e3e. Por\u00e9m, antes disso, o beb\u00ea consegue sentir atrav\u00e9s das vibra\u00e7\u00f5es, todos os ru\u00eddos internos do corpo da m\u00e3e como batimento card\u00edaco, sons intestinais entre outros sons. Engana \u2013 se quem pensa que o \u00fatero \u00e9 um local silencioso para o beb\u00ea. No \u00fatero, o beb\u00ea tem contato com os sons internos do corpo da m\u00e3e e mais tarde, com os sons externos. Segundo Beatriz Ilari (2013,  32):<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que muita gente pensa, o \u00fatero materno n\u00e3o \u00e9 silencioso. Trata-se de um local barulhento, em que h\u00e1 grande mistura de sons, internos (como batimentos card\u00edacos, sons intestinais e de outros \u00f3rg\u00e3os, da voz materna e at\u00e9 mesmo da placenta) e externos (gente falando, buzinas de autom\u00f3veis, TV, m\u00fasica). Por volta do quinto ou sexto m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o, o sistema auditivo da maioria dos fetos j\u00e1 est\u00e1 em funcionamento). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devido a esse desenvolvimento auditivo estar pronto ainda na gesta\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito importante que a m\u00e3e converse sempre com seu beb\u00ea <\/p>\n\n\n\n<p>demonstrando seu amor. O pai tamb\u00e9m \u00e9 de grande valia nesse processo, seu afeto tamb\u00e9m \u00e9 percebido pelo beb\u00ea, atrav\u00e9s de conversas e cantigas. Al\u00e9m das conversas, os pais podem colocar m\u00fasicas para os beb\u00eas ouvirem estimulando assim o v\u00ednculo entre eles (Beatriz Ilari, 2013, p.27). Qual tipo de m\u00fasica devo colocar para o beb\u00ea? A melhor m\u00fasica \u00e9 aquela que fa\u00e7a parte da identidade musical dos pais, ou seja, m\u00fasicas que eles est\u00e3o acostumados a ouvirem, que fa\u00e7am parte da vida deles e m\u00fasicas que fa\u00e7am parte do universo infantil. Segundo Margareth Darezzo,a m\u00fasica faz com que os pais e os beb\u00eas construam uma linguagem pr\u00f3pria para que o beb\u00ea perceba o mundo e inicie a constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos afetivos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>O v\u00ednculo criado nessa fase permanece para a vida toda em um repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es e brincadeiras que ficam na mem\u00f3ria afetiva da fam\u00edlia; tenho m\u00e3es de alunos que trazem seus filhos para as aulas por entenderem o valor que a m\u00fasica trouxe para suas vidas.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todo esse afeto entre os pais e os sons n\u00e3o far\u00e1 que a crian\u00e7a se torne na fase adulta um m\u00fasico profissional ou um amante da m\u00fasica, mas sim trar\u00e1 um la\u00e7o de afeto muito maior entre os pais e os beb\u00eas. Mas n\u00e3o podemos nos esquecer, que isso tem que ser uma coisa natural e n\u00e3o uma obriga\u00e7\u00e3o. Durante as atividades musicais, a m\u00e3e deve sentir prazer e estar feliz em ouvir determinadas m\u00fasicas. Isso ir\u00e1 gerar prazer em ouvir m\u00fasica tamb\u00e9m no beb\u00ea.Quando a crian\u00e7a ouve m\u00fasica, ela come\u00e7a a aprender a lidar com suas emo\u00e7\u00f5es e com as emo\u00e7\u00f5es do outro. Mauro Muszkat diz: \u201c<strong><em>\u00c9 o que a gente chama de cogni\u00e7\u00e3o social, que \u00e9 responder com base na sua subjetividade, mas tamb\u00e9m na experi\u00eancia do outro<\/em><\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chnaiderman (1989, p.99) nos diz que \u201co fato \u00e9 que o espa\u00e7o sonoro \u00e9 o primeiro espa\u00e7o ps\u00edquico\u201d. No ano de 2015 ocorreu um projeto de musicaliza\u00e7\u00e3o infantil entre a Funda\u00e7\u00e3o Casa de S\u00e3o Paulo e o Projeto Guri, para os beb\u00eas das meninas detentas na Funda\u00e7\u00e3o Casa. Essas m\u00e3es foram detentas durante a gesta\u00e7\u00e3o e esse projeto consistia em n\u00e3o retirar o beb\u00ea da m\u00e3e e sim fortalecer o v\u00ednculo entre os dois. Para isso, foram utilizadas aulas de m\u00fasica para m\u00e3es e beb\u00eas. Atrav\u00e9s da m\u00fasica elas conseguiam estreitar e fortalecer o v\u00ednculo afetivo. A <\/p>\n\n\n\n<p>professora de musicaliza\u00e7\u00e3o do Projeto Guri, Thatiana Furtado disse: \u201cNosso foco \u00e9 despertar a sensibilidade e fortalecer o v\u00ednculo entre m\u00e3e e filho por meio da m\u00fasica.\u201d Isso deixa bem clara a import\u00e2ncia da m\u00fasica para o estabelecimento do v\u00ednculo nessa etapa da vida. Al\u00e9m de toda essa parte emocional muito importante, devemos ressaltar o desenvolvimento cerebral do beb\u00ea que estar\u00e1 \u2018a todo vapor\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span class=\"has-inline-color has-black-color\"> Ao nascer, o beb\u00ea possui por volta de 100 bilh\u00f5es de neur\u00f4nios, muitos deles ainda n\u00e3o conectados esperando os est\u00edmulos. Pois bem, a \u00fanica atividade capaz de ativar todas as \u00e1reas do c\u00e9rebro \u00e9 a m\u00fasica<a> .<\/a><\/span> Por isso a import\u00e2ncia t\u00e3o grande dos pais come\u00e7arem essa estimula\u00e7\u00e3o desde a gravidez e dar continuidade assim que nasce.A m\u00fasica \u00e9 um potente instrumento de neurodesenvolvimento da crian\u00e7a e de suas fun\u00e7\u00f5es cognitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro som mel\u00f3dico que o beb\u00ea \u00e9 capaz de reconhecer \u00e9 o som da voz da m\u00e3e. Eles geralmente preferem os mesmos est\u00edmulos sonoros que tiveram durante a gesta\u00e7\u00e3o. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante a m\u00e3e cantar para o beb\u00ea o que na maioria das vezes, faz com que ele se acalme e relaxe.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ap\u00f3s o nascimento, os pais, principalmente a m\u00e3e, pode continuar estimulando o beb\u00ea com can\u00e7\u00f5es. &nbsp;\u201cO beb\u00ea j\u00e1 conhece as vozes dos pais e quando as ouve sente-se envolvido em seguran\u00e7a e conforto\u201d, relata Pereira (1996). Por volta dos 8 meses, fase a qual o beb\u00ea come\u00e7a a ficar sentado, \u00e9 importante que os pais o levem para a aula de musicaliza\u00e7\u00e3o infantil. Em escolas de m\u00fasica, essa atividade \u00e9 realizada com um dos pais ou por outro respons\u00e1vel que tenha um v\u00ednculo afetivo com as crian\u00e7as. Na escola regular, a aula \u00e9 realizada com o professor de m\u00fasica, a ber\u00e7arista e o beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao chegar na escola o beb\u00ea sente-se fr\u00e1gil ao desconhecido, por\u00e9m, muitos deles se acalmam e at\u00e9 dormem na aula de m\u00fasica. Os pais chegam com o seguinte questionamento: \u00c9 poss\u00edvel m\u00fasica no ber\u00e7\u00e1rio? Um beb\u00ea ir\u00e1 aprender a tocar um instrumento? A resposta \u00e9 bem \u00f3bvia: claro que n\u00e3o. Por\u00e9m, a seguir irei descrever o que realmente a m\u00fasica causa no desenvolvimento do beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Primeiramente vamos dizer que o c\u00e9rebro do beb\u00ea est\u00e1 pronto para receber v\u00e1rios est\u00edmulos externos e como a m\u00fasica \u00e9 o \u00fanico est\u00edmulo que desenvolve o c\u00e9rebro em todos os aspectos, ela \u00e9 de primordial import\u00e2ncia na vida do beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">DESENVOLVIMENTO CEREBRAL DO BEB\u00ca ATRAV\u00c9S DA M\u00daSICA.<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A m\u00fasica \u00e9 um importante instrumento no que diz respeito ao desenvolvimento neurol\u00f3gico da crian\u00e7a. O beb\u00ea nasce com milh\u00f5es de neur\u00f4nios prontos para serem estimulados e a m\u00fasica, diferente de outras atividades, \u00e9 a \u00fanica disciplina que estimula todas as \u00e1reas cerebrais . No per\u00edodo de 0 a 5 anos, a crian\u00e7a est\u00e1 exposta a diversos est\u00edmulos externos estimulando assim, o desenvolvimento cerebral. Este \u00e9 o per\u00edodo que o c\u00e9rebro mais se desenvolve ocorrendo o maior n\u00famero de sinapses(transmiss\u00e3o de um impulso nervoso entre os neur\u00f4nios), contribuindo assim, para a forma\u00e7\u00e3o de novas redes neuronais (conex\u00e3o de v\u00e1rios neur\u00f4nios).Cada nova experi\u00eancia vivenciada pelo beb\u00ea, contribuir\u00e1 para a forma\u00e7\u00e3o de novas redes neuronais.Quanto mais o beb\u00ea estiver submetido a est\u00edmulos musicais, mais s\u00f3lidas ser\u00e3o as redes neuronais. As redes neuronais formadas que deixaram de receber est\u00edmulos, ser\u00e3o eliminadas pelo c\u00e9rebro, a isso chamamos de poda neuronal.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"337\" height=\"337\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1204\" srcset=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-1.png 337w, https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-1-100x100.png 100w\" sizes=\"(max-width: 337px) 100vw, 337px\" \/><figcaption>Figura 1 &#8211; Imagem de um neur\u00f4nio&nbsp;<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"571\" height=\"341\" src=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1205\" srcset=\"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-2.png 571w, https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/image-2-300x179.png 300w\" sizes=\"(max-width: 571px) 100vw, 571px\" \/><figcaption>Figura 2 &#8211; Imagem de uma sinapse (transmiss\u00e3o de impulsos el\u00e9tricos entre os neur\u00f4nios).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As conex\u00f5es de experi\u00eancias bem sucedidas s\u00e3o fortalecidas e as conex\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o mais utilizadas s\u00e3o extintas.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica faz com que o beb\u00ea tenha um c\u00e9rebro mais conectado e criativo. Eles apresentam maior atividade das \u00e1reas associativas cerebrais e maior forma\u00e7\u00e3o de novos neur\u00f4nios e diminui\u00e7\u00e3o da poda neuronal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A atividade musical mobiliza amplas \u00e1reas cerebrais, tanto as filogeneticamente mais novas (neoc\u00f3rtex), quanto os sistemas mais antigos e primitivos como o chamado c\u00e9rebro reptiliano, que envolve o cerebelo, \u00e1reas do tronco cerebral e a am\u00edgdala cerebral (Muszkat, 2012) <\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u201ca experi\u00eancia musical modifica estruturalmente o c\u00e9rebro&#8221;, pois &#8220;v\u00e1rios circuitos neuronais s\u00e3o ativados pela m\u00fasica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">A RELA\u00c7\u00c3O M\u00c3E-BEB\u00ca X DESENVOLVIMENTO CEREBRAL<\/span><\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>O desenvolvimento cerebral est\u00e1 diretamente ligado ao v\u00ednculo materno.Segundo explica Sue Gerhardt (2018), psicoterapeuta brit\u00e2nica dedicada ao estudo de beb\u00eas, \u00e9 muito importante que os beb\u00eas n\u00e3o se estressem demais nessa fase porque dificulta o desenvolvimento de conex\u00f5es neuronais no c\u00e9rebro em desenvolvimento.Em uma entrevista feita pelo divulgador de ci\u00eancia Edward Punset, a psicoterapeuta explica que o estresse produz cortisol, e sua presen\u00e7a excessiva dificulta o desenvolvimento de conex\u00f5es neuronais no c\u00e9rebro do beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Como vimos acima, o beb\u00ea est\u00e1 realizando in\u00fameras conex\u00f5es neuronais e o v\u00ednculo estabelecido entre m\u00e3e e beb\u00ea \u00e9 muito importante para que essas conex\u00f5es continuem ocorrendo e seu c\u00e9rebro continue tendo um bom desenvolvimento. O v\u00ednculo fornece seguran\u00e7a ao beb\u00ea o que n\u00e3o ocorrer\u00e1 um stress para o pequeno. O v\u00ednculo e a m\u00fasica ir\u00e3o gerenciar o prazer ao beb\u00ea, que consequentemente, diminuir\u00e1 o n\u00edvel de cortisol e permitir\u00e1 um desenvolvimento saud\u00e1vel do c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\"><strong>O FORTALECIMENTO DO V\u00cdNCULO ATRAV\u00c9S DA M\u00daSICA: UMA EXPERI\u00caNCIA<\/strong>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo realizado em 2002 em uma institui\u00e7\u00e3o de pessoas deficientes da cidade de Cotia, mostrou exatamente a import\u00e2ncia do v\u00ednculo e da m\u00fasica para o desenvolvimento cerebral e emocional de beb\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse projeto visava estimular beb\u00eas de 0 a 2 anos com S\u00edndrome de Down. Como musicoterapeuta da institui\u00e7\u00e3o na \u00e9poca, realizei o trabalho de estimula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da m\u00fasica. O objetivo era fazer a m\u00e3e, que ainda estava na sua fase de \u201cluto\u201d, aceitar e entender seu beb\u00ea. Primeiramente eram realizadas atividades de integra\u00e7\u00e3o com as m\u00e3es e beb\u00eas e em seguida elas teriam que cantar para seus filhos. Muitas delas n\u00e3o queriam participar da terapia, n\u00e3o vinham, deixavam o beb\u00ea na sala e sa\u00edam e eu n\u00e3o entendia o que estava acontecendo. Com o tempo percebia que cantar para seu beb\u00ea era muito dif\u00edcil. Quando cantamos estamos lidando com as nossas emo\u00e7\u00f5es e isso para elas naquele momento era algo extremamente doloroso. N\u00f3s s\u00f3 conseguimos cantar para quem realmente amamos.&nbsp; Ent\u00e3o, pude entender o que estava acontecendo e poder ajudar essas m\u00e3es com seus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como pudemos observar nos estudos acima, o v\u00ednculo afetivo do beb\u00ea \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para seu desenvolvimento emocional e neurol\u00f3gico. \u00c9 atrav\u00e9s dessa primeira rela\u00e7\u00e3o que o beb\u00ea desenvolver\u00e1 alguns aspectos emocionais que ir\u00e3o acompanh\u00e1-lo a vida toda. Pais presentes e am\u00e1veis ir\u00e3o contribuir significativamente para a vida do seu filho, contribuindo para um desenvolvimento ps\u00edquico e cognitivo da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos facilitadores dessa rela\u00e7\u00e3o, desse v\u00ednculo afetivo \u00e9 a m\u00fasica. Ela \u00e9 carregada de afetividade e consegue perfeitamente fortalecer essa rela\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de can\u00e7\u00f5es, brincadeiras musicais, aprecia\u00e7\u00f5es musicais. Al\u00e9m disso, a m\u00fasica \u00e9 facilitadora de um desenvolvimento neurol\u00f3gico significativo no beb\u00ea contribuindo para sua vida cognitiva, motora, social e psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, para que os pais consigam fornecer um desenvolvimento saud\u00e1vel para seu filho, \u00e9 importante que a m\u00fasica fa\u00e7a parte dessa caminhada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">BIBLIOGRAFIA<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AJURIAGUERRA, J. de. Manual de Psiquiatria Infantil. S\u00e3o Paulo: Atheneu,<\/p>\n\n\n\n<p>1997.<\/p>\n\n\n\n<p>ALVES, Mirella Alves. M\u00fasica e A\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil. S\u00e3o Paulo: Ciranda Cultural, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>BOWLBY, J. Apego e perda, v.1: A natureza do v\u00ednculo. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>__________. Apego e perda, v. 2:Separa\u00e7\u00e3o \u2013 Ang\u00fastia e raiva. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>DAREZZO, Margareth. Quem vem l\u00e1? M\u00fasica e brincadeira para o beb\u00ea. S\u00e3o Paulo: Melhoramentos, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>FILHO, Lu\u00eds Ant\u00f4nio Millecco, Maria Regina Esmeraldo Brand\u00e3o, Ronaldo Pompon\u00e9t Milleco. \u00c9 preciso cantar: Musicoterapia, cantos e can\u00e7\u00f5es. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>GR\u00dcNSPUM, Haim. Dist\u00farbios neur\u00f3ticos da crian\u00e7a.S\u00e3o Paulo: Atheneu, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>ILARI, Beatriz. M\u00fasica na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia: um livro para pais, professores e aficionados. Curitiba: Intersaberes, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>JOURDAIN, Robert. M\u00fasica, C\u00e9rebro e \u00caxtase.Rio de Janeiro: Objetiva, 1998<\/p>\n\n\n\n<p>PEREIRA, Fernando de Oliveira. Da comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal \u00e0 massagem para beb\u00eas. Rio de Janeiro: Enelivros, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>Links Consultados&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/lunetas.com.br\/a-musica-muda-o-cerebro-mauro-muskat-musico-e-neurologista\/\">https:\/\/lunetas.com.br\/a-musica-muda-o-cerebro-mauro-muskat-musico-e-neurologista\/<\/a>&gt;Acesso em: 27 de Julho de 2020<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.revistaneurociencias.com.br\/edicoes\/2000\/%20RN%2008%2002\/Pages%20from%20RN%2008%2002-7.pdf\">http:\/\/www.revistaneurociencias.com.br\/edicoes\/2000\/ RN%2008%2002\/Pages%20from%20RN%2008%2002-7.pdf<\/a>&gt;Acesso em: 27 de Julho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetoguri.org.br\/acontece\/projeto-guri-oferece-curso-inedito-de-musicalizacao-para-maes-e-bebes-na-fundacao-casa\/\">http:\/\/www.projetoguri.org.br\/acontece\/projeto-guri-oferece-curso-inedito-de-musicalizacao-para-maes-e-bebes-na-fundacao-casa\/<\/a>&gt;Acesso em 27 de Julho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/musicaeinclusao.files.wordpress.com\/2016\/06\/muskat-mauro-mc3basica-neurocic3aancia-e-desenvolvimento-humano.pdf\">https:\/\/musicaeinclusao.files.wordpress.com\/2016\/06\/muskat-mauro-mc3basica-neurocic3aancia-e-desenvolvimento-humano.pdf<\/a>&gt;Acesso em 27 de Julho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/psicoativo.com\/2017\/01\/sinapses-partes-funcoes-e-tipos-de-sinapses.html\">http:\/\/psicoativo.com\/2017\/01\/sinapses-partes-funcoes-e-tipos-de-sinapses.html<\/a>&gt; Acesso em 27 de Julho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>&lt;<a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/o-que-e\/biologia\/o-que-e-neuronio.htm\">https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/o-que-e\/biologia\/o-que-e-neuronio.htm<\/a>&gt; Acesso em 27 de Julho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/catalogodeteses.capes.gov.br\/catalogo-teses\/#!\/\">https:\/\/catalogodeteses.capes.gov.br\/catalogo-teses\/#!\/<\/a>&gt; Acesso em 03 de Agosto de<\/p>\n\n\n\n<p>2020.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.vittude.com\/blog\/teoria-do-apego\/\">https:\/\/www.vittude.com\/blog\/teoria-do-apego\/<\/a>&gt; Acesso em 03 de Agosto de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/soumamae.com.br\/a-importancia-do-afeto-e-o-desenvolvimento-cerebral-das-criancas\/\">https:\/\/soumamae.com.br\/a-importancia-do-afeto-e-o-desenvolvimento-cerebral-das-criancas\/<\/a>&gt; Acesso em 03 de Agosto de 2020.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Priscila Fabiana Monare Pasqual<\/strong> &#8211;  Bacharel em Musicoterapia, Licenciada em M\u00fasica, Especialista em Psicomotricidade, Especialista em Neuroeduca\u00e7\u00e3o Musical.  Atua com musicaliza\u00e7\u00e3o para beb\u00eas e crian\u00e7as h\u00e1 vinte anos na rede particular da cidade de S\u00e3o Paulo.  Atualmente ministra oficinas de musicaliza\u00e7\u00e3o infantil para professores e atua como professora de m\u00fasica em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este trabalho apresenta alguns relatos sobre a import\u00e2ncia da utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica no estabelecimento do v\u00ednculo afetivo m\u00e3e \u2013 beb\u00ea e seus prov\u00e1veis desdobramentos no desenvolvimento cerebral da crian\u00e7a de 0 a 2 anos.Discute a import\u00e2ncia da figura materna para o desenvolvimento cognitivo e emocional do beb\u00ea e como isso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1207,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[64,69],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1202"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1202"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1202\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1211,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1202\/revisions\/1211"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1207"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neuroeducacaomusical.com.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}